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  • O Início de uma Coleção

    O Início de uma Coleção

    por jeamor em 26/06/2019 - 8 Visualizações, 1 Comentários.

    Saudações a todos MYPlayers... continuaremos dando sequência sobre a saga do Colecionador.



    Como todos sabem, ter uma coleção de qualquer tipo não é algo fácil de se planejar. Existem vários detalhes a serem seguidos é levados em conta. Inicialmente você precisa saber o que quer colecionar, isso e fundamental. Esse chamado deve vir da sua alma, ou seja, deve partir da forma como você vê, e como é sua concepção de uma coleção, principalmente do seu desejo possui-la. Veja o que mais lhe identifica com sua história e bagagem. Não procure sonhos grandiosos de início (como ter tudo de tudo), e lembre-se: quanto menos carta uma coleção tiver, mais fácil será de completa-la.



    Planejamento e fundamental



    Imaginemos como exemplo que você tome a decisão de colecionar apenas três edições. A sugestão é que você foque,  é tenha em mente exclusivamente elas. Vejamos:







    Essas três edições pertencem à mesma serie. E cada uma tem sua quantidade de cartas especificas. A várias formas de você começar essa coleção. A seguir, quais as opções abaixo você acha mais viável para conseguir esse objetivo?



    Opção 1º. Você compra uma box ou boosters de cada coleção a fim de completa-la.



    Opção 2º. Você comprar cartas avulsas focando nas mais baratas primeiro.



    Opção 3º. Você focar em uma coleção por vez, termina, é em seguida, passar para a próxima coleção.



    Toas as três opções são viáveis... só que a primeira é mais trabalhosa... ao comprar um box, dificilmente sairá todas as cartas em uma única caixa. Existem colecionadores que compram até 3 boxs para terem a coleção completa. E mesmo assim, a casos onde falta as cartas mais caras. Essa opção só é válida se você tem muito dinheiro a disposição. Mas lembre-se, mesmo completando a edição você terá um excesso de cartas repetidas.



    A segunda opção casada com a terceira, seria a mais viável. Focar em uma única série e o mais aconselhável. Existem vários sites de compra onde você consegue separar cartas avulsas de determinada edição por preço. Dessa forma a pesquisa fica mais ramificada e possibilita fazer um planejamento, de quanto será gasto para concluir determinada edição. Quando não existe foco e você realiza compras (ou mesmo trocas) sem objetivo, acaba não tendo uma coleção e sim um amontoado de cartas ramificadas de várias séries.



    Conheça os detalhes de cada edição



    Voltemos as três edições:







    Note que existem 2 tipos de raridade nessas edições. Gold Secret e Gold Rara. Teoricamente as Gold Secret são as mais caras e as Gold Rare são as comuns dessa coleção. Então se seguirmos como planejado conseguiríamos primeiro as comuns para depois passarmos para as secretas. Outra opção seria conseguir todas as comuns das três edições para no final comprar as secretas. Ao focar em apenas uma coleção o espaço de tempo e bem mais curto. Quanto mais edições e séries a serem alcançadas, mas tempo demanda para completa-las...



    Conhecendo os tipos de classificação de raridades





     



    Ao começar a colecionar você notará que os cards não são todos iguais. Temos tipos diferenciados de raridade. A raridade de um card influência diretamente em seu valor e na quantidade que vem nas boxs ou booters. Abaixo vamos entender essas diferenças.



    Comuns



    São as cartas que não tem brilho, são as mais comuns de achar em boosters ou boxs.



    Raras



    São as que tem o nome da carta com detalhe prateado.



    Super Rara



    A figura da imagem da carta e todo brilhante. Vem em menor proporção.



    Ultra rara e Secret Rare



    A imagem e nome da carta são ambos brilhantes. São mais difíceis de achar.



    Ultimate Rare



    O nome da carta tem tonalidade dourada e imagem holográfica, bem como nos detalhes, atributos, level, nome,  etc.



    Ghost/Holographic Rare



    São as mais raras do jogo (e geralmente as mais caras). Tem efeito 3D com ilustração e holográfica, com efeito que muda de posição dependendo do ângulo em que se olha. Também são chamadas Ghost Cards, dá a aparência de fantasma a carta. (a Konami vive produzindo novidades, não se espante se este artigo ficar desatualizado).



    Edições Lendárias





    Existem séries é edições lendárias dos primórdios do jogo, que são raríssimas. Difíceis de achar em sites no Brasil. Quanto mais antiga, mais complicadas são de tê-las. Oferta e procura, já ouviu falar? Exatamente isso que acontece no Yu-Gi-Oh!. A maioria dos inúmeros sites de cards tem seus estoques recentes, onde a falta de cards antigos. Haverá casos onde a única saída e procurar em sites fora do Brasil, se for esse seu caso, prepare-se para sofrer com as altas do dólar e suas variações.



    Você não está sozinho no mundo





    Outra forma de você conseguir completar sua coleção e lembrar que também existem outros colecionadores a procura de cartas. Como citado anteriormente, muitos colecionadores (ou até mesmo jogadores) compram suas boxs e acabam tendo muitas cartas avulsas repetidas. Essas cartas podem ser alvo de trocas das suas que estão sobrando.



    E muito importante você conhecer outros colecionadores (seja em grupos, sites ou pessoalmente) pois assim poderá realizar trocas de boa qualidade, sempre com alvo naquilo que você necessita. É lembre-se que o jogo e Trading Card Game, e o mesmo tem a necessidade de troca entre colecionadores e jogadores.



    Concluindo



    Agora que compreendemos que a vida de colecionador e deveras complicada, você poderá se perguntar, vale a pena? E claro que sim. Não existe prazer e realização maior de completar uma coleção. Além disso o preço de uma coleção completa no mercado e muito valorizado entre os colecionadores. Mas você mesmo poderá responder a essa pergunta quando sua primeira coleção estiver terminada. O que você tem a perder? Existem edições com 3 a 6 cards apenas... facílimas de serem completadas. Agora não esqueça... foco, planejamento, e determinação são excelentes qualidades de um colecionador. Nos próximos artigos falaremos como organizar, guardar, catalogar nossas coleções. Até a próxima vez...  Abraços...


  • Dark Magician: Fusão, Ritual, ou os dois?

    Dark Magician: Fusão, Ritual, ou os dois?

    por CyberseTeamBR em 26/06/2019 - 7 Visualizações, 1 Comentários.

    Salve leitores do blog da Myp, tudo bem com vocês? Hoje vamos trazer à tona uma discusão pertinente ao momento atual em que vivem os jogadores e admiradores do Dark Magician , com Magicalized Fusion anunciada para a Dark Neostorm Special Edition, paira a dúvida: qual a melhor build de DM agora? Ritual, Fusão ou tudo junto e misturado? Vem com a gente que vamos nos aventurar nessa polêmica.



     



    O Básico do deck



    Dark Magician dispensa apresentações, sua jogabilidade é simples porém eficaz, não faz jogadas longas, contudo controla o campo com 3 cartas: Dark Magical Circle  para banir 1 carta do oponente quando o DM for invocado, Eternal Soul  para invocar o DM quantas vezes forém necessárias e o próprio Dark Magician  para ser invocado. A simplicidade é tamanha, que este deck exige um alto nível de habilidade do jogador, não que seja difícil fazer uma jogada tão básica, mas a habilidade reside na tomada de decisão... Dependendo de qual deck você esteja enfrentando, qual a melhor hora de ativar o Círculo? Em que parte do combo do oponente eu devo interrompê-lo? No meio para pará-lo? Ou aguardo para banir o produto final do combo? Essas questões além de cobrarem muito da perspicácia do jogador, também evidenciam um ponto a melhorar no deck: Dark Magician possui muito pouca interação com o oponente.



    A Versão Fusão - Mais proteção, menos consistência



    A já citada Eternal Soul  possui o efeito negativo de destruir todos os montros do seu lado do campo caso ela deixe o campo, esse efeito é ativado obrigatoriamente caso ela seja enviada para o cemitério, para a mão, ou removida de jogo. Para contornar isso o uso do Dark Magician the Dragon Knight , que impede a destruição das suas cartas mágicas e armadilhas, bem como que sejam alvo de efeitos, se tornou quase obrigatório, porém a nota triste desta história é o fato de que a única maneira viável de fazer essa fusão era usando a carta The Eye of Timaeus , que por razões inexplicáveis foi escrita de forma que não pode ser buscada por Magician's Rod . Disso surgiram as várias versões turbo do deck que basicamente usam todas as cartas de compra possíveis até chegar em Timaeus e fazer a bendita fusão para não correr o risco de perder o duelo pra uma simples Mystical Space Typhoon  na Eternal Soul. Timaeus não ser buscável compromete a consistência do deck, e o deck jogar sem a fusão em terra de Twin Twisters  e Knightmare Phoenix  é pedir pra perder. A proteção é necessária, precisamos da fusão, mas como acessá-la sem depender do que Pot of Desires , Spellbook of Knowledge , Allure of Darkness ou Wonder Wand aleatoriamente trará para nossa mão? Buscar é melhor do que comprar, concordam?



    Passado nem tanto tempo depois da coleção que trouxe o Dark Magician the Dragon Knight e a Apprentice Illusion Magician , chegou aquele que poderia ser o salvador da pátria, uma carta que invoca o DM pro campo, trás a Polymerization para a mão e serve ele mesmo como matéria para a fusão, só poderia ser um sonho! Estamos falando do Keeper of Dragon Magic , a carta que seria o suporte perfeito para o deck não fosse o fato que de novo nos esbarramos na consistência. Nada no deck serve para buscar o Keeper, ou seja, colocamos ele no deck, e se ele aparecer, usamos, se não, vida que segue. Precisamos nos conformar com o fato que deck bom é deck que busca o que quer na hora que precisa, razão pela qual nosso querido DM não é visto no topo dos eventos. Todavia, mesmo com os percalços, a versão fusão se popularizou e chegou perto de se tornar a versão padrão do deck. Poucas pessoas (como eu), optavam por não usar Timaeus nem a própria fusão. (no final mostro minha versão old school rsrs).



