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  • Boletim dos Artesãos - Bagunça de Player Points e Rota do Arena

    Boletim dos Artesãos - Bagunça de Player Points e Rota do Arena

    por artesaosdomagic em 13/01/2020 - 60 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, amplo com o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering na última semana. E o ano já começa a ficar agitado nas primeiras semanas com anúncio do Jogo Organizado sendo feito e logo depois revertido, uma recusa para a Liga de Rivais e as novidades que chegam ao Magic Arena no update de janeiro. Vamos logo nos inteirar sobre esses assuntos.



    Vai e Volta de Player Points



    Na sexta-feira passada, dia 10, a Wizards publicou um artigo comunicando um teto de Player Points que poderiam ser obtidos por participantes de Grand Prixes que já começaria neste último fim de semana, no GP Austin, primeiro do ciclo qualificatório para a Série 2 de Players Tour deste ano. O anúncio, no entanto, teve vida curtíssima, e foi rapidamente revertido no dia seguinte.



    O que mudaria? De forma simples, apenas os Player Points adquiridos por cada jogador nos dois primeiros Grand Prixes que competissem em cada ciclo contariam para seus respectivos ranquementos. Os torneios subsequentes não contribuiriam para o cálculo dos ranques, ou seja, não teriam influência na classificação do jogador seja na MPL, Rivais ou entre os Desafiantes.



    Um ponto importante é que um competidor, em qualquer momento antes do início do torneio, poderia notificar Wizards por email que não desejaria seus Player Points advindos do evento em questão computados para o ranque, competindo apenas pela premiação em dinheiro e convites. Isso permitiria que um GP futuro fosse usado para sua classificação, dando mais controle aos jogadores.



    O anúncio foi extremamente repelido pela comunidade. Uma das principais reclamações foi o momento inoportuno do anúncio, inacreditavelmente em cima da hora, basicamente no mesmo dia do primeiro torneio afetado. Isso não permitiu aos jogadores decidir sobre a participação no GP Austin de forma informada, sabendo de todos os aspectos em jogo.



    Um segundo ponto importante de reclamações foi o próprio fato de resultados de GPs contarem para as classificações para as ligas MPL e Rivais, que tem o potencial de causar alguns problemas no sistema de Jogo Organizado. O principal deles, é claro, é a disparidade de oportunidades desse tipo de competição entre as regiões.



    É fato conhecido que os jogadores que moram nos EUA têm muito mais opções de GPs por ano nos mais diversos formatos e localidades do país, o que os dá muito mais poder para escolher quais eventos contariam para o ranque. Enquanto isso os jogadores da América Latina e da Ásia têm de se contentar com menos de um punhado de MagicFests locais por ano (o Brasil terá apenas um em 2020, como comentamos aqui).



    Sendo assim a Wizards admitiu falha em ambos estes pontos, especialmente quanto ao momento do anúncio, e reverteu a mudança para a Temporada Parcial de 2020. No entanto ela mantém a intenção de implementar o sistema na Temporada 2020/2021. O objetivo é responder ao feedback de que os jogadores desejam que suas performances no jogo físico, incluindo GPs tenham importância.



    Ao fim ficou o compromisso de dialogar e tratar desse assunto nesses meses que precedem a Temporada 2020/2021, com um anúncio completo e em tempo hábil sendo esperado.



    Savjz Recusa os Rivais



    Nesse fim de semana aconteceu o primeiro Qualificatório Mítico do Arena, evento de um dia aberto a todos os jogadores que estiveram entre os 1200 melhores da plataforma no Construído ou Limitado entre outubro e dezembro do ano passado.



    É esperado que os jogadores da Liga de Rivais participem do evento, mas, enquanto sabemos da maioria do composição da liga, alguns nomes ainda faltam, os convites discricionários. Entre os jogadores que sabemos que receberam o convite, fomos comunicados de uma recusa na semana passada por parte de Janne “Savjz” Mikonnen.



    Savjz no Invitacional



    O jogador disse em seu comunicado que “se competisse, gostaria de dar seu 100%. Mas para focar totalmente na produção de conteúdo, eu decidi recusar”. Ele ainda afirmou que “a combinação de streams e depois praticar para jogar em alto nível seria demais”.



    Savjz conseguiu sua vaga na MPL ano passsado através de um convite depois de uma campanha espetacular de terceiro colocado no Invitacional Mítico. Ele foi incapaz de repetir o sucesso na MPL, no entanto, não avançando para nenhum Dia 2 de Campeonato Mítico e, ao final, tendo a pior campanha da liga.



    Além disso o jogador se tornou o foco de reclamações sobre a MPL, especialmente sobre convites discricionários, sendo muitas vezes assediado nas redes sociais, o que com certeza não foi a mais saudável das experiências.



    O convite de Savjz muito provavelmente passará a ser mais um nome à escolha da Wizards ainda a ser anunciado. Boa sorte ao jogador em seus projetos futuros!



    Atualização de Rota do Arena



    Mais um mês, mais um update e um Estado do Jogo do Magic Arena. Nesse mês não temos novidades revolucionárias, mas temos algumas notícias muito importantes para a plataforma, a primeira delas, a mais óbvia, é a chegada da nova coleção Theros: Além da Morte, com novas cartas, mecânicas e animações.



    Outra novidade que chega com o update é que o Magic Arena estará disponível na Epic Game Store a partir dessa quinta, dia 16 de janeiro. Isso não deve mudar nada para os atuais jogadores da plataforma, já que jogadores compartilharão os eventos e filas de jogo não importando por onde ele seja baixado, mas pode ser um importante avanço para o crescimento do Arena.



    Em termos de eventos, como dissemos aqui, o Histórico Ranqueado desaparece por um tempo, sendo substituído por eventos de Histórico Construído e Histórico Construído Tradicional. Além disso o Brawlidays foi considerado um sucesso e está de volta nos mesmos moldes, entrada por 10.000 de ouro, e premiando com uma carta, dessa vez Talrand, Invocador Celeste, a primeira vitória.



    Talrand, Invocador Celeste



    Finalmente, fomos atualizados sobre o roteiro de lançamentos do Magic Arena. Quais recursos devem ser introduzidos na plataforma e seu atual estado de desenvolvimento.



    Entre os recursos que já estão em desenvolvimento, ou seja, já têm recursos destinados e tarefas sendo cumpridas para o lançamento, estão as Mensagens entre Amigos, a próxima funcionalidade social que deve chegar ao jogo, e mais cedo do que tarde pelo que indicaram, e a versão da plataforma para os sistemas macOS.



    Já na fase de planejamento temos alguns itens promissores. Entre novos eventos estão listados Draft de Cubo e o tão pedido Draft de 8 Jogadores (pod Draft). Para além disso consta na lista os sets remasterizados para o Pioneer, sendo que uma nova versão do bloco de Amonkhet foi nominalmente citada no artigo.



    Roteiro Arena



    Embora o Arena possa ser considerado um sucesso, ainda faltam muitos aprimoramentos e ainda há muito espaço para expansão. Vamos acompanhar o desenvolvimento da plataforma!



    Assim terminamos mais um Boletim dos Artesãos. É fim de semana de pré-lançamento! Está empolgado para finalmente jogar a nova coleção? Também é segunda de B&R, então o que você esperava e o que achou do anúncio? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Theros: Além da Morte se Desvela

    Boletim dos Artesãos - Theros: Além da Morte se Desvela

    por artesaosdomagic em 06/01/2020 - 48 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos ao primeiro Boletim dos Artesãos do ano, pronto para te munir com o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering. Começamos 2020, ano que promete muito com uma miríade de novos produtos e um novo programa de Jogo Competitivo. No Boletim de hoje o foco serão os previews de Theros: Além da Morte, que começaram propriamente, e novidades que chegaram ao Magic Companion. Vamos lá!



    Companion na Vanguarda



    Algumas novidades chegaram ao MTG Companion nos últimos meses, incluindo melhorias internas nos processos da ferramenta de criação e administração de torneios, que são importantes para uma experiência satisfatória, mas não imediatamente visíveis para os usuários. Nesse aspecto modificações foram feitas em pontos de aleatorização dos jogadores em torneios de Draft.



    Num primeiro momento, ao iniciar um Draft, o Companion estava atribuindo os assentos para o jogo em ordem de chegada, ou seja, o primeiro jogador a se registrar ficava com o Assento 1, o segundo com o Assento 2 e assim por diante.



    Com assentos atribuídos dessa forma a estrutura da mesa pode ser facilmente explorada com jogadores combinando assentos a fim de conseguirem receber melhores cartas ao longo do Draft. Assim o programa foi modificado e os assentos agora são atribuídos aleatoriamente.



    Na contramão dessa atualização um ajuste foi feito no pareamento dos jogadores para a primeira rodada de jogos. O Companion estava realizando este pareamento aleatoriamente, enquanto que o sistema mais comumente adotado pareia jogadores que estejam o mais distante possíveis na mesa.



    Esse sistema tem influência na forma como os jogadores cooperam no Draft e também garante que você viu o menor número de cartas possíveis que foram passadas para seu oponente de primeira rodada, então a plataforma foi ajustada para também funcionar dessa forma.



    A última mudança, por outro lado, é uma que qualquer usuário do Companion pode ver de imediato e uma funcionalidade que muito em breve também estará nos campeonatos de lojas, quando a nova versão do Wizards Event Reporter for disponibilizada.



    Antes no Companion apenas um jogador criava o torneio e era responsável por inserir resultados e divulgar as informações de pareamento e classificação para os participantes, tal como fazem as lojas hoje. Isso mudou, pois agora o aplicativo possui uma funcionalidade que permite que todos os participantes possam inserir seus próprios resultados e consultar as informações do campeonato assim que elas estiverem disponíveis.



    Isso funciona de maneira bem simples. Assim como antes um jogador cria o torneio pelo Companion. Nesse momento ele recebe um código e o distribui para os participantes, que podem então inseri-lo na aplicação em seus próprios dispositivos para se registrarem, sem que o organizador precise fazer mais nada.



    A partir daí, quando o evento começar, as informações de pareamento estarão disponíveis na tela de cada participante usuário do Companion. Eles também terão o papel de partirá disponível na aplicação, podendo submeter o resultado direto da mesa, e poderão ver o tempo restante da rodada e também a classificação sem precisar procurar muito.



    Telas Companion



    Essa é uma mudança que melhora imensamente a qualidade dos torneios, com as informações estando sempre disponíveis, de fácil acesso e atualizadas. Caso haja alguma divergência o organizador ainda pode ser contatado para que o problema seja solucionado.



    Do modo que está agora o Companion já é uma ótima maneira de organizar torneios de até 16 jogadores, com funções que já devem fazer sua transição para as lojas ainda esse ano. Ele está em fase de Beta Aberto tanto no Android quanto no iOS.



    A aplicação está longe de estar completa no entanto, e as “funções de engajamento” são aguardadas. Acompanharemos esse desenvolvimento!



    Revelando Theros: Além da Morte



    O ano virou e os previews de Theros engataram um bom ritmo que deve continuar até que eles se esgotem. Uma boa parte da coleção já foi revelada e já podemos ter uma ideia mais acertada sobre as estruturas, mecânicas e arquétipos que serão apoiados.



    Como sabemos, Theros é um plano inspirado na mitologia greco-romana e essa é nossa segunda visita a ele. Embora muito da estrutura do primeiro bloco seja ainda visível, como a ênfase na tríade Deuses, Heróis e Monstros, Além da Morte diverge ao lançar luz no submundo do plano, que foi propositadamente omitido nas coleções anteriores.



    E falando em Deuses os cinco deuses mono-coloridos continuam os mesmos, Heliode, Tassa, Érebo, Púrfuro e Nileia, e continuam com as mesmas características: são indestrutíveis; precisam de ao menos 5 de devoção de sua cor para se tornarem criaturas; têm uma habilidade passiva, seja desencadeada ou efeito contínuo, e também uma habilidade ativada.



    Deuses TBD 1



    Entre os cinco Heliode e Tassa se destacam por terem já de cara usos claros em formatos competitivos. Heliode possui uma interação fortíssima com Balista Ambulante, gerando tiros infinitos para o construto, e Tassa têm boa afinidade com efeitos de entrar no campo de batalha, em especial Mestre das Ondas.



    Deuses TBD 2



    Uma nova deusa também foi revelada na combinação GR, a mesma do falecido Xenagos. Ela é Klothys, a deusa do destino, que se encontrava antes presa no submundo. A carta em si tem status decentes, um custo de mana atrativo e uma habilidade relevante num mundo de Escapatória, mas, para contrabalançar, ela necessita ao menos 7 de devoção, como é de praxe para os deuses multicoloridos.



    Klothys



    Pelo que sabemos da história, os deuses estão em guerra e cada um escolheu seu campeão, os transformando em um semideuses. Já conhecemos três destes, o campeão de Heliode, Daxos, que já havíamos visto por aqui, a campeã de Tassa, Callafe, e o de Érebo, Tymaret.



    Semideuses TBD



    Eles fazem parte de um ciclo incomum e todos têm um de seus status, poder ou resistência, dependente da devoção para suas cores, sendo que eles já contribuem com no ao menos dois para isso, e também uma outra habilidade.



    Um bom set tem bons reprints e Theros: Além da Morte tenta não decepcionar nesse quesito. Tutor Idílico é uma staple absoluta no Commander e beirava na casa dos U$30 por ter até agora apenas sua impressão original. Gray Merchant é uma carta que carrega consigo a fama de uma mecânica inteira, a Devoção, e Field of Ruin uma excelente carta para por em cheque bases de mana muito ousadas e terrenos muito poderosos.



    Reprints TBD



    Finalmente, um último destaque para um reprint funcional. No lançamento de Mystery Booster foi dito que alguns dos conceitos vistos nas Cartas de Testes poderiam chegar ao jogo numa versão que pudesse ser usada em torneios. Pois algumas semanas se passaram e já temos o primeiro exemplo.



    De Mystery a TBD



    O lançamento de Theros: Além da Morte se aproxima, dia 24 de janeiro, mas ainda há bastante a se revelar. Acompanhe a temporada de previews e fique por dentro!



    Finalizamos assim mais um Boletim. O que você está achando de Theros: Além da Morte? Está gostando dos personagens que fazem seu retorno? E o que pensa sobre os novos? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - MOCS 2020 e o Pioneer sem Oko

    Boletim dos Artesãos - MOCS 2020 e o Pioneer sem Oko

    por artesaosdomagic em 30/12/2019 - 65 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos ao último Boletim dos Artesãos do ano, armado com o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering. Nessa semana temos um pouco de tudo com a reformulação do Programa de Jogo Premier do Magic Online (MTGO) e o como está o Pioneer após os mais recentes banimentos e antes da primeira B&R do ano. Então vamos logo saber sobre as últimas notícias do ano.



    O Novo Programa de Jogo Premier



    No começo deste mês, no dia 5, a Wizards revelou seu novo Programa de Jogo Premier para sua plataforma digital mais antiga, o Magic Online (MOL). O objetivo dessa reformulação era abandonar a complexidade do sistema anterior, que utilizava várias moedas diferentes para eventos semelhantes, e ao mesmo tempo integrar o circuito do MOCS e do Players Tour.



    Uma das mudanças notáveis do novo programa é a adoção de um sistema de temporadas. Cada temporada terá em torno de 17 semanas e seus próprios eventos, que culminarão em convites para um novo tipo de torneio, o Champions Showcase (“Vitrine dos Campeões”), e para as Finais do Players Tour.



    Antes de chegarmos ao que é esse novo torneio vamos primeiro aos caminho de classificação que o novo sistema oferece. O primeiro detalhe importante é que, seja qual for o formato ou a estrutura, apenas uma moeda será usada ao entrar nos eventos Premier e ela será chamada de Pontos Qualificatórios (“Qualifier Points” ou QPs).



    As formas de se conseguir esses QPs são uma das partes mais naturais do programa, já que utiliza de estruturas que os jogadores já estão acostumados em algum nível. A primeira e mais simples delas é entrando nas populares Ligas ou Queues de Limitado, onde as boas performances serão premiadas.



    A segunda maneira é com os eventos Preliminares, antes só vistos no Limitado, mas que agora se expandem também ao Construído. Standard, Pioneer, Modern, Legacy, Vintage, Pauper e o formato Limitado primário de um dado período (mais comummente o set mais recente) terão vários desses eventos de cinco rodadas cada agendados na temporada, onde jogadores que saírem invictos (5 vitórias) ou com 4 vitórias recebem 40 QPs, o suficiente para entrar em qualquer evento Premier.



    A última fonte imediata de QPs é os Desafios de Formato, que continuam semanalmente para todos os formatos Construídos. Nesses eventos todos os jogadores que alcançarem o Top 8 receberão Pontos Qualificatórios, sendo que o 1° e o 2° recebem 40 desses pontos.



    Fontes de QPs em 2020



    E onde usar esses QPs tão duros de conseguir? Nos eventos Premier, é claro. O primeiro deles e também o mais direto, são os Qualificatórios de Players Tour (PTQs), que, como sabemos, premia o vencedor com um convite a um Players Tour.



    Serão em torno de 25 PTQs por temporada, todos com custo de entrada de 40 QPs e divididos entre os vários formatos do Construído e Limitado. Note, no entanto, que não haverão PTQs de Vintage, embora o formato seja usado para adquirir QPs.



    O segundo braço dos eventos Premier é o circuito do Magic Online Champions Showcase, o novo MOCS, com uma série de eventos relacionados. Para começar temos os Desafios Showcase, que três vezes por temporada substitui os Desafios de Formato, exceto Vintage, e dá ao seu Top 8 convites para o Qualificatório Showcase do respectivo formato.



