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  • Children of the Nameless - Capítulo 4

    Children of the Nameless - Capítulo 4

    por MYPCards em 23/12/2018 - 276 Visualizações, 0 Comentários.

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    Capítulo 4: Davriel





    Davriel Cane — O Homem da Mansão — estava ficando muito cansado de pessoas tentando matá-lo.



    Qual era o sentido em mudar-se para um remanso tão longínquo se as pessoas continuariam a te incomodar de toda maneira? Davriel havia tornado extremamente difícil chegar a ele, mas esses tipos que se arvoram em arautos da justiça pareciam considerar tal fato um desafio extra.



    Você não terá essas preocupações depois que fizer uso de mim, disse a Entidade no fundo da mente de Davriel. Ela tinha uma voz sedosa e convidativa. Assim que estivermos confiantes em nosso poder, nenhum aventureiro simplório sequer pensará em nos desafiar.



    Davriel ignorou a voz. Conversar com a Entitade era raramente produtivo. Desde que ela curasse as suas feridas, Davriel não dava importância às promessas que sussurrava.



    Ele se acomodou em seu assento quando Crunchgnar chegou. A criatura alta e chifruda seria — para uma pessoa normal — “um demônio”. Este, obviamente, era um termo muito grosseiro. Os diabolistas peritos sabiam que os demônios pertenciam a diversas cepas — e seria um erro empregar o termo “raça” ou “linhagem” para demônios, visto que eles são normalmente criados já totalmente formados por meios mágicos, em vez de nascerem.



    Crunchgnar, por exemplo, era um demônio Hartmurt: um tipo de demônio alto e musculoso, sem cabelos, com feições inumanas e chifres que varriam a cabeça quase como uma crina. Uma rara cepa sem asas, os Hartmurts são resistentes, se curam rapidamente e tendem a ser combatentes habilidosos. De fato, Crunchgnar usava couro de guerreiro e tinha um par de espadas cruéis amarradas à cintura.



    O demônio era burro como uma porta. Felizmente, ele também era robusto. Seguindo algumas instruções de Miss Highwater, Crunchgnar espremeu-se para dentro do banheiro e pegou a garotinha assassina, carregando-a então para o quarto. Ele pegou a viola de suas costas e a colocou na cadeira de frente para Davriel. O demônio franziu a testa quando a forma rígida e congelada da garota não estava de acordo com o assento.



    Miss Highwater estava correta. Esta menina era diferente dos outros pretendentes a heróis que vinham matar Davriel. Ela era tão jovem. Catorze, quinze anos no máximo. Teria a igreja ficado sem adultos fisicamente capazes para enviar à morte?



    Em vez do habitual equipamento composto por armas pontiagudas e muitas fivelas, a criança vestia roupas de camponês — esfarrapada, ensanguentada, pálida. Ela parecia meio morta de fome, com círculos escuros profundos sob os olhos.



    Miss Highwater aproximou-se dele, levantando uma sobrancelha, enquanto Crunchgnar tentava forçar a menina a sentar-se — o que o feitiço de aprisionamento de Davriel ainda impedia. O demônio então grunhiu para si mesmo, fazendo o melhor que podia para amarrá-la no assento.



    Davriel bateu palmas, invocando um pequeno diabo de pele vermelha da sala de serviço. Ele veio trotando, carregando uma bandeja grande demais para si, precariamente arranjada com uma garrafa de Glurzer, uma safra local. O vinho docemente aromático fez cócegas no nariz de Davriel quando ele se serviu de uma taça.



    A criatura tagarelou com ele na língua recortada dos diabos locais.



    “Não.” disse Davriel em resposta, sorvendo o vinho. “Ainda não.”



    A criatura rosnou em aborrecimento, depois ergueu uma taça bem menor, que Davriel encheu de vinho. O diabo cambaleou, carregando a bandeja enquanto tentava beber seu vinho. É melhor que ele não derrame aquele Glurzer. Os diabos eram servos terríveis, mas cada um faz o que pode com aquilo que possui. Pelo menos, eles eram baratos e fáceis de enganar.



    Você terá muito mais, sussurrou a Entidade no fundo de sua mente. Basta você aproveitar.



    Crunchgnar finalmente recuou, cruzando os braços enormes. “Pronto. Está feito.” Ele amarrou a garota pela cintura, pés e pescoço à cadeira — embora ela ainda estivesse rígida como um tábua, acomodada inclinada na cadeira.



    “Bom o bastante”, disse Davriel. “Porém, você provavelmente deveria permanecer aqui quando eu soltá-la do aprisionamento, só por garantia.”



    “Você tem medo de uma coisa tão pequena?” Crunchgnar rosnou.



    “Pequenas coisas podem ser muito perigosas também, Crunchgnar”, disse Davriel. “Uma faca, por exemplo.”



    “Ou o seu cérebro, Crunchgnar,” observou Miss Highwater.



    Crunchgnar cruzou os braços, olhando para ela. “Você acha que me insulta. Mas eu sei que, no fundo, você realmente me teme.”



    “Oh, acredite, Crunchgnar,” disse ela. “Você vai descobrir que não há nada que eu tema mais que a estupidez.”



    Ele avançou, seus pés batendo ruidosamente no chão. Ele se aproximou de Miss Highwater, pairando sobre ela. “Eu vou destruir você assim que me apossar da alma dele. Você está se tornando fraca e preguiçosa que nem ele. Livros-razão e cifras? Bah! Quando foi a última vez que você se apoderou da alma de um homem?”



    “Eu tentei me apoderar da sua na outra noite,” retrucou ela, “mas encontrei apenas a alma de um rato, o que eu deveria ter previsto, considerando…”



    “Já chega,” disse Davriel. “Os dois.”



    Eles trocaram olhares, mas pararam. Davriel entrelaçou os dedos das mãos diante de si, estudando a menina camponesa. Ela havia parado de cantar, mas aquela música… Ela tinha uma força estranha, um poder que ele não esperava. Terá sido aquilo o toque do Pântano sobre ela? Ela era, sem dúvida, dos Acessos, provavelmente Verlasen.



    Ele cancelou o feitiço de aprisionamento. A jovem imediatamente relaxou em seu assento, ofegando. Então, ela envolveu seus braços em volta de si mesma e estremeceu, como se estivesse com frio — feitiços de aprisionamento costumavam ter esse efeito. Seus longos cabelos castanhos cobriam muito de seu rosto quando ela olhou para ele. As cordas de Crunchgnar, agora frouxas, não tinham muita utilidade. Eles amarraram seus pés à cadeira, mas não a impediram de mover os braços ou a cabeça.



    “Termine com isso de uma vez, monstro,” sibilou a menina para ele. “Não brinque comigo. Mate-me.”



    “Você tem alguma preferência?” disse Davriel. “Machadada no pescoço? Cozida nos fornos? Diabos foram sugeridos, mas preocupa-me que você seja muito magra para nutri-los adequadamente.”



    “Você zomba de mim.”



    “Estou apenas frustrado,” disse ele, levantando-se da cadeira para começar a andar. “O que há de errado com vocês aldeões? A vida de vocês não é terrível o suficiente com esses espíritos, feras e tudo o mais que existe nas florestas? Vocês têm que vir aqui e incitar a minha ira também?”



    A garota se encolheu na cadeira.



    “Tudo o que eu quero”, disse Davriel, “é ficar em paz. Vocês só precisam fazer o trabalho de vocês! Garantir a minha provisão de chá.”



    “E camisas,” disse Miss Highwater, conferindo seu livro-razão, “e comida. E impostos ocasionais. E móveis. E tapetes.”



    “E, bem, sim”, disse Davriel. “Algumas poucas oferendas, condizentes com a minha posição. Mas não é tão ruim. Uma relação igualmente benéfica para todos os envolvidos. Eu recebo um lugar tranquilo e isolado para tocar a minha vida. Vocês ganham um senhor que não bebe o sangue de vocês ou se deleita com a carne de virgens a cada lua cheia.



    Pensei que, em Innistrad, ter um senhor que ignora vocês a maior parte do tempo seria uma novidade!”



    “E o que foi que a Aldeia de Verlasen fez para ofendê-lo?” sussurrou a menina. “Suas meias foram feitas muito apertadas? Alguma de suas maçãs estava bichada? Que ofensa insignificante o levou a finalmente nos notar?”



    “Bah,” disse Davriel, entre um passo e outro. “Não me importo com vocês. Porém, vocês continuam a enviar esses caçadores para virem me atacar! Foram quantos nas últimas duas semanas, Miss Highwater? Quatro?”



    “Quatro grupos,” disse ela, virando uma página do livro-razão. “Com uma média de três cátaros ou caçadores em cada um.”



    “Pulando para fora da minha adega,” disse Davriel, acenando aborrecido, “ou arrombando a porta da frente. Aqueles gêmeos com os tridentes quebraram minha janela da sala de jantar — aquela feita de vitrais antigos. Alguém continua falando de mim para eles e, por isso, eles continuam vindo para me matar. Isso está se tornando extremamente inconveniente. O que mais posso fazer para vocês, aldeões, calarem a boca?”



    “Isso não deveria ser um problema,” sussurrou a garota, “agora que você assassinou todos nós.”



    “Sim, bem, isso não é …” Ele interrompeu a fala, parando no lugar em que estava. “Espere. ‘Assassinou todos nós’?”



    “Por que fingir ignorância?” disse a menina. “Todos sabemos o que você fez. Você foi visto quando levou meus pais de sua carroça há dez dias. Então seus geists pegaram aqueles mercadores e outros que se aproximaram demais do limite da aldeia. Minha irmã dois dias atrás. E então, hoje…”



    Ela fechou os olhos.



    “Estão todos mortos”, ela sussurrou. “Todos menos eu. Mortos e frios, com olhos de mármore. Eu segurei a minha irmã depois que eles a encontraram e ela estava… flácida. Como um saco de grãos do celeiro. Ela estava treinando para tornar-se sacerdotisa, mas morreu como os demais. O Pântano receberá os corpos do meu povo, mas não irá banquetear-se, pois suas almas se foram. Levadas, como o calor roubado diretamente do fogo, deixando apenas cinzas.”



    Davriel olhou na direção de Miss Highwater, que inclinou a cabeça.



    “Todos,” disse Miss Highwater. “Todos da Aldeia de Verlasen?”



    A garota assentiu.



    “Verlasen?” perguntou Davriel. “É aquela onde…”



    “Você obtém o seu chá de pó de salgueiro?” perguntou Miss Highwater. “Sim.”



    Maldição. O chá, um leve sedativo, era o seu favorito. Ele precisava dele para dormir nos dias em que suas lembranças ficavam pesadas demais para ele.



    “É lá que os alfaiates de camisas vivem,” disse Miss Highwater. “Viviam. Creio que nós antecipamos esse problema, então.”



    “Todos os aldeões?”disse Davriel, virando-se para a garota. “Todos eles?”



    Ela assentiu.



    “Fogos do inferno!” disse ele. “Você sabe quanto tempo leva para substituir essas coisas? Pelo menos dezesseis anos até tornarem-se produtivos!”



    “Você tem mais duas aldeias,” observou Miss Highwater. “Suponho que poderia ser pior.”



    “Verlasen era a minha favorita.”



    “Você não seria capaz de diferenciar uma da outra nem mesmo se a sua vida dependesse disso. Mas isso terá um forte impacto em seus rendimentos e no registros de lucros e perdas da próxima estação.” Ele fez uma anotação. “Além disso, estamos sem chá.”



    “Desastre,” disse Davriel, caindo para trás em sua cadeira. “Já se passaram dez dias desde a primeira dessas mortes?”



    Ela balançou a cabeça lentamente, assentindo. “Meus pais. Você os conhecia; eles fizeram as suas camisas. Mas… Você já sabe sobre as suas mortes. Você os matou.”



    “Claro que não,” disse ele. “Assassinar aldeões? Eu próprio? Isso soa como uma enorme quantidade de trabalho. Eu tenho pessoas — bem, seres que são vagamente moldados como pessoas — para fazer esse tipo de coisa para mim.”



    Davriel esfregou a testa. Não é de admirar que os caçadores estivessem o incomodando tanto ultimamente. Nada atraía candidatos a herói mais do que notícias de um lorde misterioso abusando de seus camponeses.



    Fogos do inferno! Ele deveria ter sido capaz de ocultar-se na obscuridade [aqui]. Ele havia se mudado para [aqui] anos atrás, finalmente estabelecendo-se nos Acessos, o local mais remoto em um plano igualmente remoto. [Aqui], consorciar com demônios era apenas uma pequena excentricidade.



    Assim pensava ele. E se… e se as notícias se espalhassem para os ouvidos errados? Os que escutam histórias sobre um homem com a sua descrição, um homem que poderia roubar feitiços das mentes dos outros?



    O tempo está se esgotando, disse a Entidade no fundo de sua mente. Eles irão te encontrar. E eles irão te destruir. Precisamos reunir nosso poder e nos prepararmos.



    Ficarei bem, respondeu Davriel, pensando diretamente na Entidade. Eu não preciso de você.



    Mentira, ela respondeu. Eu posso ler seus pensamentos. Você sabe que um dia precisará de mim novamente.



    Por um instante, Davriel sentiu cheiro de fumaça. Ouviu gritos. Por um instante, ele estava de pé diante de multidões encolhidas e era adorado.



    Essas memórias eram, de alguma forma, mais reais do que deveriam ser. A Entidade conseguia brincar com seus sentidos, mas ele afirmou sua determinação e afastou o seu toque, banindo as sensações.



    “Miss Highwater,” disse ele.



    “Sim?”



    “Ainda temos a alma daquele cavaleiro que me atacou há alguns dias? Aquele de quem roubei o vínculo que utilizei para aprisionar a garota?”



    “Você prometeu dar a alma do cavaleiro aos diabos,” disse ela, virando algumas páginas em seu livro-razão. “Se eles fossem bonzinhos”



    “Eles foram bonzinhos?”



    “Eles são diabos. Claro que não foram bonzinhos.”



    “Certo. Busque a alma para mim. Ah, e uma cabeça, se tivermos uma por aí.



    Continua (…)



    Agradecendo muito ao pessoal da mythologica, quem está fazendo esse trabalho impressionante de tradução!!


  • Children of the Nameless - Capítulo 3

    Children of the Nameless - Capítulo 3

    por MYPCards em 20/12/2018 - 279 Visualizações, 0 Comentários.

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    Capítulo 3: Tacenda





    O Homem da Mansão havia chegado dois anos atrás, logo depois que Tacenda descobriu a Canção de Proteção. Ele havia imediatamente removido o antigo governante dos Acessos — uma criatura conhecida como Lorde Vaast. Ninguém derramou lágrimas pela aparente morte de Vaast. Com frequência, ele tomava muito sangue das jovens mulheres que visitava à noite.



    Pelo menos ele nunca tirou a vida de uma aldeia inteira em um único dia.



    Tacenda agachou-se dentro do perímetro do terreno da mansão, olhando para o imponente edifício. Uma luz muito vermelha brilhava das janelas. O Homem da Mansão era conhecido por consorciar com demônios; de fato, a estrada de acesso pela frente era alinhada por estátuas aladas que — enquanto ela observada suas formas sombreadas — ocasionalmente se contorciam.



    Ela agarrou o furador de gelo, sua viola estava amarrada às suas costas. A parte de trás do prédio teria uma entrada para os criados; seu pai falou sobre ter entregado camisas ali.



    Sentindo-se exposta, Tacenda deixou a floresta e atravessou o gramado. O luar parecia pomposo e brilhante. Será que o sol podia mesmo ser mais brilhante que ele? Ela alcançou o lado da mansão, seu coração trovejando em seu peito, o furador de gelo segurado como um punhal. Ela encostou-se na parede de madeira, depois avançou rumo ao sul. Um brilho veio daquela direção. E isso seriam… vozes?



    Ela chegou aos fundos do edifício, depois olhou em volta, avistando uma porta aberta. A entrada dos criados, derramando luz ao longo do gramado em um retângulo. Ela não conseguia respirar — um grupo de pequenas criaturas de pele vermelha tagarelava ali, do lado de fora da porta. Da altura de sua cintura, os disformes demônios possuíam longas caudas e não usavam roupas. Eles cavavam em um barril de maçãs podres, atirando as frutas uns nos outros.



    Aquelas maçãs… seriam da colheita do pomar do mês passado, enviadas ao Homem da Mansão conforme ordenado. Os aldeões tinham fornecido a ele as melhores frutas, mas — a julgar pelo quanto o barril estava cheio — os frutos haviam sido deixados para apodrecer.



    Tacenda recuou, escondendo-se, respirando rapidamente, sua mão tremendo. Ela fechou firmemente os olhos e ouviu as criaturas tagarelando em sua linguagem gutural e distorcida. Ela costumava escutar sons terríveis saindo da floresta, mas ver tais criaturas diretamente era outra coisa.



    Ela forçou a se mover, tentando abrir algumas janelas ao longo da parede. Infelizmente, todas estavam trancadas e quebrar uma delas chamaria atenção. Restavam os portões da frente ou a porta com as criaturas nos fundos.



    Ela rastejou de volta para o canto e se forçou a olhar para aquelas coisas novamente. Os quatro brigavam por uma maçã mais ou menos inteira. Tacenda respirou fundo.



    E cantou.



    A Canção de Proteção. Ela a manteve suave, apenas um calmo canto em voz baixa — embora sua viola de gamba tenha respondido à música, vibrando como costumava acontecer caso ela não começasse a tocá-la enquanto cantava.



    A música fez o calor subir dentro dela, paixão e dor juntos. A música surgia mais através dela do que para fora dela. Esta noite, a canção parecia particularmente vibrante. Viva. Mais do que ela estava.



    Os demônios congelaram e seus olhos negros arregalaram como se estivessem ofuscados. Eles se inclinaram para trás com os lábios entreabertos, expondo dentes bastante afiados. Então, afortunadamente, eles se afastaram guinchando baixinho buscando a floresta.



    A canção queria crescer, queria explodir mais alto de dentro dela. Tacenda a cortou em vez disso, depois expirou, ofegando baixinho. A música a fez sentir. A retirou das águas, encharcada e fria e, de alguma forma, soprou vida para dentro dela. Mas como ela poderia sentir alguma coisa, exceto raiva e tristeza?