    A Versão Ritual - Mais interação com o oponente, mais consistência, menos proteção



    Todos já sabiam a muito tempo da existência do Quintet Magician , e sabiam que mais cedo ou mais tarde chegaria. Mas a coleção Duel Power trouxe para nós uma grata surpresa: Magician of Chaos  *__*  OMG um Mago Negro Azul!!! Foi como eu fiquei quando li a notícia, haha. E com um efeito formidável que destrói 1 carta no campo quando uma magia/armadilha é ativada(não necessariamente sua), ele trata de um problema recorrente e já citado no texto, a interação com o oponente. Em 2019 é impossível jogar yu-gi-oh com apenas 1 interação por turno, o jogo é muito rápido, todos os decks fazem muitas coisas, várias invocações, precisamos parar isso de alguma forma ou perdemos o duelo. Por isso a inclusão do DM Ritual deu novo fôlego ao deck, e tendo sido lançado na mesma coleção que o Crowley, the First Propheseer  e ainda ao lado de várias cartas de suporte que contemplam o uso da Dark Magician Girl fizeram deste um momento ímpar para os fãs do deck. Agora além de banir 1 carta por turno, podemos adicionalmente 1 destruir uma outra carta no turno, dobramos a interação com o oponente.



    Falando sobre consistência, além das tradicionais cartas de compra, o uso de Preparation of Rites, Pre-Preparation of Rites  e Chaos Form (que pode ser buscada por Magician's Rod )  tornam o ritual menos dependente da sorte para ser feito se comparado com a fusão. Mas como nem tudo são flores, apesar de ser tratado como Dark Maician no campo e cemitério, ele não protege Eternal Soul , logo, voltamos a jogar com medo de MST, rsrs. Porém não há muito o que se dizer, Ritual é a moda do momento quando se fala em Dark Magician.



    Magicalized Fusion - O que fazer agora?



    Chegamos ao clímax de nossa discusão. Magicalized Fusion faz fusão com o que estiver no campo e cemitério, parece bom, o problema é só fazer fusão de magos, isso exclui o Dark Magician the Dragon Knight  por ser um dragão. Bom, sendo assim, precisamos manter Keeper e Poly no deck para continuar fazendo o Dragon Knight, logo, vamos colocar mais 1 brick no deck, já que (pra variar) nada no deck busca a Magicalized Fusion para a mão. Triste fim para o DM. A verdade é que a carta que deve ser lançada na próxima edição especial, não necessariamente torna a versão fusão melhor, ela apenas acrescenta 1 opção para eventuais OTK's que estarão condicionados ao fato de já termos ou não materiais suficientes para invocar o Quintet Magician.



    Conclusão



    Fusão para proteger o campo, ou Ritual para interagir mais com o oponente? Alguém pensou em responder "os dois"? Pois é, mesmo que o subconsciente de vocês apontassem para esta resposta um tanto quanto previsível ao longo do texto, a verdade é que somos muito reticentes quanto ao uso de cartas não buscáveis no deck, dito isto, Keeper, Timaeus e Magicalized não jogariam no meu time. A versão Ritual me agrada um pouco mais, porque interação com o oponente e consistência são pré-requisitos no meta, e o ritual parece atender um pouco melhor estes aspectos, inclusive é a versão que recomendamos, contudo, colocar 1 Timaeus ou 1 Magicalized Fusion pra matar o oponente no susto também soa divertido hehe.



    Lembram que fiquei de mostrar meu deck? Uma engine da qual sou um grande fã são as Windwitch, elas fazem o lendário Crystal Wing Synchro Dragon  imune a destruição por efeito, lembrando que ele nega 1 efeito de monstro por turno, isso é um salto qualitativo na interação com o oponente, deixando nosso DM bem mais arisco. Segue vídeo onde mostro carta por carta como montei meu DM pré-ritual, porque breve farei outra versão dele. Abraços e até a próxima.



    Link pra Build do DM: clique aqui: Dark Magician


  • Colecionadores a vista

    Colecionadores a vista

    por jeamor em 19/06/2019 - 82 Visualizações, 3 Comentários.

    Saudações a todos! Hoje vamos falar sobre um assunto que não é casual no dia a dia dos PlayersManiacos de Yu-Gi-Oh!, estou me referindo aos Colecionadores de Yu-Gi-Oh!. Muitos não tem uma opinião muito conceituada sobre o assunto... Mas não se enganem, eles estão entre nós, pois onde há jogadores, sempre existirá pessoas que colecionam. Vamos conhecer um pouquinho sobre eles? ­




    Egoístas por excelência




    Eles não trocam, vendem, alugam ou emprestam. São seus preciosos tesouros. Não existe limites para um colecionador, é um poço sem fundo, e sempre querem mais e mais. Para um colecionador se separar das suas cartas e o mesmo que lhe tirar o ar. O apego e tão forte que eles criam um altar para venera-las e aprecia-las. Para um colecionador não existe prazer maior de colocar em sequência em sua pasta especial, aquela carta que estava faltando em sua coleção. Ver a coleção completa é passar pagina por pagina, é o maior orgulho de colecionador. Mas nem tudo se resume a esse paraíso, muitos colecionadores passam meses procurando formar de organizar suas coleções.






    Qual e seu tipo?






    Há inúmeros tipos de colecionadores: uns amam a arte das cartas, outros adoram colecionar cards específicos de um personagem (lembra do Kaiba e do Dragão Branco de olhos azuissss?), alguns simplesmente colecionam por: raridade (ultra, ultimate), outros colecionam decks, deck estruturais, latas, playmats, sleeve, por raça, atributo, botons, action figure e até mesmo por gênero, e temos ainda o tipo que coleciona tudo isso, desde os primórdios das primeiras coleções, até as últimas edições.






    Colecionar é para sempre




    Cada um tem sua particularidade, e cada um é único em sua categoria. Assim como cada coleção, mas todos tem uma coisa em comum... o amor pelos cards, são literalmente bibliotecários de cartas de Yu-Gi-Oh!. Nos próximos artigos gostaríamos de expandir esse universo dos colecionadores, as formas de preservar os cards, catalogar e organizar de forma apropriada, bem como apresentar a particularidade de cada coleção. 



    Aguardem...


  • Até que a Konami os separe...

    Até que a Konami os separe...

    por CyberseTeamBR em 12/06/2019 - 110 Visualizações, 5 Comentários.

    12 de Junho, mais popularmente conhecido como dia dos namorados, é um dia festivo na vida de muitos, e inclusive, dos solteiros, que sentam e choram entregues a solidão. Sem dúvida é uma data muito especial na vida de inúmeros casais, que podem usufruir um pouco mais do amor e da comunhão que possuem. E por falar em amor, existem muitos casais, das mais diversas séries e Animes que nos fazem sorrir e chorar, os exemplos são inúmeros: Chichi e Goku (Dragon Ball), Inuyasha e Kagome (Inuyasha), Kirito e Asuna (Sword Art Online), assim como muitos outros, que não caberiam aqui nesse post, e inclusive os casais de Yu-Gi-Oh, que vivem um amor intenso e vivem se pegando pelos cantos (errr... não). Pois é, a titia Konami parece não gostar muito do amor, e só nos resta imaginar. É por esse motivo que hoje, traremos um post diferente e descontraído sobre os dez melhores casais (mesmo não sendo oficiais) do nosso querido Anime. Vem com a gente!



    #10: Kotori & Yuma





    Talvez o casal mais fofo da lista, mas com o menor desenvolvimento da história. Desde do início de Yu-Gi-Oh! ZEXAL, Kotori sempre demonstrou altos sentimentos por Yuma. Infelizmente, ela não possuia nenhuma relevância na história do Anime e vivia gritando "YUMAA!" pra tudo que é lado, porém ainda assim era algo super fofo e natural por parte dela. Em alguns episódios da série, correu perigo e teve de ser salva por seu amado, o que nos rendeu algumas cenas engraçadas e emocionantes. No último episódio da série, revelou todo o seu sentimento para Yuma, que retribuiu, e aparentemente tudo terminou bem entre eles.



    #9: Yami Yugi & Téa Gardner





    O que falar desse casal, hein? De fato, um dos mais clássicos de todo o Anime, e que sem dúvida possui o seu charme. É fato e cabe num porta-retrato: Téa sempre teve uma quedinha pelo Yugi-boy, seja pelo pequeno Yugi ou o Yami Yugi (hmmm, danada!), e que fica explícito durante muitos dos episódios da série clássica. Por muitos momentos, podemos ver a preocupação no olhar da Téa (além do seu ciúme com a Rebecca), e a sua torcida mais exagerada que o comum para o Yugi, que durante toda a série aparenta ter sentimentos por ela também, mesmo que expressos em menor intensidade. Durante o último episódio da série, quando Téa não sabia para qual dos dois Yugis torcer, fica explícito a sua dúvida e o seu amor. Além disso, durante o The Dark Side of Dimensions, a própria Téa ainda revela seus sentimentos para o pequeno garoto. Sem dúvidas, um casal que gostariamos de acompanhar ao longo da série, mas que infelizmente não foi possível (thanks Studio Gallop).