    Também temos Eventos Showcase de Última Chance, que ao final da temporada substituem os Preliminares e premia os jogadores invictos também com uma chance nos Qualificatório Showcase. A intenção é que esses eventos sejam a última oportunidade de usar os QPs de uma temporada.



    Chegamos então aos Qualificatório Showcase, que serão seis: Standard, Pioneer, Modern, Legacy, Pauper, e Limitado. O campeão desses eventos recebe um convite para participar do MOCS da temporada.



    Finalmente, teremos dois Abertos Showcase, nos quais qualquer jogador pode tentar sua chance a uma classificação sem nem mesmo precisar de um deck, já que esses eventos usarão o formato Selado. O campeão de um Aberto recebe vaga para o MOCS e para um Players Tour, enquanto o segundo colocado só para o Players Tour.



    Tudo isso para nos leva ao Magic Online Champions Showcase, o MOCS que fecha a temporada. Esses serão eventos de oito jogadores (um de cada Qualificatório Showcase e um de cada Aberto Showcase), presencial e, muito provavelmente, transmitido. Uma ótima oportunidade de fazer brilhar os talentos da temporada.



    Os MOCS terão premiação total de U$70.000 e, como adiantamos, o campeão recebe convite para Finais de Players Tour.



    Premiação MOCS



    A Temporada 1 do Programa de Jogo Premier do Magic Online começou dia 10 de dezembro e vai até 15 de abril de 2020. Os detalhes e datas dos eventos podem ser encontrados aqui. Participe!



    O Pioneer Após Oko



    No dia 16 de dezembro Oko, Ladrão de Coroas e Nexo do Destino foram banidas do Pioneer. Os decks Simic que comandavam, Simic Food Ramp e Simic Nexus respectivamente, se mostraram fortes demais para o formato, conquistando muito mais campanhas invictas em ligas e destruindo os adversários em combates diretos.



    Os banimentos abriram porta para que novos tipos de estratégias aflorassem, já que ambas as cartas eram travas para o avanço uma quantidade enorme de decks. Oko, Ladrão de Coroas como uma ameaça extremamente forte que chegava tão cedo como turno dois era uma pedra grande no sapado dos Control, e o núcleo de Comida que o cercava uma parede na frente dos Aggro. Já Nexo do Destino completamente inviabilizava o jogo de atrito com seus infinitos turnos. Então como os decks estão aproveitando a ausência de seus citados malfeitores?



    Decks Pioneer



    O UW Control subiu para se tornar o deck definitivo do arquétipo nesse período. Sem ter que lidar com Oko, Ladrão de Coroas, Veredito Supremo brilha como uma das formas mais eficientes de se lidar com um campo de batalha mais dependente de criaturas.



     



    Além dele temos o pacote clássico de contra-mágicas e vantagem de cartas para assegurar a vantagem conseguida por seus próprios planeswalkers poderosíssimos, Teferi, Manipulador do Tempo, Narset, Rasgadora de Véus e Jace, Arquiteto do Pensamento. Para fechar o jogo o deck pode depender do famoso loop de Teferi, Herói de Dominária, que fez estrago no Standard, ou confiar em algumas escassas cópias de criatura, seja um Caloteiro Descarado // Pequeno Furto ou um finalizador clássico como Mecanotitã Torrencial.



    Na vertente diametralmente oposta temos os decks Vermelho Aggro, que vêm numa variedade muito grande, mas todos apostando em cartas que já tiveram sucesso em outros formatos. Há versões mais voltadas para o Burn, com alto número de mágicas de dano direto e quase que certamente Lança Veloz do Monastério entre suas criaturas e Fundição Sagrada em sua base de mana, dando acesso a Amuleto Boros.



     



     



    Há também versões mais focadas em criaturas, com poderosos drop-3 em Gigante Esmaga-ossos // Pisar e Goblin Líder da Plebe. Essas versões tem uma curva mais alta, podendo jogar um jogo mais longo e com mágicas de alto impacto, incluindo algumas cópias de Chandra, Chama da Rebeldia.



    Se o seu forte for Combo, no entanto, o deck que no momento representa o arquétipo é o Lotus Storm. O combo que, no papel, parece complicado, nada mais é do que emendar mágicas e habilidades que te permitem desvirar Campo de Lótus, como Amarras Ocultas e Vizir das Areias Correntes, gerando uma quantidade absurda de mana que culmina em uma jogada que finalize o jogo.



     



    Para essa última jogada alguns jogadores confiam em Ral, Conduíte da Tempestade e uma Expansão // Explosão gigante. Outros preferem um plano mais sofisticado, com Fadina dos Desejos // Concedido buscando Adentrar o Infinito e Jace, Manipulador de Mistérios do sideboard, habilitados por uma Onisciência no caminho.



    Semana que vem teremos o primeiro anúncio de B&R do ano, que poderia voltar a agitar o formato, mesmo que ele tenha caído num estado que favorece estratégias mais “justas” pela primeira vez desde sua criação. Todos os jogadores estão atentos, pois o anúncio terá fortes implicações para a primeira série de Players Tour de 2020.



    Assim finalizamos mais um Boletim dos Artesãos, o último de 2019. Desejamos a todos um excelente 2020 e espero que nos vejamos no ano que vem. Novidades sobre esse jogo que tanto gostamos com certeza não faltarão! Quais são os seus desejos para esse ano novo? O que foi muito bom em 2019? E o que ainda precisa de melhoras? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Spirits no Pioneer

    Spirits no Pioneer

    por Sachim em 24/12/2019 - 91 Visualizações, 0 Comentários.

    Land e vai.

    É isso mesmo, tudo o que um deck "tempo" precisa fazer. Bons tempos quando esse deck estava assombrando o Standard, mas agora com o pioneer ficou um deck forte e uma boa aposta pro formato.





    Com o Sacode-correntes dando flash para seus Espíritos, te abre muitas opções de jogadas, tricks de combate com Supreme Phantom, Empyrean Eagle  e Selfless Spirit fazem uma presença boa na mesa, e dificulta a vida do oponente.

    Nos primeiros turnos com Mausoleum Wanderer não tenha medo de castar Curious Obsession nele, com o bonus da Obsessão Curiosa ajuda na habilidade dele, e fora o draw que vai te dar muita vantagem.

    A grande carta do deck é obviamente o Spell Queller - como a habilidade dele exila mágicas de custo 4 ou menos, pode ficar tranquilo com as mágicas que não podem ser anuladas.

    Arcanjo Avacyn // Avacyn, a Purificadora faz um bom combo com Selfless Spirit , tanto para fazer ela transformar ou proteger as suas criaturas para não morrer com o dano quando ela transforma. Arcanjo Avacyn // Avacyn, a Purificadora é mais um gosto pessoal, listas mais competitivas usam Brazen Borrower // Petty Theft no lugar, mas ainda acho válido ela pela proteção e pressão que ela coloca na mesa, obviamente os oponentes vão focar ela.



    O side com Jaula do Escavador de Túmulos e Clérigo Arrependido foca contra quem usa muito cemitério, Phoenix, Dredge e Delirium.

    Aliança Abençoada com a habilidade de Escalar te deixa confortável para o que precisar no momento, e para algumas mudanças poderia incluir na lista Mystical Dispute e Surge of Righteousness.



    Jogando com deck tempo/aggro seu oponente fica receoso nas jogadas, se ele ficar na retaguarda, o teu campo vai ficar cheio de criaturas e você conjurando elas no flash, se não, se o oponente decidir arriscar, as respostas que tem no main deck te deixam seguro.



    Espero que tenham gostado, sigam a Eagles Team no Facebook e Instagram para mais novidades.



    Criado por Sachim. Jogador de Magic The Gathering pela Eagles Team 



    #FlyEgl #FlyEagles #MYPcards #MYP  #Mtg #MagicTheGathering #GoEGL #GoEagles #MTGArena



    https://www.facebook.com/EGLTEAM/

  • Boletim dos Artesãos - Os Invitacionais Míticos de 2020

    Boletim dos Artesãos - Os Invitacionais Míticos de 2020

    por artesaosdomagic em 23/12/2019 - 68 Visualizações, 1 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que providencia para você tudo o que mais importante aconteceu no mundo do Magic: the Gathering na última semana. E tivemos mais uma atualização de Esports, essa focada nos torneios do Magic Arena, e também novidades em como a história de Theros: Além da Morte será (ou não será) contada. Então vamos logo a todas as informações.



    Theros sem História



    Na segunda feira passada, dia 16, a Wizards publicou um artigo chamado A História nas Cartas de Theros: Além da Morte, um lugar que, a medida que os previews da coleção forem saindo, será preenchido com as cartas que contém algo da essência, construção de mundo e pontos importantes para a história de Theros.



    O choque, no entanto, veio na informação de que não há planos para a publicação de um ebook com a história da coleção, e depois também foi confirmado que nenhuma ficção será publicada no site da Wizards, o que significa que, além das cartas, essa será a única fonte de história do set.



    Com essa decisão a Wizards aponta uma nova direção para as histórias contadas em Magic: the Gathering e quebra completamente a tradição de publicação de ficção acompanhando as coleções que vêm de anos a fio, antes no próprio site da Wizards e mais recentemente com romances publicados por parceiros, como o livro Guerra da Centelha: Ravnica, de Greg Weismen, e o ebook A Busca Selvagem, de Kate Elliot.



    No momento o artigo A História nas Cartas de Theros: Além da Morte contém um breve resumo da história de nossa visita anterior ao plano, que na época foi contada por um ebook em duas partes, Godsend, e algumas imagens que adicionam uma gota de contexto aos personagens que já foram revelados.




    Contexto Elspeth
    Tradução: Morrer em Theros não significa que sua história acabou, e o próximo capítulo de Elspeth está apenas começando. Algo perturba seu merecido descanso em Ilysia - e o que há com essa estranha lança negra?




    A temporada de previews de Theros: Além da Morte continua e o lançamento da coleção é dia 24 de janeiro!



    Os Invitacionais Míticos de 2020



    Mudando de assunto para o Jogo Organizado, foram anunciadas as datas para os três Invitacionais Míticos de 2020, que como contamos aqui, são os eventos de mais alto nível no circuito competitivo do Magic Arena.




    • Invitacional Mítico – Ikoria: Lar de Behemoths: 14-17 de maio

    • Invitacional Mítico – Coleção Básica de 2021: 23-26 de julho

    • Invitacional Mítico – Ascenção de Zendikar: 22-25 de outubro



    Esses serão eventos de 128 jogadores vindos da MPL, Liga de Rivais, Qualificatórios e Convites Discricionários, ainda que não saibamos quantas vagas tenha cada categoria, com premiação total de U$750000 e quatro dias de competição. Os outros detalhes, como formatos, estrutura e local serão anunciados posteriormente.



    Além dos Invitacionais, também foi revelada a data dos Qualificatórios Míticos e Desafios de Pontos Míticos do primeiro semestre do ano que vem, ambos também realizados no Magic Arena.



    Os Qualificatórios estão sofrendo uma mudança de fórmula e se tornando um torneio de apenas um dia. Nele o jogador que esteve entre os 1200 melhores do ranque Mítico no Limitado ou Construído no mês anterior ao evento competirá no formato Standard Melhor-de-3 até que alcance 10 vitórias ou 2 derrotas. Todos os jogadoras que chegarem à décima vitória ganham vaga no respectivo Invitacional.



    Os Desafios de Pontos Míticos segue modelo parecido. A condição para participação é a mesma e o limite de vitórias também, 10. No entanto o limite de derrotas desse evento é 3, ao invés de 2, e ele não classifica diretamente a nenhum outro evento.



    Ambos Qualificatórios e Desafios premiam os jogadores com 200 gemas por vitória. Os eventos ainda darão os preciosos Pontos Míticos, que também serão usados como forma de classificação na temporada, mas a quantidade ainda não foi revelada.



    Qualificatórios/Desafios de Ikoria




    • 11 de janeiro — Qualificatório #1 (Participam os Top 1200 nos ranques de outubro, novembro e dezembro de 2019)

    • 29 de fevereiro — Desafio (Participam os Top 1200 nos ranques de janeiro)

    • 14 de março — Qualificatório #2 (Participam os Top 1200 nos ranques de fevereiro)



    Qualificatórios/Desafios da Coleção Básica de 2021




    • 4 de abril — Desafio (Participam os Top 1200 nos ranques de março)

    • 23 de maio — Qualificatório #1 (Participam os Top 1200 nos ranques de abril)

    • 20 de junho — Qualificatório #2 (Participam os Top 1200 nos ranques de maio)



    São diversas as oportunidades para o jogo competitivo no Arena em 2020 e deve ser um ano rico tanto para jogar quanto para acompanhar as competições na plataforma!



    Fim das Byes em GPs e do MPL Weekly



    Aproveitando que já estamos falando de Jogo Organizado, na atualização anterior a Wizards comunicou que está abolindo o sistema de byes em GPs a partir de 25 de maio do ano que vem.



    A justificava dada foi que essas byes foram criadas quando a comunidade competitiva era muito menor e já não são mais necessárias no atual sistema, que tem outras iniciativas, como os Convites Fracionados, com funções parecidas.



    No mesmo anúncio também foi comunicado que não haverá o show MPL Weekly para a temporada parcial de 2020. Com a Liga de Rivais sendo adicionada ao circuito a Wizards precisará apoiar um grupo completamente novo de jogadores e eles ainda estão pensando na melhor maneira de fazer isso enquanto provêem um ótimo conteúdo.



    Final do Team Series 2019



    Finalizando a edição de hoje, a Wizards também anunciou que a Final do Mythic Championship Team Series acontecerá no MagicFest Austin dia 12 de janeiro. Duas equipes, Ultimate Guard Pro Team e Hareruya Sword, se enfrentarão pelo título e premiação de U$100000 para a vencedora, com a vice campeã levando U$50000.




    Ultimate Guard Pro Team
    A Ultimate Guard Pro Team é composta por Andrew Cuneo, Reid Duke, Jon Finkel, William Jensen, Paul Rietzl e Matt Sperling.





    Hareruya Sword
    A Hareruya Sword é formada por Kelvin Chew, Jérémy Dezani, Javier Dominguez, Grzegorz Kowalski, Andrea Mengucci e Lee Shi Tian.




    O formato da competição é um dos fatores que mais chama a atenção: Draft de Theros: Além da Morte uma semana antes dos eventos de pré lançamento. Para o embate cada equipe se dividirá em dois grupos de três jogadores, que irão draftar o set e se enfrentar.



    Se uma mesma equipe ganhar os dois embates entre os grupos ela será a equipe vencedora. Se houver um empate após os dois primeiros embates, os dois grupos vencedores se enfrentarão para decidir quem de fato ficará com o título.



    A Final do Team Series será transmitida no canal do Magic na Twitch a partir das 9:00 CST, 12:00 no horário de Brasília, e após a final a transmissão continua com o Top 8 do GP Austin.



    Assim acaba mais um Boletim dos Artesãos. O que você acha da nova direção da história do Magic? Você gosta do modelo de Invitacionais do Arena? E está empolgado para jogar um Qualificatório/Desafio na próxima temporada?  Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Theros à Vista

    Boletim dos Artesãos - Theros à Vista

    por artesaosdomagic em 16/12/2019 - 131 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, fornido com o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering na última semana. Entre os assuntos de hoje temos o mais recente Estado do Jogo do Magic Arena a as novidades anunciadas no The Game Awards. Então vamos nessa saber de tudo o que aconteceu.



    Brawlidays e Suspensões no Histórico



    O Estado do Jogo do Magic Arena para o mês de dezembro foi publicado e trouxe mais uma atualização sobre a performance da plataforma. Segundo os desenvolvedores o update de novembro reduziu drasticamente o número de jogadores que estavam experimentando instabilidades. Ainda há trabalho a ser feito, no entanto, principalmente na frente dos vazamentos de memória.



    Mudando de assunto para o Brawl, foi anunciado um novo tipo de evento para o formato chamado Brawlidays. Esse será um evento de entrada única no valor de 10000 de ouro ou 2000 gemas em que você poderá jogar Brawl contra outros jogadores em qualquer dia e qualquer horário de 12 de dezembro a 16 de janeiro.



    Além da opção de jogo liberada para o Brawl os jogadores que entrarem no Brawlidays receberão uma cópia da carta Rhys, o Redimido, que se torna legal tanto neste formato quanto no Histórico, seja como comandante ou entre as outras cartas do deck. Rhys, o Redimido também poderá ser adquirido usando Wildcards.



    Rhys no Arena



    O anúncio do Brawlidays pegou os jogadores de surpresa e não de uma forma boa. Depois de relutar em criar um modo de jogo fixo para o Brawl, alegando não querer diluir sua base de jogadores, fazer exatamente isso, mas com cobrança de ingresso não passa a melhor das impressões.



    O Brawl continua acessível gratuitamente às quartas-feiras e por via desafio direto.



    E como já o mencionamos vamos ao Histórico, que recebe mudanças além da carta nova neste update. Sobre o formato foi dito que a equipe está satisfeita com a atual diversidade de decks e com os resultados do lançamento da Antologia do Histórico I, mas que algumas cartas se mostraram problemáticas.



    Para tratar esse problema o novo conceito de Suspensão entra em jogo, que faz uso da flexibilidade de uma plataforma online. Suspensão nada mais é do que o banimento de uma carta até o fim de uma temporada ranqueada. 