    Concentre-se na tarefa a ser feita. Com o furador de gelo empunhado diante dela, ela deslizou através das portas dos fundos da mansão e entrou em um corredor que parecia muito acolhedor, com seu tapete grosso e o ornamentado acabamento em madeira. Esta era a casa de um monstro. Ela não confiou em sua fachada amigável mais do que confiaria em uma garotinha encontrada no meio da floresta, sorrindo e prometendo tesouros.



    Passos fizeram o assoalho ranger em uma sala próxima. Certa de que algum horror iria aparecer e agarrá-la, Tacenda subiu os degraus da escada próxima rumo ao segundo andar. De fato, logo depois que ela se acalmou, alguma coisa com pele cinza escura passou pelo corredor. Os enormes chifres da criatura escovavam o teto e seus passos eram pesados.



    Aflita, Tacenda o observou inspecionando a área do lado de fora da porta dos fundos. Ele havia ouvido — ou talvez apenas sentido — a sua música. Ela tinha que sair de vista. Ela esgueirou-se para o primeiro aposento que encontrou no segundo andar: um quarto de dormir, a julgar pelo dossel banhado pelo luar ao lado da janela.



    Ela atravessou o quarto até uma porta ao lado, então entrou em um luxuoso banheiro, com uma banheira que poderia servir a uma família inteira. Ela fechou a porta, envolvendo-se em uma espécie de escuridão comum. Uma que ela quase achou acolhedora. Familiar, ao menos.



    Aqui, a tensão do momento finalmente a sobrepujou. Ela sentou-se em um banquinho em meio à escuridão com o furador de gelo apoiado em seu peito, sua mão tremendo. Sua viola começou a vibrar suavemente em suas costas — e então ela percebeu que havia começado a cantarolar para tentar acalmar-se, parando abruptamente.



    Em vez disso, ela tateou procurando o pingente de sua irmã, que ela havia tomado antes de entregar o corpo de Willia aos sacerdotes.



    Willia confiava nos anjos. Ela sempre fora a mais forte das duas, a guerreira. Ela deveria estar viva em vez de Tacenda. Willia teria tido uma chance real de matar o Homem da Mansão.



    Elas sempre contaram uma com a outra. Durante os dias, Willia encorajava Tacenda, conduzindo-a aos campos para cantar para os trabalhadores. À noite, Tacenda cantava enquanto Willia estremecia. Juntas, elas era uma só alma. E agora, Tacenda teria que tenta viver sozinha?



    Vozes.



    Tacenda levantou-se de forma abrupta na escuridão. Ela podia ouvir vozes aproximando-se — uma delas ríspida, autoritária. Ela conhecia aquela voz. Ela tinha ouvido-a quando o Homem da Mansão havia vindo — envolto em seu manto e máscara — reclamar a respeito de uma entrega de camisas feita por seu pai há dois meses.



    Passos ressoaram nas tábuas do lado de fora, o rangido de madeira velha e cansada. Tacenda se levantou atabalhoadamente e posicionou-se logo na entrada da porta. Uma onda de pânico percorreu-a quando a porta se abriu, derramando luz no banheiro. E então…



    Então paz… Era chegada a hora.



    Vingança.



    Ela pulou para fora das sombras e ergueu a sua arma improvisada contra o Homem: uma figura dominadora com um bigode de lápis, cabelo escuro penteado para trás e um terno preto. O furador de gelo fez um barulho satisfatório quando ela bateu com ele diretamente no lado esquerdo do seu peito, bem ao lado de sua gravata violeta. O furador moeu um osso ao penetrar profundamente.



    O Homem congelou. Ela parecia ter realmente o surpreendido, a julgar pelo olhar de choque em seu rosto. Seus lábios se separaram, mas ele não se moveu.



    Será que ela… será que ela teria acertado seu coração? Será que ela realmente conseguiu…



    “Miss Highwater!” o Homem chamou por cima do ombro. “Há uma camponesa no meu banheiro!”



    “O que ela quer?” uma voz feminina chamou de outro aposento.



    “Ela me apunhalou com o que parece ser um furador de gelo!” O homem empurrou Tacenda de volta para o banheiro, depois arrancou o furador de si. O comprimento brilhava com seu sangue. “Um furador de gelo enferrujado!”



    “Ótimo!”  disse a voz. “Pergunte quanto devo a ela!”



    Tacenda reuniu sua coragem — sua fúria — e endireitou-se. “Vim atrás de vingança!” gritou ela. “Você deveria saber que eu viria, depois que você…”



    “Ah, cale-se,” disse ele, soando mais incomodado do que com raiva. Seus olhos nublaram-se brevemente, como se estivessem se enchendo de fumaça azul.



    Tacenda tentou avançar contra ele, mas se viu magicamente congelada no lugar. Ela fez força, mas não conseguiu fazer mais do que piscar um olho. Sua confiança evaporou na mesma hora. Ela sempre soube que vir aqui seria suicídio. Ela esperava obter algum tipo de vingança, mas ele nem parecia ter sentido dor pelo ferimento. Ele jogou a jaqueta sobre uma cadeira no quarto, depois cutucou a pequena seção ensanguentada de sua camisa branca de babados.



    A mulher que tinha falado mais cedo finalmente entrou no quarto… e chamar aquilo de mulher seria um erro. A criatura vestia roupas humanas — uma jaqueta cinza justa sobre uma saia simples na altura do joelho — e usava os cabelos pretos em um coque. Mas ela tinha a pele acinzentada e olhos vermelhos escuros, com pequenos chifres espreitando através de seus cabelos. Outro dos servos demoníacos do Homem.



    O demônio enfiou um livro sob o braço e caminhou para dar uma olhada em Tacenda. Mais uma vez, Tacenda tentou lutar, mas não conseguiu sair da postura anterior — de pé, desafiando o Homem.



    “Curioso,” disse a mulher demônio. “Ela não pode ter mais que dezesseis anos. Mais nova que maioria dos seus pretensos assassinos.”



    O Homem cutucou sua ferida novamente. “Parece-me, Miss Highwater, que você não está tratando esta situação com a devida gravidade que ela merece. Minha camisa está arruinada.”



    “Providenciaremos outra para você.”



    “Esta era a minha favorita.”



    “Você tem trinta e sete exatamente iguais a esta. Você não conseguiria diferenciar umas das outras nem mesmo se a sua vida dependesse disso.”



    “Essa não é a questão.” Ele hesitou. “… Trinta e sete? Isso é um pouco excessivo, mesmo para mim.”



    “Você me pediu para abastecê-lo devidamente caso o alfaiate fosse devorado.” A mulher demônio gesticulou na direção da Tacenda. “O que devo fazer com a criança?”



    A respiração de Tacenda ficou presa. Ela ainda conseguia respirar, embora seus olhos estivessem paralisados abertos, olhando para frente. Ela mal conseguia distinguir o Homem através da porta do banheiro quando ele se deixou cair em uma cadeira no quarto.



    “Incinere-a ou algo do tipo”, disse ele apanhando um livro. “Alimente os demônios com ela, talvez. Eles têm me implorado por carne viva.”



    Devorada vida?



    Não imagine isso. Não pense. Tacenda tentou se concentrar em sua respiração.



    A mulher demônio — Miss Highwater — encostou-se à porta do banheiro de braços cruzados. “Ela parece ter passado pelo inferno. E não necessariamente pelas partes agradáveis.”



    “Existem partes agradáveis no inferno?” perguntou o Homem.



    “Depende do quão quente você goste do seu magma. Olhe para aquele vestido ensanguentado, rasgado e coberto de sujeira. Não há algo nela que lhe pareça estranho?”



    “Suja e ensanguentada,” disse ele. “Não é assim que os camponeses normalmente se parecem?”



    Miss Highwater olhou por cima do ombro.



    “Eu não acompanho as modas locais”, disse o homem da sua  cadeira. “Sei eles que gostam muito de fivelas. E colarinhos. Juro que outro dia vi um camarada com uma colarinho tão alto que seu chapéu repousava sobre ele, em vez de tocar a sua cabeça…”



    “Davriel,” disse Miss Highwater. “Estou falando sério.”



    “Eu também. Ele tinha fivelas em seus braços.” O Homem ergueu o braço esquerdo, gesticulando incredulamente. “Apenas envolvendo a parte superior do seu braço. Nenhum propósito. Acho que as pessoas estão preocupadas de que suas roupas escorregarão se não estiverem presas no lugar.”



    Tacenda suportou o diálogo em silêncio. A conversa deles era estranha, mas também tão desdenhosa. Ela realmente não era nada além de um inconveniente para eles, não é verdade?



    Ainda assim, quanto mais tempo passassem discutindo, mais demoraria para que alimentassem os demônios com Tacenda. Ela não conseguia evitar imaginar a experiência, permanecendo imóvel enquanto as criaturas brigavam por ela como fizeram com as maçãs. Até que, finalmente, começariam a banquetear-se com a sua carne —a dor aguda e real, embora ela fosse incapaz de gritar…



    Respire. Apenas concentre-se em respirar.



    Inspire profundamente, expire profundamente. Até mesmo os seus lábios estavam paralisados — sua língua e garganta como se fossem pedras — mas talvez… com um esforço…



    Ela respirou fundo, então cantarolou uma suave — mas pura — nota sussurrada. Sua viola respondeu, as cordas vibrando em harmonia.



    O Homem da Mansão ergueu-se em um movimento brusco.



    Canção de Proteção. Cante a Canção de Proteção! Ela tentou, mas todo o seu esforço resultou em nada mais que um murmúrio silencioso, e não parecia incomodar o demônio ou seu mestre.



    “Chame Crunchgnar,” disse o Homem finalmente. “Faremos ele amarrar a assassina e então fazê-la explicar quem a mandou aqui.”



    Continua (…)



    Agradecendo muito ao pessoal da mythologica, quem está fazendo esse trabalho impressionante de tradução!!


  • Children of the Nameless - Uma novela Magic: the Gathering

    Children of the Nameless - Uma novela Magic: the Gathering

    por MYPCards em 18/12/2018 - 412 Visualizações, 0 Comentários.

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    Brandon Sanderson é mais conhecido pelo universo Cosmere, onde estão situadas as histórias de Mistborn The Stormlight Archive, e por seu trabalho em finalizar a saga A Roda do Tempo. Porém, quem acompanha com mais afinco a trajetória do escritor, sabe que ele é um apaixonado jogador do card game Magic: the Gathering. Não foi à toa que a Wizards of the Coast propôs que ele escrevesse uma novela situada no universo do jogo, o que ele prontamente aceitou.





    Children of the Nameless (Filhos do Sem Nome) é o título deste primeiro contato de Sanderson com a história por trás do multiverso repleto de magos, criaturas, terras e artefatos mágicos do mais antigo jogo de cartas colecionáveis.



    O Multiverso



    O multiverso de Magic: the Gathering é composto por diversos planos (algo como mundos) separados pelo Éter. Esses planos podem ser naturais ou artificiais. Alguns raros indivíduos, quando expostos a situações extremas, podem despertar em si uma fagulha. Essa fagulha é o desencadear do processo que os fazem ascender à condição de planeswalkers (planinautas).



    Os planeswalkers possuem habilidades mágicas poderosíssimas, sendo capazes de transitar entre os diversos planos do multiverso. Em Children of the Nameless, Sanderson introduz Davriel Cane, um planeswalker concebido pelo próprio autor em conjunto com a Wizards. A história se passa no plano de Innistrad, uma terra sombria, cheia de lobisomens, vampiros, demônios e fantasmas.



    A História



    Sanderson concedeu uma entrevista ao site io9, falando sobre a protagonista Tacenda, que possui poderes mágicos, mas tem que enfrentar a sua própria fraqueza para fazer bom uso do sem dom. É através dela que a maior parte da história é experimentada.



    Conhecido pelos seus sistemas de magia bem elaborados. Como era de se esperar, achou bastante interessante desenvolver a forma como a magia é conjurada em Magic: the Gathering:




    Estou sempre ansioso em pôr as minhas mãos em um novo sistema de magia, vendo como posso dobrá-lo, brincar com ele e abordá-lo a partir de direções inesperadas.




    Em uma outra entrevista, concedida à Wizards, Sanderson revelou que já possuía a história na cabeça há anos. Sentiu-se muito satisfeito em escrevê-la, pois a empresa lhe concedeu total liberdade para criá-la. Ele afirmou que a disponibilidade de numerosas ilustrações e da história pré-existente para o plano o auxiliou no processo. No entanto, teve todo o cuidado de fazer as coisas ao seu modo. O escritor concluiu a entrevista dizendo que gostaria de escrever outras histórias para a franquia.



    Sinopse




    Desde o dia em que nasceu, Tacenda tem sido tanto abençoada quanto amaldiçoada. Quando o seu feitiço de proteção falha durante a noite e a sua aldeia em Kessig é atacada, ela busca vingança contra quem acredita ser o responsável: o pactuante com demônios Lorde da Mansão.




    e-book completo foi disponibilizado gratuitamente (em inglês) pela Wizards of the Coast. Você poderá baixá-lo em formato EPUB clicando aqui ou em PDF neste link.



    Prólogo



    Haviam dois tipos de escuridão e Tacenda temia o segundo muito mais do que o primeiro.



    A primeira escuridão era uma escuridão comum. A escuridão das sombras, onde a luz esforçava-se para alcançar. A escuridão de uma porta de armário, rachada, ou do antigo galpão perto da floresta. Essa primeira escuridão era a escuridão do entardecer, que infiltrava-se nas casas quando a noite chegava, como um visitante indesejável que você não possui escolha senão deixá-lo entrar.



    A primeira escuridão tinha os seus perigos, especialmente nesta terra onde as sombras respiravam e coisas sombrias uivavam à noite. Mas foi essa segunda escuridão — a que vinha sobre Tacenda todas as manhãs — que ela realmente temia. Sua cegueira estava ligada diretamente ao nascer do sol; ao primeiro raio de luz, sua visão desaparecia. Então, a segunda escuridão se apossava dela: um puro, inescapável negrume. Apesar de todas as garantias tanto dos seus pais quanto dos sacerdotes, ela sabia que algo terrível a observava daquela escuridão.



    Sua irmã gêmea, Willia, a entendia. A maldição de Willia era o inverso da de Tacenda — Willia enxergava durante o dia, mas era capturada pela segunda escuridão todas as noites. Nunca houve um momento no qual ambas pudessem enxergar ao mesmo tempo. Desta forma, ainda que gêmeas, as garotas nunca puderam olhar nos olhos uma da outra.



    Enquanto crescia, Tacenda tentou banir o medo dessa segunda escuridão aprendendo a tocar música. Ela disse a si mesma que, pelo menos, ainda podia ouvir. De fato, sendo cega, ela sentia que conseguia ouvir melhor a música natural da terra. O triturar de seixos sob os passos. Os vibrantes tremores das risadas quando uma criança passava por seu assento no centro da cidade. Às vezes, Tacenda até sentia que podia ouvir o alongamento de árvores antigas enquanto cresciam — um som como o torcer de uma corda — acompanhando pelo gentil suspirar de suas folhas estabelecidas.



    Ela desejava poder ver o sol, ao menos uma vez. Uma bola de fogo gigante, flamejante e ardente no céu, mais brilhante do que a lua? Ela podia sentir o seu calor intenso em sua pele, por isso sabia que ele era real, mas como será que é para os outros viverem as suas vidas, vendo aquela incrível fogueira no céu caindo sobre eles?



    O povo da aldeia soube sobre as maldições inversas das meninas e as consideraram marcadas. Foi o toque do Pântano sobre elas, sussurravam as pessoas. Algo bom: significa que as gêmeas foram abençoadas.



    Tacenda tinha dificuldades em sentir que isso era uma bênção até o primeiro dia em que ela encontrou a sua primeira verdadeira canção. Quando ainda era criança, as pessoas da aldeia compraram para ela tambores de um mercador viajante, de forma que ela pudesse cantar para eles enquanto trabalhavam nos campos cheios de pó. Eles diziam que a escuridão entre as árvores parecia recuar quando ela cantava e afirmavam que o sol brilhava mais forte. Em um desses dias, Tacenda descobriu um poder dentro de si — e começou a cantar uma linda e reconfortante canção de alegria. De alguma forma, ela sabia que ela havia surgido do Pântano. Um dom concedido juntamente com a sua maldição de cegueira.



    Willia sussurrou que ela também sentia um poder dentro de si. Uma estranha e incrível força. Quando ela lutava com a espada — embora tivesse apenas doze anos — se igualava até a Barl, o ferreiro.



    Willia sempre foi a feroz das duas. Pelo menos durante o dia. À noite, quando a segunda escuridão se apossava dela, ela se estremecia com um medo que Tacenda conhecia intimamente. Durante aquelas longas noites, Tacenda cantava para a sua irmã, uma menina atemorizada — contra toda a razão — de que, desta vez, a luz não retornaria para ela.



    Foi em uma noite como essas, logo após o décimo terceiro aniversário das duas, que Tacenda descobriu uma outra canção. Surgiu para ela como uma coisa da floresta arranhando a porta, uivante e delirante. Feras às vezes vinham da floresta à noite, invadindo casas e raptando os moradores. Esse era o preço de viver nos Acessos; a terra cobrava um imposto sobre o sangue dos indivíduos. Havia pouco a fazer além de barrar a sua porta e rezar ao Pântano ou ao Anjo — dependendo da sua preferência — pela libertação.



    Mas, naquela noite — ouvindo a sua irmã em pânico e o choro dos seus pais — Tacenda foi em direção à besta quando esta entrou. Ela ouvira música na porta rachada e estilhaçada, na brisa que sacudia as árvores, em seus próprios batimentos cardíacos que trovejavam em seus ouvidos. Ela abriu sua boca e cantou algo novo. Uma música que fez a fera gritar de dor, batendo em retirada. Uma canção de desafio, uma canção de proteção.



    Na noite seguinte, a aldeia pediu-lhe para cantar a sua música na escuridão. A aldeia, outrora a menor das três nos Acessos, começou a inchar à medida que as pessoas escutaram sobre as suas gêmeas protetoras: a feroz guerreira que treinava durante o dia e a tranquila cantora que acalmava a noite.



    Por dois anos, a aldeia conhecera uma paz excepcional. Ninguém fora raptado durante a noite. Nenhuma fera uivara para a lua. O Pântano enviou guardiões para proteger seu povo. Ninguém notou muito quando um novo lorde, que referia a si mesmo como o Homem da Mansão, chegou para tomar o lugar do antigo morador. As disputas entre os lordes não eram algo para as pessoas comuns questionarem. De fato, esse novo Homem da Mansão parecia guardar os seus assuntos para si — uma melhoria em relação ao velho senhor. Assim eles pensaram.