    #8: Aoi Zaizen & Yusaku Fujiki





    O casal mais recente da lista. Quem acompanha Yu-Gi-Oh! VRAINS de perto percebeu nos últimos episódios um pouco mais do sentimento da Aoi para com o Yusaku. Tudo já começou nos primeiros episódios, quando Aoi salvou a vida do seu amado (don't worry, ele não sabe), e poucos episódios depois, ele retribuiu o favor. A partir daí, o amor ficou encubado dentro da nossa querida Blue Angel, que todos os dias passou a pensar no seu amado (yeah, eu sei de tudo!). Durante a segunda temporada, apesar de terem ficado distantes por boa parte do tempo, durante o pouco tempo em que ficaram juntos, a Aoi aparentava (diferente do Yusaku) um sentimento, mesmo que pequeno. Porém, foram necessários apenas três episódios da nova temporada da série para que finalmente o sentimento (por parte dela) fosse explícito. Além de ter descoberto quem o Playmaker é na vida real, a Aoi fez questão de chamá-lo para conversar, demonstrou preocupação, sentou-se do seu lado e ainda pediu para segurar sua mão. Yusaku aparentemente sentiu algo, e só nos resta torcer para que tudo dê certo.



    #7: Yugo & Rin





    Yugo jane, yuugo da! Essa frase clássica resume muito do personagem, e do seu romance. Durante Yu-Gi-Oh! ARC-V, fomos apresentados a Yugo, o counterpart Synchro de Sakaki Yuya, que assim como o pequeno garoto, também estava a procura de alguém muito importante: Rin. Os dois cresceram juntos no subúrbio de Neo Domino City e conviveram de perto com as desigualdades sociais da região, e da guerra entre os Tops e os Commons. Com o passar do tempo, se tornaram amigos, duelavam juntos e tinha uma ótima convivência, que por consequência gerou sentimentos. Com o estopim da guerra dimensional, Rin desaparece (assim como todos os fragmentos da Ray), e Yugo parte pelas dimensões à procura da sua amada. Depois de achá-la, é forçado a duelar com ela, que está sobre controle mental de Doktor, mas tudo acaba bem (ou nem tanto) para esse casal.



    #6: Ai & Roboppy





    Não sei se existe amor entre robôs e Inteligências Artificiais, mas se houver, esse casal tem tudo pra dar certo. Apesar de serem o lado cômico do Anime nas duas primeiras temporadas, Ai e Roboppy sempre tiveram uma relação bem humorada e amigável e até mesmo nos renderam cenas bem controvérsas, com um duplo sentido muito bem inserido, de forma que ainda consegue manter o bom humor. Ao longo da série, Roboppy começa a se aproximar mais do Ai, e até demonstra sentimentos por ele, e até mesmo ficando triste com a sua "morte". Com o início da 3° Temporada, se tornou um Android, e aparentemente mudou de sexo... Bom, isso é indiferente, e o que importa é viver o amor!



    #5: Jack Atlas & Carly





    Quem viu 5D's, devem ter se decepcionado assim como nós. De longe a série que mais teve romances não concretizados da série, entre eles: Jack & Carly. Não foi oficial, mas tava na cara que existia um romance ali. Sendo uma reporter, e com intuito de entrevistar o King Jack Atlas, Carly tentava de tudo para ter sucesso nessa missão e de quebra, manter o seu emprego. Por conta disso, acabaram ficando muito próxima e viraram amigos, mas com o passar do tempo essa relação foi se tornando mais amorosa do quê amigável, e eles inclusive passaram a sair juntos (algo até então inédito na série). Tiveram um duelo na segunda temporada, onde Carly havia sido possuída por um Signatário das Trevas. Depois disso, Carly teve um duelo com o Divine, e uma morte trágica, se tornando assim uma Dark Signer, e fazendo com que o Jack (em uma cena digna de oscar), declarasse todo o seu amor por ela, após um duelo emocionante. Um casal que sem dúvidas, ficou nos nossos corações.



    #4: Jaden & Yubel





    O único casal do GX na lista, mas que vale por todos os outros (poucos) da série. É um pouco estranho falar de um romance entre um homem e uma carta de monstro, mas não quando esse homem é Jaden Yuki. A história começa quando Jaden ainda era uma criança, e tinha uma boneca de pelúcia. Tempos depois, com o despertar das Feras Sagradas, e o início dos jogos das trevas, essa boneca ganhou a forma de uma Carta de Monstros de Duelo, e foi atrás de Jaden, procurando vingança pelo seu grande amor, que havia o abandonado. No final das contas, ficamos sentidos por toda essa história, e muita gente começou a torcer por esse romance. No final da série, com um final digno de novela mexicana, Jaden fundiu sua alma com a da Yubel (safadinho...) usando a Polimerização (WHAT??) para que os dois pudessem ficar juntos... (Tá né, vou fingir que entendi). Apesar de tudo, uma ótima história de amor e ódio.



    #3: Yuya & Yuzu





    O GIF acima diz muito sobre esse casal. A sempre envergonhada Yuzu morria de amores pelo Entertainer Yuya, mas nunca disse isso explicitamente. Durante todo o Anime, vemos a relação entre os dois, que estudam juntos na You Show Duel School e que aprontam altas aventuras (hoje, na sessão da tarde!). Depois de um tempo, Yuzu passa a se relacionar com o Sora, e aprende a fazer Invocação-Fusão e tem uma melhora muito notória em seu estilo de duelar, e inclusive faz ótimos duelos na série. Essa relação desperta, mesmo que em pequeno grau, ciúmes no Yuya, que também é envergonhado na questão do amor. Depois de duelar com Sergey, Yuzu sofre um grave acidente, e desaparece. É a partir daí que vemos o grau de importância e amor entre os dois. Yuya faz de tudo para tê-la de volta, viaja entre as dimensões, enfrenta os duelistas mais poderosos, corre altos riscos, e quando a encontra... não dura mais que 10 segundos, entretanto, toda essa caçada dimensional é mais do quê suficiente para deixar esse casal no nosso TOP 3.



    #2: Yusei & Aki





    ESCUTA AQUI! Porque Konami? Porque? Whyyyy? Acho que é unânimidade, todo mundo queria ver esse casal junto. 5D's e seu histórico de decepções. O que sempre me encantou em qualquer série ou Anime, é o seu desenvolvimento e boa história, e isso, 5D's tem até nos romances. No início da série, Aki Izayoi apareceu como uma Pseudo-vilã, e era chamada de Bruxa da Rosa Negra, aparentemente sem sentimentos, metia medo em todo mundo e gostava de ver todos sofrerem em seus duelos, mas Yusei era diferente exatamente por confrontá-la e fazer com que ela demonstrasse seus sentimentos em meio aquele coração de pedra. Com o tempo, ela começou a se abrir para o mundo, e desfez de todas as suas amizades que a faziam mal, e influenciavam nas suas condutas. Junto com Yusei, ela aprendeu a pilotar D-Wheel, patinar, saíram juntos e inclusive possuem até um encerramento da série dedicado exclusivamente para esses dois. Duelaram juntos, andaram de moto jutinhos, e quando tudo parecia que ia engrenar, com ela declarando seus sentimentos para ele em uma cena de quase beijo (que foi até refeita por fãs), Yusei disse que tinha que partir e que não iria dar certo, mas que também a amava. Depois de tudo, um balde de água fria, mas fiquem tranquilos, todo mundo imagina como essa história terminou.



    #1: Joey & Mai





    Ah... Joey e Mai, que casal top! Por muito tempo eles me fizeram chorar como um neném, mesmo envolto em toda a confusão de jogos das trevas e as atrocidades de Yami Marik. Sem dúvidas, o casal mais famoso e shippado da lista. Foram protagonistas das cenas mais emocionantes e apaixonantes de todas as séries de Yu-Gi-Oh. Com lágrimas nos olhos, lembro da cena onde Joey tenta desesperadamente tirar a Mai do mundo das sombras, e dos monstros do Marik. Também lembro da cena onde a Mai estava no hospital, e para brincar, finge que morreu. Joey chora e vai a loucura, abraça, esperneia e deita em cima do corpo da sua amada, que abre os olhos e ri com a situação. Lembro também do duelo do Joey vs Odion, que a Mai tentava desesperadamente entrar na arena, para tirar o Joey de lá, desmaiado. Enfim, todos os momentos que viveram juntos e todas as cenas que protagonizaram, faziam o telespectador parar, torcer, chorar e vibrar com todo esse amor. Sem muito para descrever, somente sentir, chegamos no nosso merecido primeiro lugar!



    Feliz dia dos namorados! 



    Att, Cyberse Team BR!


  • Deck Análise: Que Barbaridade!

    Deck Análise: Que Barbaridade!

    por CyberseTeamBR em 27/05/2019 - 117 Visualizações, 0 Comentários.

    "Battleguard", ou também conhecido como "Guarda de Batalha" em nossa tradução para o português é um conjunto de monstros do Tipo Guerreiro, que foram usados brevemente por Joey Wheeler, no Anime Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, e também por The Sledgehammer e Grizzlepike Jones, no Anime Yu-Gi-Oh! ARC-V. Um fato curioso é que, originalmente, as cartas desse conjunto pertenciam a Tristan Taylor, mas o mesmo deu suas cartas para Joey Wheeler antes do seu duelo contra Rex Raptor, que inclusive foram usados para derrotá-lo. Além disso, no Japão, esse conjunto de cartas possuem o nome de "Barbarian", e por esse motivo, acabam fazendo parte do Arquétipo "Barian", inclusive, podendo ser buscado por algumas de suas cartas diferentes das nossas por lá. Contudo, todas as cartas do Anime, vieram para o jogo dando suporte direto para monstros do Tipo Guerreiro, o que tornou o Deck um Arquétipo exclusivo do Anime. E no post de hoje, estaremos analisando uma Decklis bem maneira sobre o Deck.



    Deck Battleguard - Casual

    Autor: CyberseTeamBR

     



    - Tiro, Porrada e Bomba -



    Para ser sincero, não existe uma estratégia pré-definida dentro do "Arquétipo", porém os seus (poucos) monstros são focados em uma mecânica de Beatdown, ou seja, em acabar o duelo na porrada. Os monstros de maior Nível, que são Guarda de Batalha da Lava, Guarda de Batalha do Pântano e Guarda de Batalha do Rei (e que foram os monstros lançados no jogo) são focados em batalha. O Guarda de Batalha de Lava por exemplo, ganha 500 de ATK para cada Guarda de Batalha do Pântano em campo, e vice-versa, enquanto que o Guarda de Batalha do Rei, que possui 3000 de ATK, ao Tributar monstros, ganha um ataque adicional para cada um desses monstros que foram Tributados. Já seus monstros de Nível menor (que não foram lançados para o jogo), são focados em encher o campo, e gerar proteção.