    Enquanto a carta estiver banida o impacto de sua ausência no formato poderá ser analisado e se seria possível que o problema seja resolvido com a inserção de novas cartas no Histórico, seja com uma coleção nova ou mesmo uma nova Antologia. Finalmente, no fim da temporada ranqueada será decidido se a carta será definitivamente banida ou se será reintegrada ao formato.



    E é claro que você pode imaginar quais são as primeiras cartas a entrar na lista de Suspensas. Depois de receberem o martelo no Standard e/ou no Pioneer Campo dos Mortos, Era Uma Vez, Véu do Verão e Oko, Ladrão de Coroas estão suspensas do Histórico.



    Magic: Legends Revelado



    Depois de quase um ano e meio desde as primeiras notícias de seu desenvolvimento finamente podemos ver algo do MMO RPG baseado no mundo de MTG, através de um anúncio no The Game Awards, e seu nome é Magic: Legends. O jogo é uma parceria entra a Wizards, a Cryptic Studios e a Perfect World.



    Magic: Legends



    Cryptic Studios é uma desenvolvedora conhecida por sua experiência em MMOs, especialmente baseados em propriedades de outras empresas. Ela trabalhou no lançamento do jogo Neverwinter, baseado em Dangeons & Dragons, outra propriedade da Wizards, e em Star Trek Online. Todos estes jogos foram publicados pela Perfect World.



    Ainda não há muitas informações sobre o jogo, mas sabemos que “o objetivo é permitir que as pessoas sejam os planinautas” pelo que disse Stephen D’Angelo, CEO da Cryptic Studios. Magic: Legends deve entrar em beta em 2020 (se inscreva aqui), e estará disponível para Playstation 4, Xbox One e PCs.



    De Volta à Theros



    Estamos a apenas algumas semanas do lançamento do aguardado retorno ao plano inspirado na mitologia greco-romana, Theros: Além da Morte, então já era hora de ouvirmos falar mais da coleção. Assim, a Wizards, mais uma vez aproveitando o The Game Awards, deu o pontapé inicial para a temporada de previews do set.



    Começamos com o trailer da coleção, que segue o modelo adotado desde Guerra da Centelha, sendo todo em CGI. Nele vemos o embate entre os dois planinautas que serão o destaque do set: Elspeth e Ashiok. Mas não paramos em apenas vê-los no trailer, também foram reveladas as cartas dos dois na coleção, tanto com a arte comum quanto com a arte alternativa.



    Espeth e Ashiok



    Também foi revelada a promocional de Buy-a-Box, Atreos, que não podia deixar de aparecer, sendo um deus chave para o submundo no panteão de Theros.



    Atreos em TBD



    Fechando esse primeiro pacote, temos novos e lindíssimos terrenos full-art em que os símbolos de mana são representados em constelações em Nyx, o céu de Theros e lar dos deuses.



    Terrenos Full-art Nyx



    Ainda não acabamos, pois também já temos o artigo de mecânicas presentes em Theros: Além da Morte. A única mecânica inédita da coleção é Escapatória, que representa o enfraquecimento da barreira entre o mundo dos mortais e o submundo. Com essa mecânica uma carta pode ser conjurada do cemitério pagando o custo de Escapatória e exilando um certo número de cartas do cemitério. A mecânica pode ser ativada quantas vezes o jogador quiser, conquanto tenha cartas suficientes a serem exiladas.



    São três as mecânicas que retornam, sendo duas da nossa primeira visita a Theros. A primeira delas é Devoção, que conta o número de símbolos de uma determinada cor no custo de mana de suas permanentes para efeitos variados. Constelação também retorna e é uma mecânica ligada a habilidades desencadeadas sempre que um encantamento entra no campo de batalha.



    A última mecânica não é originária de Theros, mas de Dominaria, e, no entanto, faz uma combinação perfeita com a atmosfera do plano. Sagas são um tipo de encantamento que tem um número de efeitos divididos em capítulos, cada um se ativando em turnos subsequentes, como uma história sendo contada.



    TBD Mecânicas



    Finalizando, sabemos que os Boosters de Colecionadores continuam na coleção, o que significa bordas showcase. Para Theros: Além da Morte teremos seis raras e cinco incomuns com um tratamento de borda de constelação, e essas cinco incomuns são todas semideuses como este novo Daxos.



    Daxos TBD



    Ainda há um infinito a se revelar sobre a coleção, incluindo um terceiro planinauta que já foi confirmado. Para saber onde encontrar todos os previews você pode conferir este artigo! Theros: Além da morte tem lançamento marcado para 24 de janeiro de 2020.



    Assim finalizamos mais um Boletim. O que você acha do Brawl digital divergindo do físico com a adição de Rhys, o Redimido? Você gostou do trailer de Theros: Além da Morte? E o que espera do restante da coleção? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • BG Bruxas Pioneer

    BG Bruxas Pioneer

    por SchimanS em 11/12/2019 - 141 Visualizações, 0 Comentários.

                       Para aqueles que estão querendo montar um deck no formato Pioneer, só que não querem investir muito dinheiro e ter um retorno agradável, apresento a vocês o BG Bruxas. Um deck bem divertido de jogar onde foca o seu controle na mesa não deixando absolutamente nada vivo, tendo em conta que no main deck possui 21 remoções.



                     O foco do deck e segurar o jogo até que venha a Bruxa Amaldiçoada // Maldição Infecciosa , onde por pressão na mesa sendo um 4/2 ao morrer ela vira uma maldição onde seu oponente na manutenção perde 1 ponto de vida e você ganha outro (é muito bom quando se transforma mais do que uma em uma partida).



                    Outras cartas que podem levar o jogo ao fim são Guardião da Flora de Murasa, Monstro Gitrog, World Breaker, Tasigur, the Golden Fang, Ob Nixilis Reaceso  e Pântano Sibilante .



                    Outras duas cartas que levam em destaque são Guardião da Flora de Murasa  quando entra e sai de campo de batalha que lhe ajuda muito buscando uma carta especifica que se encontra no cemitério, como exemplo Para o Abate , que uma carta muito forte quando se esta em delírio e o oponente esta encantado com a maldição que reduz o custo para se conjurar sendo possível tirar um PW e uma criatura com uma mana no turno do oponente.



                    E no side board não tem como esperar nada além menos do que mais remoções, e ajudas para enfrentar cartas especificas no deck do adversário como  Obliteração Infinita e Lost Legacy 



                    Mas em resumo o deck se sai muito bem contra decks agros e traz grandes partidas contra outros decks controles. Espero que tenham gostado, e fiquem ligado para mais novidades da Eagles Team.



     



    Criado por SchimanS. Jogador de Magic The Gathering pela Eagles Team 



    #FlyEgl #FlyEagles #MYPcards #MYP  #Mtg #MagicTheGathering #GoEGL #GoEagles #MTGArena



    https://www.facebook.com/EGLTEAM/

     


  • Boletim dos Artesãos - Vitória de Głogowski e a Cara do Magic em 2020

    Boletim dos Artesãos - Vitória de Głogowski e a Cara do Magic em 2020

    por artesaosdomagic em 09/12/2019 - 73 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, farto com o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering na última semana. E, como antecipamos na edição anterior, tivemos nesse último fim de semana o Campeonato Mítico VII, último desta temporada profissional e que definiu quem estará na temporada de transição 2020-2021. Vamos logo saber quais foram os resultados!



    Standard de Trono de Eldraine 3.0



    Depois de dois períodos de extrema dominância no Standard que levaram a duas séries de banimentos, com a primeira vítima sendo Campo dos Mortos e logo depois chegando a vez de Oko, Ladrão de Coroas, muitos jogadores imaginavam o que seria desse Standard depois de reinícios consecutivos.



    A solução mais simples para esse tipo de situação é simplesmente pegar um deck que já tinha certo sucesso no momento anterior e ajustá-lo ao momento atual, mas mesmo esses casos têm seus pontos de flexibilidade, que poderiam ser postos à prova nesse campeonato de alto nível.



    Vejamos, por exemplo, os decks Golgari Adventure. Focados na nova mecânica de Eldraine e apoiados pelo poder de Estalajadeiro de Beiramuro, eles  podem variar entre ir fundo na sinergia fornecida pela mecânica, com Trevo da Sorte, ou diversificar adicionando O Grande Círculo ao plano.



    Nas variantes de Sacrifice, o foco é sempre a interação entre Familiar do Caldeirão e Forno da Bruxa, mas esse pacote pode vir de várias maneiras. Se o embrulho for de cores Jund veremos um deck que quer fazer uso do maior número e melhores interações de sacrifício possíveis, especialmente Korvold, Fae-Cursed King. A versão Golgari troca o Vermelho por uma base de mana melhor e mais interação em Casualties of War. Finalmente, a versão Rakdos adiciona Claim the Firstborn para acabar com o campo de batalha do oponente.



    Entre os decks já estabelecidos o que estava mais perto de sua versão definitiva era o Jeskai Fires. O deck busca estabilizar o jogo até que possa conjurar seu encantamento característico, Fogos da Invenção, e a partir daí se apoiar nele para fechar o jogo com seus Cavaleiros (Cavaleiro da Chama e Cavaleiro dos Vendavais).



    Havia também quem tentava atacar o Metagame por um novo ângulo. Nessa vertente estavam os decks Flash, seja no estilo Izzet ou no Simic. Enquanto as duas versões atritam o oponente com contra-mágicas no tempo certo e criaturas no fim do turno, a versão Izzet conta com Degolador Salmourígeno e Gadwick, o Enrugado, que dependem que várias mágicas sejam conjuradas, e a versão Simic confia em Nightpack Ambusher e Mística de Gola.



    Tudo isso fervia no caldeirão do Standard e no começo do Campeonato o formato se apresentou da seguinte forma:



    Metagame MCVII



    O deck mais popular foi o Jeskai Fires, 17,9%, mas, entre os jogadores da MPL este título fica com Jund Sacrifice, ao todo 13,4%. Fechando os Top 3 decks mais populares tivemos Golgari Adventure com 11,9%.



    A estratégia mais popular foi de longe a de Sacrifício. Agregando Jund, Golgari e Rakdos temos cerca de um terço dos jogadores, 32,8%. As variantes Flash também tiveram bons números nessa área, a versão Izzet teve 9% do campo e a Simic 6%.



    No entanto, popularidade não é o mesmo que sucesso, e para avaliar este último nos voltamos para os dados de embate do campeonato. Importante lembrar que, por ser um campeonato relativamente pequeno, 67 participantes, esses números são o bastante para apontar tendências, mas não para tirar conclusões definitivas.



    Pois bem, tendo isso em vista o melhor deck do Campeonato Mítico VII foi o Simic Flash. O deck venceu 67% de suas partidas no geral, teve poucos embates desfavoráveis no campo e foi superior ao seu concorrente Izzet em basicamente todos os aspectos.



    Na cola ficou o Jund Sacrifice, que venceu 58% de suas partidas. O deck foi sólido no campeonato e teve apenas um embate desfavorável significante em Jeskai Fires. Mais importante, o deck venceu 63% de seus jogos contra Simic Flash e também se mostrou a combinação de cores dominante para a estratégia.



    Entre os decks perdedores do evento figuram Golgari Adventure e Jeskai Fires. O primeiro venceu 48% de suas partidas, o que não é de todo ruim, mas o deck deixou a desejar em campanhas vencedoras e sua versão clássica foi simplesmente mal no campeonato.



    O problema de Jeskai Fires é outro, embora também tenha ficado abaixo da metade, com 49% de vitórias. A questão para o deck é que ele foi completamente destruído por Simic Flash, vencendo o embate apenas 11% das vezes. Se espera que a popularidade deste último ainda suba, o que para Jeskai Fires é má notícia.



    Em resumo temos um Standard bem diverso no momento, com vários decks viáveis. No topo temos Simic Flash que parece ser vulnerável ao Jund Sacrifice e este é vulnerável ao Jeskai Fires, que completa o ciclo sendo fraco contra o Simic Flash. Além disso há muitas aberturas para que outros decks tentem se estabelecer.





    Sendo assim as chances de que esse seja um período saudável para o formato são grandes, e poderemos esquecer por um tempo os frequentes banimentos.



    Piotr Głogowski Campeão do Campeonato Mítico VII



    Voltando nossos olhos agora para as campanhas individuais, o Campeonato Mítico VII teve um dos Top 8’s mais talentosos da história recente desse tipo de evento.



    Top 8 MCVII



    Javier Dominguez (Simic Flash) conquistou mais um Top 8 expandindo ainda mais sua incrível dominância que já dura um par de anos. Ele pilotou uma construção própria de Seth Manfield que levou os dois e mais Brad Nelson ao Top 8 e, como vimos acima, foi o melhor deck do campeonato.



    Andrea Mengucci (Simic Ramp) adicionou mais uma rica campanha a um ano incrível que inclui o título do Invitacional Mítico e Paulo Vitor Damo da Rosa (Jeskai Fires) a uma carreira incrível que o coloca ainda mais perto de ser indubitavelmente o melhor de todos os tempos.



    Já ambos os Desafiantes do grupo, Chris Kvartek (Golgari Adventure) e Miguel da Cruz Simões (Jund Sacrifice), fizeram a proeza de se classificar pela segunda vez no ano pelo Qualificatório do Magic Arena e levaram seu sucesso até a fase eliminatória.



    Finalizando, temos Piotr Głogowski (Jund Sacrifice), que começou o campeonato no Dia 2 por ganhar sua divisão na MPL e não perdeu nenhuma partida para passar para a fase de mata-mata. Manter a invencibilidade seria difícil com um Top 8 tão recheado, mas o polonês estava confiante.



    Ele começou o domingo vencendo Seth Manfield que é sempre um oponente difícil, ainda mais nessa fase da competição. O oponente seguinte não foi nem um pouco mais fácil, o brasileiro PVDDR, mas ele continuou invicto. Continuando o nível de desafio, o próximo embate foi contra Javier Dominguez, mas Piotr já havia mostrado que não se importava com o tamanho do oponente, vencendo mais uma e indo à grande final.



    Os embates da parte de baixo foram tais que Brad Nelson, um especialista em Standard reconhecido, foi o oponente designado para o último embate. Para adicionar um pouco de incentivo à batalha eles estariam disputando a última vaga para o Mundial que ocorre ano que vem.



    A resposta de Piotr Głogowski para o confronto só poderia ser uma, afinal o que mais ele poderia fazer se não continuar ganhando? E foi exatamente isso que ele fez, finalizando uma campanha perfeita que o deu o título do Campeonato Mítico VII. Parabéns ao jogador!



    Piotr Campeão do MCVII



    A Cara do Magic Profissional em 2020



    Com as disputas acabadas já temos quase todos os nomes que comporão o Magic profissional em 2020.



    No Mundial de Magic XXVI, que acontecerá no Havaí em fevereiro teremos 16 competidores: o atual campeão Javier Dominguez, as sete vagas por Campeonatos Mítico, as quatro vagas pela MPL e as quatro vagas pelos desafiantes.



    Competidores Mundial



    Na MPL temos os melhores 20 participantes da liga nessa temporada mais os 4 melhores Desafiantes.



    MPL 2020



    Já na formação Liga de Rivais teremos os 12 rebaixados da MPL, os 8 classificados via Arena e os 8 classificados via jogo físico. Ainda restam saber os 4 jogadores que serão convidados para fechar os 32 integrantes.



    Rivais 2029



    Com certeza 2020 será um ano com muitos títulos e embates emocionantes. Esperemos que seja ainda melhor que 2019!



    Assim terminamos mais um Boletim. O que achou da conclusão da temporada profissional? Os jogadores por quem você torceu tiveram sucesso este fim de semana? E o que esperar para o ano que vem? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - As Corridas Pelo Mundial, MPL e Rivais

    Boletim dos Artesãos - As Corridas Pelo Mundial, MPL e Rivais

    por artesaosdomagic em 02/12/2019 - 91 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, amplo com o que de mais importante acontece no mundo do Magic: the Gathering. Semana passada tivemos o anúncio de mais uma linha de produtos voltada aos colecionadores chamada “Covil Secreto” (Secret Lair) que agitou a comunidade. Para além disso, as atenções se voltam para o Campeonato Mítico VII, o último do ano e que define a cara do Magic profissional em 2020. Então vamos logo ficar por dentro de tudo isso.



    Covil Secreto Revelado



    A Wizards, por meio de suas redes sociais, passou algum tempo nos provocando com algo novo chamado Secret Lair e finalmente anunciou o que de fato é isso na última segunda-feira, dia 25. E Secret Lair não é nada mais nada menos do que a mais nova linha de produtos do Magic com foco, pelo menos a princípio, nos colecionadores.



    Secret Lair



    A linha vem como uma forma de produzir cartas que não poderiam ser encaixadas nos lançamentos regulares por terem um estilo e direção de arte incomuns, muito diferentes do que normalmente se vê impresso nas cartas. Dessa forma inúmeras criações que antes só ficaram na imaginação dos designers poderão ganhar vida.



    O primeiro produto que chega com Secret Lair é a Série Drops, que são lançamentos separados que reúnem um pequeno grupo de cartas, normalmente 3 a 5, de um tema específico, dá a elas uma novo estilo de arte e sela tudo numa caixa colecionável.




    Secret Lair Drops Series
    Serão 7 Drops para inaugurar Secret Lair, incluindo os acima. Todas as informações neste artigo.




    O método de distribuição para a Série Drops é a loja oficial da Wizards e terá, como os outros produtos para colecionadores, oferta limitada. Temos uma mudança para os Drops, no entanto: ao invés de limitar o número de cópias totais vendidas a Wizards está limitando o tempo em que o produto ficará disponível para compra. Cada Drop ficará na loja da Wizards por 24 horas e todas as unidades compradas nesse período serão contempladas, com limite de cinco unidades por consumidor.