    Então, assim que as gêmeas completaram quinze anos, tudo deu errado.



    Capítulo 1: Tacenda



    Os Sussurradores chegaram pouco antes do anoitecer e a canção de Tacenda não foi o suficiente para detê-los.



    Ela gritou o refrão da Canção de Proteção, escorregando suas mãos pelas cordas de sua viola de gamba — um presente de seus pais em seu décimo quarto aniversário.



    Seus pais foram mortos dez dias atrás pelas estranhas criaturas que agora atacavam a aldeia. Tacenda havia acabado de se recuperar daquela dor quando eles levaram Willia também. Agora, elas haviam vindo pela aldeia inteira.



    Uma vez que o sol ainda não havia se posto, ela não conseguia vê-los, mas podia ouvir suas fracas vozes sobrepostas umas às outras, enquanto fluíam ao redor de seu assento. Elas falavam em tons roucos — suaves, as palavras eram indistinguíveis — como um acompanhamento vocal à sua música.



    Ela redobrou seus esforços, depenando a sua viola com dedos crus, sentada em seu lugar habitual no centro da vila, próximo à cisterna borbulhante. A canção deveria ter sido o suficiente. Durante dois anos ela deteu todos os terrores e horrores. Os Sussurradores, no entanto, pareciam indiferentes enquanto fluíam ao redor de Tacenda. Logo, gritos humanos de terror surgiram como um horrendo coro ao redor dela.



    Tacenda tentou cantar mais alto, mas a sua voz estava ficando rouca. Ela tossiu em sua expiração seguinte. Engasgou, tremendo, lutando para—



    Algo frio roçou nela. A dor dos seus dedos tornou-se dormente e ela arquejou, saltando para trás, apertando a viola contra o peito. Tudo estava negro ao redor dela, mas ela conseguia escutar a coisa por perto, mil sussurros se sobrepondo, como páginas sendo passadas rapidamente, cada um tão silencioso como um suspiro de morte.



    Então, ela se afastou, ignorando-a. O resto dos aldeões não tiveram a mesma sorte. Eles haviam se trancado em suas casas — onde agora gritavam, rezavam e imploravam… até que, um por um, começaram a ficar em silêncio.



    “Tacenda!” Uma voz gritou por perto. “Tacenda! Socorro!”



    “Mirian?” A voz de Tacenda saiu como um áspero coaxar. De que direção veio aquele som? Tacenda girou na escuridão, chutando seu banquinho ruidosamente.



    “Tacenda!”



    Ali! Tacenda correu cuidadosamente seu pé ao longo do lado da cisterna para sentir suas pedras esculpidas e orientar-se, enfiando-se, então, na escuridão. Ela conhecia essa área muito bem e fazia anos desde a última vez que ela tropeçou ao cruzar a praça da aldeia. Mesmo assim, ela não conseguia evitar aquele pico de medo quando dava um passo à frente. Ali, naquela escuridão que ainda a aterrorizava.



    Caminharia ela dessa vez rumo ao vazio para nunca mais retornar? Continuaria ela a tropeçar em uma vasto, desconhecido negrume, alheio a todos os sentimentos e toques naturais?



    Em vez disso, ela alcançou a parede de uma casa, exatamente onde ela havia previsto que estaria. Ela tateou com dedos crus, tocando o peitoril da janela, sentindo os vasos de ervas de Mirian em uma fileira, um dos quais, em sua pressa, derrubou acidentalmente. Ele despedaçou-se nos paralelepípedos.



    “Mirian!” Tacenda gritou, tateando o seu caminho ao longo do muro. Outros gritos ainda ressoavam na aldeia — algumas pessoas clamando por ajuda, outros gritando em pânico. Juntos, os sons era uma tempestade, mas cada um parecia tão solitário.



    “Mirian?” Disse Tacenda. “Por que a sua porta está aberta? Mirian!”



    Tacenda tateou seu caminho para dentro da pequena casa e, então, tropeçou em um corpo. Com lágrimas molhando o seu rosto, Tacenda ajoelhou-se, ainda segurando a sua viola em uma mão. Com a outra, sentiu a saia de renda — bordada pelas próprias mãos de Mirian durante as noites quando, às vezes, ela permanecia acordada para fazer companhia a Tacenda. Ela moveu sua mão até o rosto da mulher.



    Mirian havia trazido chá para Tacenda há menos de uma hora. E agora… sua pele, de alguma maneira, já estava fria e seu corpo, rígido.



    Tacenda deixou cair a sua viola e se afastou, batendo as costas contra a parede e derrubando alguma coisa. O item derrubado quebrou-se ao atingir o chão, um som quase musical.



    Do lado de fora, os últimos gritos estavam se rendendo.



    “Levem-me! “Tacenda gritou, tateando seu caminho em volta da porta. Ela raspou o braço em um canto afiado, rasgando a sua saia, sangrando o seu antebraço. “Levem-me, como fizeram com a minha família!” Ela tropeçou na praça principal da aldeia novamente e, ao passo em que os gritos e o pânico se dissipavam, ela notou uma voz mais suave. Uma voz de criança.



    “Ahren?” Ela gritou. “É você?”



    Não. Pântano, ouça a minha prece. Por favor…



    “Ahren!” Tacenda seguiu o pequeno grito de pânico para outro prédio. A porta estava trancada, mas isso não parecia deter os Sussurradores. Eles eram algum tipo de espíritos ou geists.



    Tacenda tateou seu caminho até à janela, onde ela ouviu uma pequena mão batendo no vidro. “Ahren…” disse Tacenda, repousando a própria palma contra o vidro. Uma frieza passou por ela.



    “Tacenda!” gritou o garotinho com a voz abafada. “Por favor! Ela está vindo!”



    Ela respirou fundo e tentou, através de seus soluços, forçar uma música. Mas a Canção de Proteção não estava funcionando. Talvez… talvez outra coisa?



    “Simples… simples dias de sol quente…” ela começou, experimentando a sua antiga canção. A música alegre que ela cantava para sua irmã e para as pessoas da aldeia quando ainda era criança. “E a luz que acalma não irá fugir…”



    As palavras morreram em seus lábios. Como ela poderia cantar a respeito de um sol quente que ela não podia mais ver? Como ela poderia tentar acalmar, trazer alegria, quando as pessoas estavam morrendo ao seu redor?



    Aquela música … ela não se lembrava mais daquela música.



    O choro de Ahren parou quando um baque abafado soou dentro do prédio. Lá fora, os últimos gritos desapareceram. E a aldeia ficou em silêncio.



    Tacenda recuou da janela e, então, ouviu passos atrás dela.



    Passos. Os Sussurradores não fazem esse som.



    Ela girou em direção aos passos e ouviu o farfalhar de pano de alguém por perto, observando-a.



    “Eu posso ouvir você!” Tacenda gritou para a figura oculta. “Homem da Mansão! Eu posso ouvir os seus passos!”



    Ela escutou uma respiração. Mesmo os sons dos Sussurradores desapareceram. Mas, quem quer que estivesse ali, observando, permaneceu imóvel.



    “Leve-me!” Tacenda gritou para a segunda escuridão. “Leve-me de uma vez!”



    Os passos, em vez disso, recuaram. Uma brisa fria e solitária soprou pela aldeia. Tacenda sentu os últimos raios de sol se dissiparem e o ar gelando. Quando a noite caiu, a visão de Tacenda retornou. Ela piscou quando a escuridão recuou até tornar-se meras sombras, o céu ainda levemente quente da recente passagem do sol.  Como as brasas do pavio que se agarram — brevemente — ao pavio depois que o fogo se apaga.



    Tacenda deu por si de pé perto da cisterna, seu rosto uma bagunça de lágrimas e cabelos castanhos emaranhados. Sua preciosa viola de gamba no chão, com o acabamento em madeira riscado, na entrada da casa de Mirian.



    A aldeia estava silenciosa. Vazia, com a exceção de Tacenda e dos cadáveres.



    Capítulo 2: Tacenda



    Tacenda passou cerca de meia-hora invadindo casas, procurando em vão por sobreviventes. Mesmo aquelas famílias que tinham fugido para a igreja haviam perecido. Ela confrontou cadáver após cadáver. A luz havia desaparecido de seus olhos e o calor fora roubado de seu sangue.



    Seus pais sofreram o mesmo destino, dez dias antes. Eles, juntamente com Willia, estavam a caminho para entregar oferendas ao Pântano. O Homem da Mansão os interceptou e os atacou por razões incompreensíveis. Ele subjugou Willia, que — apesar de sua força incomum — não era páreo para a sua terrível magia.



    Willia havia escapado e corrido até o priorado em busca de ajuda. Quando ela retornou com soldados da igreja, havia encontrado apenas dois cadáveres. Seus pais, com os corpos já frios. Ainda naquela noite, os Sussurradores apareceram pela primeira vez — estranhos, retorcidos geists que mataram aqueles que se afastaram das aldeias. Testemunhas juraram que eles trabalhavam sob a direção do Homem da Mansão.



    Mesmo assim, Tacenda esperava por uma salvação. Esperava que o Pântano os protegesse. Até que o Homem da Mansão finalmente veio atrás de Willia, matando-a. E agora…



    E agora…



    Tacenda desabou à beira da porta da família Weamer, com a cabeça nas mãos, iluminada pelo distante luar. Os sacerdotes e WIllia desejavam dar aos seus pais um enterro na igreja, mas Tacenda insistiu que, em vez disso, seus corpos fossem devolvidos ao Pântano. Sacerdotes podiam ensinar sobre anjos o quanto quisessem, mas a maioria dos habitantes dos Acessos sabiam que pertenciam — em última instância — ao Pântano.



    Mas… quem poderia devolver todos esses cadáveres ao Pântano? A aldeia inteira?



    Subitamente, parecia que todos os olhos dos cadáveres a observavam. Com uma mão dolorida, Tacenda tateou o pingente de sua irmã, que ela usava em volta do pulso. O simples cordão de couro trazia um ícone de ferro do Anjo Sem Nome. Ele e sua viola eram as únicas coisas importantes que restavam em sua vida. Não havia nenhum motivo para permanecer aqui sob aqueles olhos mortos e vigilantes.



    Sentindo-se entorpecida, Tacenda pegou sua viola e começou a andar. Ela vagou para fora da cidade, passando pelo campo de terra onde o corpo de Willia foi encontrado. Naquele dia… bem, uma parte de Tacenda tornou-se fria. Talvez por isso, agora que aquilo havia acontecido, ela achava-se cansada demais para derramar lágrimas.



    Ela caminhou pela floresta sombria, um lugar onde nenhuma pessoa iria em sã consciência. Vagar através da floresta à noite era pedir por acidentes, um convite para se perder ou expor a si mesmo às presas de alguma fera à espreita. Mas por que isso importaria agora? Sua vida não tinha mais sentido e ela não poderia se perder se não tivesse planos de retornar.



    Ainda assim, quando fechou os olhos, ela pôde sentir onde a escuridão era mais pura. Era quase a mesma sensação daquela segunda escuridão que ela sentia. Alguns anos atrás, ela encontrou uma menina cega do condado, de passagem juntamente com mercadores. Willia estava tão animada em poder falar com alguém que pudesse entender a Segunda Escuridão — mas essa garota estava confusa com as suas descrições. Ela não temia a escuridão e não conseguia entender por que elas a temeriam.



    Foi então que Tacenda finalmente começou a compreender. A coisa que elas viram quando a maldição se apossou delas era algo mais profundo, estranho. Algo mais que mera cegueira.



    Ela seguiu em direção à escuridão, sua saia agarrando no mato, passando por árvores tão antigas que ela certamente teria perdido a conta dos anéis. Em muitas noites, essas árvores tinham sido o único público de Tacenda, e o vento em suas folhas, seu aplauso. O resto da aldeia dormia o sono intermitente e incerto de uma lâmpada com pouco óleo. Se você acordasse com falta de ar, pelo menos teria acordado vivo.



    O interminável dossel — perfurado aqui e ali pelo luar de aço — parecia ser o próprio céu. Erguido pelas colunas escuras das árvores, estendendo-se até o infinito, como reflexos de reflexos. Ela andou sem parar durante meia-hora, mas nada veio atrás dela. Talvez os monstros da floresta estivessem simplesmente chocados demais em ver uma garota solitária de quinze anos perambulando à noite.



    Em pouco tempo, ela conseguia sentir o cheiro do Pântano: podridão, musgo e coisas estagnadas. Ele não possuía um nome, mas os aldeões todos sabiam que pertenciam a ele. O Pântano era a proteção deles, pois até mesmo as coisas que aterrorizavam na escuridão da floresta — até mesmo pesadelos encarnados — mesmo eles temiam o Pântano.



    E, no entanto, ele falhou conosco esta noite.



    Tacenda emergiu em uma pequena clareira. Ela conhecia o som do Pântano como conhecia os próprios batimentos cardíacos — um rumor baixo, como o de uma panela fervente, pontuado por estalos ocasionais, reminiscente de um osso quebrando. Ela veio aqui muitas vezes com os pais, trazendo oferendas — mas nunca durante a noite.



    Ele era… menor do que ela imaginava. Uma lagoa perfeitamente circular, cheia de água escura. Embora o solo desta região da floresta fosse repleto de charcos e brejos traiçoeiros, esta lagoa específica sempre foi conhecida como “o Pântano” pelo seu povo.



    Tacenda aproximou-se até à beirada, lembrando o som suave — não como uma salpicada na água, mas como um suspiro — que os corpos dos seus pais fizeram quando foram deslizados para dentro d’água. Você não precisava atar pesos aos corpos quando alimentava o Pântano com eles. Os cadáveres afundavam e não retornavam.



    Ela hesitou na margem da lagoa. Ela nasceu para proteger seu povo, possuindo um poder de proteção que não era visto há gerações. Porém, ela falhou naquele dever esta noite e mesmo os Sussurradores não a queriam. Tudo o que restava era juntar-se aos seus pais. Deslizar sob aquelas águas tão calmas. Era o seu destino.



    Não, uma voz parecia sussurrar de dentro dela. Não, não foi para isso que te criei…



    Ela hesitou. Estaria ela louca agora também?



    “Ei!” disse uma voz atrás dela. “Ei, o que é isso?”



    Uma luz vistosa se espalhou e banhou a área ao redor do Pântano. Tacenda virou-se para encontrar um homem velho parado na porta da cabana do zelador. Ele segurava uma lanterna e possuía uma barba desalinhada, grisalha na maior parte — embora seus braços ainda fossem um pouco tonificados e sua postura era forte. Rom fora um caçador de lobisomens outrora, antes que ele tivesse vindo para os Acessos para viver no priorado.



    “Senhorita Tacenda? disse ele, quase caindo sobre si mesmo em seguida, lutando para alcançá-la. “Venha aqui agora! Afaste-se daí, criança! Qual o problema? Por que você não está em Verlasen, cantando?



    “Eu…” Estava atordoada em ver alguém vivo. Todos… Nem todos haviam morrido? “Eles vieram atrás de nós, Rom. Os Sussurradores…”



    Ele a puxou para longe do pântano em direção à cabana. Era um lugar seguro — devido às bençãos protetoras de um sacerdote. Obviamente, essas mesmas proteções não serviram aos aldeões esta noite. Ela não sabia mais o que era seguro e o que não era.



    Sacerdotes do priorado se revezavam aqui, nesta cabana, vigiando. Ultimamente, eles estavam tentando proibir as pessoas de trazer oferendas ao Pântano. Os sacerdotes não confiavam no Pântano e achavam que o povo dos Acessos precisava ser desiludido de sua antiga religião. Mas um forasteiro, mesmo um gentil como Rom, nunca poderia entender. O Pântano não era apenas a sua religião. Era a sua natureza.



    “O que é isto, criança?” perguntou Rom, colocando-a em um banquinho dentro da pequena cabana do zelador. “O que aconteceu?”



    “Eles se foram, Rom. Todos eles. Os geists que mataram meus pais, minha irmã… eles voltaram com força. Eles levaram todo mundo.”



    “Todos?” ele perguntou. “E quanto à Irmã Gurdenvala, na igreja?”



    Tacenda balançou a cabeça, sentindo-se entorpecida. “Os Sussurradores conseguiram passar pelas proteções.” Ela olhou pra ele. “O Homem da Mansão. Ele estava lá, Rom. Eu ouvi seus passos, sua respiração. Ele liderou os Sussurradores e levou todos embora, deixando nada além de olhos mortos e peles frias…”



    Rom ficou em silêncio. Então, rapidamente pegou uma espada ao lado da estreita cama da cabana e a amarrou. “Preciso ir atrás da prioresa. Se o Homem da Mansão for realmente… bem, ela saberá o que fazer. Vamos.”



    Ela balançou a cabeça. Sentia-se exausta. Não.



    Rom puxou-a, mas ela permaneceu sentada.



    “Fogos do inferno, criança,” disse ele. Ele olhou para fora pela porta, em direção ao Pântano — então estreitou os olhos. “As preces nesta cabana deverão protegê-la das piores coisas da floresta. Mas… se aqueles geists conseguiram entrar na igreja…”



    “De qualquer jeito, os Sussurradores não querem a mim.”



    “Fique longe do Pântano,” disse ele. “Prometa-me isso, pelo menos.”



    Ela assentiu, sentindo-se dormente.



    O idoso sacerdote guerreiro respirou fundo, depois acendeu uma vela antes de apanhar a sua lanterna e sair para a noite. Ele seguiria pela estrada, que o levaria para além de Verlasen. Então, veria a situação por ele mesmo.



    Todos se foram. Todos.



    Tacenda sentou-se, olhando o Pântano lá fora. Lentamente, começou a sentir algo novamente. Um calor subindo dentro dela. Uma fúria.



    Não haveria repercussões para o Homem da Mansão. Rom poderia reclamar à prioresa o quanto quisesse, mas o Homem — o novo lorde desta região — estava além da condenação. Os sacerdotes não tinham poder real para enfrentá-lo. Eles podem gritar um pouco, mas não ousariam fazer mais por medo de serem exterminados. O povo das duas aldeias irmãs de Verlasen virariam as suas cabeças para o lado e continuariam a vida, esperando que o Homem ficasse satisfeito com aqueles que já havia matado.