    Mas como Invocá-los? Afinal de contas, são monstros que dependem de outros monstros em campo para poderem utilizar seus efeitos, e todos eles possuem Nível 5 ou maior, o que gasta muitos recursos em campo. De fato, esse é um problema natural do Deck, que carece de suportes, mas ainda assim, esse problema pode ser contornado com cartas como Mestre do Caos Final, um Monstro Guerreiro, Regulador e de Nível 3 que pode ser buscado com cartas como Reforço do Exército, e que ao destruir monstros, pode Invocar um monstro de Nível 5 ou maior, com 1600 ou menos de ATK do Deck (Lê-se Lava Battleguard), além de poder ser usado como matéria para uma Invocação-Sincro ou Invocação-Link.



    Outra carta bastante útil para o Deck, é o Cavaleiro Valquíria, lançado a 6 anos atrás na coleção Cosmo Blazer, e reprintado em 2016, na Legendary Decks II. Ele é um monstro Guerreiro, de Nível 4, e possui um ataque razoável de 1900. Ele tem um efeito que protege todos os seus outros monstros Guerreiro de ataques, fazendo com que o seu oponente só possa atacar o próprio Cavaleiro Valquíria, e por consequência, quando ele é destruído em batalha: você pode banir um monstro Guerreiro, além do próprio Cavaleiro Valquíria, e Invocar um monstro Guerreiro de Nível 5 ou maior do seu Cemitério.





    Mas sem dúvida, o segredo do Deck é enviar os recursos necessários diretamente do Deck e/ou mão para o Cemitério, para revivê-los depois, já que eles não precisam necessariamente, serem Invocados por Invocação-Tributo. Por isso, usamos cartas como Enterro Tolo, Tornados Gêmeos e Trocar, para nos oferecer maneiras de enviar esses monstros para lá, além de ao mesmo tempo gerar vantagem de campo e mão, já que podemos destruir Spells/Traps do oponente e comprar cartas, descartando nossos monstros "Battleguard". Depois de tudo isso feito, podemos revivê-los ainda mais facilmente sem depender de monstros, com cartas como Reviver Monstro e Banquete Selvagem NV5, que nos permite Invocar dois monstros Guerreiro de Nível 5 da mão ou Cemitério, podendo usá-los para Invocação-Xyz ou Link.





    - Opções de Extra Deck -



    Uma coisa que você precisa saber sobre esse Deck é que, os monstros "Battleguard" dificilmente vão ficar no campo, com algumas pequenas excessões para o Guarda de Batalha do Rei. Tendo conhecimento disso, e sabendo um pouco mais do Deck, temos uma ideia um pouco mais ampla do quê usar no Extra Deck, e que mais combine com o estilo de jogo do Deck, e com o atual momento do jogo. Uma carta bastante interessante de ser usada é o Lutador Colossal, um Sincro de Nível 8 que possui 2800 de ATK, e ganha 100 de ATK para cada monstro Guerreiro em ambos os Cemitérios. Como enviaremos muitos monstros desse tipo para lá (seja por mecânica, ou para Invocações), é muito comum deixar esse monstro com uns 3500 ou 3600 de ATK, e se contarmos com o oponente estar usando monstros Guerreiro, é comum passarmos dos 4000 de ATK. Além disso, quando ele for destruído em batalha, você pode Invocar um monstro Guerreiro de QUALQUER Cemitério para o seu campo, sendo um efeito muito útil para reviver seus Battleguards, e usá-los como matéria para outras Invocações.





    Outro Monstro Sincro muito útil para o Deck é o F.A. Dragster Aurora, já que, uma vez por turno, quando o oponente ativar uma Spell/Trap ou efeito, ao reduzir o seu Nível em 3, você pode negar a ativação daquela carta e destruí-la. Considerando que ela é uma carta de Nível 7, você poderá utilizar esse efeito ao menos 2 vezes, o que já é suficiente para gerar uma proteção mais do que necessária para o nosso Deck, que peca nesse aspecto. Além disso, você pode usar esse monstro com o Nível reduzido para Invocar outros Monstros Sincro, como o Dragão Sincro de Asas Transparentes, ou até mesmo Monstros Link.



    Apesar de possuir uma boa quantidade de monstros de Nível 5, o único Xyz que recomendamos é o Número 61: Vulcassauro, que pode ser Invocado usando somente 2 Monstros de Nível 5. Ele possui um efeito que, ao dessasociar uma matéria, você pode destruir um monstro do oponente, e causar dano ao mesmo igual ao seu ATK original, além claro, de possuir um bom ATK de 2500. No turno em que esse efeito for ativado, você não pode atacar diretamente com esse monstro, mas caso o seu oponente ainda controle monstros, você ainda pode bater mais um pouco, o que de forma alguma foge da nossa mecânica de Deck.



    E como não poderia faltar em qualquer Deck de monstros Guerreiro, Isolde, Dois Contos dos Nobre Cavaleiros é presença garantida no nosso Deck. Ele pode ser Invocado simplesmente ao utilizar 2 monstros Guerreiro como matéria, e além disso, quando Invocado, nos permite adicionar QUALQUER monstro Guerreiro do Deck para à mão, ou seja, exatamente aquilo que você precisa para seu próximo turno, seja um "Battleguard" ou qualquer um dos nossos Guerreiros genéricos. Além disso, você pode enviar Equip Spells do Deck para o Cemitério, e Invocar um monstro Guerreiro cujo Nível seja igual a quantidade enviada. Usamos isto para Invocar o Criança Herói do nosso Deck (e mais 2 cópias do mesmo, pelo seu próprio efeito), para que possamos utilizá-lo como matéria Link (Missis Radiante), ou até mesmo Matéria Xyz (Os Cavaleiros Fantasmas da Lança Amaldiçoada).





    Até a próxima!



    Att, Cyberse Team BR!


  • Dinolutador - Um Arquétipo Pré-Histórico!

    Dinolutador - Um Arquétipo Pré-Histórico!

    por CyberseTeamBR em 16/05/2019 - 157 Visualizações, 0 Comentários.

    "Dinowrestler", também conhecido como "Dinolutador" nas nossas terras tupiniquins é um Arquétipo de monstros Dinossauro, usados por George Gore (Go Onizuka na versão japonesa) no Anime Yu-Gi-Oh! VRAINS, e que deram as caras para o jogo físico a algum tempinho, na coleção Fusão da Alma, no dia 19 de Outubro de 2018. De lá pra cá, não havia recebido nenhum suporte na coleção Ataque Selvagem, porém, na mais recente coleção, Neotempestade Negra, eles receberam suportes novos, e que dão uma nova cara ao Deck. E é sobre isso que vamos falar nesse post-análise de hoje, onde mostraremos um pouco mais da pré-história. Vem cá fazer um test drive!



    - Conhecendo o Arquétipo -



    Ao contrário do que muitos pensam, o nome "Dinowrestler" não é somente uma mistura de "Dinosaur" e "Wrestler", mas possui um trocadilho multilingual muito inteligente e interessante. A palavra "Dino", em grego significa, literalmente "terrível", mas no sentido sujo da palavra. Por esse motivo, o nome do Arquétipo pode ser traduzido como "Terrible Wrestler", o que talvez se dê ao fato de alguns monstro usarem uma espécie de "heel" em suas Artworks, que numa tradução literal, significa "salto alto", mas também se referem as táticas sujas e covardes dos monstros, que são relatadas nas Artworks das cartas Dino Deceit Dino Domain, que até o momento, são cartas exclusivas do anime. Os seus nomes também fazem referência a animais pré-históricos.



    Os monstros Dinowrestler possuem efeitos focados em batalha; seus suportes oferecem aumento de ATK, assim como proteção contra destruição. O Arquétipo também foca em batalhas mano-a-mano com os efeitos de cartas como Dinolutador Rei T Wrextle e Mundo Dino Lutador. Muitos dos seus efeitos podem ser ativados e/ou servem de ignição caso o oponente controle mais monstros que o seu usuário, o que é capaz de criar um grande número de monstros no campo. Os monstros "bosses" do Deck possuem efeitos que não permitem o oponente ativar Spells/Traps, além de não deixar com que ele ataque outros monstros do Arquétipo, exceto ele mesmo, criando um Lock para o oponente se existirem ao menos 2 deles em campo.





    Cartas Chave - Um Passo a Frente!



    Assim como todos os outros Arquétipos do jogo, Dinowrestler sempre terá aquela carta que se destaca, as vezes até mesmo em outros Decks. Esse é o exemplo do Dinolutador Pancratops, um monstro muito usado até mesmo em torneios de grande porte, e sempre sendo muito útil em diversas situações, por esse motivo, sempre presente em muitos Side Decks por aí. Ele é um beatdown, com 2600 de ATK e de Nível 7 e que pode entrar em campo por Invocação-Especial se o oponente controlar mais monstros do que o seu usuário. Além de servir pelo seu alto poder de ataque e pelo Nível propício a Invocações-Xyz, ele também pode Tributar 1 monstro "Dinowrestler", o que inclui ele mesmo, e destruir 1 carta do oponente. É praticamente obrigatório seu uso em 3 cópias dentro do Deck.





    Outra carta que tem bastante importância dentro do Arquétipo é o Dinolutador Sistegossauro. Ao ser Invocado por Invocação-Especial, ele irá buscar os nossos recursos Deck, podendo adicionar tanto a Mundo Dino Lutador como qualquer outro monstro do Arquétipo para as nossas mãos. É através dele que você irá buscar suas cartas mais fortes, e que podem entrar em campo com maior facilidade. Além disso, se ele estiver no Cemitério durante a Fase Final do turno em que foi enviado pra lá e o oponente controlar mais monstros: o seu usuário pode Invocar outro monstro Dinolutador do Cemitério, sem negar efeitos ou nenhuma outra restrição, mantendo sempre a boa presença de campo do Arquétipo.