    Uma má notícia sobre o método de distribuição é que a Wizards ainda não faz entregas internacionais para o Brasil, então não há uma maneira formal de adquirir estes produtos por aqui.



    Importante notar que, com os estilos de borda incomuns indo para o Projeto Booster Fun (que você pode saber o que é aqui) e os estilos de arte incomuns agora indo para Secret Lair, a Wizards parece estar se afastando das Edições Míticas que foram lançadas anteriormente.



    Foram confirmados mais Drops para 2020 e esses são apenas um, o primeiro, tipo de produto a sair do Covil Secreto. Essa é mais uma marca com grande potencial para a empresa, e esperamos que também de muito sucesso.



    A Corrida Pelos Pontos Míticos



    Estamos às vésperas do evento final da temporada profissional do Magic: the Gathering e, entre Mundial e Ligas MPL e Rivais de 2020, há muito em jogo para muitos jogadores, estejam eles competindo nesse fim de semana ou não. E graças ao usuário do twitter @jpball5 temos uma clara ideia do que pode acontecer na competição.



    Começando pela MPL os jogadores da parte de cima brigam por 4 vagas no Mundial, sendo que, se o jogador se classificou de outra forma, a vaga segue para o próximo na classificação, caso de Javier Domínguez, atual Campeão Mundial e líder da MPL, por exemplo.



    Nesse momento Márcio Carvalho, Seth Manfield, Lee Shi Tian e Andrea Mengucci ficariam com as vagas, sendo que Carvalho tem a vantagem de ter ganho sua divisão da MPL, avançando direto ao Dia 2. 



    Ainda na briga estão nomes como Brian Braun-Duin, PVDDR, Ken Yukuhiro e Reid Duke, que podem chegar lá com um Top 16, e Rei Sato, Brad Nelson e Shahar Shenhar, que podem chegar com um Top 8. Outros jogadores precisam de um Top 4 ou mesmo do título para se classificarem, mas tudo é possível, então não duvide.



    Na parte de baixo da Liga está a briga contra o rebaixamento. Já que a MPL será reduzida a 24 jogadores na próxima temporada somente os 20 melhores classificados mantém seu status (os demais integrantes da liga virão dos Desafiantes).



    Entre os jogadores que já estão na zona de perigo Carlos Romão, Christian Hauck, Martin Juza e Mike Sigrist podem se manter com um Top 16 ou melhor. Para John Rolf e Matthew Nass o mínimo é um Top 4, enquanto que Lucas Berthoud, Luis Salvatto e Bem Stark precisam vencer e ainda torcer contra adversários.



    E quanto aos Desafiantes de 2020? Bem, assim como a MPL, os Top 4 têm vaga no Mundial, mantendo que jogadores já classificados passam a vaga adiante, caso de Ondrej Strasky, campeão do Campeonato Mítico VI.



    E já temos dois jogadores garantido na competição pelos Desafiantes: Raphael Lévy e Sebastian Pozzo! As últimas vagas estão entre Christopher Kvartek, Gabriel Nassif, Stanislav Cifka e Luis Scott-Vargas, sendo que esse último não joga o MCVII e depende do resultado dos outros competidores.



    Na disputa pela MPL o Top 4 geral estará classificado e nesse caso só Raphael Lévy tem sua vaga garantida. Ainda batalhando estão Strasky, Kvartek, Nassif, Cifka e Pozzo. Strasky não jogará neste fim de semana, mas está em uma posição muito confortável, quase que 100% garantido.



    Quanto aos outros, Kvartek ganha a vaga com um Top 16, Nassif com um Top 8, ou talvez nem precise de tanto, a depender dos outros, e Cifka precisa ser o campeão do torneio. Pozzo, como Strasky, não joga o campeonato e precisa torcer para que todos eles tenham performances ruins.



    O último tópico é a Liga de Rivais! Os Top 8 jogadores de físico e os Top 8 jogadores de digital tem vaga. Todos os nomes acima que não estiverem na MPL estarão entre os Rivais. Pelo lado do Arena, Mattia Leveratto e Kai Bude estão confirmados. 



    Alguns outros nomes prováveis que você pode reconhecer pelo Arena são o streamer Kenji Egashira e Greg Orange, campeão do Pro Tour do 25º Aniversário. Pelo físico temos o jogador e produtor de conteúdo Matt Sperling e Thoralf Severin, campeão do MCIV.



    São muitos nomes e muitas posições em jogo, boa sorte a todos os competidores!



    O Campeonato Mítico VII



    Os 32 membros da MPL e mais 36 desafiantes jogarão o último campeonato do ano neste fim de semana! Com muito em jogo eles competirão no Magic Arena jogando Standard nos três dias de competição.



    No Dia 1 haverá 8 rodadas de suíço, com os jogadores com 4 derrotas sendo eliminados e os melhores 24 avançando. No Dia 2 mais 7 rodadas de suíço e um corte para o Top 8. Como nos eventos anteriores no Arena, o Top 8 será de eliminação dupla.



    Você pode conferir todas as informações sobre o campeonato neste artigo.



    Tudo será transmitido no canal da Wizards na Twitch a partir das 9:00 PST (14:00 horário de Brasília) nos três dias, 6 a 9 de decembro. Acompanhe!



    Assim finalizamos mais um Boletim dos Artesãos. O que você acha da ideia de Secret Lair? Para quais jogadores está torcendo na MPL? E entre os Desafiantes? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - B&R Extensa e o Pioneer Cresce

    Boletim dos Artesãos - B&R Extensa e o Pioneer Cresce

    por artesaosdomagic em 25/11/2019 - 93 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, abastado com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic: the Gathering na última semana. E o grande acontecimento desse último período foi mesmo o anúncio de B&R que mexeu no Standard, como se esperava, mas também em formatos Eternos. Então vamos logo a ele!



    Ponto Final para Oko



    O reinado de Oko, Ladrão de Coroas, que começou há algumas semanas com o banimento de Campo dos Mortos no Standard, finalmente chegou ao fim com o Anúncio de Banidas & Restritas da última segunda-feira, dia 18, quando a carta também recebeu o machado. Acompanhando o planinauta, Era Uma Vez e Véu do Verão também deram adeus ao Standard.



    Os banimentos foram baseados em dois pilares para uma correção de curso completa do formato, dando a ele seu terceiro início desde o lançamento de Trono de Eldraine. O primeiro pilar é o enfraquecimento dos decks UGx Food, em que Oko, Ladrão de Coroas era a grande estrela, e por isso ele está sendo banido.



    Oko, Ladrão de Coroas



    O arquétipo, que ascendeu ao topo do formato para ocupar a vaga do falecido Bant Golos, se mostrou muito forte e resiliente, com alta popularidade, exemplificada nos 60% do Metagame do Campeonato Mítico VI, e performances convincentes, como a vitória de Ondřej Stráský neste mesmo campeonato (que você pode ler mais sobre aqui).



    Além disso, o deck se manteve acima de basicamente qualquer outro de seus competidores, e com um embate favorável contra o campo como um todo, mesmo depois de se tornar o alvo primário do formato. E ele pôde aproveitar essa posição privilegiada muito em virtude da habilidade de Oko, Ladrão de Coroas de impedir qualquer tipo de resposta que pudesse vir de um artefato ou criatura, enquanto era acelerado por Ganso Dourado o mais cedo quanto Turno 2.



    Oko, Ladrão de Coroas também foi banido no Brawl por essa mesma habilidade que o tornava um general inerentemente muito superior aos demais, já que ele tem o poder de "apagar" generais criaturas oponentes. Isso tornava a experiência de jogar contra ele extremamente miserável.



    O outro pilar que sustenta os banimentos no Standard é corrigir a super representação da cor Verde no formato. A cor, que antes poderia até ser considerada fraca no construído, passou a ter as melhores cartas em um sem fim de categorias, como ameaças, vantagem e seleção de cartas e até mesmo respostas em velocidade instantânea.



    Era Uma Vez e Véu de Verão



    Dessa forma, Era Uma Vez está sendo banida do Standard. A carta, que foi a mais jogada nos últimos dois Campeonatos Míticos, provê aos decks verdes inícios de jogo avassaladores e acesso à ajuste de mana de forma consistente e a custo zero, algo que nenhuma outra cor tem acesso. Assim, de modo a reequilibrar as cores, essa enorme consistência precisa ter fim.



    Véu do Verão também está sendo banida, mas por seu incrível poder reativo. A instantânea se tornou a resposta mais ampla e eficiente de todo o Standard, protegendo os decks Verdes de remoção e disrupção, ou seja, impedindo que outras estratégias tivessem chance de brilhar e o Standard de se corrigir. Por esse motivo ela também tem que ir.



    Como dissemos antes, esse é mais um início para o Standard e logo antes do último evento competitivo do ano, o Campeonato Mítico VII. Vejamos se o formato consegue finalmente se estabilizar de forma saudável nas próximas semanas.



    Wrenn e Seis Banido no Legacy, Narset Restrita no Vintage



    Além das mudanças no Standard e no Brawl, a Wizards também fez intervenções nos formatos Eternos Legacy e Vintage, apenas uma carta em cada um, mas que podem representar grandes mudanças no Metagame.



    No Legacy Wrenn e Seis está banido. O planeswalker lançado em Modern Horizons havia encontrado sua casa em uma das maiores forças do formato, o arquétipo Delver, especificamente na combinação Temur. 



    Com essa nova adição o Temur Delver se consolidou como a melhor variante do arquétipo, alcançando uma taxa de vitorias de 56,5%, três vezes mais campanhas 5-0 em ligas do Magic Online que o segundo melhor deck, e embate favorável contra cada um dos outros 10 decks mais populares. Assim a Wizards decidiu acabar com tamanha dominância que o deck possuía.



    Já no Vintage, Narset, Rasgadora de Véusestá sendo restrita devido ao poder de sua habilidade passiva. Em um ambiente como o Vintage a carta estava gerando muitos jogos que eram basicamente unilaterais. Explicando de forma simples, muitos jogos se resumiam no ponto em que o jogador que conseguia resolver sua cópia da planinauta comprava cartas e o outro assistia frustrado.



    A restrição de Narset, Rasgadora de Véusdeve diminuir a frequência em que um jogador consegue prender o outro fora do jogo com a habilidade passiva para uma proporção de jogos considerada saudável.



    Wrenn e Seis e Narset



    O Avanço do Pioneer



    Desde seu anúncio há algumas semanas, o mais novo formato do Magic vem crescendo de forma impressionante. O plano de o formato ter um começo mais devagar, com banimentos agressivos e fora de ciclo, teve de ser alterado visto que as lojas, e os jogadores, imediatamente abraçaram o formato como um de seus carros-chefes no jogo competitivo.



    Em virtude disso agora temos anúncios de Banidas & Restritas semanais exclusivos para o formato, até que ele possa integrar o ciclo junto com os outros, o que se espera que aconteça no início de 2020, antes da primeira série de Players Tour.



    Neste breve tempo de existência quatro cartas se juntaram às fetchlands entre as banidas do formato. Uma delas é o Guardião Felidar, uma das peças do combo Copy-Cat, poderoso demais em seu Standard e também se provou poderoso demais no Pioneer.



    As demais são três cartas Verdes: Linha de Força da Abundância, Juramento de Nissa e Véu do Verão. Linha de Força da Abundância provou ter uma interação forte demais com Nyktos, Santuário de Nyx nos decks de Devoção, gerando inícios que deixariam os terrenos de Urza orgulhosos. Julgamento de Nissa fornecia aos decks seleção de cartas a custo baixo e ainda continuava no campo para sinergias extras, fazendo que os decks que a usavam fossem demasiado consistentes. Já Véu do Verão foi banido por razões parecidas com as que já explicamos acima.



    Apesar disso o Verde continua como uma potência no formato, que, no momento, tem um Metagame bastante diverso, incluindo basicamente todas as cores e variadas estratégias, entre Combo, Midrange, Aggro e Control, em suas opções viáveis.



    E já nessa semana temos a Semana do Pioneer no Magic Online, com PTQs acontecendo todos os dias de hoje, 25 de novembro, a domingo, 1 de dezembro. É uma boa oportunidade de experimentar o formato com uma verdadeira oportunidade em jogo, e com certeza será mais uma ótima fonte de dados.



    O Pioneer já está apontado para a direção do sucesso com o suporte da Wizards e de outras grandes iniciativas, como a StarCity Games, que anunciou a partir do ano que vem o formato substituirá o Legacy em seu circuito. Estaremos aqui para assistir essa trajetória!



    Assim finalizamos mais um Boletim dos Artesãos. O que você achou das decisões anunciadas na B&R? Acha que o Standard vai se recuperar? E o que espera do Pioneer daqui pra frente? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Arena Além do Standard

    Boletim dos Artesãos - Arena Além do Standard

    por artesaosdomagic em 18/11/2019 - 147 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, repleto com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. Na edição de hoje temos os todos os detalhes sobre os Mystery Booster, o mais novo Estado do Jogo do Magic Arena, que abordou temas vitais para a plataforma, e a semana de competição na MPL com a Divisão Esmeralda. Vamos logo saber de tudo isso.



    Mystery Boosters em Detalhes



    Como dissemos aqui na semana passada, os Mystery Boosters finalmente estrearam na MagicFest Richmond, e com muito sucesso, diga-se de passagem, mas as informações completas sobre o produto só chegariam durante a semana.



    Pois bem, Mystery Boosters é um novo produto de reprints do Magic voltado para o Limitado e inspirado nas variantes de Draft, como os Cubos e o Caos Draft. Cada versão do produto é enorme, com 1815 cartas curadas vindas de toda a história do Magic, tão longe quanto a coleção Miragem. Com certeza é o maior produto já lançado para o jogo.



    O tamanho da coleção se deve ao fato de que cada uma das 15 posições no Booster tem sua própria folha de impressão, composta de 121 cartas. Esse fator adiciona à variabilidade do jogo, já que é provável que, mesmo depois de vários drafts, as cartas não se repitam.



    E quais são as versões de Mystery Booster? São duas, a versão de Convenção e a versão de Lojas, que você provavelmente terá mais fácil acesso. A diferença entre as duas está na posição “especial” do booster.



    Mystery Boosters



    Cada booster de Mystery Boosters tem suas 15 cartas distribuídas da seguinte maneira:




    • 2 cartas Brancas comuns ou incomuns

    • 2 cartas Pretas comuns ou incomuns

    • 2 cartas Azuis comuns ou incomuns

    • 2 cartas Vermelhas comuns ou incomuns

    • 2 cartas Verdes comuns ou incomuns

    • 1 carta Multicolorida comuns ou incomuns

    • 1 carta de Artefato/Terreno comum ou incomum

    • 1 carta Pré-M15

    • 1 carta Pós-M15 rara ou mítico-rara

    • 1 carta especial: Carta de Teste (Edição de Convenção) ou Foil (Edição de Loja)



    A lista de possibilidades para as 14 posições “normais” já está disponível e inclui reprints importantes, como Cripta de Mana, Proteção de Teferi e Demonic Tutor. Também já sabemos quais são as 121 Cartas de Teste pelo documento de Notas de Lançamento. Só falta conhecermos as cartas Foil escolhidas, essas serão reveladas mais para frente.



    Todos os reprints aparecem da mesma maneira como foram lançados, o que inclui texto, bordas, ícone de edição e número de colecionador. O que diferencia uma carta saída de um Mystery Booster de um booster comum é um pequeno símbolo de planeswalker no canto esquerdo da carta.



    Cartas em MB1



    A Edição de Convenção de Mystery Booster já está disponível e garantida em todas as MagicFests até Houston em abril do ano que vem. Já a Edição de Lojas chega às prateleiras só em 2020, no dia 13 de março.



    Arena Além do Standard



    Na última quarta-feira, dia 13, recebemos mais um Estado do Jogo do Magic Arena, que, como já adiantamos, tocou em assuntos importantes para a saúde do jogo. O primeiro deles são as questões de performance da plataforma, que vêm sofrendo muito com instabilidades há algum tempo, o que levou a falhas catastróficas até mesmo no Campeonato Mítico V.



    Devido a isso, performance se tornou o foco número um da equipe de desenvolvimento desde o mês passado, então nesse mês devem chegar a primeira leva de mudanças que deve melhorar o uso de memória e CPU do jogo, assim como a optimização em geral.



    O segundo ponto é que a Lista de Amigos finalmente chegou, depois de atrasos e adiamentos. Nesse momento você poderá adicionar (e também remover e bloquear) jogadores à sua lista, ver se eles estão online e convidá-los a desafios diretos.



    O assunto mais importante, no entanto, foi mesmo como o Arena irá abordar seu ambiente além do Standard. Que o jogo é focado no formato premier da Wizards é um fato, mas sem um leque de opções mais amplo, quando o Standard sofre a plataforma inteira também sofre, e é exatamente isso que acontece no momento.



    E o anúncio do Pioneer nas últimas semanas, um formato novo, interessante, fresco, mas que não está disponível agora, e a princípio nem no futuro, no Magic Arena, foi como passar sal na ferida que é o atual estado do Standard e do jogo.



    A equipe de desenvolvimento do Arena respondeu ao anseio dos jogadores de remediar essa situação admitindo que o Arena não pode ser somente um lugar para se jogar Standard, mas sim um lugar para jogar Magic. Além disso foram citadas as iniciativas que já estão em desenvolvimento ou sendo lançadas nesse sentido.



    A primeira delas é oferecer uma boa seleção de eventos, incluindo os eventos experimentais, como o Omniscient Draft e Standard Shake-Up, para que os jogadores sempre tenham boas experiências disponíveis.