    Os perigos da floresta eram reais, mas os verdadeiros monstros desta terra sempre foram os lordes. Cheia de raiva, Tacenda começou a vasculhar a pequena cabana. Rom havia levado a única arma de verdade, mas ela encontrou um furador de gelo enferrujado na caixa de gelo velha. Serviria. Ela apagou a vela, depois retornou para o lado de fora, sob o luar.



    O Pântano emitiu ruídos de aprovação quando ela começou a seguir a estrada que levava à mansão. O Homem, sem dúvidas, a mataria. Ele iria torturá-la, utilizaria seu cadáver em algum experimento terrível, alimentaria demônios com a sua alma.



    Ela foi assim mesmo. Ela não iria atirar-se no Pântano. Esse não era o seu destino.



    Ela ao menos tentaria matar o Homem da Mansão.



    Continua(...)



    Agradecendo muito ao pessoal da mythologica, quem está fazendo esse trabalho impressionante de tradução!!


  • O que é Cubo?

    O que é Cubo?

    por Willowman em 08/12/2018 - 361 Visualizações, 1 Comentários.

    Nesse ano, o Magic completou 25 anos. Eu acredito que o principal motivo dessa longevidade é a incrível variedade de formas de jogar que existem. Para uns, o formato Padrão (T2) é o melhor jeito de jogar, outros preferem o Moderno (Modern), outros ainda só jogam Commander. Claro que, para muitos jogadores, a maneira mais divertida de jogar envolve o desafio do Magic Limitado, de sentar à mesa e navegar um Draft na tentativa de construir o melhor baralho possível.



    E é justamente sobre o Magic Limitado que eu quero falar nesse artigo. Para muitos, a experiência mais comum de Limitado é o formato Selado, que é o utilizado nos pré-lançamentos das coleções. O formato mais utilizado em torneios, no entanto, é o Booster Draft (clique aqui se você quiser uma explicação de como o Draft funciona).



    A Wizards dá grande importância aos formatos Limitados, e muitas das decisões sobre quais cartas vão fazer parte de uma coleção e em qual raridade é consequência da experiência de Draft que os designers querem criar. Ainda assim, abrir uma carta como Lua Alpina ou Lápide Silenciosa em um booster pode ser decepcionante. É aí que entra o Cubo.



    Falando de forma simples, um Cubo é uma expansão de Magic customizada, voltada para proporcionar uma experiência de Limitado que o seu criador acredita ser divertida. Montar um Cubo permite que você crie o seu draft perfeito, seja lá o que isso quer dizer. Uma pessoa pode querer a chance de jogar com o Power 9, enquanto outra quer experimentar um draft só com cartas que todo mundo acha horrível.



    Essa é a maior vantagem do cubo, você tem liberdade total, se uma carta faz parte dele, é porque você quer ela lá. O seu cubo pode refletir você como jogador, contendo os seus tipos de deck preferidos, ou pode recriar um formato que você sente falta, por exemplo, o draft de Innistrad original. Existem Cubos que foram criados para contar uma história, ou mesmo como um desafio para o conhecimento dos jogadores, com cartas como Lago da Sabedoria e Olho da Tempestade .



    No caso do meu cubo, eu comecei me restringindo só a cartas comuns e incomuns, para controlar o poder das cartas (apesar de cartas como Força de Vontade, Frasco do Éter e Cetro Isócrono serem incomuns em suas impressões originais, e fazerem parte do cubo) e me dar a chance de usar cartas que eu gosto bastante, mas que não são usadas em formatos construídos, como Ent da Floresta Morta ou Patrulheiro da Ordem do Zimbro .



    O meu cubo tem uma estrutura bem simples, com cada par de cores formando um arquétipo Agressivo, Midrange ou Controle, sem combos ou sinergias muito restritivas. A minha idéia enquanto eu estava construindo a lista era um cubo que não fosse muito difícil de draftar para quem não tem muita experiência. Uma estrutura simples também permite que o cubo seja usado em drafts menos convencionais, como draft Commander ou Archenemy.



    Eu posso afirmar que, com certeza, a diversão que eu tenho draftando o meu cubo valeu o trabalho de construí-lo, mas a maior vantagem de ter um cubo que eu só percebi depois é poder convidar os amigos e ninguém ter que se preocupar em ter decks ou qualquer outra coisa. Para terminar, e para dar um ponto de partida para quem começou a se interessar em construir um cubo, a minha lista nesse link.


  • Report do Campeão PPTQ Londrina - Piedade Card House

    Report do Campeão PPTQ Londrina - Piedade Card House

    por Xaves em 13/11/2018 - 463 Visualizações, 2 Comentários.



    Eae galera, meu nome é Victor Hugo Carvalho Nogueira, também conhecido como “Xaves” ou “Xaveco”, jogo MTG a muitos anos, mas comecei a viajar para campeonatos em 2014 ou 2015, dando uma pausa no jogo em 2016 e retornando Julho desse ano. Esse é meu primeiro report então não sei direito como faço isso aqui, mas vamos lá.



    Desde que comecei a jogar MTG sempre tive um amor muito grande pelos decks de control, jogava de miracles no legacy e no standard atual testei diversas listas de Jeskai control que se adequassem ao meu estilo de jogo e meu gosto pessoal. Então cheguei a essa lista:



    Com o meta bem diversificado atualmente do standard, essa foi a lista que mais me agradou, e que mais me surpreendeu sobre o poder da carta Niv-Mizzet, Parun que me garantiu a vitória em todos os jogos do top8.



    Rodada 1 – Bye 1-0



    Comecei tranquilo, 27 jogadores no torneio e logo eu peguei bye. Easy 1-0.



    Rodada 2 – UR Control 1-1



    O g1 foi bem longo como esperado de um mirror de control. O jogo se resume em eu dar três Ionizar no meu inimigo, ele cair a 14 de vida. Dei um Expansão // Explosão com x2, um com x8 e um com x4, terminando o jogo com apenas 7 cartas no baralho. 1-0



    O g2 ele abriu melhor que eu, desceu lands todo turno e castou algumas Visão da Quimiomante, encheu a mão e baixou um Nezahal, Maré Primordial. Não consegui lidar com o bixo e perdi 1-1.



    O g3 eu abri melhor, não perdi land drops e como minha mão estava cheia de agressividade eu parti pra cima. Baixei um Niv-Mizzet, Parun com anula para proteção que morreu no turno dele para um Enfrentar com Fogo e um anula para o meu anula. Depois disso eu tentei baixar dois Teferi, Hero of Dominaria, um Ral, Vice-rei Izzet, uma Huatli, Poetisa Guerreira e uma Lyra Dawnbringer. Todos anulados. Ele baixou um Niv-Mizzet, Parun, tentei matar, tomei um anula e faleci 1-2 para o oponente.



    Rodada 3 – Boros Caminho da Bravura 2-1



    No g1 eu fui limpando a mesa mas ele conseguiu flipar o encantamento. Depois disso comecei a cavar para achar meus Campo da Ruína. Baixei um Teferi, Hero of Dominaria e um Ral, Vice-rei Izzet, sempre matando os bichos dele ou anulando e tentando achar o Campo da Ruína. Quando cheguei a 7 de vida baixei um Niv-Mizzet, Parun, usei uma Hélice de Lava nele e respondi com um Syncopate pra 0 so para triggar o Niv-Mizzet, Parun. Comprei mais duas cartas, achei o campo e o oponente concedeu. 1-0



    O g2 ele abriu rápido, mas tomou um Clarim Ensurdecedor no turno 3, e outro no turno 4. Voltei com uma Lyra, Portadora da Alvorada no turno 5 e uma Huatli, Poetisa Guerreira no 6 e finalizei o oponente. 2-0



    Rodada 4 – Mono Red Aggro 3-1



    Infelizmente para meu oponente tanto no g1 como no g2 ele floodou demais e não conseguiu agressivar, me dando o tempo necessário para controlar o jogo e finaliza-lo. 2-0



    Rodada 5 – Mono Red Aggro 3-1-1



    Olhamos os standings e decidimos dar ID. Infelizmente meu oponente não estava com um rating muito bom e ficou em 9° e eu passei em 6°. Partiu Top8.



    Top8 – Mono Blue Tempo 2-1



    Quando sentei na mesa já estava preocupado, pois esse deck é muito forte contra decks de controle, felizmente meu oponente não abriu com muitos bichos, dei um Selar no primeiro que estava com uma Obsessão Curiosa, ele voltou o bicho pra mão com um Piscar de Olhos e baixou mais dois que tomaram um Clarim Ensurdecedor com anula para proteger, ai o jogo se estendeu mais um pouco me levando a 1 de vida, cavei o deck, encontrei um Dragonete Fagulhante, dei uma Hélice de Lava em um Gênio da Tempestade, dei life link com o Clarim Ensurdecedor pro Dragonete Fagulhante e ganhei 7 de vida de volta. O oponente comprou a carta do turno e recolheu. 1-0



    O g2 foi como eu esperava que seria a match. Ele baixou um Domador de Tempestades Sireno no primeiro turno. No segundo pois uma Obsessão Curiosa e me bateu anulando tudo que eu tentava fazer até acabar a partida. 1-1



    No g3 logo no meu segundo turno aproveitei que ele estava com as manas viradas para matar o Domador de Tempestades Sireno que ele fez no turno 1. Dei um Clarim Ensurdecedor mais pra frente, ele não estava com muita agressão, apenas duas Nightveil Sprite, baixei uma Huatli, Poetisa Guerreira e fiz um token 3/3. Ele bateu na Huatli, indo a 1 de lealdade. Voltei de Niv-Mizzet, Parun, e ganhando 5 de vida com o planeswalker. Ele leu o Niv, perguntou se o dano era em qualquer alvo, eu disse que sim. E ele recolheu. 2-1. Fiquei super feliz por ter ganho de um match tao ruim. Nesse momento eu vi que o Niv-Mizzet era extremamente forte contra monoU.



    Top4 – Mono Blue Tempo 2-1



    Mal tinha acabado a partida contra um, já tinha outro me esperando.



    O g1 foi complicado mas consegui dar alguns removals até que encontrei o meninão Niv-Mizzet, Parun. O oponente cheio de anulas na mão arregalou os olhos e disse: “Eita esse ai é complicado em”.



    Conjurei algumas magicas, fui dando 1 de dano nas criaturas dele e comprando cartas com o Niv, ele viu que não ia conseguir segurar e concedeu. 1-0



    Não vi nem a cor do jogo no g2, ele baixou 2 bichos, colocou Obsessão Curiosa nos dois, me deu um Spell Pierce no Clarim Ensurdecedor e eu morri que nem vi o jogo. 1-1



    O g3 foi o jogo mais tenso do campeonato. Meu oponente baixou um único bicho que matei logo cedo. Depois disso meu oponente só baixou terreno por uns 7 turnos, e eu travado na quarta mana... Tinha certeza que ele estaria recheado de anulas. Ele então baixou dois bixos 1/1, tentei matar os bichos mas ele anulou ou protegeu com Dive Down. Ele baixou um Gênio da Tempestade que estava facilmente 9/4 e me mataria no próximo turno. Finalmente encontrei a sexta mana para baixar o Niv-Mizzet, Parun e trocar com o gênio. Meu oponente castou um Dormir, comprei uma carta com o trigger do Niv-Mizzet e matei um dos 1/1. Ele me bateu e fui a 1 de vida. Na volta dei 1 de dano no gênio com o draw do turno, castei um clarim, tivemos uma briga de counters que sai vitorioso por causa do dormir que o oponente conjurou no turno passado e suas manas estavam viradas. Ter voltado os Sincopar pro deck no g3 por estar no play salvaram minha vida. Ele comprou, baixou um Saqueador do Aeroveleiro Bélico e passou. Comprei a carta do turno, matei o bixo com o trigger do Niv, bati e passei. Ele comprou a carta do turno e estendeu a mão. Não acreditei que tinha ganhado do segundo mono blue em sequência. Niv-Mizzet mostrando seu poder novamente. Bora pra final.



    Final – UR Control 2-0



    Tava la o cara da minha única derrota no suíço. Hora da revanche.



    Clássico começo de jogo emocionante de control mirror, a primeira mágica castada foi no passe do turno 4 de cada jogador, ambos castamos uma Visão da Quimiomante que com certeza não foram contestadas. No meu sexto turno, baixei uma Busca por Azcanta // Azcanta, a Ruína Submersa para tirar um anula da mão do oponente, que para minha surpresa não foi anulada. Imaginei que ele não devia ter anula na mão ou que teria poucos e brigaria por algo que acabasse com o jogo mais rápido. A seleção de draws que a azcanta me proporcionou foi crucial para esse jogo.



    Depois disso, como tinha dois Teferi, Herói de Dominária na mão, joguei um pra faze-lo gastar um anula, e foi isso que aconteceu, ele anulou e então jogou um Ral, Vice-rei Izzet no seu turno. Deixei resolver e castei o outro Teferi, Herói de Dominária que não foi anulado. Joguei o Ral, Vice-rei Izzet dele pra terceiro do deck com o -3 do Teféri e passei. No turno dele, o oponente voltou o Teféri pra minha mão com um piscar de olhos kickado e passou, imaginei que ele teria um anula. Baixo o Teféri denovo e tenho o anula para proteção mas o oponente faz uma jogada que me deixou meio confuso. Eu tinha 3 manas em pé, e ele castou um syncopar para 3. Paguei o custo e o Teféri resolveu. Compro uma carta e passo. Ele joga o Ral novamente e passa. No meu turno mando o Ral pra terceiro do deck novamente e jogo meu Ral que não foi contestado. Nesse momento com dois planeswalkers na mesa, uma azcanta prestes a flipar, um Niv-Mizzet, Parun na mão, e a mão lotada de anulas, eu estava bem seguro da vitória. Meu oponente baixou o Niv-Mizzet, Parun dele, comprei uma carta com o Teféri e dei um golpe da justiça no Niv, ele respondeu com uma visão da quimiomante e matou o Teféri. Baixo o terceiro Teferi, Herói de Dominária , compro uma carta e passo.



    Ele joga uma Busca por Azcanta // Azcanta, a Ruína Submersa que eu deixo resolver pois o jogo não demoraria muito para acabar, ele deu um Golpe Relampejante no meu teferi que foi a 2 de lealdade e então ele jogou outro Ral. Tentei anular com um Syncopate pra 5, que tomou um outro syncopar pra 1 e entrou. No meu turno dei uma Expansão // Explosão de x=6 para matar o Ral já que ele estava com todas as manas viradas. Tirei o Ral da mesa, comprei seis cartas, selecionei completamente minha mão e nesse momento só faltava fechar a tampa do caixão. O oponente perguntou quantas cartas restavam no meu baralho: 18. Imaginei que ele pretendia me fazer comprar cartas com uma explosão e me matar de deck over, mas não, ele deu uma explosão de x=6 no meu Ral, levando ele a 1 de lealdade, deixei resolver, pois como ele não ia morrer não faria muita diferença.



    Baixei meu Niv-Mizzet, Parun, com 7 manas sobrando, desvirei duas com o Teféri e passei. Ele tentou matar, tivemos uma briga de anulas, dei 3 ionizar nele, comprei várias cartas com o Niv e o oponente concedeu. O jogo mais demorado do mirror sempre é o g1, e eu abri a vantagem, pos side eu tinha bastante coisa para agressivar.



    O g2 começa daquele típico jeito de mirror, land vai até o quarto turno, mas dessa vez eu não tinha uma jogada. O oponente joga uma Visão da Quimiomante, e usa a sobrecarga no quinto turno, eu decido copiar com uma Expansão // Explosão pois teria três manas sobrando caso ele fosse baixar um Ral.



    Ele joga uma Busca por Azcanta // Azcanta, a Ruína Submersa que eu anulo e passa. Jogo um Dragonete Fagulhante para tentar tirar anula da mão dele que funciona, o dragonete é anulado e um anula a menos.



    Quando jogo minha Visão da Quimiomante ele joga um Syncopate pra 3 que anula. Eu anulo um Ral, Vice-rei Izzet dele, e nesse momento so estou esperando mais 2 terrenos para baixar meu Niv-Mizzet, Parun com proteção para algum kill.



    Baixo um Ral para tirar anula da mão dele, como ele gasta um Golpe Desdenhoso, uso um Syncopate que toma um Ionizar, o Ral é anulado e passo. Meu oponente não faz nada no turno dele e eu dou draw no segundo Niv-Mizzet, Parun, jogo um deles, que meu oponente tem que matar utilizando dois Golpe Relampejante. Compro duas cartas e dou dois de dano nele, decido deixar o Niv morrer já que tinha outro de backup e preferia deixar a mana para anular algo perigoso.



    O oponente passa, baixo o segundo Niv com mana pro anula e passo. O oponente não faz nada e passa devolta. Agora que desvirei com o Niv na mesa a partida estava praticamente garantida. Bato e passo. Ele tenta baixar um Ral e matar o Niv, temos uma briga de anulas, compro umas 5 cartas com o Niv, anulo todos os anulas dele e o jogo acaba.



    A tão esperada vitória finalmente veio. Niv-Mizzet, Parun com certeza foi a carta do campeonato. Crucial em todos os jogos complicados. A partida foi transmitida ao vivo na página da Piedade Card House e pode ser conferida no link: https://www.facebook.com/piedadecardhouse/videos/275806223071182/.



    É isso ae, ficou longo mas me diverti com a experiência de escrever meu primeiro report. Agradeço ao Piedade pela organização do evento e a galera de Presidente Prudente pelo apoio e a torcida. Espero vocês no RPTQ. Falows!!



     




  • Mulligan. Vai Keepar?

    Mulligan. Vai Keepar?

    por Wlad em 05/11/2018 - 287 Visualizações, 2 Comentários.

    Mulligan: Um guia rápido e prático sobre este famigerado ato.



    De onde surgiu? Existem várias teorias, as duas mais plausíveis contam que surgiu no golf entre a década de 20 e 30 nos EUA. Dentre os 2 possíveis criadores estão o David Mulligan e o John A. "Buddy" Mulligan, ambos relacionados ao golfe e que propuseram uma chance a mais na primeira tacada, caso esta tenha sido catastroficamente ruim. Depois o termo ganhou uso em outros jogos, como dardos, MTG, Pokémon, Dragon Ball etc.