    O arquétipo também conta com uma carta que auxilia na limpeza de campo. O Dinolutador Capaptera é um monstro que pode enviar 1 monstro do oponente para o Cemitério caso ele controle mais monstros do que o seu usuário. Isso é muito útil para se livrar de monstros problemáticos do oponente, algo que o Deck faz muito bem. Além disso, caso o mesmo seja usado como matéria para uma Invocação-Link de um monstro Dinolutador, aquele monstro ganhará 1000 de ATK até o final do turno, favorecendo na batalha mano-a-mano do Deck. Além disso, ainda no Main Deck, também devemos citar o Dinolutador Celasilat, que veio na nova coleção. Ele é um Monstro Regulador de Nível 2, porém é genérico. Funciona muito bem para jogadores que preferem ir em segundo (aliás, o Deck é ótimo nesse quesito), pois ele possui uma condição muito parecida com o Dragão Cibernético, pois se o seu usuário não controlar monstros, pode Invocá-lo por Invocação-Especial, mas é uma pena que a Konami resolveu por algum motivo, limitar este efeito para uma vez por Duelo, ainda assim é uma ótima carta para fazer Invocações-Sincro e/ou Links do Arquétipo.





    Poderes Especiais - Extra Deck!



    Pra fechar a análise, devemos falar também das cartas de Extra Deck do Arquétipo. A primeira delas é o Dinolutador Quimera T Wrextle, um Monstro Fusão, com 3500 de ATK e que pode ser feito ao usar um "Dinolutador" Link e qualquer outro monstro "Dinolutador", normalmente usando a carta Fusão Dino Tirano (que protegerá o monstro de ser destruído em batalha). Assim como os outros monstros parrudos do Arquétipo, quando esse monstro ataca, o oponente não pode ativar nenhuma Magia/Armadilha até o fim da Etapa de Dano, e o seu oponente não pode atacar nenhum outro monstro, exceto ele (Invoque dois, e crie um Lockdown). Além disso, se ele atacar um monstro em Posição de Defesa, irá causar dano perfurante, e cada vez que destruir um monstro, ganha 500 ATK (permanente), deixando ainda mais difícil combatê-lo. E por fim, se ele for destruído por algum efeito de carta (detalhe: pode ser um efeito seu), ele destrói todos os monstros em Posição de Ataque do oponente.





    Além disso, o Arquétipo também conta com dois Monstros Link, mas o de maior relevância é o Dinolutador Terra Parkourio. Apesar de ser um Link-2, e não partilhar um efeito de batalha, tampouco contar com um grande poder de ATK, ele é de grande ajuda para manter o campo estabilizado. Quando a Magia de Campo for ativada, o seu dono pode escolher 1 Dinolutador no Cemitério e adicioná-lo para à mão, além disso, quando o Parkourio deixar o campo para uma Invocação-Link (de qualquer monstro), você pode escolher 1 monstro Dinolutador no Cemitério, e Invocá-lo por Invocação-Especial, negando o seus efeitos, e só podendo Invocar monstros Dinolutador pelo resto do turno. Porém, isso serve como um ótimo gatilho para Invocar o Quimera T Wrextle, já que, você terá um Link Dinolutador, e outro Dinolutador em campo, facilitado por este efeito.





    Mas, sem sombra de dúvidas, o melhor ficou para o final. Dinolutador Giga Espinosavate é sem dúvidas o melhor monstro para esse Deck até o momento. Um Monstro Sincro de Nível 8 e com 3000 de ATK, que pode ser facilmente Invocado ao usar 1 Regulador Dinosauro e 1 ou mais não-Reguladores, o que inclusive, o deixa livre para ser usados em outros Decks. Assim como o Quimera, ele também possui um efeito que, ao atacar, o seu oponente não poderá ativar Magias/Armadilhas até o fim da Etapa de Dano, e também não poderá atacar nenhum outro monstro, exceto ele. Claro que não é uma jogada tão fácil de se fazer no primeiro turno, mas se conseguir deixar o Link-3, a Fusão e/ou Sincro em campo simultaneamente, o oponente não poderá atacar. Além disso, uma vez por turno, o Espinosavate pode destruir 1 monstro do oponente. Simples e rápido. E por fim, ele também possui um efeito de proteção que diz, que caso ele estiver para ser destruído em batalha ou efeito, você pode destruir outra carta que você controla, em vez dele. Isso serve de gatilho para ativar o efeito do Quimera T Wrextle, mas em Decks mixados com Shaddoll ou Dino, também pode engatilhar diversos outros efeitos. 





    Considerações Finais



    Sem dúvida, o Deck Dinolutador é um dos Decks mais interessantes dessa nova geração, porém ainda apresenta muitas falhas. Ele é um Deck que ainda funciona de forma lenta e previsível: não possui jogadas diferentes, que possam surpreender o oponente, assim como, demoram para manter um campo fixo. Entretanto, o Deck está melhor do quê quando começou, e com os suportes que chegaram (e os que ainda virão) o Deck ganhará muito no quesito proteção e versatilidade. Por já possuir uma Fusão, Sincro e Links, é bem provável que o Deck também receba um Monstro Xyz (e eu chuto, de Rank 7), para inclementar ainda mais seu poder de fogo e capacidade de bloquear o oponente.



    Esperamos também que, o Deck receba novas Spells/Traps, vindas diretamente do Anime, e se preciso for, remodeladas, para nos gerar maior poder de compra e limitar ainda mais as ações do oponente. O Anime está ai, a todo vapor, ganhando uma nova temporada, então não custa nada continuar acreditando no Deck, e em seu potêncial. Não esqueçam também de conferir o nosso novo vídeo, que saiu hoje no canal, onde falamos um pouco sobre o primeiro Link-5 do jogo! Lembrando que, qualquer carta aqui citada, está ou estará disponível em breve aqui na plataforma, então corra para comprar o seu!



    Até a proxima! 



    Att, Cyberse Team BR


  • Sorteio Yu-Gi-Oh!

    Sorteio Yu-Gi-Oh!

    por MYPCards em 13/05/2019 - 1665 Visualizações, 55 Comentários.

    Fala galera!!



    Está rolando o segundo sorteio do MYPCards junto dos nossos parceiros TShadow Games BR, Invokando e a Dominion Card Games!



    Não vai ficar de fora dessa né?! Corre participar!



    Sorteio Yu-Gi-Oh! (MYPCards)

  • Retrospectiva Yu-Gi-Oh! - Parte 2 (2006)

    Retrospectiva Yu-Gi-Oh! - Parte 2 (2006)

    por CyberseTeamBR em 27/04/2019 - 182 Visualizações, 0 Comentários.

    No nosso último post falamos sobre toda a história por trás do início do jogo e terminamos no "Goat Format", que marcou a transição entre a "era clássica" e a "era GX" - que recebeu esse nome em homenagem ao Anime que foi ao ar na época. Tecnicamente, porém, o GX já estava no ar desde o final de 2004 no Japão, e desde meados de 2005 no resto do mundo. A verdadeira transição começou com a coleção Cybernetic Revolution, que mencionei de forma breve no último post. Apesar do Dragão Cibernético ter acelerado o jogo, ele não foi o único responsável. Em 2006, o jogo como um todo passou por uma grande evolução. Se durante a era clássica as estratégias giravam em torno de lentamente ir esgotando os recursos do oponente e ganhando controle de campo, a partir da era GX, começou então o período conhecido como "One Turn Kill Format", ou também chamado de "Era OTK".



    Embora já houvessem alguns Decks inconsistentes e enigmáticos (por serem únicos naquela época) de One Turn Kill antes da era GX, foi a partir dela que verdadeiramente se viu um grande aumento de número de Decks que podiam facilmente lidar com os 8000 ou mais Pontos de Vida em um único turno. O jogo estava mais veloz, e os combos estavam começando a surgir. Então vamos enfim, contar um pouco mais da história do jogo. 





     



    2006



    O início de 2006 serviu como uma continuação do formato de Outubro de 2005, com os mesmos Decks ainda sendo os mais relevantes no Meta, e o Chaos Warrior Toolbox estando no topo. Uma das grandes mudanças, no entanto, foi a tendência ao uso de Armadilhas mais agressivas, pesadas e poderosas. Enquanto alguns Decks como os Monarchs já usavam comumente cartas como Armadura Sakuretsu, Ruína Generalizada, Sete Ferramentas do Bandido e Trap Dustshoot desde o final de 2005, os grande torneios do início de 2006 começaram a ver essa tendência se espalhar para um grande conjunto de Decks. O formato também passaria por outra mudança com a chegada do Sapo Arbóreo em Fevereiro de 2006, na coleção Shadow of Infinity. Isso foi capaz de melhorar muito a capacidade de Invocação-Tributo de muitos Decks, o que fez com que os Monarchs passassem a frente no cenário competitivo, já que tinham maior facilidade de serem Invocados. 



    Foi com o aumento da popularidade dos Monarchs que muitos jogadores começaram a se mover mais para o uso do Zaborg o Trovão Monarca em vez do já usado Mobius the Frost Monarch. Como o Zaborg podia destruir um monstro na sua Invocação, ele se encaixava melhor com o Meta da época que estava cada vez mais voltado pra destruição de cartas desde do final de 2005. No entanto, apesar do aumento de popularidade dos Monarchs, o Deck Chaos Warrior Toolbox ainda conseguia dominar o formato, mesmo sendo ameaçado.



