O GRANDE PROBLEMA DO VOLUME DE REPRINTS QUE A KONAMI TEM LANÇADO | Yu-Gi-Oh!

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Publicado em 06/07/2023
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Acho que a melhor carta para ilustrar esse problema é o Lord, afinal de contas, tudo começou com ele.

Para quem não sabe o eldlich foi lançado no meio de 2020, se eu não estou enganado, na coleção SESL, e logo as pessoas perceberam o quão bom o deck era, e aos poucos o deck foi ficando mais caro, e o símbolo desse boom foi o Lord, que chegou a custar algo em torno de 500 reais, porém a Konami fez com essa carta algo inédito, ela relançou o mesmo na versão gold, alguns meses depois, pegando diversas pessoas de surpresa, já que não é normal uma carta nova e cara tomar reprint tão rapidamente, a partir desse momento a política de reprints da konami perdeu qualquer sentido.

Após essa introdução, vamos falar sobre o tema do título, e antes que vc venha com o papo. "Ah, vc não gosta de reprint pq é vendedor, e isso prejudica seu trabalho." Não, o reprint não prejudica o meu trabalho, pq eu sei da existência dele, e sei como lidar com isso, agora, esse modelo de reprint atual não só prejudica o meu trabalho, mas como atrapalha toda a cadeia do jogo em si, vou explicar a seguir os motivos:

O problema dessa quantidade de reprints é a desconfiança que ela vai gerando dentro do mercado, vamos supor, que vc comprou um card caro hoje, vamos supor que ele custou 300 reais, se fosse há tempos atrás vc teria a tranquilidade de saber que esse card só seria reprintado na tin ou na gold, ou seja, a carta mantinha um preço "fixo" por um bom tempo, porém novas coleções foram sendo lançadas, e a quantidade de reprints foi crescendo cada vez mais, até chegar no nível atual, e qual o problema do nível atual? Se tornou impossível vc ficar com um card caro por mais de 3 meses, justamente por conta desse cenário de instabilidade que a konami causou, hoje vc compra um card, já projetando usar em 1 ou 2 torneios, e dps vender, com medo de um reprint surpresa, ou seja, as pessoas não são incentivadas a ficarem com a carta, elas são obrigadas a venderem o mais rapído possível, pq a Konami tornou o mercado de Yu-gi-oh um mercado meramente especulativo, e com varías pessoas fazendo o movimento de venda da carta, oq acontece? Ela automaticamente perde valor, mesmo tendo sido lançada recentemente, mesmo sendo usada no meta, isso não importa mais, já que oq manda agora é a mera especulação de "E se tomar reprint mês que vem, e eu perder o dinheiro", ou seja isso tornou o mercado um caos.

E para piorar a Konami fez questão de relançar diversas cartas em raridades maiores do que o first print, oq beira o absurdo, já que o seu lastro de que a carta manteria o preço no longo prazo, seria justamente o fato dela ser a maior raridade possível e ser difícil de se achar, hoje em dia nem essa garantia vc tem mais.

Isso é um grave problema até para quem abre box, há tempos atrás vc tirava uma starlight e sabia que ela demoraria a vender, porém, não sofreria depreciação por conta da raridade dela, oq a Konami fez? Relançou algumas cartas desse tipo na versão Quarter, ou seja nem a garantia que a Starlight passava, de manter valor no tempo, que é geralmente oq salva a Box de ser uma porcaria por completo, vc tem mais, por conta dessa  política esquisita que a Konami resolveu adotar ultimamente.

Espero que tenham entendido meu ponto, abraços!!!

 

Comentários

SoloMaldito comentou em 24/06/2024 23:53:33

Eu não acho que essa análise condiz com a realidade. Eu vejo ninguém na minha local paranoico com reprints desesperado para comprar e vender logo os decks com medo de levarem reprint, e sim consumirem mais o jogo por baratear mais e ter mais raridades altas. Por exemplo, os jogadores de despia não estão ligando se o deck está tendo vários reprints ou não, e sim com quanto tempo vão conseguir jogar com o deck até ser morto pela banlist cientes de que esse deck vai baratear durante o tempo mas que vai se pagar em vários torneios (que imaginam que por mais um ano). E mais: os jogadores de despia que gostam muito do deck e pretendem usar ele por muito tempo correram atrás das cartas quarter century para ter o deck full foil e mais barato.
No final esses reprints vão afetar principalmente as seguintes categorias de jogadores: os que não encaram o jogo como um hobby e os lojistas. E outra, não é como se nas rarity collections viessem um snake-eyes ou voiceless voice, e sim principalmente staples ou decks já mais antiguinhos/rogue. Staples são cartas que você vai querer na sua coleção, então naturalmente você já não vai (ou pelo menos não deveria) vender. Já decks rogue/antigos acho que nem preciso muito elaborar o pq de n ser um problema e como não vai afetar muito os jogadores que vão investir mais pesado pra acompanhar o meta.