    Outra iniciativa citada é a expansão do Arena pela história do Magic, não somente com novos sets, mas olhando para o passado. Para isso foi anunciado que a partir do ano que vem chegarão à plataforma “Coleções Remasterizadas”, isto é múltiplos sets condensados em um lançamento com as cartas mais relevantes.



    Essa expansão é um compromisso de longo termo que, ainda que leve algum tempo, afinal são muitas coleções a serem adicionadas, levará ao suporte de outros formatos no Arena, incluindo o recém anunciado Pioneer.



    Outra iniciativa, que já chega na próxima atualização, é o suporte ao Histórico, formato 100% digital do Arena que já teve um ciclo de vida e morte e está pronto para renascer. Foi reiterado a inserção de um conjunto de cartas específico a cada três meses, começando com a Antologia do Histórico 1.



    Antologia do Histórico 1



    São 20 cartas que chegam na plataforma e buscam aprimorar, ou mesmo criar, decks e estratégias que de outra forma não teriam lugar no formato. Além disso elas chegam para diferenciar o Histórico não somente do Standard, mas também do Pioneer e Modern, já que não foi considerada a legalidade nesses formatos na escolha das cartas que formam a Antologia.



    Além disso, haverá uma forma fixa de jogar o formato de forma competitiva depois do fim do modo Ranqueado, que dura de 21 de novembro a 15 de janeiro e deve retornar trimestralmente.



    Esses anúncios mostram que, mesmo que seja necessário muita barulheira da comunidade, o que nem sempre é bom, a Wizards está ciente das mesmas preocupações e pronta para agir se for o caso. Esperemos que venha o melhor!



    Márcio Carvalho Vence na Divisão Esmeralda



    Seguindo o Campeonato Mítico VI, que você pode ler sobre aqui, e antes de mais um anúncio de B&R, os jogadores  da MPL decidiram por escolhas seguras na seleção de decks, o que ainda gerou certa variedade muito interessante indo para o Top 4.



    Em primeiro lugar ficou o brasileiro Carlos Romão, que escolheu um Sultai Sacrifice e o levou para uma incrível performance de 6-1, um belo começo na tentativa de ser o primeiro bicampeão de divisão. Em segundo lugar Brad Nelson levou um Gruul Adventure para também impressionantes 5-2.



    Na parte de baixo dois representantes com Sultai Food. Com campanha 4-3 estava Mike Sigrist. Já com uma campanha 3-4, passando nos critérios de desempate, Márcio Carvalho ficou com a última vaga.



    No embate mirror, Carvalho levou a melhor contra Sigrist, continuando na competição. Na parte de cima Romão venceu seu confronto e seguiu para a Grande Final. Nelson ainda teria mais uma chance contra Carvalho no exato tipo de embate que seu deck esperava, mas sofreu um revés e Sultai Food saiu vencedor.



    Carvalho prosseguiu para mais um embate contra um deck desenvolvido para vencê-lo, dessa vez numa melhor-de-3 partidas. Isso não abalou o português, que fez valer sua classificação à fase de mata-mata, vencendo Romão e garantindo o título de divisão.



    Com o resultado Márcio Carvalho avança diretamente para o Dia 2 do Campeonato Mítico VII e também tem grandes chances de garantir vaga no Mundial de Magic e na MPL do ano que vem.



    Assim finalizamos mais um Boletim dos Artesãos. O que você achou do conteúdo dos Mystery Boosters? Acha que agora finalmente o Histórico vai para frente? O que achou do anúncio das “Coleções Remasterizadas”? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Ondřej Stráský Vence o Último Pro Tour

    Boletim dos Artesãos - Ondřej Stráský Vence o Último Pro Tour

    por artesaosdomagic em 11/11/2019 - 216 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos pronto para te suprir com o que de mais importante aconteceu no Mundo do Magic na última semana. E o que aconteceu foi nada mais nada menos do que o Campeonato Mítico VI em Richmond, que está sendo chamado de o último Pro Tour, já que, devido as mudanças de direção anunciadas para o Jogo Organizado, não teremos mais campeonatos de alto nível em um formato sequer parecido. Foi um fim de semana de muita competição, então vamos saber o que aconteceu.



    Oko Domina de Forma Sem Precedentes



    Indo para o campeonato já sabíamos que os decks centrados na mecânica Comida, principalmente no planinauta Oko, Ladrão de Coroas , eram os decks a serem batidos. As questões que ainda tínhamos para responder então eram três: o quão dominante o planeswalker seria, qual seria o melhor deck a usá-lo e se haveria algum deck capaz de vencê-lo.



    A resposta para a primeira pergunta veio na sexta com uma clareza absurda. Do Metagame do Dia 1 do Standard 69% dos decks continham Oko, Ladrão de Coroas no deck principal ou no sideboard. Esses são números de dominação sem precedentes no formato. Não importa o quão forte um deck tenha sido no passado, nenhum havia quebrado a barreira dos 50% em um Pro Tour / Campeonato Mítico.



    Metagame Dia 1



    O grosso dos decks que usavam Oko foram mesmo os decks de Comida, 63% do campo, focados em acelerar ameaças como o próprio planeswalker, Nissa, Abaladora do Mundo, Lobo Mau e Krasis Hidroide, sempre apoiados por aceleradores como Ganso Dourado, Druida do Paraíso e Era Uma Vez.



    Abaixo dos decks de Comida, o deck mais popular que não usava Oko, Ladrão de Coroas foi Golgari Adventures, com 6,7%, menos de um décimo da fatia do planinauta. Junto com decks como Jeskai Fires, Temur Reclamation, Rakdos Sacrifice e Azorius Control essa parte do Metagame representava aqueles jogadores que buscavam um embate favorável contra Oko, seja focando seus esforços no fim do jogo ou se aproveitando de fraquezas inerentes de seus decks, como ausência de remoções.



    No Dia 2 a resposta para a segunda pergunta começou a aparecer enquanto Oko expandia sua dominância para cerca de 71% do campo. Todos os decks que usavam o planinauta e tinham ao menos cinco jogadores no Dia 1 tiveram uma taxa de conversão de ao menos 60%, ou seja, levaram a maioria de seus jogadores ao segundo dia de competição.



    E essa taxa de conversão nos deu um dos primeiros indicadores de qual deck poderia estar saltando na frente, pois Sultai Sacrifice liderava essa estatística com 84,6% (novamente, para decks que usavam Oko com ao menos cinco jogadores no Dia 1). O deck diverge da estratégia de Comidas comum ao usar cartas como Familiar do Caldeirão, Forno da Bruxa, e Trilha de Migalhas para criar um forte mecanismo de sacrifícios.



    Decks Oko, Dia 2



    Quanto aos decks sem Oko, Ladrão de Coroas tivemos desempenhos desapontadores. Golgari Adventure continou como o maior representante do grupo, mas com uma conversão não muito animadora, e da mesma forma ficaram Temur Reclamation e Rakdos Sacrifice. Em contrapartida, Jeskai Fires teve uma conversão altíssima e Azorius Control uma baixíssima, mas elas foram fortemente influenciadas pelas rodadas de Draft do campeonato. Só teríamos respostas definitivas no fim do sábado.



    Decks Anti-Oko, Dia 2



    E assim foi, quando Frank Karsten publicou as taxas de vitórias para o Standard no MCVI, e confirmou a grande performance de Sultai Sacrifice, o melhor deck do campeonato, liderando em porcentagem de vitórias absolutas, contra os decks de Comida e também contra os outros decks do campo.



    E os anti-Oko, temos algum salvador? A resposta imediata é não, não temos. Nenhum dos decks que citamos anteriormente teve uma porcentagem de vitórias acima dos 50% nem contra os decks de Comida nem contra o campo no geral.



    Então não temos mesmo para onde correr? Também não é bem assim. Se buscarmos um pouco mais fundo veremos o deck Gruul Adventures com números bastante expressivos, apesar de ter sido usado por apenas três jogadores, e baita jogadores em Martin Müller, Seth Manfield e Javier Dominguez.



    De qualquer forma os resultados apontam para um banimento de Oko, Ladrão de Coroas, então provavelmente teremos um formato diferente daqui a algumas semanas no Campeonato Mítico VII.



    Ondřej Stráský Campeão do Campeonato Mítico VII



    Como já vimos aqui muitas vezes, nem sempre o melhor deck é o campeão, visto que os resultados também são fortemente decididos pela perícia individual dos jogadores, e ainda bem que é assim. Assim Sultai Sacrifice não colocou nenhum representante no Top 8, embora Oko estivesse mais do que presente, com 75% dos assentos.



    Ao fim das rodadas de suíço os jogadores que se classificaram para o mata-mata de domingo foram Austin Bursavich (Sultai Food), Louis Deltour (Sultai Food), Eli Kassis (Golgari Adventure), Andrew Cuneo (Selesnya Adventure), Paulo Vitor Damo da Rosa (Simic Food), Sebastian Pozzo (Simic Food), Ondřej Stráský (Simic Food) e Oscar Christensen (Sultai Food).



    Top 8 MCVI



    Alguns desses nomes são bastante notáveis. O primeiro, é claro, o brasileiro Paulo Vitor Damo da Rosa, que em seu 13º Top 8 de Pro Tour/Campeonato Mítico lembra a todos porque ele é discutivelmente o maior de todos os tempos. Outro nome latino na lista é do argentino Sebastian Pozzo, que já foi Mestre do Construído em 2016-17 e chegou à final do Team Series de 2017-18 com a Hareruya Latin, e adiciona seu primeiro Top 8 do tipo ao currículo.



    Finamente temos Ondřej Stráský. O checo, que já havia tido sucesso no Magic Profissional em 2014-15 e havia decidido se aposentar em 2018 mudou de ideia ao vencer o seu Grand Prix de despedida. De lá pra cá ele não parou, sendo uma constante no Standard e sacramentando essa posição com mais uma bela performance.



    O primeiro oponente de PVDDR seria Andrew Cuneo, um jogador que se recusou a se unir a Oko, escolhendo o deck que a seus olhos tinha mais chance de vencê-lo. No embate Paulo levou a melhor em cinco jogos difíceis. A dificuldade se repetiria na semifinal no embate latino contra Pozzo, mas Paulo novamente sairia vencedor rumo às finais.



    Do outro lado Stráský teve um pouco mais de tranquilidade ao vencer Louis Deltoir e logo depois Oscar Christensen na semifinal. A final então seria um mirror clássico entre dois Simic Food, tão comum no atual Standard.



    No primeiro jogo Paulo Vitor teve o início dos sonhos, com um Oko, Ladrão de Coroas no terceiro turno e a vitória vindo pouco depois. Ondřej respondeu na mesma moeda no jogo dois, com uma Nissa, Abaladora do Mundo  no turno três que logo depois acabou equalizando o embate.



    A situação depois pareceu melhorar cada vez mais para o brasileiro, que venceu o jogo três e estava em uma posição dominante no quarto. O checo, no entanto, manteve em mente a tática básica de sempre jogar para suas saídas, e, esperando o momento certo, acabou virando o jogo, levando para a quinta e decisiva partida.



    No quinto jogo PV começou com uma vantagem mais tênue, interrompida pelas respostas de Ondřej Stráský, que continuou com o mesmo conceito em mente. E a saída veio na forma de Manipulação em Massa, que fechou o jogo dando a ele o título do Campeonato Mítico VI.



    Ondřej Stráský Campeão do MCVI



    Com o título Ondřej Stráský se classifica para o Mundial do Magic e também assegura sua posição na Magic Pro League do ano que vem. Parabéns ao jogador!



    Mistério Revelado



    Antes de irmos não podemos deixar de mencionar os Mystery Boosters que foram finalmente revelados nesse fim de semana. Eles são uma mistura dos dois palpites que demos antes: uma seleção curada de mais de 1000 cartas (mas menos de 2000) de toda a história do Magic, indo até a coleção Miragem.



    O detalhe que mais chamou atenção foi a inserção de “cartas de teste” como elas apareceriam num draft da equipe de desenvolvimento do Magic. Elas são muito bem humoradas e interessantes, mas infelizmente só estarão na Edição de Convenção do produto.



    Cartas de Teste em Mystery Boostees



    Mais informações sobre os Mystery Boosters devem ser reveladas ainda hoje, então fique atento!



    Assim finalizamos mais um Boletim! O que você achou do MCVI? Torceu muito pelo PVDDR? O que achou dos Mystery Boosters? E qual será o destino de Oko, Ladrão de Coroas? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Commander 2020, Convite Fracionado e MPL Pérola

    Boletim dos Artesãos - Commander 2020, Convite Fracionado e MPL Pérola

    por artesaosdomagic em 04/11/2019 - 134 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, pronto para te suprir com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic: the Gathering na ultima semana. Nesse período tivemos boas novidades para o Commander e para o Jogo Competitivo além da rodada da MPL e dos momentos de antecipação para o Campeonato Mítico VI em Richmond. Então vamos logo ficar por dentro disso tudo.



    2020, o Ano do Commander



    Na quarta-feira passada, dia 30, Gavin Verhey revelou um anúncio que mapeia os lançamentos voltados para o formato Commander no ano que vem, e eles vão muito além dos tradicionais decks pré-construídos.



    No artigo ele aborda pontos importantes sobre o formato que fizeram a Wizards dar esse passo. O primeiro deles é que o Commander cresceu em populariade e importância, sendo uma das maiores demandas no Magic atual. O segundo, um dos aspectos mais comentados, é que o formato precisa desesperadamente de reprints para suprir essa demanda. O último aspecto é que o Commander se tornou uma porta de entrada para o jogo, apesar de sua complexidade. Esse é um fator novo e que também necessita atenção.



    Lançamentos Commander 2020



    Mas o que afinal foi anunciado? Começando com o básico, teremos, sim, a coleção Commander (Edição 2020), mas com algumas diferenças em relação às edições anteriores. A começar, Commander (Edição 2020) será lançada juntamente com outra coleção, Ikoria: Lar de Behemoths, no dia 24 de abril.



    Além disso, serão 5 novos decks, ao invés dos 4 que se tornaram usuais, com 71 cartas inéditas entre eles. Todas essas cartas inéditas serão sobre o plano de Ikoria, mas é importante avisar que elas não serão legais no Standard, só nos formatos Eternos, e não estarão nos Boosters de Draft da coleção.



    O último aspecto é que Commander (Edição 2020), cujo código é C20, substitui os Decks de Planeswalker de Ikoria: Lar de Behemoths.



    Outra coleção que também terá seus decks de Planeswalker substituídos por Commander ano que vem será Ascenção de Zendikar, mas não na mesma magnitude que Ikoria. Serão dois decks pré-construídos lançados concomitantemente com a coleção, cada um com 3 cartas novas e código de coleção ZNC.



    Esses decks tem a intenção de ser uma boa forma de se iniciar no formato, além de criar uma nova janela de novidades para os jogadores de Commander depois do lançamento de C20.



    Ainda não é o fim, na verdade estamos longe disso. Ano que vem teremos o lançamento de um produto novo, a Commander Collection (“Coleção Commander”). Este produto se assemelha aos Spellbooks lançados anteriormente, mas se focam em uma cor ao invés de uma personagem, sendo a primeira edição focada na cor Verde.



    Commander Collection: Green, código CC1, terá oito cartas, todas reprints e todas com arte nova. O produto só estará disponível nas lojas da WPN, incluindo uma versão com todas as cartas foil para as lojas com status Premium.



    Arte de carta presente em CC1



    E agora finalmente o último, e talvez mais importante, anúncio. Em 2020 teremos o lançamento da coleção Commander Legends, de código CMR, que promete ser a “Commander Masters” que todo fã do formato esperava e mais.



    Essa será uma coleção feita para se draftar e cada um dos boosters conterá 20 cartas, incluindo sempre uma foil e duas criaturas lendárias. E teremos muitas criaturas lendárias no set, mais de 70, incluindo personagens antigos e novos.




    Barão Sengir em CMR
    Uma nova versão de Barão Sengir estará em Commander Legends




    E é claro que Commander Legends terá seus próprios decks pré-construídos, cinco deles, nos mesmos moldes dos de Ascensão de Zendikar. Cada um com 3 cartas inéditas que não estarão nos boosters e um próprio código de coleção, CMC.



    Com todos esses anúncios em mente é difícil não pensar de que este é um momento muito bom para ser um jogador de Commander. No entanto, se você não faz parte desse grupo ainda saiba que oportunidades não faltarão!



    Convites Fracionados



    Dando uma virada brusca no assunto, vamos ao Jogo Competitivo! Na última terça, dia 29, saiu mais uma Atualização de Esports com algumas novidades. A primeira delas é que o Campeão Mundial terá vaga garantida na MPL da temporada seguinte, uma das requisições dos jogadores sobre as formas de se classificar para a liga.



    Além disso recebemos mais informações sobre o sistema de convites fracionados mencionado anteriormente. Nesse sistema uma boa performance em um GP ou Players Tour te dá uma porcentagem de convite para o próximos Players Tour e quando essa porcentagem chega a 100% você está classificado.




    Porcentagens Convites Fracionados
    Porcentagens de Convites Fracionados obtidas em diferentes performances em GPs e Players Tour




    Um detalhe importante é que o sistema olha a porcentagem conseguida pelo jogador nas últimas duas rodadas de classificação. Por exemplo, para conseguir uma vaga na Série 3 o sistema checa a soma das porcentagens dos eventos classificatórios tanto da Série 3 quanto da série anterior, no caso, a Série 2.