    Este formato do início de 2006 também viu a introdução de um novo Deck que moldaria o Meta daqui pra frente: Stein OTK. O Cyber-Stein era originalmente uma carta promo de torneios, e por isso não era de fácil acesso para todos os jogadores, porém ele foi reprintado apenas como uma carta Rare na coleção Dark Beginning 2, no início de 2005. Contudo, a prevalência da Metamorfose no Meta de 2005, tornou o Cyber-Stein supérfluo, já que muitos dos Fusion Monsters disponíveis naquela época podiam ser Invocados com um custo bem menor do que o do Cyber-Stein. A limitação do Metamorfose, em Outubro de 2005, no entanto, abriu caminho para o uso do Cyber-Stein no Meta do início de 2006. As primeiras interações do Cyber-Stein nos Decks se concentrou em usá-lo para Invocar o Cyber Twin Dragon ou o Cyber End Dragon e depois equipá-lo com Megamorph para dar um OTK no oponente.



    O formato de 2006 passaria por uma mudança significativa após a Forbidden & Limited List de Abril. Essa lista fez algumas mudanças no Meta, mais notalvemente a limitação D.D. Assaltante, e até mesmo dos recém lançados Sapo Arbóreo e do Pote da Avarice. O Sapo Arbóreo já tinha sido notado como essencial em Decks de Invocação-Tributo e podia Invocar os poderosos monstros Monarch com extrema facilidade. Já o Pote da Avarice se tornava extremamamente fácil de se explorar como um Pote da Ganância, já que era muito fácil encher o Cemitério de monstros pelo efeito do Mercador Mágico, que era muito usado como Staple Card da época.



    Depois dessa nova lista, o Meta não muda radicalmente, mas os principais Decks do formato deixaram de usar a Engine Warrior. Em seu lugar, os jogadores começaram a usar uma nova versão do Deck Chaos com um estilo de jogo mais definido, aproveitando o lançamento de uma nova carta-chave que definiria o melhor Deck do formato: Return from the Different Dimension. Essa carta poderia ser usada em conjunto com 3 cópias do Feiticeiro do Caos para encher a zona de cartas banidas, e então ativar a Return from the Different Dimension e encher o campo para finalizar o oponente. Essa nova variante do Deck Chaos, chamado de Chaos Return causaria um impacto quase que imediato após vencer o Shonen Jump Championship logo após a lista de Abril ter entrado em vigor. O Deck então ia dominar o formato, relembrando os tempos de glória do antigo Deck Chaos. Na maior parte do tempo, o Deck era muito similar ao antigo Chaos Warrior Toolbox, com alguns pequenos ajustes. O primeiro deles foi a introdução de um núcleo Monarch. Enquanto durante muito tempo o principal deles havia sido o Mobius, principalmente antes da Lista de Abril, um outro Monarch, já usado em seu próprio Deck acabou chamando a atenção de outros Decks: Zaborg, the Thunder Monarch. Zaborg teve um aumento nas builds por vários motivos. O principal deles foi que a lista de Abril trouxe de volta a Força do Espelho de volta ao jogo. Isso fez com que o número de Armadilhas nas builds fossem muito menores, uma vez que a Força do Espelho poderia fazer o trabalho de inúmeras outras Armadilhas mais fracas que eram previamente usadas no formato, fazendo com que a remoção de Backrows que o Mobius fazia ser menos crucial. Além disso, com o uso do Feiticeiro do Caos também fez com que a remoção de monstros fosse muito importante, ao mesmo tempo em que precisava de monstros de LUZ para ser Invocado. Esses fatores juntos levaram ao aumento da importância do Zaborg como carta-chave do formato.



    Houve também algumas mudanças adicionais no cardpool e nos staples do jogo. A primeira, e talvez a principal delas foi o aumento do uso contínuo do Dragão Cibernético. Apesar do Dragão Cibernético ser de uso quase que obrigatório em todos os Decks do "Goat Format", eles eram comumente usados em apenas 1 cópia. No entanto, com a natureza mais agressiva do Chaos Return, ele passou a ser comumente usado em 3 cópias. Outra carta que viu jogo nessa época era o Dekoichi, a Locomotiva da Canção de Batalha. Essa carta já era comumente usada em Decks de Monarchs, para acelerar a busca de recursos do Deck, mas agora, para tentar se livrar mais rápido da ameaça do Chaos Return, eles também eram usados em 3 cópias em quase todos os Decks, para conseguir achar os recursos necessários para virar o jogo.



    O outro principal Deck desse formato era o Monarch Control. Este Deck era uma evolução natural do Deck Monarch, que já haviam tido sucesso no formato anterior, mas ao mesmo tempo também acabava por ser uma variante do Deck Chaos, já que a adição do Zaborg e de outras cartas como Return from the Different Dimension davam ao Deck um estilo de jogo muito parecido, com a diferença de que era focado na Invocação-Tributo. Apesar disso, o Deck ainda dependia muito de Flip Effect para administrar seus recursos, enquanto usava o Sapo Arbóreo e o Ceifeiro de Espíritos para manter a presença de campo e Tributá-los para Invocar seus principais monstros. Uma das principais novas Tech Cards para os Monarchs era a Troca de Almas. Essa carta já existia desde 2002, pois havia sido lançada no Starter Deck do Yugi, mas nunca tinha visto um jogo competitivo até esse ponto. Porém a ênfase de se remover monstros do oponente do campo e a necessidade de conseguir Invocar os Monarchs mais facilmente, fez com que essa carta ganhasse importância a partir daquele momento. Não foi, no entanto, tão usada nos Monarchs como seria depois, isso porque, muitos dos Decks Monarchs ainda usavam a variante do Chaos, e não precisavam trazer os Monarchs tão rápido para o campo, já que tinham no Feiticeiro do Caos, uma opção mais viável.



    Juntamente com esses dois Decks, um outro Deck continuava correndo por fora e permanecia com uma força considerável no Meta, mas não era tão dominante. O Stein OTK. Embora o Stein OTK estivesse na espreita desde do fim de 2005, ele nunca havia engrenado de fato no Meta. No entanto, o recente uso do Zaborg, combinado com um antigo facilitador de OTK dos tempos do Cientista Mágico fez com que esse Deck pudesse enfim competir. Essa carta era Testamento. Essa carta permitiu um combo entre o Zaborg e o Cyber-Stein. O combo exigia que o jogador que tivesse Zaborg e Last Will, fizesse a Invocação-Tributo dele e, então Testamento seria ativada e Invocaria por Invocação-Especial o Cyber-Stein. Então ele poderia Invocar o Dragão Gêmeo Cibernético, que junto com o Zaborg, e podendo atacar duas vezes, causava o dano exato de 8000 pontos para o oponente. Essa combinação começaria a realmente "pegar" em Junho de 2006 durante a temporada dos Nacionais. Mais notavelmente, Calvin Tsang conseguiria fazer esse combo dentro do Deck de Chaos Return (o que não era tão comum, pela falta de sinergia entre as duas mecânicas) e ganhar o Canadian National. O que talvez tornasse esse combo mais poderoso, é que ele poderia ser feito usando somente 1 cópia de cada carta. Este fácil acesso visto no Canadian National foi o suficiente para que o torna-se uma mecânica básica em qualquer Deck do formato. Eles estavam em todos os Main Decks ou Side Decks, dependendo da matchup, já que apesar de forte, esse combo era suscetível a qualquer Deck de Burn ou Beatdown, por conta do seu agressivo custo de 5000 pontos de vida.



    E a última coisa a se notar nesse formato foi o rumo que o Deck Warrior Toolbox acabou levando consigo. Embora o Deck tenha dominado completamente o Meta de 2005, a limitação da D.D. Assaltante definitivamente colocou os pés no freio no Deck. A Engine no entanto, ainda sobreviveria, mesmo que de forma menos relevante. A nova versão do Deck agora consistia de apenas uma cópia de cada de D.D. Warrior Lady, D.D. Assaltante, Força Exilada, Don Zaloog e dependendo da build 1 ou 2 cópias de Cavaleiro da Lâmina ou Homem das Espadas Místicas LV2. Esses monstros eram associadas a 1 cópia do Reforço do Exército, embora algumas builds optassem em usar duas cópias dela. Embora a força do Warrior Toolbox tivesse diminuído drásticamente, eles não tinham perdido popularidade como um Deck. Uma nova variante desse Deck porém, surgiu em Abril de 2006, chamado de Rat Box. A versão Rat Box do Deck se desviava do caminho dos monstros de TREVAS, e agora se concentrava mais nos Guerreiros de TERRA para ganhar seus jogos. Essa variação se concentrou no uso do Rato Gigante para trazer diferentes monstros para o campo, algo muito semelhante ao já citado Tomato Control. Apesar do Rat Box ser presença constante em torneios locais, ele nunca causou um impacto sério no Meta durante 2006, conseguindo apenas obter um Top 8 no SJC.



    O Chaos Return Format terminou em Setembro de 2006, com a Nova Forbidden & Limited List, que baniu o Feiticeiro do Caos. Essa nova lista teve um marco importante no jogo, pois marcou o formato como um dos mais curtos do jogo devido à mudança das datas em que a Forbidden & Limited List seriam lançadas no TCG. Antigamente, eram lançadas de 6 em 6 meses, em Abril e Outubro. No entanto, a Forbidden List de Setembro de 2006, marcou uma mudança, e a partir daí elas foram lançadas em Março e Setembro, afim de melhor se alinhar com as listas lançadas no OCG. Essa lista também viu o Ceifeiro de Espíritos ser limitado.