    O que é? Pelas regras: 103.4. Um jogador insatisfeito com sua mão inicial pode fazer um mulligan. Primeiro o jogador inicial declara se ele fará um mulligan. Em seguida, cada outro jogador na ordem de turno faz o mesmo. Uma vez que todos os jogadores tenham feito uma declaração, todos jogadores que decidiram fazer mulligans, fazem-no ao mesmo tempo. Para fazer um mulligan, o jogador embaralha sua mão de volta em seu grimório, então compra uma nova mão com um card a menos do que tinha anteriormente. Se um jogador manter sua mão, estes cards tornam-se a mão inicial daquele jogador, e este jogador não pode fazer outros mulligans. O processo é repetido até que nenhum jogador faça mulligan. (Observe que se o número de cards na mão de um jogador chegar a zero cards, esse jogador deve manter a mão.)



    E, a pergunta de um milhão de dólares: Quando muligar? (Percebam que o nome tornou-se um neologismo, um verbo. Eu muligo, tú muligas, ele muliga...).



    Você precisa avaliar alguns aspectos pré-estabelecidos, isso varia de acordo com o seu deck e o deck de seu oponente.



    1- Eu quero mais de um terreno.



    2- Eu não quero mais que 5 terrenos.



    3- Eu quero mais de uma cor de mana com os terrenos de minha mão incial (quando jogando de 2 ou mais cores).



    Quando todas essas afirmações for verdadeira eu mantenho a minha mão, caso não eu muligo!



    Mas... É só isso?



    Não. Existem algumas "dicas" de como muligar melhor, por exemplo:



    1- Conheça seu deck! Mulligan é sempre contextual, você nunca mantém ou muliga uma mão, você mantém ou muliga uma mão contra um adversário, contra um determinado deck, com um determinado deck, na play ou na draw, etc. São sempre múltiplos fatores para se levar em consideração. Outro ponto a ser entendido é se seu deck é um deck que precisa de quantidade ou de qualidade. Decks que precisam de quantidade de cartas muligam bem mal, enquanto os outros que precisam de qualidade já oferecem um muligam melhor. Um exemplo de deck de quantidade é o Scapeshift ou o Storm. Eles precisam de quantidade já que cada carta faz mais ou menos a mesma coisa, salvo excessões. Nesse tipo de deck você não vai muligar para cartas melhores, ao menos na maioria das vezes. Você vai muligar para apenas menos cartas. Outro exemplo é o deck de Tritão. Ele se baseia na sinergia um com o outro, então muligar faz com que suas criaturas fiquem um pouco pior. Já os decks de qualidade tem sempre uma ou outra carta que se sobressaem sobre as demais, é um exemplo a Bitterblossom, Stoneforge Mystic, Ensoul Artifact ou Hazoret the Fervent. Essas cartas dão uma vantagem absurda quando entram em jogo, por isso vale a pena ter uma carta a menos para ter uma chance maior de vê-las.



    2- Conheça o deck de seu oponente! Claro que muitas vezes você não vai conhecer o deck de seu oponente, mas quando souber as suas decisões de muligam devem ser tomadas de acordo com esse match-up. Por exemplo, você está de Scapeshift e seu oponente de Jund. Você sabe que ele tem pelo menos 6 descartes no deck, então não adianta muligar para cartas melhores, você precisa de quantidade. Precisa de um mix saudável de terrenos e mágicas, sem se importar (tanto) com a qualidade das cartas. Veja essa mão que o PV manteve contra um oponente de Jund:



    Montanha - Montanha - Stomping Ground - Stomping Ground - Scapeshift - Scapeshift - Primeval Titan 



    No geral é uma mão ruim, mas contra um Jund não é. Se muligar para uma mão com 1 acelerador ele vai ser descartado, se muligar para 2 aceleradores o oponente vai descartar a sua maior ameaça. Essa mão é imune a Inquisition of Kozilek e virtualmente imune a Thoughtseize.



    3- Conheça seu plano de jogo: Algumas mão são um plano de jogo por si só, por exemplo você está jogando de burn e vê uma mão de 1 Montanha, 1 Lava Spike e 4 Lightning Bolt. A ideia é simples: Fazer todas as mágicas em seu oponente antes que ele possa fazer algo. Mas e se for uma mão de 5 Montanha, 1 Goblin Guide e 1 Lava Spike? Qual é o plano aqui? Fazer o Goblin Guide e torcer para ele não morrer E comprar várias mágicas seguidas. Claro que é possível, mas é mais provável que não funcione dessa forma. Mas e se for uma mão de 5 Montanha, 1 Lava Spike e 1 Eidolon of the Great Revel contra um storm? O plano torna-se fazer o Eidolon, esperar que ele não tenha uma resposta (ou tome muito dano até lá) e você possa resolver o jogo com algumas spells que você comprar. Esse plano é um bom plano e eu manteria essa mão.



    E agora falarei de algumas armadilhas do Mulligam:



    1- "Eu só preciso de mais um terreno": Isso depende, você precisa de um terreno para a sua mão ser incrível ou só para não perder o jogo? Imagine essas duas mãos iniciais:



    Montanha - Kolaghan Aspirant - Twin Bolt - Aerie Bowmasters - Ainok Artillerist - Tail Slash - Sprinting Warbrute 



    Twilight Mire - Twilight Mire - Tarmogoyf - Tarmogoyf - Thoughtseize - Liliana of the Veil - Noble Hierarch 



    O PV disse que ele muligaria a primeira mão e manteria a segunda, e vocês podem se perguntar o porquê disso, pois são mãos similares (se não comprar 1 terreno bem rápido o jogo estaria perdido), mas a diferença é que na primeira mão se o terreno vier rápido a mão ainda é ruim, se vier duas montanha a mão continua ruim, nesse caso o jogador teria que comprar 2-3 terrenos, um deles sendo uma floresta, e bem rápido para não perder o jogo, e no segundo caso a mão só precisava de 1 terreno para tornar-se uma mão incrível, com reais possibilidades de vitória.



    2- "Minha mão já é um Mulligan": Esse conceito é falho por diversos motivos, um deles é achar que o seu Ugin, o Dragão Espírito em uma mão de 2 terrenos é uma carta morta, se a mão estiver decente vale a pena ter essa carta na mão pois eventualmente você pode chegar a 8 terrenos e então ele vai ser muito útil, muligar seu Ugin não é de graça. Mas em outros casos esse conceito se aplica, imagine você jogando contra um deck preto e você abre a mão com um Terror. Ele não vai fazer nada no começo do jogo e não vai fazer nada em nenhum momento. Mas a sua mão tem que estar ruim para você muligar mesmo assim, pois essa carta pode vir novamente na próxima mão e você vai ter apenas uma carta a menos na mão.



    3- "Se eu muligar a 5 eu já perdi": Isso depende muito. Mesmo os decks de quantidade podem muligar a 5, o que não podemos fazer é manter 6 cartas medíocres pois temos medo de muligar a 5. Eu mesmo já ganhei vários jogos muligando a 4 ou 5, então devemos aplicar todo o nosso conhecimento do jogo e experiência para tomar essa decisão, e se o veredito for para o Mulligan então devemos seguir o conceito.



    Lembrem-se, o jogo não é somente sobre vencer, é sobre jogar melhor. Uma vitória é passageira, mas um aprendizado é eterno.



    Fontes: Channelfireball (PV) e Tolarian Community College.



    Sobre o autor:

    Nome: Wladimir Oda Petroski.

    Idade: 37.

    Joga desde: AGO/1996.

    Carta T2 preferida: Ionizar.

    Carta Modern preferida: Folião do Caos.

    Formato preferido: Pauper.

    Formato atual: Commander.

    Deck atual preferido: The Ur-Dragon como Comandante.


  • Meu primeiro pptq na point hq, de volta as origens

    Meu primeiro pptq na point hq, de volta as origens

    por elfoman em 03/11/2018 - 213 Visualizações, 0 Comentários.

    O primeiro pptq na point hq a gente nunca esquece



    Pra quem não sabe, a Point Hq é uma loja nerd que fica aqui no Rio de Janeiro mais precisamente em Ipanema no endereço: R. Visconde. de Pirajá, 207 – 317 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, 22410-001.



    Essa loja fez parte da minha vida na adolescência quando eu jogava magic tendo meus 16 anos de idade. Eu me lembro que era excelente lugar pra jogar torneio e trocar carta além de fazer um bom dinheiro. Me lembro também um regional inesquecível que joguei naquela época onde eu estava de UG loucura e quase me classifiquei para os playoff.



    point hq



    Joguei muitos torneios nessa loja no passado



    Antigamente eu jogava ptq na point hq até porque não tinha tanta gente assim mas hoje em dia as coisas mudaram. Os planeswalkers tem que jogar uma preliminar pra se qualificar para o pro tour qualifier. Fico feliz em ver o magic crescendo. Na minha época era simplesmente jogar o PTQ e se ganhasse, já ia jogar o pro tour em algum lugar do mundo.



    Tomei conhecimento do pptq



    Na sexta-feira, dia 02/03/2018, lá eu estava indo à taverna para jogar um FNM eis que minha bicicleta elétrica dá ruim e enguiça. Perdi o FNM mas o taverneiro alertou pelo grupo do “santo” sapp do pptq na point hq no sábado (hoje 02/03/2018)



     



    point hq



    eu me preparando pra voltar à point hq



    Acordei cedo



    As 4 AM já estava de pé pronto pra tankar um pptq com meu deck merfolk, ele é tier 2 e faltando cartas mas o importante é competir, quem sabe ganho uma kkkk. Acordei cedo e tomei café da manhã (ovos com tomate e cebola e pimentões), além de café com mel. Com a barriga cheia, dá pra tankar melhor xD



    Na point hq



    Chegando lá é aquele ritual de inscrição e preenchimento de ficha do deck e ansioso pra jogar um torneio maior depois de décadas parado. Reencontrei um amigão, o mogui que foi jogar com seu UW agroo. Joguei treino contra ele e fui atropelado, acho que isso era um mau sinal.



    Foram 6 dolorosas rodadas



    Joguei 6 rodadas já que queria ganhar pontos de planeswalker pra jogar o nacional e meu deck de merfolk não me ajudou, acho que não dei o carinho necessário pra ele gamar. Ziquei boa parte do torneio mesmo tendo 24 lands no deck com apenas 12 cartas custando 3 manas. Mas a partida inesquecível foi contra a Caroline, ela estava de RG. Ela vindo na curva no game 1 e eu zicando. 2 manas, bicho red custa 2, 3 manas outro bicho daquele, 4 manas fenix e 5 manas dragão e eu só com 2 manas e cheio de bichos custo 3 na mão. Fui arrebentado, esse game não esqueço jamais.



    Final da história



    Joguei as 6 rodadas e fiz 1 x 5 levando em consideração que está faltando cartas e estou destreinado e sem saber o field todo. Com essa mísera vitória, consegui chegar a 42 pontos de planeswalkers levando em consideração que voltei a jogar a 2 semanas. Faltam só 258 pontos pra ter a vaga, rumo ao nacional!!!



    Brigado por ler planeswalker, até a próxima e volta no meu site pra dar mais força ao canal^^



    point hq inesquecível


  • PPTQ - Guildas de Ravnica

    PPTQ - Guildas de Ravnica

    por Piedade em 29/10/2018 - 343 Visualizações, 0 Comentários.

    PPTQ T2 dia 11 de Novembro na Piedade Card House, coloquem na agenda e não fiquem de fora dessa!



    PPTQ - Piedade Card House



     


  • Integração com a TCGPlayer

    Integração com a TCGPlayer

    por MYPCards em 02/10/2018 - 420 Visualizações, 1 Comentários.

    Hoje estamos aqui para anunciar uma GRANDE NOVIDADE!!





    Agora nossa plataforma conta com os preços da TCGPlayer integrado ao nosso sistema!



    Como isso funciona?




    • Nós integramos todos os preços da TCGPlayer ao nosso sistema, fazendo com que você possa acompanhar o mercado nacional e internacional dentro de uma única plataforma!

    • Para a cotação do dólar, estamos utilizando o valor padrão de R$3,50* mas que em breve será configurável por usuário, o que significa que você poderá determinar o valor padrão para a sua cotação de dólar, moldando essa ferramenta ao seu gosto!



     



    Sempre quis saber se o preço daquela carta que está jogando muito no formato Standard do Magic mas só lembra o nome da carta em português, o que dificulta a busca pela carta em sites internacionais? Problema resolvido! Da uma olhada na cara nova do detalhe do produto!!





     



    Ou sempre quis saber se o preço daquela carta de Star Wars: Destiny está bom para comprar? Tem também! 





    E mais, algum dia quis saber o preço daquela carta antiga, que ninguém tem mas que você ficou curioso? Também é possível.





    E Pokémon? E Yu-Gi-Oh!? AGORA tem também!!





     



    E não é só isso, a ferramenta também nos trará uma infinidade de novas coisas para a plataforma que aos poucos vocês verão aparecendo, como por exemplo o destaque de cartas com um preço abaixo do que o da TCGPlayer (cartas em oferta) e também uma nova funcionalidade para você comparar o preço das suas cartas com os da TCGPlayer.



    Fiquem ligados que logo logo vem mais.



     



    Att,



    Equipe MYPCards



     



    * Valor amplamente aplicado pelo mercado nacional



    ** Solução ainda em beta, estamos aberto a sugestões e feedback


  • Mochila de Criança - Report Trios Pauper

    Mochila de Criança - Report Trios Pauper

    por Buffix em 24/09/2018 - 535 Visualizações, 4 Comentários.

    "Reis não tomam a coroa, eles são coroados"



    -Autor Desconhecido



    Saudações fanáticos do Magic! Eu sou Thiago Yudi Watanabe, tenho 19 anos e jogo magic desde outubro de 2017.



    Hoje venho aqui falar sobre o torneio no formato de trios (T2, Modern e Pauper) realizado na minha cidade de Londrina na Loja Batbanca (22/09/2018). O evento reuniu uma quantidade pequena de jogadores (24 jogadores somente) mas foi uma experiência incrível para um aficionado como eu e uma oportunidade de melhorar o cenário competitivo de Magic que tanto amamos na nossa cidade. A organização do torneio acertou em cheio na escolha dos formatos pelo fato de que outros campeonatos de trios que jogam Legacy ao invés de Pauper acabam sendo muito mais restritivos por motivos financeiros além de que muitos poucos jogadores aqui possuem cartas da reserved list (estou falando de vocês, João Araújo e Felipe Alfaya). Com quatro rodadas no suíço mais semifinais e finais, eu me senti satisfeito com o meu desempenho de maneira geral.



    Vamos lá. Joguei ao lado de Rafael "Pistolito" Kenji Nishiyama pilotando o seu BR Aggro no T2 e João "Rinaldin" Rinaldo com Humanos no Modern. Os dois decks são os melhores dentro de seus respectivos formatos e os jogadores pessoas que eu admiro dentro da minha cidade e que são as mais envolvidas no competitivo jogando PPTQs, GPs, finais de CLM, etc. Dessa forma, a minha escolha de deck para o pauper foi o Boros Monarca. Faço um desabafo aqui que não possuia intenções de jogar com esse deck optando (scry 1, draw 1) pelo Burn ou Affinity afinal os resultados que vinha fazendo em outros campeonatos pauper com o Monarca sempre foram muito ruins. Mas graças aos meus melhores amigos Grazielli e (depois de tomar um couro do deck) Mikanii, acabei me empenhando em treinar mais com o deck e trabalhar em cima dos erros que os meus dois colegas me apontavam.



    Sobre o deck:



    O Boros Monarca é um deck midrange que procura utilizar criaturas que possuem status muitos bons para sua curva como Glint Hawk e Kor Skyfisher e procura transformar seus drawbacks em farofada vantagem voltando Prisma Profético e Frasco do Alquimista para fornecer re-draws. O deck ainda utiliza as lands artefatos Covil Antigo e Grande Fornalha tanto para voltar com a habilidade do glint como para ativar a habilidade de metalcraft de Galvanic BlastA carta que dá nome ao deck é o Palace Sentinels que fornece a mecânica de Monarca e consequentemente uma quantidade absurda de card advantage no long-game. "Ah, mas Cassia (apelido dado na época que eu jogava de Aproximação do Segundo Sol), como você mantém o Monarca durante tanto tempo?" a resposta meu caro Padawan é utilizando remoções como Lightning BoltFirebolt e Journey to Nowhere conjuntamente com efeitos de fog como Prismatic Strands e a ativação dos frascos para ter certeza que seu oponente veja com desgosto no final de cada turno você comprar uma carta adicional. O deck possuí uma sinergia insana e que afetam todas suas decisões a cada turno em como devo interagir com o oponente. "Devo controlar o board com meus burns ou focar em mirá-los na cara e fechar o jogo mais rápido possível?"; "Devo fazer o meu Guinchado de Guerra ou deixar a mana aberta para o Prismatic Strands?". A todo momento o jogador tem que pensar nessas decisões e isso que torna o deck tão difícil de ser pilotado. A lista que utilizei foi a seguinte:







    A única inclusão "diferente" que coloquei dentro do deck das listas do MTGO foram um Lodaçal Mortuário no maindeck pela utilidade que ele fornece ao deck e dois Dawn Charm no side. Achei a carta no side sensacional pela versatilidade de Fog, regeneração e potencial counter. Enfim sem mais demora, vamos aos jogos:



    Match 1 - trio Paolo x Leonildo x João Araújo (Tron)



    A primeira match foi o que muitas pessoa colocam como sendo a "pior match possível para o Monarca". Eu sempre encarei essa match como razoável no game 1 e favorável nos games 2 e 3 pela presença do sideboard que quebram os looping infinitos do Tron. Tentei jogar como controle contra o João uma vez que sabia que o Stonehorn Dignitary dele provavelmente nunca iria me deixar bater com as minhas criaturas, virei o monarca o mais rápido possível pela ausência de criaturas no deck dele, interrompi o combo de Ghostly Flicker matando as Mnemonic Wall em resposta com Galvanic Blast (nota: vocês podem ver como funcionam as interações do Tron no artigo bem escrito pelo Wlad no MYP aqui). Utilizei inúmeras vezes a habilidade da Bojuka Bog voltando com Kor Skyfisher e Boros Garrison para interagir com o cemitério dele e quando ele tentou dar um Rolling Thunder pra 18 na minha cara, virei um token de pássaro e recapitulei o Prismatic Strands para prevenir o dano. As partida dos meus dois colegas acabaram antes do meu primeiro jogo com a vitória do Rafa e do Rinaldo. Ao conversar com o João Araújo após o jogo, ele me disse que não havia mais formas de me dar letal depois que exilei os dois Rolling Thunder do deck. Esse jogo demonstra como a versatilidade do Monarca impede a existência matches impossíveis de serem ganhadas.