    O sistema ainda está incompleto e planeja-se integrá-lo tanto aos outros eventos classificatórios, como PTQs e Magic Premier Series, quanto às próprias Finais do Players Tour. Mudanças ainda serão feitas, mas esse é um começo animador.



    Shota Yasooka vence na Divisão Pérola



    Esse fim de semana tivemos mais uma disputa de divisões da Magic Pro League! E tivemos pela primeira vez o uso da nova regra de classificação para a fase de mata-mata, com 5 jogadores chegando no sábado.



    Em primeiro lugar tivemos Shota Yasooka (5-2) com um Simic Food e logo atrás Shahar Shenhar (5-2) com Sultai Food. Os outros três jogadores tiveram campanha 4-3. Nos critérios de desempate Matt Nass ficou em terceiro com seu Sultai Food, deixando para Andrew Cuneo com Selesnya Adventure, e Andrea Mengucci, com Sultai Food, o embate antes de comecar o Top 4 de eliminação dupla propriamente dito.



    Infelizmente para Cuneo seu deck destoante não rendeu os resultados que ele esperava e ele perdeu a primeira partida do dia para Mengucci. Felizmente para Yasooka ser apenas um pouco diferente rendeu bons resultados e ele passou por Shenhar para chegar à Grande Final.



    Shenhar esperaria um mirror de qualquer forma já que todos os outros jogadores levavam o mesmo arquétipo. Nass levou a melhor no confronto contra Mengucci e manteve a energia para enfrentar e também vencer Shenhar, subindo para enfrentar Yasooka.



    A expectativa de Matt Nass era que um piloto diferente levasse a um resultado diferente no embate de seu Sultai Food contra o Simic Food de Shota Yasooka. Suas esperanças não se concretizaram, no entanto, e Yasooka saiu vencedor e campeão da Divisão Pérola na Etapa de Eldraine.



    Com a vitória Shota Yasooka se classifica diretamente ao Dia 2 do MCVII. A MPL terá uma pausa para o MVI, mas retorna na semana do dia 16 de novembro com a Divisão Esmeralda.



    Assim terminamos mais um Boletim dos Artesãos. Essa semana tem Campeonato Mítico VI em Richmond e a partir de sexta os jogadores competirão nos formatos Standard e Draft de Trono de Eldraine! Mais informações sobre o torneio você encontra neste artigo. Você empolgado para o campeonato? Para quem vai torcer? O que achou das novidades para o Commander? E dos Convites Fracionados? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Pioneer, Oko e Divisão Rubi

    Boletim dos Artesãos - Pioneer, Oko e Divisão Rubi

    por artesaosdomagic em 28/10/2019 - 188 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, completo com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic: the Gathering na última semana. E foi uma semana animada com novo anúncio de Banidas & Restritas, um novo formato competitivo e, é claro, as disputas de divisão da Magic Pro League. Vamos logo aos acontecimentos.



    Campo dos Mortos Banida e o Reinado de Oko



    Como todos esperavam o deck sensação desse começo de Standard de Trono de Eldraine recebeu um golpe fatal no último anúncio de Banidas & Restritas com o banimento do terreno Campo dos Mortos. A carta era peça insubstituível no deck gerando a inevitabilidade de uma horda de zumbis ao se aproximar do fim do jogo e sendo naturalmente difícil de se interagir, de forma que Golos, Peregrino Incansável terá de procurar uma casa que não o Bant Golos se quiser de manter relevante no formato.



    Além de sua força o deck também contava com uma popularidade incrível, sendo responsável por uma fatia enorme do Metagame, como vimos aqui nos dados do Campeonato Mítico V. Um deck que mantinha ao mesmo tempo tamanha vantagem contra os decks concorrentes e uma grande fatia do campo não poderia mesmo permanecer intocado por muito tempo.



    Quem se aproveitou rapidamente disso e fez jus ao nome de sua carta foi Oko, Ladrão de Coroas, que teve o melhor desempenho do Campeonato Mítico V em porcentagem de vitórias e já obtinha uma parte também significante do Metagame. Assim ele precisou de menos do que um pulo para se tornar o novo deck a ser batido no Standard.



    Os pedidos de banimento, que, a bem da verdade, já haviam começado há algum tempo, se reforçaram agora que Oko, Ladrão de Coroas brilha quase que só no holofote. E para completar, aliado aos dados que já temos do formato até então, a cada torneio somos lembrados da ameaça de que ele representa ao formato. O último foi o recentíssimo Qualificatório do Magic Arena desse fim de semana, no qual, dos 102 decks que avançaram ao Dia 2, 68 deles continham o planeswalker.



    O impacto de Oko, Ladrão de Coroas é tanto que Noxious Grasp  já aparece como uma opção viável em decks principais, o que normalmente seria uma loucura. O estado do Standard atual não gera uma boa imagem para a Wizards, que tem uma escolha importante a fazer antes dos próximos eventos de alto nível.




    Campo dos Mortos e Astrolábio de Arcum banidos
    Campo dos Mortos  e Astrolábio de Arcum estão BANIDOS do Standard e Pauper respectivamente.




    Astrolábio Fora do Pauper



    Da mesma forma que Campo dos Mortos no Standard, Astrolábio foi banido do Pauper, artefato que transformou um formato sem fetchlands e sem terrenos duais que entram desvirados em uma terra de decks com três ou mais cores de bases de mana consistentes.



    A carta, que primariamente era somente uma forma de melhorar o acesso a diferentes cores, acabou se tornando a melhor do formato por sua inerente vantagem de cartas e sinergia com estratégias focadas em efeitos de “entrar no campo de batalha”, como Glint Hawk e Efemerar. Além disso, ela também conseguiu uma parte relevante do Metagame. 



    Por esses motivos Astrolábio foi banido numa mudança que foi considerada benéfica pelos jogadores.



    Anunciado o Pioneer



    Ainda na segunda a Wizards anunciou seu mais novo formato competitivo, o Pioneer, ou Pioneiro na tradução para português. O formato é não-rotacional, formado por coleções lançadas para o Standard a partir de Retorno à Ravnica e vem com a premissa de ser a nova ponte entre o Standard e um formato maior e mais robusto, a mesma do Modern quando este foi criado.



    Formato Pioneer



    Isso quer dizer que o Pioneer substituirá o Modern? Não, de forma alguma. O Modern é um formato muito querido e que não está indo a lugar nenhum. O que acontece é que o Modern já é um formato com 8 anos de idade (criado em 2011) e com coleções de até 16 anos atrás (a coleção mais antiga do Modern é a 8ª Edição, lançada em 2003).



    Com um formato tão grande, e por isso cheio de suas intrínsecas complexidades e características únicas, a transição de Standard para o Modern estava ficando cada vez mais difícil. O Pioneer surge então como uma forma de continuar usando suas cartas favoritas do Standard em um formato competitivo e não rotacional, disponível nas formas física e digital.



    E o jogo digital é um ponto um pouco complicado de explicar sobre o formato. O Pioneer só estará disponível como formato digital no Magic Online. Ele não está sendo lançado, e por enquanto não há planos de introduzi-lo, ao Magic Arena. A solução para as rotações no Arena continua sendo o Histórico, que é um formato diferente, 100% digital.



    Apenas cinco cartas foram preventivamente banidas do Pioneer, as cinco fetchlands do bloco de Tarkir, com dois motivos principais. O primeiro é que o nível de poder dessas cartas aliado a terrenos duais com tipo básico não é o que a Wizards está buscando para o formato. O segundo é para diferenciar o Pioneer dos outros formatos não rotacionais, dando a ele suas próprias características.



    Fiquem tranquilos, no entanto, pois Aaron Forsythe, diretor do Desenvolvimento e Pesquisa da Wizards, declarou que o formato será gerenciado agressivamente e fora de ciclo, ou seja, com mudanças independentes das datas de anúncio de Banidas & Restritas, baseado nos resultados do Magic Online.



    O Pioneer já está disponível para jogo no Magic Online e estará presente em vários eventos de alto nível do ano que vem, incluindo a primeira série de Players Tour, tanto os regionais como a Final, e vários GPs.



    William Jensen vence a Divisão Rubi



    Tivemos um embate de Divisão da MPL pouco usual nesta última semana. Depois de competir no Campeonato Mítico V os jogadores batalhariam de novo num formato idêntico, mas já obsoleto graças ao anúncio de Banidas & Restritas. Surpreendentemente tivemos quatro jogadores com campanha de 5-2 avançando para o mata-mata.



    A ordem de classificação foi decidida em critérios de desempate, muito importante para saber quem fica na parte de cima da eliminação dupla. Em primeiro lugar ficou Autumn Burchett com Golos Fires, mantendo sua escolha de deck para o Campeonato Mítico. Em segundo William Huey Jensen, que trocou o Simic Food que o levou ao Top 8 por um Bant Food.



    Na parte de baixo Javier Domínguez fez uma curva de 180° na seleção de decks, trocando o Gruul Aggro que lhe deu o título por um Bant Food. Por último estava Grzegorz Kowalski, que também manteve seu deck do campeonato anterior, um Bant Ramp.



    A disputa começou com Burchett vencendo o embate Fires vs Food contra Jensen e avançando para a Grande Final. Na parte de baixo Domínguez venceu Kowalski, se mostrando bem adaptado, mesmo com a mudança radical de deck.



    Na final da parte de baixo os dois jogadores que vinham em mata-mata consecutivos se enfrentaram numa partida mirror e Jensen foi quem saiu vitorioso do embate contra Domínguez. Ele prosseguiu para a revanche contra Burchett, dessa vez numa disputa de melhor de três partidas, e se saiu bem melhor dessa vez, ganhando o título da Divisão Rubi da MPL na Etapa de Eldraine.



    Com a vitória William Jensen avança diretamente para o Dia 2 do Campeonato Mítico VII. Importante também lembrar que cada ponto conquistado na disputa de divisões deixa os jogadores mais perto da MPL do ano que vem.



    As disputas de divisão continuam essa semana com a Divisão Pérola. O Top 4 será transmitido pelo canal oficial do Magic na Twitch no sábado, dia 2 de novembro.



    Assim terminamos mais um Boletim. O que você acha que acontecerá no atual Standard? Oko, Ladrão de Coroas merece mesmo um banimento emergencial? E quais suas expectativas para o Pioneer? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Faça um desejo!

    Faça um desejo!

    por Buffix em 22/10/2019 - 189 Visualizações, 0 Comentários.

    "Espere minha visita quando a escuridão chegar. Acho a noite melhor para tudo esconder."



    -Ouallada (flavor de Juzám Djinn)



    Atenção classe, todos aos seus lugares! Essa semana eu gostaria de discutir um pouco a construção de sideboard. Sabemos o básico: sideboard é o conjunto de cards que você pode levar para um campeonato com número máximo de 15 cartas e que você pode recorrer após o primeiro jogo para melhorar sua estratégia de jogo contra determinados decks. Mas recentemente no standard, temos tido algumas adições que nos possibilitam usar o sideboard no game 1. Hoje eu quero falar sobre os wishboard (numa tradução bem tosca de sideboard de desejo). O ciclo de desejos originais vem da coleção de Julgamento e apresentava essa mecânica de buscar magias fora do jogo:







    Bem vamos começar pela parte das regras que envolvem os Desejos. Dentro de um jogo casual, você pode utilizar qualquer coleção pessoal para buscar as cartas. Dentro de um jogo competitivo, considera-se "fora do jogo" as cartas que se encontram no seu sideboard.



    Cartas exiladas são consideradas "fora do jogo"?



    Segundo o comprehensive rules, a regra 406 determina o exílio enquanto uma zona dentro do jogo que tem como uma de suas funções essenciais segurar cartas e efeitos em algum lugar, temporariamente ou não, impedindo-o em alguns casos de ir para outra zona de jogo (cemitério, mão, etc.). Caso especial é do Karn, o Grande Criador que consegue resgatar cartas do exílio. Entretanto, de acordo com a regra 406.3 o artefato que o Karn irá buscar deve ser exilado com a "face voltada para cima" o que complica mais a regra quando temos na equação um Thief of Sanity. Mesmo que tenhamos certeza que ele exilou um artefato, não é possível buscar esse artefato. Logo cartas exiladas não podem ser consideradas "fora do jogo". 




    406.1 The exile zone is essentially a holding area for objects. Some spells and abilities exile an object without any way to return that object to another zone. Other spells and abilities exile an object only temporarily.



    406.3 Exiled cards are, by default, kept face up and may be examined by any player at any time. Cards “exiled face down” can’t be examined by any player except when instructions allow it. However, once a player is allowed to look at a card exiled face down, that player may continue to look at that card as long as it remains exiled, even if the instruction allowing the player to do so no longer applies. A card exiled face down has no characteristics, but the spell or ability that exiled it may allow it to be played from exile. Unless that card is being cast face down (see rule 707.4), the card is turned face up just before the player announces that they are playing the card (see rule 601.2).




     Escolher uma carta de fora do seu deck altera a forma como encaramos a criação de decks. Agora não temos que pensar em 60 cartas de maindeck mais 15 de sideboard mas sim analisar as 75 cartas como um todo conjunto e que altera a jogabilidade desde o game 1. E porque eu quis trazer esse ponto de discussão?



    Bem...





    A Fadina dos Desejos // Concedido tem sido uma carta com um poder considerável dentro do atual metagame de Trono de Eldraine. Em conjunto com Fogos da Invenção e o uso de Golos, Peregrino Incansável temos visto a criação de decks que possuem acesso a diversas respostas sem necessariamente ter as cores de mana para conjurá-las normalmente. Tomemos como exemplo a lista trazida por Autumn Burchette ganhadorx do penúltimo Mythic Championship. Sua lista escolhida para Trono de Eldraine foi a seguinte:



    Deck Golos Fires - Arena Standard

    Autumn Burchette

    Autor: Buffix


    0.25 0.25 0.25
    0,64



    Para entender a criação desse wishboard de classificar as cartas que a fadina pode procurar segundo o artigo escrito pelo Paulo Vitor Damo da Rosa para a SCG em que ele descreve cinco tipos de cartas que poderiam vir a ser tutoradas:



    1. Respostas Simples e de custo baixo.



    2. Respostas Específicas a determinadas estratégias.



    3. Cartas que agregam muito valor.



    4. Cartas variadas que possuem um mesmo efeito.



    5. Peças adicionais de combo.



    Podemos encontrar algumas dessas categorias dentro do wishboard da Autumn: respostas simples e de custo baixo em Devout Decree, resposta específica em Unmoored Ego (respondendo muito bem Field of the Dead recentemente banido), cartas que agregam muito valor em Nicol Bolas, Dragão-deus e Planewide Celebration, certa redundância de cartas em Time Wipe e Planar Cleansing e até cartas que são peças de "combo" em Chance for Glory. Entretanto vemos a presença de cartas não-tutoráveis como Agent of Treachery e outros sideboard tinhamos a presença de um terceiro Kenrith, o Rei Regresso que abusa dos terrenos desvirados. O ponto principal que eu gostaria de trazer ao tratar de wishboard é justamente essa:



    Usar um wishboard significa jogar sem sidear games 2 e 3?



    Não. Ao utilizar o seu wishboard você sacrifica velocidade de algumas cartas pela sua consistência de ter sempre em mãos o acesso a essas cartas. Ao sidear determinadas cartas como Devout Decree que vimos, estamos focando em conseguir jogar ela no turno 2 contra matchups mais difíceis, como contra Monored e BR sacrifice.



    Utilizar a Fadina dos Desejos // Concedido é uma escolha. O Magic é justamente o jogo que nos questiona a todo momento que tipo de magos nós somos. Como eu disse em um outro artigo, isso significa muita experimentação. E como todos nós já sabemos, sideboard é um dos aspectos mais variáveis do jogo pois depende muito do nosso oponente. Só não coloquem Veto de Dovin no side e lembrem do texto completo dos Fogos da Invenção. Existe uma linha tênue em que a construção de decks deixa de se tornar uma sinergia e o deck parece "lutar" contra si mesmo. Mas isso é um artigo pra outra semana.



    Obrigado pela atenção e vamos às forjas!



    P.S.: Agradecimentos ao juiz Raimundo de Presidente Prudente pela ajuda com a parte das regras, melhor pessoa <3.


  • Boletim dos Artesãos - Javier Domínguez Campeão do MCV

    Boletim dos Artesãos - Javier Domínguez Campeão do MCV

    por artesaosdomagic em 21/10/2019 - 174 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, recheado com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E o grande foco dessa edição será o jogo competitivo, já que tivemos o Campeonato Mítico V neste fim de semana e também a divulgação do calendário completo de Players Tours e MagicFests de 2020. Vamos logo nos inteirar sobre esses assuntos.



    O Metagame do Campeonato Mítico V



    Muito antes do começo da competição já ficamos sabendo como seria o Metagame do Dia 1, já que a Wizards publicou todas as decklists com antecedência na segunda-feira, dia 14. Como dissemos aqui, Bant Golos estava claramente posicionado como o melhor deck do Standard e em situações assim os jogadores normalmente têm a opção de se juntar ao melhor arquétipo ou tentar combatê-lo, de forma que se espera uma redução na popularidade do deck pelo tamanho do alvo em suas costas.



    Bant Golos ignorou tudo isso, no entanto, e assegurou sua posição de deck mais popular com 33,8% do Metagame, mais que o dobro do segundo colocado, Simic Food, que ficou com 16,2%. 



    Metagame MCV



    Os números ficam ainda mais impressionantes se juntarmos todos os decks que faziam uso da estrutura Golos, Peregrino Incansável + Campo dos Mortos, que inclui, além do Bant Golos, Golos Fires e 4C Golos, num total de 29 decks, uma porção de quase 43% do campo.