    E por fim, o novo formato que surgiu dessa lista se centrou na principal carta que ainda tinha restado no TCG: Cyber-Stein. Enquanto o Deck Cyber OTK vinha correndo por fora antes da lista, com a agora verdadeira ascenção do Deck Monarch Control, o combo Zaborg/Last Will tornou-se cada vez mais dominante. Agora que os Monarchs tinham finalmente chegado no Topo, e se tornando o Deck mais forte do formato, algumas pequenas mudanças em suas builds começaram a acontecer. Essas mudanças foram iniciadas principalmente por Lazaro Belindo, que ficou em primeiro lugar no Regional de Boston, e por Ryan Spicer, que venceu o torneio em Austin. Essa nova variação, chamada de Lazaro/Spicer Monarch, remontou algumas formas dos Monarchs jogarem antes. Se antes o Deck era focado em Armadilhas de Batalha, para que os monstros fossem Invocados em turnos seguintes, e proteger os monstros Flips, agora o Deck todo estava focado em utilizar os diversos floaters para encher o campo e fazer a Invocação-Tributo. Entre esses floaters entraram o Mago Aprendiz e o Tomate Místico, além dos já utilizados Sapo Arbóreo e Ceifeiro de Espíritos. Esses Decks também costumavam usar os Monarchs mais agressivos. Enquanto os outros jogadores normalmente colocavam entre 2 e 3 cópias de Zaborg e Mobius, a versão de Lazaro costumava usar Zaborg e Thestalos, o Monarca da Tempestade de Fogo. Isso fez com que o Deck tivesse mais potência, além de pressionar muito mais o oponente. A nova versão do Deck também trouxe a tona 3 Magias que já tinha visto um uso em alguns Decks, mas nunca tinham se firmado no Meta: Troca de Criaturas, Controle Mental e Troca de Almas. Troca de Criaturas se tornou uma carta extremamente poderosa para o formato devido a sua habilidade de dar um floater para o oponente, como Sapo Áboreo ou o Tomate Místico por exemplo, para destruí-los e não ter que esperar um turno completo para ativar seus efeitos, dando muito mais velocidade e consistência para esses Decks. Já Controle Mental e Troca de Alma foram cartas muito importantes, e serviam para ajudar a dar monstros como Tributos para os Monarcas, enquanto limpava o campo do oponente. Outra engine que se tornou comum nessa época foi o uso do Espião do Coveiro. Ele era colocado em Decks para prencher um propósito similar ao do Mago Aprendiz, fornecendo um floater para o Deck, além disso ele era muito comum devido à sua maior DEF, tornando-o possível a sobreviver por um turno, enquanto se usavam outra cópia dele para Invocar os monstros Monarcas.





    O Deck Lazaro Spicer/Monarch continuaria dominando o meta de todo o formato até meados de Novembro, com o lançamento da coleção Cyberdark Impact. Essa nova coleção introduziu uma nova carta, chamada Ataque de Corrente, que serviria como base para o mais novo Deck do jogo, chamado de Chain Burn. O Deck em si, era muito mais consistente e mais rápido do que o Stall/Burn, que fez sucesso durante o Goat Format, e até participou um pouco do cenário competitivo. Apesar disso, o Deck não tinha muitas divergências do seu antecessor, e também usava cartas como Accumulated Fortune e Jarra da Ganância, além de outras cartas genéricas de compra, que pudessem gerar diferentes Elos de Corrente, além de dar mais consistência ao Deck, que precisava comprar muitas cartas para ter o necessário para vencer em suas mãos. O aumento do uso do Deck de Chain Burn acabou por dizimar o que estava no meta: Cyber Stein OTK sofria com os constantes danos causados por efeitos, e acabava por não poder utilizar seu efeito, ao custo de 5000 LP, enquanto que o Lazaro Spicer/Monarch sofria por não poder parar o Deck, que era formado por muitas Quick-Plays e Normal Traps (que podiam ser ativadas em corrente, caso fossem alvo de efeito) e possuiam pouquíssimos monstros, o que não justificava o uso do Zaborg.



    Apesar de ter sido amplamente dominado pelos Monarcas, o ano de 2006 ficou muito mais reconhecido pelo Deck Cyber Stein OTK. Isso porque o seu combo era muito rápido e fácil de fazer, o que quebrava os padrões daquela época. Tanto que, em Dezembro de 2006, a Konami lançou a primeira "Lista de Emergência" do jogo, uma lista simples, que somente baniu o Cyber-Stein, mas que foi responsável por mudar drásticamente o formato que seria jogado no próximo ano. 



    Att, Cyberse Team BR!


  • A Rainha dos Gnomos

    A Rainha dos Gnomos

    por CyberseTeamBR em 19/04/2019 - 149 Visualizações, 0 Comentários.

    E ai nosso consagrados, tudo bem? Desculpe-nos pela demora, estamos passando por alguns problemas que não estavam no script nesse mês de Abril! Entretanto, mantemos o nosso compromisso de sempre trazer algo de qualidade e uma novidade para você que acompanha de perto o jogo. E não poderia vir em momento melhor. Como muitos de vocês devem saber, a coleção Dark Neostorm, lançada no OCG a meses atrás está finalmente as portas de ser lançada também para nós do Ocidente, no dia 03 de Maio, porém com seu evento de Sneak Peek no dia 27/28 de Abril. Eu sei que poderiamos esperar para abordar esse tema quando a coleção fosse de fato lançada, mas algo nos pediu para que isso fosse feito de imediato, e se trata da nova Handtrap exclusiva do TCG, que promente "quebrar" o jogo, e como dizem aqui na Bahia, chegar pocando no formato. Preparados? Então sigam-nos.



    NO MATERIAL!





    Gnomatéria é a mais nova carta sensação do momento. E não poderia deixar de ser. Esse pequeno e aparentemente simples monstro Fada, com ATK inoperante e uma defesa que todo mundo passa esconde um grande truque na manga, a começar pelo seu Nível (1), que para os moldes atuais do jogo se torna algo extremamente satisfatório. Ao mesmo tempo, essa carta é capaz de para sozinha o todo o Metagame graças ao seu efeito.  Resumindo: se seu oponente Invocar um monstro por Invocação-Especial e você não controlar cartas, ao custo de descartar essa carta, aquele monstro do oponente não poderá ser Tributado ou usado como matéria para Fusão, Sincro, Xyz e/ou Link. Isso anula completamente o oponente, e o deixa preso em um paradoxo: encerrar o turno de forma precoce, ou gastar muito mais recursos do que o necessário para tentar fazer um campo minimamente forte? Essa resposta, seremos sinceros, você não vai encontrar nesse post, isso porque talvez nem mesmo saibamos qual seja a mais apropriada. Bom, vamos ali fazer um pequeno Test Drive sobre o que essa carta faz em inúmeros Decks do formato.



    Salamangreat



    A situação é bem simples, seu oponente está usando Salamangreat, e você está ali na espreita, esperando o tempo e as jogadas passarem, fazendo cara de inocente e fingindo ser um otaku. Seu oponente Invoca por Invocação-Especial o Salamagrande Lincegueira, e nesse momento, você descarta a Gnomaterial dando alvo nesse monstro Invocado. Pronto, o caos está instaurado. O oponente não vai mais conseguir tirar o Lincegueira do campo, e vai ter que usar meios não convencionais para tentar Invocar por Invocaçâo-Especial o Salamagrande Lobo da Luz do Sol para o campo, na Zona em que o Lincegueira estiver apontando. Provavelmente o combo continuará o mesmo, usando o Salamagrande Migaranhão como base para Invocar o Salamagrande Jack Jaguar, mas no final de tudo, o Jaguar não poderá ser revivido na Zona do Lobo da Luz do Sol, e por consequência o oponente nâo poderá setar suas Traps do Cemitério, perdendo proteção. O Lincegueira não estará no Cemitério para proteger suas cartas, e ele não terá outras Zonas adicionais para Invocar monstros do Extra Deck. 



    Thunder Dragon



    Para enfrentar os usuários de Thunder Dragon, aqui vai uma dica. Use o efeito da Gnomaterial no Dragão-Guarda Elpy ou no Dragão-Guarda Agardor e seu oponente vai chorar feito um bebê. Isso porque ele não poderá avançar em sua mecânica, e não poderá usar um dos monstros como matéria para a Invocação de outros, e possívelmente, não conseguirá fazer seus Links mais fortes e com as setas estratégicas para Invocar outros monstros Dragão do Deck ou do Extra e ficará simplesmente preso em campo com um Guardragon e possívelmente algum Colosso Dragão do Trovão, mas que não estará devidamente protegido. Além disso, você pode esperar o seu oponente avançar se preferir, e usar o efeito da Gnomaterial no Caveira Ameaçadora Saryuja, impedindo-o de usar o próprio Saryuja para Invocar uma segunda cópia, ou dar alvo em algum dos seus Monstros Trovão, ele terá de fazer um maior esforço para Invocar suas fusões, e ficará com um Thunder preso em campo.



    Sky Striker



    Talvez o Deck que mais venha a sofrer com essa carta. Vamos supor que seu oponente Invocou por Invocação-Especial 1 Força Celeste - Ás - Kagari , a partir desse momento, você pode dar alvo nesse monstro e seu oponente não poderá mais fazer nenhum outro Link naquele turno e ficará com um campo muito frágil se não tiver como counterar sua carta. Além disso, terá poucas cartas para buscar. Mas você pode ser ainda mais cruel, é divertido. Se seu oponente der a sorte de começar com uma Força Celeste - Mecha - Drones Zangões na mão e ativá-la, você pode dar alvo no Token que foi Invocado, a sorte vai rapidamente ter efeito contrário, porque seu oponente não poderá usar aquele Token como matéria para uma Invocação-Link e possivelmente terá de passar o turno assim, e mesmo que consiga Invocar a Força Celeste - Ás - Raye e usá-la como matéria, ficará com um monstro preso na Main Monster Zone, praticamente o impossibilitando de ativar qualquer efeito do Arquétipo, já que a condiçâo para tal é não possuir monstros na Main Monster Zone.