    Resultado: 1-0



    Match 2 - trio Luiz "Fada" Vaz x Mungo x Paulão (Mono U Delver)



    Tivemos um game loss logo de cara porque nos atrasamos para a partida. A partida estava favorável para mim mas o Kenji perdeu a partida dele para um Mono Green Stompy e o João Rinaldo foi lockado do jogo por uma Blood Moon no turno 1 contra um Mono Red Prison. #chateado mas vida que segue. Devido ao número pequeno de jogadores um 3-1 ainda nos classificaria para a final e nos focamos nisso. A match contra Mono U Delver é considerada favorável para o monarca e a lista do Paulão não utilizava uma das cartas principais, Ninja das Horas Tardias, que é essencial para não perder o tempo e controle do jogo.



    Resultado: 1-1



    Match 3 - trio Iuri x Betiati x Fernando "Pato" (Elfos)



    Para o torneio, o Pato trouxe uma match que eu acho uma das mais divertidas de jogar contra: Elfos. É justamente por causa dessa match e das variantes de Mono U Delver que o Monarca utiliza um Eletrotruque de maindeck. Game 1 keepei uma mão com uma Great Furnace num mulligan para 5 só pela presença do eletrotruque e de um Lightning Bolt. A segunda land foi uma Boros Garrison que só veio na quarta draw depois do meu oponente resolver DOIS Lead the Stampede e uma Melodia Distante. Consegui limpar uns 10 elfos com o eletrotruque mas as Nettle Sentinel dele fecharam o jogo por possuírem resistência 2. Game 2 subi o Círculo de Proteção: Verde, mais um Eletrotruque e dois Dawn Charm pelos efeitos de fog adicionais. Retirei um Prisma Profético os dois Guinchado de Guerra e um Palace Sentinels. As criatura com voar se tornam bem ruins após o side pela presença de Spidersilk Armor e Scattershot Archer no deck do oponente. Game 2 ele desceu o Elfo "sniper" e tentou matar meu Glint Hawk  e Kor Skyfisher na mesa. Regenerei ambos com Dawn Charm, fiz um ataque levando ele a 3 de vida e dei um top deck de Galvanic Blast enquanto ele tinha uma Fireball para me matar na volta. Eu e o Fernando não conseguimos jogar o jogo 3 pois novamente o Rafa e o João ganharam seus jogos. As escolhas dos decks no formato de trios também influenciam muito na dinâmica do time como um todo. Ambos os decks dos meus colegas de equipe são considerados aggro e eu era quase que o "seguro de vida" do time que permitia os meus dois colegas de equipe terminarem os seus jogos antes e me auxiliarem.



    SIDE IN:



    2x Dawn Charm 



    1x Electrickery



    1x Circle of Protection: Green 



    SIDE OUT:



    2x Battle Screech 



    1x Prophetic Prism 



    1x Palace Sentinels 



    Resultado: 2-1



    Match 4: trio Júlio Mendes x Alex x Danilo (UB Control)



    A quarta match foi justamente contra o Danilo (fundador do MYP!). Pilotando o seu UB Controle, que me tirou do Top 8 do último CLM Pauper inclusive. O deck tenta ganhar a vantagem com cartas como Manipulação de Alma e Probe, utilizando de Gurmag Angler e Mulldrifter para estabelecer um fim de jogo quase que impossível de ser combatido. Game 1 aconteceu o mesmo pesadelo do Top 8: 3 Gurmag numa moto com Counterspell para anular os meus Journey to Nowhere. Pós-side quatro Pyroblast permitem eu entrar na guerra de counters e anular todas as cartas citadas acima; Relíquia de Progenitus permitem eu desacelerar o Gurmag do jogo inimigo e Reaping the Graves retorna uma mão inteira de criaturas e por possui storm é extremamente resiliente contra anula. Terminamos 1-0 para o Danilo. Novamente João e Kenji ganharam suas partidas e classificamos para as semifinais. Fiz uma brincadeira dizendo que parecia que eu era uma "mochila" de criança sendo carregado pela vitória dos dois mas como eu disse antes, isso é somente lógico dentro da dinâmica do nosso trio e não deve ser motivo de vergonha. Acredito que poderia ter tirado os Prismatic Strands em detrimento de outras cartas do side mas dei preferência por Inspetor de Thraben que me parecem "neutras" em inúmeras matches.



    SIDE OUT:



    2x Battle Screech 



    1x Eletrotruque 



    1x Firebolt 



    1x Prisma Profético 



    4x Inspetor de Thraben 



    SIDE IN:



    2x Dawn Charm 



    4x Pyroblast 



    2x Relic of Progenitus 



    1x Reaping the Graves 



    Resultado: 3-1



    Semifinais: trio Gustavo x Andrey x Gabriel (BR Reanimator)



    O primeiro jogo das semifinais foi contra uma lista que vem fazendo resultados muito bons dentro do pauper: BR Reanimator. Seguindo a mesma lógica da sua variante no legacy o objetivo é retornar um Ulamogs Crusher ou um Gurmag Angler do cemitério por meio de um Exhume. Como se isso não bastasse, vemos que o conceito de diversão é estudada desde os tempos antigos quando uma pessoa fica satisfeita ao retornar esse bichos colossais junto um Dragon Breath e dar ímpeto. Para. Uma. Criatura. Com. ANIQUILADOR DOIS. Game 1 ele abre de Neófito Insolente, turno 2 Pilhagem Infiel colocando o combo Crusher mais Dragon Breath no cemitério e turno 3 Exhume, batendo com o 8/8 me obrigando a sacrificar minha Boros Garrison com um Journey to Nowhere na mão #soaceitei. Game 2 ele reanimou um Gurmag Angler  turno 2 e, por ter mulligado agressivamente atrás do Journey to Nowhere a pedido do Rafa, exilei o peixe, tirei um Stinkweed Imp do cemitério com Bojuka Bog para ele parar de alimentar o cemitério com o efeito de dredge e fechei o jogo o mais rápido possível. Game 3 foi o game mais apertado que eu já tive. A todo momento eu procurava rastrear quantos Exhume ele ainda tinha. Os dois primeiros Gurmags foram jogados extremamente cedo com a habilidade de dredge do Stinkweed Imp e eu respondi com dois Journey to Nowhere. Eu procurava matar a todo momento os Imps dele pelo na esperança dele jogar os Exhumes para o cemitério no dredge 5. O Gabriel faz um Ulamogs Crusher da mão e no passe eu tirei com 2 Galvanic Blast. No turno seguinte ele me reanima o Crusher com Dragon Breath mas eu tinha um plano em mente. Com dois Prismatic Strands na mão, fiz um Kor Skyfisher, voltei o Journey to Nowhere que estava em um Gurmag, exilei o Crusher com o Journey e o encantamento no cemitério com uma Bojuka Bog que voltei com a minha Boros Garrison e finalizei o jogo prevenindo o dano do peixão com os Prismatic Stands. #vouseconsagrei. Foi a minha primeira vez jogando contra o deck e creio que nesses momentos saber as fraquezas e forças do seu deck é o que importa e não simplesmente decorar guias e imitar jogadas de pro-players. Talvez muitos jogadores teriam sideado os Cordões Prismáticos pelo fato de que o Eldrazi "Cabeça-de-ovo" ser incolor mas eu decidi manter tanto pelo peixe quanto pelas remoções como Machado Relampejante que eu vi sendo jogado no segundo game. Essa decisão acabou me ganhando a terceira partida de uma forma inesperada. Comemoramos a minha vitória e a do Rafa enquanto estava no game 3 do João Rinaldo. Estava feliz por ter chegado à final mas o dia ainda não tinha acabado.



    SIDE OUT:



    1x Eletrotruque 



    1x Prisma Profético 



    SIDE IN:



    2x Relic of Progenitus 



    Resultado: 4-1



    Final Boss: trio Everton "Bracinho" Ponce x Filippe "Baiano" Santos x Felipe Alfaya (Boros Monarca - Mirror)



    Alfaya é um dos jogadores veteranos mais velhos da cidade e que sempre jogou casualmente MTG. Entretanto é ao mesmo tempo uma das pessoas que eu tenho mais respeito por possuir tanto conhecimento de jogo tanto no Pauper quanto em todos os outros formatos como Modern, Legacy, T2, Commander e se duvidar até Extended e Tiny Leaders (nunca joguei esses formatos). O Game 1 contra o Alfaya foi completamente dominado por ele sempre conseguindo manter a liderança com Palace Sentinels após eu jogar os meus Palace Sentinels e sempre roubando o monarca quando podia. Quando tudo parecia encaminhado para a vitória dele após resolver um Reaping the Graves voltando três criaturas e estabelecendo uma vantagem no board gigantesca e uma quantidade de vida absurda pelas Radiant Fountain, surgiu uma ideia na minha cabeça: E se eu jogar para eu não perder? Removi todas as criatura que pude, mesmo quando ele as protegia com Prismatic Strands e fiz um board que procurava somente bloquear as criaturas dele. Por possuir o Monarca, ele comprou muito mais cartas que eu e ganhei a primeira match no decking. Game 2 tirei alguns Guinchado de Guerra por causa do Eletrotruque e subi o Kor Sanctifiers para tirar os Journey to Nowhere. Os primeiros turnos do Alfaya foram extremamente lentos perdendo land drop e somente com uma Secluded Steppe no campo. Nesse ponto eu decidi me tornar o aggro da partida. Joguei o meu Palace Sentinels o mais cedo possível e com dois Lightning Bolt na mão eu procurei estabelecer pressão capitalizando na falta de recursos do lado do oponente. Do meu lado o Rafa havia ganhado o jogo dele contra Turbo Fog e o João perdeu para o WR Death and Taxes do Ponce por causa de uma Akroma, Anjo da Fúria. Respira. Alfaya passou com um Glint Hawk, 8 de vida e três manas abertas que eu suspeitei ser um Prismatic Strands. Com a ajuda do meu time nos turnos finais fiz um Frasco do Alquimista usei a habilidade para impedir o Glint Hawk de bloquear e bati com tudo. Ele me mostrou um Lightning Bolt para remover uma das minhas criaturas ficou com 4 de vida e eu mostrei o Galvanic Blast. No fundo só a música de vitória do Ayrton Senna. Só uma pessoa pode ser o rei.



    SIDE OUT:



    2x Battle Screech 



    1x Firebolt 



    SIDE IN:



    2x Relic of Progenitus (para tirar os Prismatic Strands)



    1x Kor Sanctifiers



    Resultado final: 5-1



    Conclusões:



    De todos os campeonatos que joguei até agora, o formato de trios foi com certeza um dos mais divertidos de se jogar. Ainda necessito melhorar muito como jogador e reconheço isso. O primeiro lugar nunca é um motivo para descansar no topo mas sim um motivo continuar evoluindo. O topo ainda está lá e espero alcançar: finais de CLM, GPs, PTs (que sonho). Quero agradecer a todos de Londrina tanto a LojaBat como o Piedade Card House ao MYPCards por sempre incentivarem a realização desses eventos e espero futuramente continuar participando de muitos campeonatos. Fiz amigos por causa de cartinha de papelão e acho que nunca vou me arrepender de dizer isso. Obrigado por lerem o meu report e por favor compartilhem se gostaram.



    Rinaldo e as Rinaldetes



    Team Rinaldo e as Rinaldetes



     



     


  • Magic Arena: Pré-Lançamento e Open Beta

    Magic Arena: Pré-Lançamento e Open Beta

    por Gwentar em 21/09/2018 - 678 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá! 

    Pra quem não me conhece sou Henrique “Gwentar” Spuri. Streamer, jogador e – mais recentemente – comentarista de cardgames digitais, sendo um deles o Magic Arena. 





     

    Magic Arena é a versão digital e gratuita de Magic: The Gathering que todos conhecem, com exatamente as mesmas regras e cartas, mas numa roupagem mais casual, divertida e moderna. 

    Mas não se enganem: Magic Arena é um projeto MUITO mais ambicioso que isso. Ele é a entrada perfeita pra Wizards/Hasbro se aventurar no mundo dos e-Sports, que vem em um crescimento de popularidade e investimento absurdo e que tem uma boa participação dos cardgames – vide Hearthstone, Gwent e Artifact. 

    Não duvido nada que daqui 1 ano teremos um setor no circuito competitivo como Grand Prix e Pro Tour rodando exclusivamente na plataforma digital. 





    E com um futuro promissor desses a frente você não vai querer perder a oportunidade de começar a jogar isso desde o Day 1, certo?  

    Pois essa é sua oportunidade, já que o Magic Arena sai em Beta Aberto no dia 27 de Setembro! Ou seja, tudo que você obter no jogo será seu pra sempre. 

    Vale dizer, inclusive, que a partir da nova coleção Guildas de Ravnica, os produtos físicos conterão códigos para resgate de produtos digitais! Será possível, por exemplo, jogar com o mesmo deck de Planeswalker que você acabou de comprar na sua loja também no Magic Arena, e isso é SENSACIONAL! Quer prova maior que a empresa tá investindo pesado no jogo?

    Além da plataforma ser uma ótima ferramenta de treino para torneios presenciais, é claro. 

     





    E pra você que ama a MYPCards, temos mais uma ótima notícia: No dia 26 de Setembro rolará o evento de Pré-Lançamento do Magic Arena na Twitch onde os principais streamers estarão fazendo um show pro público e estarei representando o Brasil nessa com o apoio da MYPCards

    Além de conversando, jogando e ensinando, a live contará com coop e entrevista de Francisco “ChicoBS” Ferreira, top 8 do mais recente Nacional e atual campeão da Liga Arena Pauper, coop e explicações da historia da coleção com Meggie Fornazari do canal Lorenautas além de quiz/brincadeiras e sorteios valendo MYP$ para você comprar aquela carta que falta pro seu deck físico enquanto você deslumbra jogos com a nova coleção e pode até sair na frente em termos de conhecimento no Pré-Release do fim de semana na sua loja favorita.

     

    Então se agende e não perca o nosso encontro: 

    O quê? Pré-Lançamento de Magic Arena 

    Onde? No canal twitch.tv/gwentartv 

    Quando? 26/Set, do meio dia até 20h




    Para não perder nada que a GwentarTV produz nos siga em nossas redes sociais: Twitter e Facebook


  • Two Head Giant - Commander

    Two Head Giant - Commander

    por Cliff em 06/09/2018 - 374 Visualizações, 0 Comentários.

     



    Olá Commander´s e novos adeptos a palavra.



    Eu sou o Cliff Rannie, me propus junto a parceria da Piedade Card House e MYP Card´s para criar esse artigo e esclarecer sobre nossa celebração e torneio entre amigos de mesmo nome do título; O evento ocorre no dia quinze de setembro com início às 14:00 e será no nosso estilo favorito (Commander) de jogar MAGIC, para sanar algumas dúvidas e simplificar na criação dos decks e parcerias segue abaixo as regras principais:



    - Cada time tem um total de vida compartilhado, que começa aos 50 de vida.



    - Nenhuma carta (exceção a terrenos básicos) poderá ocorrer repetição nos baralhos do time.



    - Se um time tem quinze ou mais contadores de veneno, essa equipe perde o jogo.



    - Cada time senta em um lado da mesa. Cada time decide a ordem em que seus jogadores se sentam.



    - O time que joga primeiro pula a etapa de compra de seu primeiro turno.



    - Os jogadores ganham e perdem o jogo apenas como equipe, não como indivíduos.



    - Se um jogador concede, seu time deixa o jogo imediatamente. Esse time perde o jogo.



    -  Dano, perda de vida e ganho de vida acontecem para cada jogador individualmente. O resultado é aplicado ao total de vida compartilhada da equipe.



    - Dano de commander não causará perda do jogo.



    - Lista de Banidas: http://mtgcommander.net/rules.php



    Algumas regras podem divergir das regras gerais do Two Head Giant pois nele não abrange todas as vertentes para o EDH, para mais informações segue as referências.



    https://mtg.gamepedia.com/Shared_turns



    https://mtg.gamepedia.com/Two-Headed_Giant#Rules_2 



    Exibindo 2headG.jpg



    Bom, agora é só escolher o parceiro ideal e formar seus times, espero vocês no evento, grande abraço.


  • LojaBat - Store Championship M19

    LojaBat - Store Championship M19

    por Lojabat em 04/09/2018 - 440 Visualizações, 0 Comentários.

    Sábado, dia 15 de Setembro de 2019 as 15h, a Lojabat vai organizar o Store Championship de M19.





    Store Championship, pra quem não ta acostumado com o nome, é o antigo Game Day.



    A Lojabat, juntamente ao MYPCards, estará premiando o top4 com créditos na loja além de deckbox exclusiva para o top8 e playmat para o campeão! 



     



    Não vai perder essa =)


  • LojaBat - Torneio Trios

    LojaBat - Torneio Trios

    por Lojabat em 31/08/2018 - 444 Visualizações, 1 Comentários.

    Sábado, 22 de Setembro de 2018 as 13h, a LojaBat vai organizar um torneio trios com uma premiação de dar inveja!!





    O valor da inscrição é R$ 90,00 o trio (R$ 30,00 por jogador) e todo o valor vai ser revertido para os 3 primeiros trios!



    Além disso, com a ajuda e patrocínio da MYPCards, teremos playmat, shields e deckbox para o trio campeão!



     



    Não fiquem de fora dessa!


  • Produtos Wizards - Magic Game Night e Gift Pack

    Produtos Wizards - Magic Game Night e Gift Pack

    por MYPCards em 30/08/2018 - 398 Visualizações, 0 Comentários.

     



    Essa semana a Wizards anunciou um novo produto, chamado de Magic Game Night e atualizações a um produto já conhecido, Gift Pack.



    Esses novos produtos estão previstos para chegar ao mercado no meio de Novembro e são compostos pelos seguintes itens.



    Magic Game Night



    Produto designado para um grupo de amigos que gostam de jogar Magic de forma casual ou queiram entrar no mundo do Magic. Similar ao Planeswalker Decks mas focado no Multiplayer. Esse produto contém 5 decks pré-montados (um de cada cor) mais todos os acessórios necessários para uma partida de Magic, como contador de vida, marcadoes +1/+1, checklist cards, etc.