H4Ter comentou em 11/10/2023 17:20:20

Realmente. Adoro o trabalho dos revendedores, e sei que é um grande prejuízo comprar box com o preço de cartas bem inferior ao que era antes. Espero que não afete muito o trabalho de vocês.

CelestialCards comentou em 11/10/2023 13:51:13

Estou até com vontade de quitar do game, tomei um preju absurdo em um deck montado em menos de 5 meses de lançamento kkkkkkkkk Vendendo tudo meu que é caro e vou ficar com 1 unico deck baratinho para me divertir. :/

IgorLz comentou em 25/09/2023 21:31:57

Tendi nada mas achei maneiro. Porém, dizem que a komoney faz isso porque ela odeia mercado secundario. Seria verdade?

SIlasTG comentou em 22/09/2023 13:56:44

Coitado lojista reclamando de reprint o meu deus que vida triste.

Queroga comentou em 27/08/2023 23:07:11

A solução é o TCG adotar a política do OCG de fazer print da carta em ambas max rarity (secret) e base (super rare). Cortaram na raiz a adesão de mais jogadores à competição justa e criaram uma barreira clara de entrada para novos jogadores.

O problema do jogo, por mais de uma década, é justamente este gargalo artificial que concentra todo o valor (colecionável e de jogo) em uma mesma carta disponível em uma única raridade com baixo pull rate por box (muitas vezes em short print).

Revoltante o reprint que derruba raridades anteriores, no entanto, causado em boa parte pelo surto nos anos recentes que se tornou TCGs um "investimento" para alguns.

No fim, é um hobby. O problema é que no TCG a Konami não o trata desta forma, ela dobrou a meta em tratar como um gatcha (cassino) e os players continuam comprando (Konami teve recorde de vendas a pouco). Não há incentivo para mudarem, não há intenção de berço em tratar o TCG com a mesma dignidade que o OCG.

Rubinov comentou em 09/08/2023 17:08:10

Entendo o seu ponto, porém considero que a primeira edição de uma carta sempre será a mais valorizada e apreciada entre os colecionadores. Os reprints tendem a valer menos, naturalmente.

Izaias comentou em 26/07/2023 11:57:14

Na verdade esse problema já vem desde a Tin de 2019, que passou a trocar as raridades das cartas de boosters. Qual o efeito disso na realidade? Ao meu ver vários, mas um importante é desestimular as pessoas de abrirem selado, o que limita as cartas no mercado, sobrando apenas as grandes lojas. O medo de um vendedor 'médio' pra 'pequeno' vejo ser bem real. Eu vejo um outro problema, talvez seja por ser no mercado brasileiro, são muitos produtos por ano, deixando o público muito diluído, talvez na Europa e EUA, com um poder de compra maior, efeitos nocivos que isso acarreta sejam menores e, seja o motivo do TCG ter adotado tal medida.

danilo97dfa comentou em 21/07/2023 22:10:17

entendo a questão. as re-printes ajudam os duelistas a adquirirem as cartas que precisam para montar os seus decks como é o caso da ash blossom. só que é ruim até um certo ponto, porque acaba que desvalorizando muito o preço da mesma. porque a maioria das pessoas que estão colecionando, vão dar mais preferencia ao trio da carta re-printada porque é muito mais em conta. do que comprar o trio da print original que é muitas vezes mais cara. isso dificulta muito para quem quer vender ou trocar a print original da carta.

Sayver comentou em 18/07/2023 11:19:15

Entendi o ponto, mas discordo simplesmente por achar que quanto mais acessíveis as cartas forem melhor. Não ter que esperar anos e anos pra comprar uma carta, que já nem é mais tão meta assim, porquê não posso gastar 300 reais em uma única carta do meu hobby é algo muito positivo pra mim. Por isso quanto mais reprints melhor. A única coisa que acho justo é manter a primeira impressão da carta como algo especial através da raridade, para aqueles que a tiraram na primeira caixa que ela veio não perderem o dinheiro por causa de reprints com raridades maiores.

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