    No entanto, colocando o bicho papão um pouco de lado, há que se atentar a outra dupla dinâmica que marcou forte presença no campeonato, Oko, Ladrão de Coroas e Nissa, Abaladora do Mundo. Somando todos os decks construídos sobre essa estrutura, que inclui o já citado Simic Food, mas também Bant Food e Bant Ramp temos cerca de respeitáveis 29% do Metagame.



    Agregando essas duas variações de decks de aceleração de mana 48 dos 68 decks do campeonato são alguma forma de Simic (UGx) Ramp. O fato de que 70% dos jogadores se aglomeraram em arquétipos parecidos em combinações de cores quase idênticas é, ao mesmo tempo, impressionante, assustador e preocupante.



    A alternativa mais segura contra o enxame de Golos era ir Aggro, mas os jogadores pilotaram decks como Mardu Knights, Gruul Aggro, Selesnya Adventure e Mono-Red Cavalclade para performances bastante desiguais. Além disso a maioria desses decks não tinha um embate favorável contra o Simic Food, o que dificultou seu avanço.



    Dessa forma as duas melhores estruturas do campeonato mantiveram sua dominância no Dia 1. "Golos + Campo" passaram 12 competidores (cerca de 43%) dos 28 que jogariam o Dia 2. "Oko + Nissa" ficaram apenas um jogador atrás, com 11 competidores (cerca de 39%). Somando tudo tivemos mais de 80% do Dia 2 numa forma de Simic Ramp.



    Os outros decks do Dia 2 foram os persistentes representantes do Aggro: 2 cópias de Mardu Knights e um representante de cada para Gruul Aggro, Selesnya Aventure e Mono-Red Cavalclade.



    Após mais 7 rodadas de suíço Golos mais uma vez se mostrou amplamente dominante, colocando 9 de seus jogadores no Top 16 do torneio e Oko ficou mais atrás, com 4 representantes, o que são números impressionantes. Fechando esse grupo tivemos um de cada de Mardu Knights, Gruul Aggro e Mono-Red Cavalcade.



    Porém, por uma questão de talvez sorte aliada à expertise individual dos jogadores a posição desses decks na classificação final nos deu um Top 8 muito mais interessante do que partidas mirror sem fim, já que todos os representantes de Aggro acima seguiram para o mata-mata no domingo.



    O Top 8 do Campeonato Mítico V ficou da seguinte maneira: Lee Shi Tian com Mono-Red Cavalclade; Gabriel Nassif com Simic Food; Ken Yukuhiro com Mardu Knights; William Jensen com Simic Food; Jean Emmanuel Depraz com Bant Golos; Stanislav Cifka com Bant Ramp; Andrea Mengucci com Bant Food e Javier Domínguez com Gruul Aggro.



    Top 8 MCV



    Javier Domínguez Conquista o Campeonato Mítico



    O espanhol Javier Dominguez foi um dos jogadores que decidiu se opor à onda de Golos, escolhendo para o campeonato o Gruul Aggro na esperança de fechar o jogo antes que a horda de zumbis de Campo dos Mortos chegasse, com a ajuda do poderoso equipamento Brasolâmina, de criaturas grandes, mas com custo baixo, como Stomp // Bonecrusher Giant, e da potência de Questing Beast.

     



    O campeonato não foi nada fácil para ele, no entanto, mesmo com um deck desenhado para enfrentar o deck mais popular do formato, e Javier conseguiu passar para o Dia 2 nos critérios de desempate. O mesmo se repetiu no corte para o Top 8 com ele se classificando em 8º lugar. A situação parecia ainda mais desanimadora já que apenas um Bant Golos seguiu para o Top 8.



    Isso são apenas detalhes, no entanto, já que um campeão deve estar preparado para vencer qualquer oponente. Javier despachou Stanislav Cifka e Gabriel Nassif antes de finalmente enfrentar o Bant Golos de Jean Emmanuel Depraz, que ele também venceu, se classificando para a Grande Final, e na parte de cima da eliminação dupla, uma grande vantagem.



    Depraz venceria a final da parte de baixo contra Andrea Mengucci para tentar a revanche contra Domínguez na Grande Final. E ele veio cheio de energia vencendo a primeira partida apesar do embate desfavorável de seu deck e equalizando a situação para a segunda e decisiva partida.



    Na partida final Brasolâmina mostraria seu poder, fechando o primeiro jogo equipada em um Arpoador Kraul. No segundo jogo Depraz conseguiu estabilizar o jogo finalizando com um Krasis Hidroide gigante, novamente equalizando o embate. Domínguez não deixaria a vitória escapar, no entanto, e no jogo final enviou uma ofensiva poderosa da qual Depraz não pôde se recuperar, se tornando assim o campeão do Campeonato Mítico V.




    Javier Domíguez é o Campeão do Campeonato Mítico V
    Javier Domíguez é o Campeão do Campeonato Mítico V




    Javier Domínguez, o atual campeão mundial, ganha seu primeiro título de Pro Tour/Campeonato Mítico, em mais uma rica apresentação para seu forte currículo. Como ele já tem um convite para o Mundial de Magic, Jean Emmanuel Depraz herdou a vaga dada pelo Campeonato Mítico V.



    Calendário de Eventos de 2020



    A Wizards divulgou semana passada o calendário de todos os Players Tour e MagicFests de 2020. Serão 42 MagicFests no ano divididos em cinco séries. Os GPs, que acontecem nessas MagicFests, dão vaga para os Players Tours, com o campeão se classificando diretamente para as Finais de Players Tour.



    A primeira série de Players Tour do ano acontece entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro para Europa e Ásia-Pacífico, e entre ao dias 7 e 9 de fevereiro para as Américas. As Finais ocorrem entre 24 e 26 de Abril em Houston.



    A segunda série, para a qual o único GP no Brasil, o GP São Paulo, que ocorre entre 20 e 22 de março, classifica tem o torneio da região Europa entre os dias 1 e 3 de maio e os da Ásia-Pacífico e Américas entre os 8 e 10 do mesmo mês. As Finais ocorrem em Minneapolis de 10 a 12 de julho.



    A terceira e última série de Players Tous do ano tem torneios regionais de 9 a 11 de outubro nas Américas e 16 a 18 de outubro na Ásia-Pacífico e Europa. As finais dessa série ocorrerão em 2021 em dias e locais a serem definidos.



    Assim terminamos mais um Boletim dos Artesãos. Hoje é dia de Banidas & Restritas e tivemos muitos dados para analisar vindos do Campeonato Mítico V. Qual seria sua decisão hoje? Baniria algo do pacote "Golos, Peregrino Incansável + Campo dos Mortos"?  Algo do pacote "Oko, Ladrão de Coroas + Nissa, Abaladora do Mundo"? Não mudaria nada? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - B&R Adiantada e Novos Produtos

    Boletim dos Artesãos - B&R Adiantada e Novos Produtos

    por artesaosdomagic em 14/10/2019 - 157 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, sortido com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E estamos às vésperas do Campeonato Mítico V, mas o foco das conversas não é propriamente a competição e sim o que aprontará nela o deck do momento, Bant Golos, e uma mudança no anúncio de Banidas & Restritas colocou ainda mais fogo no debate. Além disso, foram anunciados novos produtos. Então vamos logo nos inteirar das novidades.



    Anúncio de Banidas & Restritas Adiantado



    Logo depois de um Anúncio de Banidas & Restritas sem mudanças na segunda-feira passada, a Wizards soltou na quinta-feira, dia 10, uma nota nos informando da decisão de adiantar o próximo anúncio de Banidas & Restritas para o dia 21 de outubro, daqui a uma semana e apenas duas semanas após o anterior.



    A comunidade rapidamente começou a formar teorias que motivassem a decisão e não demorou nada para que todos se voltassem ao deck mais popular, senão o melhor, do Standard atual, Bant Golos.



    Semana passada dissemos  que ainda era cedo para pedir banimentos, e essa também era a percepção de uma parcela considerável dos jogadores. No entanto, no interim dessa semana, profissional após profissional de Magic engrossou o coro dos perigos de Campo dos Mortos, o que mudou completamente a perspectiva sobre o banimento ou não da carta.



    Além disso, mesmo que a razão técnica seja ter uma janela para intervenções antes dos Campeonatos Míticos VI e VII que acontecerão até o fim do ano, é difícil pensar que haveria uma mudança na data do anúncio para que nenhum banimento ocorresse de qualquer forma.



    O consenso geral é que um banimento deve estar em forte discussão, aguardando os resultados do Campeonato Mítico V desse final de semana para o veredito, ou seja, a mudança deve ser mesmo no Standard.



    Expandindo o tema das Banidas & Restritas para outros formatos, uma parte dos jogadores de Pauper ficou decepcionada com a decisão de não banir nenhuma carta na última semana. A insatisfação com as cartas Astrolábio de Arcum e Efemerar, lançadas em Modern Horizons, está em níveis altíssimos. O próximo anúncio seria uma boa oportunidade para recorrigir o curso do formato, que se homogeneizou novamente muito em virtude das cartas acima.



    Anunciado Unsanctioned



    Também na quinta a Wizards anunciou mais dois novos produtos e o primeiro deles é o mais novo integrante da série de bordas prateadas “Un-“, Unsancioned. Diferentemente de seus predecessores, Unsanctioned não é uma coleção de Magic completa, mas sim uma caixa de decks pré-construídos.



    Arte de Unsanctioned



    Cada caixa vem com cinco decks mono-coloridos de 30 cartas, cada um com uma das cores do Magic, e o objetivo é que o produto seja usado por dois jogadores, cada um escolhendo dois decks e os misturando para formar um deck de 60 cartas de duas cores.



    Entre os decks teremos 16 cartas inéditas e o restante serão reprints das coleções da série “Un-“. Também foi dito que o estilo do produto remete à Luta Livre. Importante lembrar que cartas com borda prateada não são legais para uso em torneios.



    Além dos decks cada caixa de Unsanctioned vem com dois dados de seis lados e 10 tokens dupla-face. O produto também inclui 10 terrenos novos com um tratamento “muito bacana”, segundo Gavin Verhey, um foil e um não-foil para cada terreno básico. Lembrando os terrenos de Unstable já sabemos o que esperar.



    Unsanctioned será lançado em 29 de fevereiro de 2020, disponível internacionalmente, mas somente em inglês.



    Booster Misterioso



    O segundo produto anunciado é um produto de Booster Misterioso e isso é basicamente tudo que sabemos sobre ele, já que há quem duvide até mesmo que esse seja o nome definitivo do produto. A primeira aparição oficial do produto será na MagicFest Richmond no dia 7 de novembro, quando ele estará disponível para jogo nas modalidades Selado e Draft.



    Booster Misterioso



    Analizando os produtos que a Wizards já tem disponível e também as formas de jogo mais populares de Limitado podemos conjecturar duas opções. A primeira é que esse é um produto voltado para o Caos Draft, uma forma de Draft que se joga com boosters de coleções aleatórias.



    A segunda opção é que esse seria um Cubo pré-construído, formato em que se cria uma coleção customizada de Magic usando cartas de toda a história do jogo com o propósito do jogo Limitado. Cubos são normalmente temáticos e estão disponíveis como opção de jogo no Magic Online.



    Também é possível que nenhuma dessas opções seja a correta, sendo algo completamente diferente. Além disso a imagem disponibilizada tem os dizeres "Edição de Convenção", o que indica mais de uma versão do produto. Teremos que esperar para saber.



    Booster Misterioso reaparecerá depois da MagicFest Richmond na PAX Unplugged, que ocorre de 6 a 8 de dezembro. Finalizando, Blake Rasmussen indicou que também haverão oportunidades para jogar com o produto fora dos EUA.



    Campeonato Mítico V



    Essa é a semana do Campeonato Mítico V que acontece em Long Beach, EUA. A competição, que ocorrerá pelo Magic Arena usando o formato Standard Melhor-de-3, dura de sexta, 18 de outubro, a domingo, 20 de outubro, com transmissão pelo canal oficial da Wizards na Twitch começando sempre às 13:00, horário de Brasília.



    Lutando pela premiação total de U$750.000 estão 68 jogadores, 32 da MPL e 36 desafiantes. Além do prêmio em dinheiro estão em disputa preciosos Pontos Míticos que podem significar um lugar na MPL do ano que vem e a chance de disputar o Campeonato Mundial.



    O primeiro dia segue um suíço modificado de sete rodadas com máximo de duas derrotas para eliminação e cinco vitórias para classificação, passando 24 jogadores. Esses se juntam aos campeões de divisão da MPL no Dia 2 para mais sete rodadas de suíço até um corte para o Top 8.



    O Top 8 será de eliminação dupla tradicional e o jogador que chegar à Grande Final pela parte de baixo terá o ônus de ter de vencer duas partidas consecutivas para se sagrar campeão.



    Temos muitos brasileiros para torcer por neste Campeonato Mítico! Além dos membros da MPL Lucas Esper Berthoud, Paulo Vitor Damo da Rosa e Carlos Romão, este último campeão de divisão, temos três desafiantes: João Lucas Caparroz, Gustavo Caraiola e Patrick Fernandes.



    O artigo com as informações completas sobre o torneio você encontra aqui.



    Assim terminamos mais uma edição do Boletim. O Standard é o foco do fim de semana e as decklists do Campeonato Mítico saem hoje. O que você espera do campeonato? Bant Golos merece mesmo um banimento? E pra quem você está torcendo? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Głogowski Conquista a Divisão Safira

    Boletim dos Artesãos - Głogowski Conquista a Divisão Safira

    por artesaosdomagic em 07/10/2019 - 191 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, munido com tudo o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E hoje trazemos notícias dos primeiros impactos desse novo Standard pós-rotação, assim como atualizações do Magic Companion. Vamos logo saber o que aconteceu.



    Piotr Głogowski Conquista a Divisão Safira



    Nesse final de semana aconteceu a primeira decisão de divisão da Etapa de Eldraine da Magic Pro League, que vai decidir quem continua na liga, quem é rebaixado e quem vai buscar o título de Campeão Mundial no ano que vem.



    Com o novo Standard os jogadores tiveram muito espaço para experimentar e eles mostraram isso bem na escolha de decks, que incluiu várias estratégias e combinações de cores diferentes. Ao fim da disputa de todos contra todos, quatro decks distintos passaram para a etapa de mata-mata.



    Em primeiro lugar o japonês Rei Sato levava um Bant Golos com campanha 6-1 em seu terceiro Top 4 consecutivo na tentativa de ser o primeiro jogador a conquistar mais de uma divisão da MPL. Sua oponente na parte de cima da eliminação dupla seria Jessica Stephan, que levou seu Bant Food a um impressionante 5-2, que a colocou em seu primeiro Top 4 depois de desempenhos não tão empolgantes nas etapas anteriores.



    Na parte de baixo estavam dois jogadores com recorde 4-3. Um deles era Reid Duke, que já liderava a MPL em pontos e buscava mais com seu Selesnya Adventures. Seu oponente seria o polonês Piotr Głogowski que também pilotava um deck focado em Aventuras, mas na combinação Golgari.



    Dessa vez a experiência não foi um fator definidor nas disputas do mata-mata já que tanto Duke quanto Sato perderam suas partidas iniciais, sendo que Duke dava adeus ao torneio e Sato descia para a parte de baixo e teria mais uma chance de chegar às finais. Głogowski estava implacável, no entanto, e acabou com as ambições de seu oponente, chegando à Grande Final para enfrentar Stephan.



    A final então ficou num confronto entre Bant Food e Golgari Adventure, estratégias fortemente baseadas nas novas cartas que chegaram com Trono de Eldraine. Foi um embate interessante, com certeza, e no fim os planinautas de Jessica Stephan, comandados por Oko, Thief of Crowns, sucumbiram frente a versatilidade e abrangência do deck de Piotr Głogowski, que com cartas como Questing Beast, Swift End // Murderous Rider e Edgewall Innkeeper tinha acesso a quase tudo incluindo ataque, defesa e vantagem de cartas.



     



    Com a vitória, Piotr Głogowski ganhou vaga direto para o Dia 2 do Campeonato Mítico VII e se colocou em uma boa posição para a disputa pela vaga no Mundial.



    As disputas da MPL vão dar uma pausa para o Campeonato Mítico V e retornam na semana do dia 26 de outubro com transmissão no canal oficial do Magic na Twitch.



    O Momento de Bant Golos



    O que se espera de um novíssimo Standard pós-rotação é um formato sem favoritos absolutos, onde todos ainda estão experimentando o alcance e a profundidade que as cartas e estratégias podem oferecer e se acostumando aos novos padrões. Bom, parece que Bant Golos não recebeu esse memorando, pois ele está arrebatando estas primeiras semanas de Standard.



    O deck é centrado no conhecido terreno Campo dos Mortos, que não se abalou ao perder Metapaisagem e se adaptou rapidamente nas mãos de Golos, Peregrino Incansável, que permite e se beneficia do funcionamento de um deck que chega a ter 29 terrenos.



    A grande adição de Eldraine para o deck é a poderosa mágica Once Upon a Time, que provê mais consistência ao deck tanto na hora de achar as preciosas cópias de Campo dos Mortos quanto na hora de encontrar os grandes finalizadores como Agente da Traição e Krasis Hidroide. A carta pode ainda brilhar ao encontrar o efeito de cólera presente na Aventura de Cast Off // Realm-Cloaked Giant em momentos chave do jogo.



    O deck se aproveita bem de suas forças para desacelerar o início do jogo e trazer a inevitabilidade de um exército de zumbis no fim do jogo, de modo que tem encontros favoráveis contra uma grande parte dos outros decks e não entra em basicamente nenhum embate sem chances de vitória.