    Magic Game Night packaging



    Cada deck contém uma carta exclusiva da sua cor porém o produto não é considerado legal no T2, ou seja, essas cartas não mudarão o formato atual. A lista de cada deck vocês podem encontrar no link no final do artigo.





    Gift Pack



    Esse produto já é conhecido, não é novo, mas terá uma atualização a valer a partir de 16 de Novembro de 2018.



    Gift Pack packaging



    Este conterá 4 boosters da Coleção Básica 2019, cinco lands básicas promo especiais, marcadores de vida e, pela primeira vez, 5 cartas de criatura exclusivas!







     E então, o que acharam? Deixem sua opinião nos nossos comentários!



    Fonte: Wizards


  • Como está o termômetro do Modern?

    Como está o termômetro do Modern?

    por NIshiyama em 23/08/2018 - 445 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá Jogadores, tudo certo?



    Venho escrever um pouquinho da minha frustração experiência em jogar contra o KCI.



    Jogador de Affinity que sou, esperava ao menos que fosse um good match, pois é um deck que passa 3 turnos sem interagir. Mas descobri no último PPTQ que não importa a velocidade da sua mão, o KCI comba antes. Um termo conhecido entre os jogadores de magic é o 'termômetro do formato'. O termômetro do formato nada mais é do que uma 'medida' a ser usado quando alguém cria um deck.



    O jogador deve se perguntar:

    - Esse deck consegue ganhar de affinity? e de burn? Tron?

    - Não!?

    - Então não é um deck competitivo...



    O affinity e o burn, muitas vezes são considerados termômetros do formato, por serem decks mais lienares, de estratégias simples e fazem uso do menor clock possível. O Affinity é considerado o deck mais explosivo do formato, vc precisa ganhar em 4 turnos, no máximo 5...



    No último PPTQ joguei contra um pró-player de Maringá, o Douglas Romani. Nos dois games contra ele, keepei as mãos mais insanas possíveis pro affinity. No G1 ele ficou com 4 de vida no turno 3, passei o turno pra ele, e ele combou. No G2, nunca vi uma mão tão rápida como aquela, estava na play, agrei infinito, deixei ele no coco, mas ele combou novamente no turno 3, e acredito que ele não combou no turno 2 por que não tinha um Darksteel Citadel  na mesa.



    Já joguei 2 vezes de Affinity contra KCI, e nas duas vezes foram contra pró-players, um português amigo do Márcio Carvalho no GP e o Romani no último PPTQ. Perdi de 2-0 nas duas vezes. Por mais que seja choro de alguém que perdeu algumas vezes para o KCI, me pergunto se o deck é saudável para o formato. Pois simplesmente consegue combar mais rápido que o deck aggro mais rápido.



    Pra quem não conhece o câncer que é esse deck, ele funciona da seguinte forma: Krark-Clan Ironworks, Scrap Trawler, Myr Retriever, Mox de Opala, geram um looping de sacrificar, gerar mana, retornar artefatos, castar e gerar mais mana, gerando assim, mana infinita. As outras cartas são eggs (Chromatic Sphere, Chromatic Star, Terrarion, Ichor Wellspring e Prophetic Prism), que farão você comprar o seu deck inteiro até encontrar a Magibomba de Pirita, que finaliza o jogo.



    Esse deck me faz pensar que banir alguma coisa dele seria muito bom. Conversando com o Romani, ele me contou um pouco da história do Modern, e que quando o formato foi criado, algumas cartas foram banidos por conta de seu power level: Preordain, Ponder, Dig Through Time e Treasure Cruise são banidas no Modern. Ancient Stirrings, nos decks em que joga (Tron, algumas versões de affinity e KCI), acaba dando um scry 5 e 1 draw por uma mana, tornando o KCI extremamente resiliente.



    Outra fato que me faz pensar em um Ban, é na dificuldade que é para entender o combo e jogar com o deck, e isso torna fácil miss plays (intencionais ou não). No penúltimo PPTQ, um jogador de KCI disse: 'combei aqui, tenho o looping, vou comprar meu deck inteiro', por sorte o outro jogador percebeu que ele não tinha looping e não poderia comprar o deck inteiro. Isso me faz pensar também que muitos jogadores começam a comprar cartas e gerar muita mana, erram infinitos triggers, finge que combou, pega o deck inteiro na mão e mostra a Magibomba de Pirita, e o outro jogador aceita por inocência ou desconhecimento. Esse deck é tão zoado, que na final do último PPTQ, na FINAL teve game-loss por conta do jogador de KCI desconhecer como as próprias cartas funcionam.



    Sobre hate contra ele, ele dibra os hates facilmente com Explosivos Fabricados , Natures Claim  e Negate .



    Joguem contra o Romani pilotando o KCI, ele dá uma aula de como o deck funciona, declara certinho os triggers etc. Fiquem 10 minutos vendo ele falar e comprar cartas, e depois concluam se o deck é justo ou não. 



    Abraço galera. Segue um Raimundo ilustrativo.




  • PPTQ Presidente Prudente 19/08/18 [report campeão]

    PPTQ Presidente Prudente 19/08/18 [report campeão]

    por Nandoarapa13 em 22/08/2018 - 466 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá, meu nome é Fernando dos Santos Pereira, conhecido mais como “ferblack”, este hobby começou em Kaladesh, e no dia 19/08/18, joguei meu terceiro PPTQ no formato Modern, na Geex em Presidente Prudente.



    Modern é um formato que eu não tenho afinidade, em fase de iniciação no formato, decidi montar um deck UW Spirits, e decidi viajar até o local do PPTQ apenas para trocar cards e conseguir a parte restante do deck.



    Na noite anterior, acertando os detalhes para a viagem, decidi participar do evento para aproveitar a viagem e também conseguir mais experiência dentro deste formato tão diverso, me emprestaram um deck Naya Burn.





    Talvez a parte mais importante de toda a preparação, foi durante uma conversa com o Basdão (vencedor do PPTQ em Maringá), que através de um “boa sorte”, me transmitiu toda a energia positiva do topdeck! Valeu mano!



    Vamos ao evento!



    Rodada 01 – Eldrazi Tron

    Primeiro jogo, fui literalmente atropelado, e da mesma forma dei o troco no segundo, no terceiro game, meu oponente fez Cálice do Vácuo para 1, em um momento em que eu já estava com o Goblin Guide em campo pressionando, na sequência meu oponente não encontrou o terceiro land e eu finalizei com 1 Hélice de Raios e 2 Amuleto Boros. (1-0)



    Rodada 02 – UR Magos

    Popularmente conhecido como Pauper no Modern, o UR Magos é um deck que tem muita explosão, e danos muito efetivos, nem esquentei a cadeira quando o jogo já estava finalizado em 2x0 para meu oponente. (1-1)



    Rodada 03 – RG Ponza

    No jogo 01 comecei com uma pressão razoável, mas uma Centaura-caçadora de Crufix, atrasou meu jogo, até um ponto onde utilizei um Quebra-crânio, levando meu oponente a 3 pontos de vida, com 1 Amuleto Boros, fui surpreendido por um Thragueopresa, que me finalizou. Jogo 2, minha abertura foi ótima e ele não teve tempo para reagir. No último jogo, mantive uma mão muito agressiva, entretanto com apenas um terreno, após fazer Goblin Guide no primeiro turno, e ter o terreno destruído no segundo turno dele, passei um tempo sem terreno, mas depois encontrei mais três seguidos e consegui voltar para o jogo, até um momento onde meu oponente tinha 11 de vida e me atacava com um Arbor Elf, até um momento onde eu tinha 5 de vida, e comprei um Eidolon da Grande Festança, que foi bloqueado pelo elfo restante, neste momento o oponente conjurou um Rastreador Incansável, indo a 9 de vida, que foi respondido por um Boros Charm, que me levou a 3 de vida e ele a 5, na minha fase de manutenção, em resposta a ativação de uma pista, um Searing Blood limpou o caminho, levando ele a 2 de vida e eu a 1, no momento em que o Eidolon da Grande Festança finalizou o jogo com um ataque. (2-1)



    Rodada 04 – Humanos (Chicão)

    No primeiro jogo, abri com Goblin Guide e 2 Eidolon da Grande Festança que puniram demais, no segundo jogo, uma Shattering Spree resolveu o problema do Aether Vial, e o Eidolon da Grande Festança fez o restante do trabalho. (3-1)



    Rodada 05 – KCI (Gustavo)

    Após ver os emparceiramentos, eu já sábia o que ia encontrar pela frente, pois em Maringá assisti vários jogos do Gustavo, que neste momento estava 4-0, sabia também sobre a consistência do deck e que as suas principais armas seriam o ganho de vida com Natures Claim e a consistência do combo, além disso, o Wurmcoil Engine poderia se tornar um problema se entrasse cedo em campo. No jogo 1, mesmo aplicando uma pressão boa, ele combou no terceiro turno, não dando tempo para qualquer tipo de resposta, o segundo jogo, abri com Goblin Guide e Rest in Peace, que o atrasou suficientemente para que eu reduzisse meu oponente a zero pontos de vida. No terceiro jogo, o Wurmcoil Engine entrou muito rápido no campo de batalha, realizando um estrago irreparável, que não pude finalizar a tempo de prevenir o combo. (3-2)



    Rodada 06 – Tron

    Era um jogo de vida ou morte, por ter enfrentado oponentes que estavam muito bem no torneio, meu percentual de vitória de oponentes era bem satisfatório, e me dava chances de integrar o top 8 caso eu vencesse. Tron é um jogo relativamente fácil para o Burn, e eu já sabia o que esperar do deck, precisava também tomar cuidado com o Wurmcoil Engine, no jogo 1, uma mão bem boa o finalizou antes que ele dominasse o jogo. No segundo game o Vidente do Nó do Pensamento atrasou o ataque das minhas criaturas, que foram sacrificadas para que pudesse sobreviver até finalizar com dano direto. (4-2)



    Como esperado, com a vitória me classifiquei em sétimo lugar, vamos lá!



    Top 8 – KCI (Gustavo) – A hora da vingança (parte 01)

    No primeiro jogo uma mão incrível (land, Monastery Swiftspear, Amuleto Boros, 2x Lava Spike e 2x Raio), finalizaram o jogo no terceiro turno. No segundo jogo, a mão foi boa pois tinha 2 Eidolon da Grande Festança, que são um problema e tanto para ele, mas que foram rapidamente contornados com dois Raio, mas ele não encontrou o terceiro land, e os danos diretos finalizaram o jogo.



    Top 4 – UR Magos – A hora da vingança (parte 02)

    O jogo parecia uma briga de faca, literalmente um combate aberto, no primeiro jogo venci a corrida, finalizando com apenas 2 pontos de vida, no segundo jogo foi a mesma coisa, em um momento crítico do jogo uma Hélice de Raios inverteu a corrida, e meu oponente realizou um ataque arriscado me levando a um ponto de vida, quando eu não tinha cartas na mão, deixando um terreno em pé, ao conjurar um Rift Bolt fatal, meu oponente estendeu a mão e revelou um Dispel, neste momento eu passei a aguardar o vencedor entre Humans e Hollow One.



    Final – Humans (Chicão) – A hora da verdade!

    Quando ele venceu, logo pensei, dei o troco em dois que me venceram durante o suíço, será que eu perderia para aquele que eu venci durante o torneio? Ainda lembrei do último PPTQ que joguei, onde perdi na final. Vamos ao Jogo!

    No primeiro game, uma mão com danos versáteis, permitiram que eu mantivesse o caminho aberto para conectar as criaturas. No segundo, eu não consegui causar sequer um de dano no meu oponente, QUE ABSURDO, foram alguns Kitesail Freebooter e também o Sin Collector, quando eu pensei que já tinha acabado, veio uma Imagem Fantasmal copiando o Sin Collector, que também descartou meus fogos. No terceiro ele fez Hierarca Nobre, que foi removido por uma Searing Blood, enquanto eu continuava pressionando com a Monastery Swiftspear, meu oponente fez outro Hierarca Nobre e não encontrou o segundo land naquele momento, eu fiz 2 Lava Spike, obrigando ele a bloquear e perder o Hierarca Nobre, quando ele conseguiu o segundo e terceiro lands, o jogo já estava com os minutos contados, até o momento em que eu finalizei com um Skullcrack. GG!



     




  • Retorno dos IDW Comics

    Retorno dos IDW Comics

    por MYPCards em 09/08/2018 - 233 Visualizações, 0 Comentários.

    Já ouviram falar em IDW Publishing?



    IDW Publishing é uma produtora Americana de livros em quadrinhos, que no passado fez alguns prints para a Wizards of the Coast, relacionado ao Magic. Ela inclusive foi responsável por introduzir o Dack Fayden na história e no Magic!!



    Ao todo foram 17 quadrinhos divididos em 4 blocos, sendo:



    - Magic: The Gathering

    Issue #1 (2/1/12) — Treasure Hunt 

    Issue #2 (2/29/12) — Faithless Looting 

    Issue #3 (3/28/12) — Feast of Blood 

    Issue #4 (5/23/12) — Electrolyze 



    - The Spell Thief

    The Spell Thief #1 (6/27/12) — Arrest 

    The Spell Thief #2 (8/8/12) — Consume Spirit 

    The Spell Thief #3 (9/19/12) — Standstill 

    The Spell Thief #4 (11/7/12) — Breath of Malfegor 



    - Path of Vengeance

    Path of Vengeance #1 (12/5/12) — Turnabout 

    Path of Vengeance #2 (12/19/12) — Voidmage Husher 

    Path of Vengeance #3 (1/30/13) — Ogre Arsonist 

    Path of Vengeance #4 (2/27/13) — Corrupt 



    - Theros

    Theros #1 (10/9/13) — High Tide 

    Theros #2 (12/11/13) — Wash Out 

    Theros #3 (1/15/14) — Gaze of Granite 

    Theros #4 (1/22/14) — Acquire 

    Theros #5 (3/19/14) — Duress 



     



    E porque estamos falando disso? Estamos falando disso porque hoje, dia 9 de Agosto, tivemos um novo anúncio dizendo que os quadrinhos da IDW voltarão em comemoração aos 25 anos de Magic, trazendo a Chandra Nalaar como personagem principal! Será que teremos mais cartas promos?!



    Magic: The Gathering - Chandra #1 cover (not final art) [IDW Publishing]



    Acompanhem o anúncio oficial aqui!!


  • PPTQ Maringá 05/08/18 [Report - Campeão]

    PPTQ Maringá 05/08/18 [Report - Campeão]

    por basdao em 06/08/2018 - 613 Visualizações, 1 Comentários.

    Fala galera, tudo na paz?



    Meu nome é Leandro S. Basdão... Magic é um hobby de mais de 22 anos, comecei a participar mais dos torneios grandes no ano passado, antes nunca tinha saído de Londrina para disputar um campeonato.



    Vou falar um pouco de como foi o PPTQ Maringá 05/08/18. Eu consegui ser campeão deste torneio com o deck UW Spirits. Minha escolha foi feita devido ao aparecimento do deck, com a adição dos espíritos de M19. Eu joguei muito com este deck quando ele era Standard e decidi relembrar a sensação de abusar dos bichos com lampejo e ter mais opções de jogadas.



    O deck que utilizei foi:





    Vamos as partidas!!!



    Match 1 – Cláudio (Soul Sisters)



    Neste match, no game 1, eu consegui colocar mais pressão com os espíritos voadores mesmo com o ganho de vida dele, fazendo 1-0. No game 2, ele resolveu uma Lyra Dawnbringer  que ganhou o game. No game 3 ele estava com muita vida e com o Kami of False Hope voltando todo turno, prevenindo meus ataques. Ele não conseguiu achar nenhuma criatura para me matar, então o tempo acabou.



    Resultado 1-1



    Match 2 – Fernando “Pato” (Red Prision)



    Neste match, no game 1, ele conseguiu resolver algumas mágicas que não me afetaram, tentou uma Ponte Traiçoeira que eu consegui remover com o Spell Queller e eu consegui ganhar com os ataques. No game 2, pós side, ele resolveu um Chalice of the Void para 2, mas tinha apenas criaturas CMC 3 nas mãos, coloquei um Geist of Saint Traft no passe por causa do Rattlechains na mesa. Ele não aguentou os ataques e fechei o match.



    Resultado 2-0



    Match 3 – Anderson (UW Control)



    Lembro pouco deste match, mas no game 1 ele resolveu uma Elspeth, Campeã do Sol e ganhou. Os outros dois eu ganhei com o auxílio do Selfless Spirit que segurou as remoções em massa.



    Resultado 2-1



    Match 4 – Belatto (UR Magos)



    Neste match eu nem vi a cor do jogo praticamente. Fui surrado por remoções pontuais, raios no passe, Soul-Scar Mage e Grim Lavamancer.



    Resultado 0-2



    Match 5 - Oponente ? (Jeskai Control)



    Neste ponto não poderia perder, senão era pegar o caminho de casa. Perdi o primeiro game sem conseguir colocar pressão no oponente. Nos games 2 e 3, com o side, consegui estabilizar e ir atacando pouco a pouco. Neste match os Mausoleum Wanderer ajudaram muito.



    Resultado 2-1



    Match 6 – Oponente ? (Burn)



    Comecei o match sem saber o deck do oponente, iniciei com uma mão com 2 Path to Exile e comprei o terceiro, então perdi game 1. O game 2 consegui ganhar no aperto, com os Mausoleum Wanderer e Spell Queller. No game 3, iniciei com uma mão de 2 lands e 5 cartas (em especial Adoração e Geist of Saint Traft ). Fomos trocando um dano, quando coloquei Adoração e depois Geist of Saint Traft ele desestabilizou. Ele concedeu porque não tinha dado side in no Orgia Destrutiva.



    Resultado 2-1



    Neste ponto fechei com 4-1-1, conseguindo a sétima posição e ganhando 3 booster de M25. Fiquei muito feliz, pois consegui obter um top8 com um deck que joguei muito no formato Standard. Algo importante neste momento foi minha conversa com João Araújo. Ele me informou algumas coisas sobre o deck KCI (Krark-Clan Ironworks). Basicamente ele falou anula o KCI rsrs! E vamos para o top8!