     



    E a esmagadora maioria dos jogadores do Aberto da Filadélfia da Star City Games concordou que o deck era a melhor escolha para o torneio o que resultou em 13 dos 28 decks do Dia 2 do campeonato sendo Bant Golos. Uma fatia de incríveis 46% da parte de Standard do torneio.



    O sucesso deu um susto em alguns jogadores desatentos e aqueles mais apressados já clamavam por um banimento, mas realmente ainda não há motivo para tanto. Por ser um campeonato de equipes a escolha de deck leva em conta muitos fatores que normalmente seriam irrelevantes ou inexistentes. Além disso, o sucesso de decks que brilham no começo de um formato às vezes dura pouco.



    Para completar, paralelamente ao Aberto de Equipes, acontecia o Clássico de Standard, e nele, embora tenha garantido um bom 2º lugar, Bant Golos passou longe de ser o monstro que foi no outro campeonato, com apenas 3 representantes no Top 16.



    De qualquer forma agora todos os olhos estão bem abertos e atentos ao deck. Será interessante observar como ele se adapta com o formato daqui para frente.



    Atualizações no Companion



    Já se passou mais de um mês desde que o Magic Companion foi disponibilizado em Beta para a comunidade e ele já recebeu algumas atualizações, sendo uma parte delas diretamente do feedback recebido pela equipe que trabalha no app.



    A primeira mudança, no entanto, se dá na estética do Companion, que vêm progressivamente adicionando mais artes do goblin Feet’chur, que é a cara do produto, nas telas da aplicação. O objetivo é dar um ar de leveza e curiosidade para o Companion e o goblin, desenvolvido pelo artista Sam Wu, cumpre bem a missão.





    Em termos de funcionalidade também temos mudanças. O Companion agora exibe os critérios de desempate para a determinação das posições de um dado torneio, de modo que não fique dúvidas sobre o recorde de cada jogador.



    Outra atualização incluiu um relógio de rodada no aplicativo. Por enquanto só há a opção de ligar e desligar o relógio para rodadas de 50 minutos, mas no futuro será possível customizar essa duração.



    O Magic Companion continuará recebendo atualizações no futuro com o objetivo de se tornar a ferramenta de auxílio definitiva para o jogador de Magic. Acompanharemos de perto esse desenvolvimento!



    Assim finalizamos mais um Boletim dos Artesãos. Você acha que o sucesso do Bant Golos tem data de validade? Qual deck você considera o melhor posicionado no formato? E para quais jogadores você vai torcer nos torneios chave que se aproximam? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Qualificatórios 2020 e Etapa de Eldraine

    Boletim dos Artesãos - Qualificatórios 2020 e Etapa de Eldraine

    por artesaosdomagic em 30/09/2019 - 175 Visualizações, 1 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que dispõe o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E a edição de hoje tem o foco no Jogo Organizado e no Magic Competitivo, com mais informações reveladas sobre o novo modelo a ser adotado a partir do ano que vem e também detalhes sobre a Etapa de Eldraine da MPL. Vamos lá!



    Premiando Consistência



    Um dos tópicos mais discutidos quando o documento sobre o futuro do Magic Esports (que também abordamos aqui) foi lançado foi a falta de incentivo à jogadores que têm bons resultados com frequência, mas que de alguma forma falham em converter esses resultados em títulos. No anúncio dessa semana a Wizards abordou, ainda que de maneira pouco clara, esse tópico em suas duas modalidades de competição: o digital, com o Magic Arena, e o físico.



    No digital a Wizards disse que está explorando maneiras de garantir que jogadores com bons desempenhos consistentes em Mythic Point Challenges e Qualificatórios Míticos de um dado Invitacional participem da próxima sequência destes eventos ligadas ao próximo Invitacional. Além disso, foi dito que 4 vagas em cada Invitacional Mítico provavelmente serão destinadas aos jogadores consistentes da plataforma.



    Paralelamente, a Wizards vem trabalhando nesta mesma questão nos GPs e Players Tours. O modelo citado como o favorito para solucionar o problema é o de Convites Fracionados. Nele os jogadores que ficaram muito perto da qualificação, mas falharam (por uma ou duas derrotas) receberiam um Convite Fracionado que poderia ser combinado a outras boas performances para gerar um “convite inteiro” para um Players Tour ou mesmo um Players Tour Finals.



    Ambos os modelos não estão em suas versões definitivas e precisam ser calibrados, mas o anúncio mostra que a Wizards está, sim, atenta a essa questão.



    Classificatórios para os Players Tours



    Semana passada falamos aqui as datas dos primeiros Players Tours de 2020 e agora sabemos também mais detalhes sobre os eventos classificatórios. Eles acontecerão de 5 de outubro a 22 de dezembro e são de três tipos:




    • Qualificatórios WPN (WPQ): são eventos que ocorrem em lojas locais aprovadas pela WPN. Eles podem acontecer diretamente em uma etapa ou usar de um evento WPN Preliminar, com a segunda fase podendo ser aberta ou fechada, a depender do organizador.

    • Qualificatórios Player Tour (PTQ): São os eventos mais tradicionais, com um dia longo de competição e um mínimo de 128 participantes.

    • Qualificatórios da Magic Premier Series (MPS): São qualificatórios integrados a eventos de terceiros, como o Circuito Star City Games e o LaTam Magic Series.



    Qualquer jogador pode participar de um MPS, mas somente aqueles que ainda não estão classificados para um Players Tour podem jogar um PTQ ou WPQ. Além disso todos PTQ’s e WPQ’s serão disputados no formato Construído Standard. Os organizadores MPS’s tem mais liberdade para escolher o formato.



    O único prêmio garantido nos Qualificatórios é uma vaga para um Players Tour dada ao campeão do torneio, que não inclui despesas aéreas, o que era comum até pouco tempo. O campeão pode escolher entre Américas, Europa e Ásia-Pacífico e só pode disputar um deles. Outros prêmios e também as taxas de inscrição estão à cargo dos organizadores, então é sempre importante lembrar que é necessário conferir as informações de cada qualificatório.



    Os locais e datas específicos dos vários eventos você pode encontrar nesta página que será atualizada enquanto mais eventos forem organizados.




    Promo Qualificatórios
    A carta promocional para os Qualificatórios é Arcbound Ravager 




    Já para se classificar pelo Magic Online há dois caminhos, o Construindo e o Limitado. Os Qualificatórios de Construído podem usar os formatos Standard, Modern, Pauper e Legacy. Os Qualificatórios de Limitado também tem eventos Preliminares, com apenas Selado, e Finais, com Selado na etapa de suíço e Draft no Top 8.



    O custo de entrada para ambas as modalidades é de 30 Event Points ou 300 Play Points. Assim como nos torneios físicos o campeão ganha uma vaga para disputar um Players Tour na região de sua escolha.



    As informações para os Qualificatórios do Magic Online você encontra aqui.



    Começa a Etapa de Eldraine da MPL



    O Magic Competitivo volta à ativa essa semana com o início da Etapa de Eldraine na disputa da MPL, a última Etapa da Temporada 2019. A estrutura geral da competição continua a mesma, com embates de todos contra todos durante a semana e um Top 4 de eliminação dupla no sábado, mas alguns detalhes foram alterados.



    A primeiro mudança é na classificação para o Top 4. Antes tínhamos um corte seco considerando apenas os critérios de desempate para a classificação e isto ainda é verdade para os três primeiros colocados. A quarta vaga também segue esta regra se houverem quatro ou menos jogadores com campanha 4-3, mas se este número for maior que quatro haverá uma disputa entre os jogadores restantes para decidir quem é que fica com a vaga.



    Também houve uma mudança na disputa das Grandes Finais do Top 4: agora elas serão sempre uma disputa de Melhor-de-3 partidas, ou seja, o primeiro a ganhar duas partidas será o campeão da divisão. Isso deve equilibrar melhor a competição quando um jogador saindo da parte de baixo (vagas 3 e 4) chegar a essa etapa do torneio.



    A última mudança é também uma das mais importantes: não haverá mais troca de decks entre as etapas de todos contra todos e o Top 4. Os jogadores terão que confiar ainda mais em suas habilidades de prever Metagames para escolher decks que se saiam bem nas duas partes da competição.



    Tudo que falta é conhecer a formação das divisões, que foram novamente reorganizadas de acordo com os Pontos Míticos da temporada.



    A Divisão Safira é liderada pelo recém eleito ao Hall da Fama Reid Duke, pelo campeão de divisão na Etapa da Centelha Rei Sato e também conta com a presença do brasileiro Lucas Esper Berthoud. Os demais participantes são: Piotr Głogowski, Martin Jůza, Alexander Hayne, John Rolf e Jessica Estephan. As disputas dessa divisão são na semana do dia 5 de outubro.



    Divisão Safira



    Na Divisão Rubi temos o atual Campeão Mundial Javier Dominguez, Autumn Burchett, que venceu o Campeonato Mítico I, Ken Yukuhiro, vencedor de divisão na Etapa da Centelha, e o Jogador do Ano de 2018 Luis Salvatto. William Jensen, Jean Emmanuel-Depraz, Eric Froehlich e Grzegorz Kowalski completam a formação. Disputas na semana de 26 de outubro.



    Divisão Rubi



    Na Divisão o Pérola vemos Brain Braun-Duin que está empatado na liderança da MPL, o campeão do Invitacional Mítico Andrea Mengucci e o brasileiro Paulo Vitor Damo da Rosa. Finalizando temos Shahar Shenhar, Shota Yasooka, Janne "Savjz" Mikkonen, Matthew Nass, e  Andrew Cuneo. Disputas na semana de 2 de novembro.



    Divisão Pérola



    Encerrando, temos a Divisão Esmeralda com o maior número de campeões de divisão de todos, com Seth Manfield, Ben Stark, o brasileiro Carlos Romão, Lee Shi Tian e Brad Nelson. Os últimos participantes são Márcio Carvalho, Christian Hauck e Mike Sigrist. As disputas se dão na semana do dia 16 de novembro.



    Divisão Esmeralda



    Essa não é apenas uma oportunidade de conseguir vaga direta ao Dia 2 do Campeonato Mítico VII, mas a última chance de conseguir pontos para se manter na liga, já que os últimos 12 colocados vão para a Liga de Rivais. A disputa promete ser interessante, vamos acompanhar!



    Assim colocamos um ponto final em mais um Boletim dos Artesãos. Semana passada foi a primeira experiência com Trono de Eldraine nas plataformas digitais e também no jogo físico! O que acharam do set? Quais cartas se destacaram? Vocês esperam que ele tenha um bom impacto no Standard? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Julius Deck Tech: Storm

    Julius Deck Tech: Storm

    por Buffix em 26/09/2019 - 202 Visualizações, 0 Comentários.

    “Se eu não comprar nada, o desconto é maior.”



    Julius



    Olá a todos! Essa semana eu gostaria de anunciar uma série de artigos novos aqui no MYP cards: Julius Deck Tech! O enfoque é apresentar listas de decks voltadas para o formato competitivo que são baratas para entrar no formato e possíveis atualizações que podem ser feitas para eventualmente ter-se um deck competitivo. Nessa primeira semana, trago-lhes um dos decks que podem ser extremamente eficiente e baratos de montar: Storm!



    A mecânica de storm foi inaugurada em maio de 2013 no set de Scourge e tem muito divido a comunidade de Magic desde então: alguns afirmam que demonstra uma necessidade de entendimento das mecânicas de jogo extremamente profunda e recompensadora ao passo que outros acreditam que não se trata de Magic mas de jogar FreeCell sem possuir muitas interações. Em todos os formatos, a mecânica prevalece como uma estratégia extremamente forte tanto no Legacy com Tendrils of Agony no ANT (Ad Nauseam + Tendrils of Agony ) ou TES (The Epic Storm, utiliza Burning Wish como foco) como no Modern como discutiremos adiante. Mas afinal como funciona o Storm, traduzido para "Rajada"?



    "Quando você jogar esta mágica, faça uma cópia dela para cada mágica jogada antes dela neste turno. Você pode escolher novos alvos para a cópia."



    "Quando você jogar esta mágica, faça uma cópia dela para cada mágica jogada antes dela neste turno. Você pode escolher novos alvos para a cópia."



    Storm se importa com o número de mágicas jogadas em um determinado turno, independente do conjurador e da mágica ter resolvido ou não. Caso você tenha feito três mágicas e seu oponente duas em um turno, a contagem de storm será de cinco. Ao castar um Grapeshot, será checado esse número e será desencadeado a habilidade de storm, colocando, portanto, cinco cópias da mágica na pilha, mais o Grapeshot original, causando seis de dano no exemplo. Counters como Negate podem anular uma das cópias ou a mágica original, mas não conseguem impedir a habilidade de ser desencadeada. Cartas como Fim do Conto e Nimble Obstructionist podem anular a habilidade de storm mas não anulam a mágica original na pilha. Eu sei é uma mecânica difícil de se entender e por isso que os desenvolvedores da Wizards dizem que é uma carta improvável de dar as caras um dia no standard.



    Bem e como os decks constroem-se em torno dessa mecânica? geralmente cinco itens são necessários para se construir um storm:




    1. Rituais: são mágicas que te deixam positivo na mana final como Ritual Desesperado e Pyretic RitualTwiddle com Lotus FieldDark Ritual eLions Eye Diamond

    2. Compra de cartas: aqui são as cartas que permitem cavar o deck o mais rápido possível para achar as cartas com Storm, podendo ser de forma direcionada como Gifts Ungiven e Infernal Tutor ou card draw puro como Ideas Unbound e Ad Nauseam.

    3. Past in Flames: é essencial para a maior parte dos combos afinal é a carta que "dobra" sua contagem de storm, castando todas as cartas da mão e depois do cemitério.

    4. Cantrips: servem para ajustar as melhores cartas na sua mão antes de combar. Sleight of Hand, Serum Visions, Ponder, Preordain.

    5. Payoff: são as cartas que ganham. Grapeshot, Esvaziar os Viveiros, Gavinhas da Corrupção até Temporal Fissure já foi uma win-condition no pauper.



    Ao meu ver, dentro do modern, existem três decks de storm: Twiddle Storm, CheeriO's e Gifts Storm. Cada um possuí um jeito diferente de conseguir chegar a contagem de Storm alta o suficiente para matar o oponente. Vamos às listas:



    Gifts Storm





    Esse talvez seja um dos mais complicados de se explicar. Aqui Baral, Chefe da Conformidade e Goblin Electromancer permitem tornar cartas como Ritual Desesperado, Ritual Pirético e Manamorfose em rituais extremamente eficientes. Gifts Ungiven é a carta que muitos jogos dá a falsa ilusão de escolha, pois com Baral ou Goblin na mesa, independente de quais cartas estiverem na mão ou no cemitério poderão ser castadas. Existem planos para sideboard voltados para contornar hate de cemitério como Leyline of the Void ou Relíquia de Progenitus que podemos observar como Aria of Flame e Empty the Warrens e interações com Damping Sphere e Thalia, Guardiã de Thraben na forma de Repeal, Echoing Truth e Abrade. Não possuo autoridade para falar sobre quais cartas tutorar com Gifts Ungiven mas existem jogadores excelentes de Storm como Caleb Scherer que vale a pena procurar para melhor entender. Como podem perceber pela lista, o deck não necessita de fetchlands e em alguns casos até exclui o uso de shocklands, o que torna extremamente barata em termos de modern.



    Cheerios





    Aqui não temos um exemplo de deck barato. Mox Opal e a presença de fetchlands é o fator principal que encarece o deck. Ele se chama Cheerios por causa dos artefatos de custo 0 e o sucrilhos americano com nome de Cheerios que tem o "O" destacado. A compra de cartas fica em torno de Puresteel Paladin e Sram, Edificador Sênior e Retract essencialmente tem o papel de um Past in Flames nesse deck, dobrando o número de draws e contagem de Storm. Achei de qualquer forma interessante trazer essa face do Storm para vocês. Agora vamos à cereja do bolo da semana.



    Twiddle Storm





    Essa é a lista levada por Gustavo Lyra, jogador de Curitiba e que fez top 8 MCQ Richmond. Aqui temos o plano de Storm em torno de Lotus Field que possui proteção natural na forma de hexproof. Entra em cena o uso da mecânica de Splice em Psychic Puppetry que permite copiar o efeito da mágica em outras mágicas com subtipo arcana. O que isso significa na prática é que cartas como Ideas Unbound e Peer Through Depths são essencialmente de graça e Reach Through Mists gera uma mana além da compra de carta. Sylvan Scrying e Tolaria West são tutores para Lotus Field necessária para o combo em qualquer momento. Atualmente o deck custa pouco mais que 200 dólares no papel, o que equivale aqui no Brasil cerca de 600 reais. É uma ótima forma de entrar no Modern e um dos decks que realmente mostram resultados de tempos em tempos. Nas mãos de um ótimo jogador, Storm sempre é um arquétipo a ser temido.



    Conclusões



    As listas de Gifts Storm e Twiddle Storm possuem um custo extremamente baixo para um deck dentro do modern e deve ser visto como uma possibilidade para jogadores novos como uma forma de entrar no formato. Possíveis melhorias no deck focam simplesmente na adição de fetchlands nas cores azuis/vermelhas, mais notavelmente Scalding Tarn que é a mais cara do modern. Obrigado por lerem o artigo e sugiram nos comentários que arquétipos ou decks vocês gostariam de ver nessa série! O intuito é sempre buscar satisfazer todos os gostos de jogos possíveis. Até a próxima pessoal :)