    Quartas – João Rinaldo (Jund)



    Para não fugir do habitual em PPTQs, enfrentei mais um amigo de Londrina, o João. Na semana passada tinha perdido a final para ele na Piedade Cardhouse (Boggles Vs Jund) (Report do campeão aqui). Ele até me perguntou porque da mudança, eu falei que achei o deck bacana e resolvi investir nele neste PPTQ. Vamos para o jogo.



    Game 1 eu coloquei pressão levando ele a 3 de vida, mas os Dark Confidant dele insistiam em revelar lands. Ele conseguiu comprar muita carta e ganhou. Game 2 não me recordo muito, mas ele não mexeu na minha vida e foi tomando pressão aos poucos com os espíritos voadores. No game 3, um jogo tenso e apertado. Ficamos colocando algumas criaturas na mesa. Ele tentou uma Liliana do Véu em um momento derradeiro, mas anulei com o Desejo Unificado. Ele morreu para dois ataques seguidos com os lords +1/+1 para a tropa. O Rest in Peace ajudou muito nos dois games finais.



    Resultado 2-1



    Semi – Aleksander (RG Eldrazi Aggro)



    Nos dois games que jogamos, ele não conseguiu imprimir a pressão do deck dele. Os Reality Smasher dele não apareceram e as poucas remoções que tentou foram anuladas ou invalidadas pelo Rattlechains. Eu fui atacando e reduzindo a vida dele aos poucos.



    Resultado 2-0



    Final – Gustavo (KCI)



    Aí estava o deck que nem fazia ideia de como ganhar e nem como ele combava. Ele começou por ter se qualificado na posição melhor que a minha. Ele colocou alguns artefatos até turno 3 e eu coloquei o Remorseful Cleric (espírito novo de M19 que exila cemitério). Neste momento achei que estava bem. Ele fez no turno 4 dele o Krark-Clan Ironworks sacrificou uma Mox Opal e uma Estrela Cromática. Neste ponto ele conjurou o Scrap Trawler, em resposta eu exilei o cemitério dele. Ai ele começou a sacrificar artefatos, conjurar artefatos e comprar cartas. Achou mais uma Mox Opal e fechou o combo. Não me pergunte para explicar, pois não me lembro da ordem e prioridades na pilha rsrs!!!



    Fomos para o game 2, eu estava com Rest in Peace na mesa e ele sacrificou um artefato, que compra carta quando vai para o cemitério. Ele comprou a carta e olhou, neste momento eu e o juiz acusamos a situação. Ele já estava à beira de um Game Loss, após essa infração, que foi dado.



    Game 3, foi um dos mais tensos também, eu estava um pouco seguro, pois tinha Desejo Unificado e Spell Queller. Ele tentou um Krark-Clan Ironworks  que foi anulado. Eu fui atacando aos poucos. Ele conseguiu ganhar vida com seus Natures Claim em seus próprios artefatos. Num momento crucial ele baixou um Scrap Trawler e eu removi com o Spell Queller. Aí eu fiquei com uma criatura e um terreno na mão. Ele baixou um terreno que volta um artefato do cemitério para a mão, e quem voltou.... ELE... o Krark-Clan Ironworks. Quando ele me passou tinha que comprar algo... e comprei!!!! Outro Spell Queller!!! Passei e ele conjurou o Krark-Clan Ironworks e removi com o Spell Queller. Neste momento eu estava com o dano letal na mesa. Ele passou, eu comprei outro espírito (estava com 2 na mão). Ataquei e ele forçou o terceiro Natures Claim no artefato dele, ganhando 4 de vida. Na mesa eu tinha 2 Mausoleum Wanderer, 2 Spell Queller e 1 Rattlechains. Neste momento baixei os dois espíritos da mão com Flash, aumentando os dois Mausoleum Wanderer e matando na conta.



    Resultado 2-1



    Estava feito!!!! Mais um caneco pra Londrina!!! Galera fiquei muito contente, pois agora terei classificação para jogar um torneio grande em São Paulo.



    Gostaria de parabenizar ao pessoal da Supernova, de Maringá pela organização do torneio. Foram mais de 40 jogadores. Sem contar o churrascão que estava muito bom. Parabéns!!!



    Gostaria de agradecer ao apoio de todos os jogadores de Londrina/Ibiporã, pelas dicas e pela torcida, em especial ao João Araújo que neste torneio me deu dicas preciosas e torceu, até interferiu na final pensando que eu tinha esquecido um trigger do Mausoleum Wanderer... Isso sim é torcida!!! rsrs... É muito gratificante saber que pessoas nos apoiam e nos ajudam!! Gostaria de agradecer também as lojas de Londrina, Batbanca e Piedade Cardhouse, que mantêm o Magic na cidade. O MYP também não poderia ficar de fora né, obrigado pelo apoio.



    Grande abraço!!!


  • Super Modern no Piedade Cards House - Report do Campeão

    Super Modern no Piedade Cards House - Report do Campeão

    por Stalonge em 02/08/2018 - 574 Visualizações, 3 Comentários.

    E aí pessoal no MYP, tudo bem com vocês?



    Meu nome é João Rinaldo, tenho 25 anos e meu passatempo favorito é o Magic.



    Hoje estou aqui pra falar um pouco sobre o evento que Rolou no Piedade Card’s House (www.mypcards.com/piedade), O Super Modern e de minha participação nesse torneio.



    Com o auxílio do MYPCards e do Luiz Piedade conseguimos promover um dos maiores torneios Modern dos últimos tempos na cidade de Londrina. Foram aproximadamente 30 jogadores disputando a premiação em Boosters, créditos na plataforma MYPCards e Cards promocionais, como a Masterpiece que foi dada ao campeão. Foram 6 Rodadas com muitas reviravoltas e felizmente eu consegui levar a melhor.



    Minha escolha de deck foi o clássico e amado JUND. Deck composto pelas cores Vermelho, Preto e Verde com a combinação das cartas mais fortes de cada cor.



    A última temporada modern procurei jogar com os decks mais injustos possíveis, sendo eles O tribal de Humanos e Titanshift onde obtive bons resultados. Para esse torneio apostei na consistência de uma lista recheada de descartes, remoções e criaturas fortes já que conhecia a maioria dos decks que jogariam o torneio.



    A Lista do deck:





    O Sideboard: 



    A carta faltante é um Explosivos Fabricados  - Peguei emprestado de um amigo para o torneio.





    Sobre as partidas:



    Meu primeiro confronto foi contra um dos meus companheiros de treino, Rafael Kenji (https://mypcards.com/NIshiyama), que pilotava um GW value, deck fortíssimo.





    • Game 1 keepei uma mão razoável com remoções, um Tarmogoyf  e um descarte. comecei controlando bem o jogo mas fui surpreendido por uma Collected Company  tornando minhas remoções insuficientes para a quantidade de criaturas. A board foi ficando muito grande e eu já não conseguia mais parar os Cavaleiro do Relicário  me batendo 8 por turno.







    • Game 2 comecei com uma mão bem forte, descartando e matando seus dorks sem dificuldade. baixei um Tarmogoyf e uma Grafdiggers Cage no começo do jogo e fui controlando a mão e a board. Jogo tranquilo e sem muitas dificuldades. A Grafdiggers Cage  ganhou sozinha parando duas Collected Company do meu oponente







    • Game 3 foi bem próximo do segundo jogo. Comecei com descarte e baixando turno dois já uma das minhas criaturas mais fortes. No terceiro turno encontrei uma de minhas cartas de side, Grafdiggers Cage , parando 2 Collected Company  da mão do meu oponente. Ele baixava uma criatura por turno, eu matava uma criatura por turno. Até aí, sem problema. Quando a partida estava quase controlada meu oponente encontrou uma Adoração  e 4 Voz da Ressurgência  do topo do deck. O jogo foi para os 5 turnos, eu já havia ultado uma Liliana, the Last Hope , mas ele tinha Bomba de Catraca para parar meus tokens. Comprei do topo uma Brutalidade Coletiva,  o que me daria a vitória caso conseguisse levar a vida do meu oponente a 2. Não consegui e a partida acabou empatada.





    Segundo jogo fui pareado com um deck Tribal. Meu oponente Fernando Rodrigues estava jogando de Elfos e até então desconhecia o meu deck - vantagem pra mim.





    • Game 1 ganhei no dado e meu oponente pediu muligan. Keepei uma mão com 5 terrenos, um Tarmogoyf e um Lightning Bolt . Comecei com fetch pra vermelho e passei, ele fez sua mana do turno, baixou um elfo de mana que tomou um Raio no passe. Do topo encontrei outro Tarmogoyf . Não tinha muita escolha a não ser baixar o bixão e rezar. Ele não encontrou a segunda mana para fazer suas spells de custo 2 e apanhou dos monstrengos até zerar a vida.




    • Game 2 subi algumas cartas de side, como Lavamante Implacável , Danação e a allstar da partida, Noite da Traição das Almas . Comprei as 7 primeiras cartas e lá estava ela. O problema eram os terrenos, uma fast land BR apenas. Decidi manter a mão, já que dentre as cartas estavam 2 Raio's e 1 Dark Confidant . Na primeira draw já encontrei uma Verdant Catacombs  o que me permitiu baixar meu Dark Confidant e encontrar tudo o que queria. turno 4 o encantamento já estava na mesa e os elfos do meu oponente já não conseguiam mais ficar vivos no campo de batalha. 2-0





    Terceira partida foi um pesadelo - Baiano pilotando Um Mardu Piromante.





    • Game 1 foi uma partida de descarte. Ficamos sem mão e sem ações praticamente no quarto turno contando com o top deck. Meu oponente matou meus Tarmogoyf's, eu matei seus Young Pyromancer e o jogo seguiu até ele encontrar mais um Young Pyromancer . Não consegui resolver a criatura e aí foi uma festa de elemental. Morri apanhando dos tokens e tomando Raio  na cara. Nenhuma novidade até aqui







    • Game 2 foi bem rápido. descartei as principais ameaças e fiz uns bixão. Ele matou o que conseguiu e fez Blood Moon . Eu já havia buscado uma floresta básica prevendo a jogada e consegui conjurar minhas 2 Bloodbraid Elf , que ganharam a partida.




    • Game 3 arrisquei uma mão sem terrenos básicos e descartes, mas bem poderosa com Dark Confidant , Tarmogoyf , Scavenging Ooze e Remoções. Perdi pra Blood Moon , claro. 1-2 e lá se vai minha última ficha.





    Quarta partida enfrentei uma Lenda Londrinense -  O dono da antiga Odisséia que tanto ouço falar, Carlinhos. Ele estava no controle de um deck BW tokens. A partida costuma ser bem complicada para o Jund pela quantidade de criaturas.







    • Game 2 Meu oponente começa de descarte tirando um dos meus descartes e vai fazendo tokens na medida do possível. Eu consigo resolver uma Grim Lavamancer e um Abrupt Decay e a partida começa a se encaminhar. meu oponente se livra das minhas criaturas e começo a bater com minha Treetop Village . 2-0





    Quinta partida enfrentei Um Storm pilotado pelo jogador Pedro Sartori (https://mypcards.com/pedrocsart). A partida costuma ser razoavelmente boa por conta dos descartes e das remoções, mas eu não enfrentava um storm a muito tempo e comecei a ficar inseguro.





    • Game 1 Mantive uma mão com Raio , Abrupt Decay , Liliana of the Veil e algumas lands. Arrisquei jogar sem desrupt e ganhar na base da remoção e da Liliana of the Veil consumindo a mão do meu oponente. Meu oponente começou o jogo fazendo Truque de Mãos  e passou, fiz fach vermelha pra conseguir dar o Raio no passe em uma das criaturas do combo e passei. Turno seguinte ele fez Truque de Mãos  e Visões do Soro , baixou land e passou. Fiz Raging Ravine e arrisquei no Raio , torcendo pra ele nao ter Remand , caso ele counterasse conseguiria voltar de Liliana of the Veil pra -2. Ele desceu bixo, land e passou. Dei o Raio e funcionou. Desci Liliana of the Veil e comecei a atacar a mão dele. Próximo turno ele combou pra 11 de danocom Metralha  matando a liliana e me dando o restante do dano.  Encontrei um Tarmogoyf e fui batendo torcendo pra ele não encontrar nenhum Gifts Ungiven . Não encontrou. 1-0




    • Game 2 foi bem parecido, com a diferença de que dessa vez eu encontrei alguns descartes. Consegui baixar logo minhas criaturas e matar seu Baral, Chefe da Conformidade quando necessário; Em determinado momento da partida meu oponente conseguiu encontrar um Gifts Ungiven que poderia ser problemático. Joguei as instants pro grave e pedi pra ele descartar uma com Comando de Kolaghan  no passe. No meu turno fiz Liliana of the Veil e descartei a última que havia sobrado. Fiquei torcendo novamente pra ele não encontrar a quinta e a sexta mana para conjurar o Past in Flames  do cemitério enquanto eu mantia um clock de dois turnos. Não encontrou. 2-0





    A Sexta e última partida antes do corte para o top 8 foi pra testar o coração. Peguei um GR Tron do Luiz Piedade, organizador do evento e proprietário da Loja. Todo jogador de Jund sabe que essa partida costuma ser na maioria das vezes 70% - 30% a favor do Tron.





    Passei em Terceiro Lugar e ganhei 3 boosters de M19 nessa Brincadeira. Eu estava eufórico e muito ansioso pra saber quem enfrentaria. Agora a busca era pelo primeiro Lugar, Créditos no myp e aquela masterpiece linda.



    Primeiro jogo do TOP 8 Enfrento o Antônio. Meu histórico com ele é horrível em todos os formatos. Sou praticamente um bye para ele tanto no legacy quanto no modern sempre perdendo para aquela combinação de Cálice do Vácuo  + Eldrazi. Dessa vez o Antônio inovou e decidiu jogar de MonoWhite D&T.







    • Game 2 abri uma mão com descarte, Dark Confidant ,Comando de Kolaghan  e Liliana of the Veil . A interação foi praticamente a mesma do primeiro jogo com a diferença de que dessa vez eu conseguiria lidar com o Aether Vial e alguma criatura x/2 com apenas uma carta, favorecendo o 2 pra 1 e me colocando à frente do jogo. Não tive muita dificuldade - 2-0





    Segundo jogo do TOP 8 Enfrentei o jogador Rodrigo Loureiro (https://mypcards.com/RodrigoL) com seu Deck GW Elfos. Ele se classificou em 2º lugar no suiço, começando portanto a partida na play.





    • Game 1 Abri uma mão com 3 remoções, 1 criatura e 1 descarte, a mão perfeita pra jogar contra elfos. Meu oponente muligou a 6 cartas e manteve uma mão com um drop 1 e quatro criaturas de custo 3. Fez mana elfo turno um e eu matei logo em segunda no meu turno. Encontrou a segunda land e passou. no meu turno fiz descarte e deixei mana aberta pra raio. No turno dele comprou criatura de drop 2, que morreu no passe. no meu turno resolvi uma Liliana of the Veil pedindo pra descartar um dos drop 3, em seguida ele abaixou uma das criaturas. No meu turno fiz -2 na Liliana of the Veil e baixei uma Bloodbraid Elf pra descarte. 1-0




    • Game 2 segui o plano do G1: matar uma criatura turno 1, descartar turno 2 e continuar removendo qualquer elfo que interagisse com o deck, ou gerando mana, ou regenerando criaturas. O sideboard foi dedicado a isso: Grim Lavamancer , Danação , Noite da Traição das Almas , Liliana, the Last Hope  e Grafdiggers Cage para parar os Acorde do Chamado e Collected Company … 2-0





    Terceiro e último jogo do TOP 8 foi o BOSS da casa, Leandro Basdão (www.mypcards.com/basdao), pilotando um deck GW auras ou Bogles, como a maioria conhece. O deck é baseado em criaturas com resistência a magia e encantamentos que deixam esses inofensivos 1/1 em verdadeiros Emrakul, o Fragmento dos Éons 15/15. Normalmente a partida é fácil para decks BG+X por conter Liliana of the Veil , descartes e Abrupt Decay , mas a Leyline of Sanctity atrapalharia muito meu plano de jogo, ainda mais estando eu na draw.







    • Game 2 foi uma das partidas mais tensas que já joguei na vida. Basda abre de Leyline of Sanctity + Bogle Escorregadio . Enquanto isso eu olhava minha mão com descarte e Liliana of the Veil já pensando no pior. Sigo o jogo fazendo man land e passando o turno. Turno seguinte meu oponente resolve um Manto Espiritual , impossibilitando minhas criaturas de bloquear. No meu turno baixo um Tarmogoyf e passo. Turno 3 ele resolve uma Daybreak Coronet e me ataca, me levando a um clock de 3 turnos e baixa uma criatura. No meu turno compro Pulsar do Maelstrom mas decido guardar para a Leyline of Sanctity , já que havia uma Liliana of the Veil em mãos. Baixo a Liliana e peço pra que descarte. Ambos descartamos terrenos. No turno seguinte ele cicla um terreno e ignora a Liliana of the Veil me atacando. No turno seguinte, destruo a Leyline of Sanctity e uso -2 na Liliana, fazendo com que ele sacrifique 1 dos Bogle Escorregadio desencantados e deixando um Bogle Escorregadio  bombadão na mesa. Basdão Compra outra Daybreak Coronet  e decide matar a Liliana, levando em consideração que o dano em mim não seria letal e que na volta teria que sacrificar a criatura caso a ignorasse novamente. Perco minha Liliana e no momento estou no top deck. No meu turno compro algo irrelevante e faço um de meus descartes, na mão do Basda havia apenas uma floresta. Passo o Turno e rezo. Basdão não compra nada, ataca me levando a 2 de vida. Decido embaralhar meu deck estourando uma fetch land, indo a 1 de vida. Brincamos durante um momento sabendo que a única carta que me salvaria nesse momento é a Liliana of the Veil . Dou meu deck para ele cortar e do Topo vem a tão sonhada Liliana. Basdão concede - 2-0





    Jogar de Midrange foi uma das melhores experiências que tive no modern. A escolha para esse torneio foi boa e me senti infinitamente feliz ao conseguir vencer partidas que considerava impossíveis, como o GR Tron, por exemplo.



    Agradeço ao Luiz Piedade por nos proporcionar um torneio tão bacana, à equipe do MYP Cards por auxiliar e incentivar os jogadores da região no que precisam e ao Grande amigo Felipe Alfaya (https://mypcards.com/Willowman) por abrir mão de jogar o torneio para poder auxiliar no que diz respeito à organização e às regras.



    Um grande abraço a todos, e até a próxima!