    Orcust



    Seu oponente Invocou a Orcust Knightmare, nesse momento, você pode escolhê-la como alvo do seu efeito. O oponente não poderá fazer a Galatea, a Orcust Mecânica e dar continuidade aos combos, assim como também não poderá usar esse monstro para Invocar o Dingirsu, o Orcust da Estrela da Noite, um novo Xyz de Rank 7 que virá na coleção. Com isso ele ficará preso em campo com um monstro com pouco poder de ATK/DEF, e sem proteção alguma. De qualquer forma, ele terá de fazer uma volta bem maior para Invocar seus Links e gastará mais recursos, o que fará com que o Deck perca consistência e velocidade.



    Considerações Finais



    Além do que já foi falado acima, ainda existem muitas opções genéricas para o uso dessa carta. Em Decks de Guerreiro por exemplo, você pode escolher algum Guerreiro em campo,, e mesmo que momentâneamente, impedir seu oponente de chegar no Isolde, Dois Contos dos Nobre Cavaleiros,, ou até mesmo escolher o próprio Isolde no campo, e deixá-lo preso, sem a possibilidade de ser usado como Matéria Link. Outra opção é utilizar o efeito dessa carta na Feiticeira Invocadora, deixando-a presa em campo, assim como usar no Reprodoco para deixá-lo onde está. Outra coisa interessante é que essa carta pode parar o Entidade Exterior Azathot, escolhendo como alvo o Xyz DARK que já tenha sido Invocado em campo, com isso, o oponente não poderá usá-lo como matéria e será uma dor de cabeça a menos.



    Lembrando que, todas as cartas aqui citadas já estão ou estarão disponíveis na plataforma muito em breve. Não deixe de reforçar seu Deck da melhor maneira possível com os nossos produtos sempre por preços justos e com garantia de entrega. Não deixem de visitar o canal Cyberse Team BR no Youtube, assim como o blog www.cybersebr.blogspot.com, que sempre que possível trará uma novidade para todos vocês, com temas bem diversos e atuais. Até a próxima pessoal, lembrando que, muito provavelmente a Parte 2 da história de Yu-Gi-Oh! sairá nos próximos dias, então não deixem de acompanhar! Se cuidem, hidratem-se, e cuirtam o feriado!



     



    Att, Cyberse Team BR!


  • Ao Infinito e Além!

    Ao Infinito e Além!

    por CyberseTeamBR em 21/03/2019 - 258 Visualizações, 0 Comentários.

    Salve duelistas!



    Hoje, 21 de Março de 2019, chega ao TCG, a mais nova coleção chamada The Infinity Chasers, ou em Português, chamada de Os Caçadores do Infinito. É mais uma das muitas coleções especiais trazidas para o público, com 60 cartas, 40 Super Rares e 20 Secret Rares. Possuem 3 novos Arquétipos com mecânicas até certo ponto inovadoras, mas com um pouco de elementos já antes vistos, além de reprints interessantes, que estão divididos em 24 pacotes. E é nesse post que você fica por dentro de todas as novidades do nosso querido e amado jogo. Vem com a gente, e vamos fazer um test drive!



    Deck #1: Infinitrack





    Também conhecido como "Infinite Ignition" no OCG, esse é um dos mais novos Decks introduzidos nessa coleção. Todos os monstros do Arquétipo são do Tipo Máquina e do Atributo TERRA, e trabalham com a mecânica de Xyz e Link. É um Deck beatdown extremamente agressivo, até mesmo com os seus monstros de Main Deck, que permitem uma ótima interação com outros Arquétipos como os Trains ou Ancient Gear, que graças a cartas como Ferrovia Célere Pégaso Alado e Wivern do Mecanismo Antigo ganham muito mais consistência, pelos mesmos também possuírem o mesmo status, sendo monstros Máquina do Atributo TERRA. Os monstros de Main Deck giram em torno de fazer um swarm no campo, e possuem efeitos que manipulam os Níveis dos seus monstros, feita de forma interna, dentro do próprio Arquétipo, o que dá consistência. Na prática, fazem o mesmo que as Spells do Anime Yu-Gi-Oh! ZEXAL faziam, de forma bem menos consistente, por não serem buscaveis e bem situacionais. 



    Além disso, todos os seus Monstros Xyz tem a habilidade de associar monstros destruídos pelos mesmos a eles como matéria, e também podem ser revividos do Cemitério ao Tributar 1 Monstro Link Máquina. Porém, na contra-mão dos monstros de Main Deck, a grande maioria dos Monstros Xyz tem efeitos que se baseiam em proteger o campo, ou destruir cartas do oponente, para controlar as ações no campo, enquanto possuem altos valores de ATK. Isso também dá ao Deck, um pouco da característica de controle de campo, não muito comumente vista em outros Decks do estilo Beatdown. 



    O Deck também conta com 2 Monstros Link: Infinitrack Goliath, um monstro de Link-1 que entra fácil e campo, e serve exclusivamente para ser alvo dos Tributos dos seus Monstros Xyz, já que, ao ser enviado para o Cemitério, se associa a um monstro, e protege-o de ser destruído por qualquer efeito de carta. Já o Infinitrack Fortress Megaclops vai no sentido totalmente oposto, e é o principal monstro do Deck. Ele é um Link-3 com absurdos 4000 de ATK, e que precisa de 3 Monstros Xyz para ser feito. Apesar de difícil, é algo que compensa, já que ele não é afetado por nenhum efeito que não sejam de Monstros Xyz e não pode ser destruído por nenhum monstro que não seja um Monstro Xyz, além de também ser capaz de reviver um Monstro Xyz do Cemitério por turno, usando cartas do oponente como matéria.



    Além disso, o Deck tem sua própria Rank-Up-Magic, que é a Outrigger Extension, que é buscável pela Infinitrack Crab Crane que permite Invocar do Extra Deck, 1 monstro Máquina de Rank maior do que outro que você controla. Isso serve muito bem para os próprios Xyz do Arquétipo, que possuem Ranks distintos, do 5 ao 9, mas o que o Deck sempre quer fazer mesmo é o Dragão Cibernético do Infinito, que é totalmente acessível graças aos seus Rank 5, e também por conta dessa carta.



    Deck #2: Witchcrafter





    Chamado de "Witchcraft" no OCG, esse é o segundo dos três Arquétipos que serão lançados na coleção. E dentre todos os outros, o mais hypado pela galera. Não possuem nenhum monstro de Extra Deck, o que é bem interessante para a Era Link, e além disso, todos os seus Monstros possuem Quick Effects que são ativados ao custo de descartar 1 Spell Card. Os monstros de Nível 4 ou menor, também precisam se auto-Tributar para Invocar por Invocação-Especial um monstro "Witchcrafter" diferente do Deck, além de possuirem efeitos que ativam no Cemitério, ao se banirem, e que servem para recuperar recursos e dar consistência. Já os monstros de Nível 5 ou maior só precisam descartar, mas ficam limitadas a Invocar por Invocação-Especial somente monstros da mão, além de dar efeitos de suporte, como negar outros efeitos de monstro em campo, que sua carta principal Witchcrafter Madame Verre faz com extrema facilidade.



    Cada monstro de Nível 5 ou maior também possuem efeitos que dão suportes para monstros Spellcaster como um todo, que incluem se auto-Tributar para Invocar outro monstro, gerar proteção contra efeitos, ou aumentar seus ATK/DEF, além disso, eles também servem como swarm, já que enchem o campo com extrema facilidade, e por esse motivo, podem ser usadas em conjuto com outros Decks Spellcasters, como os Spellbooks ou Dark Magician, que também abusam do uso de Spells em suas mecânicas de jogo.



    E para garantir que as suas jogadas possam continuar sem nenhum out de recursos, todas as Spells do Deck possuem um efeito em comum, onde durante a Fase Final, elas retornam do Cemitério para à sua mão ou campo se você controlar algum Witchcraft. Apesar de ser bom para pagar os custos dos seus monstros, isso também pode nos gerar um perigoso drawback, já que não poderemos usar os seus efeitos principais no turno em que ela retornar para à mão por seus próprios meios. Entre suas principais cartas estão as Witchcrafter Creation, que busca qualquer monstro do Arquétipo do Deck para à mão, além da Witchcrafter Bystreet, uma Magia Contínua que nos oferece proteção, além de poder ser usada como substituta para o custo de algum efeito. Porém, as outras Spells também tem um papel importante no Deck, já que possuem variados efeitos que podem reciclar recursos, reviver monstros, destruir cartas ou retornar cartas para a mão,



    De todo modo, a melhor Spell/Trap do Arquétipo é sem dúvidas a Witchcrafter Masterpiece: uma Trap que nos permite adicionar 1 Spell do nosso Deck para a nossa mão, com o mesmo nome de outra Spell em qualquer Cemitério, e servindo não só para adicionar as nossas cartas "Witchcrafter" em uma eventual Mirror Match, assim como para adicionar cartas como Reviver Monstro, Chamado da Cova ou Raigeki, que são cartas comumente utilizadas no formato, e que podem já estar no Cemitério do nosso oponente. Além disso, a Masterpiece também pode se banir,  junto com qualquer número de Spells do Cemitério, e Invocar um "Witchcrafter" cujo Nível seja igual ao de cartas banidas, podendo trazer inclusive a Master Verre ou a Witchcrafter Potterie, que ao custo de descartar 1 Spell, pode trazer QUALQUER outra Witchcrafter para o jogo, e por ser de Nível 2, gasta muito menos recursos do Cemitério.



    Deck #3: Evil Eye





    Apesar de ser o Deck menos comentado dentro da coleção, esse é o Deck que acreditamos que pode nos trazer boas surpresas. Chamado de "Cursed Eye" no OCG, esse Deck tem como foco o uso da Equip Spell Card Evil Eye of Selene, enquanto controla o campo com efeitos de monstros, bloqueando as ações do seu oponente. Seu principal monstro de Main Deck é o Serziel, Watcher of the Evil Eye, que quando Invocado por Invocação-Normal, nos permite adicionar qualquer carta "Evil Eye" do Deck à mão, exceto ele mesmo, sendo o principal buscador do Deck e um alvo fácil para a Evil Eye of Selene. E por falar nisso, quando está equipado com ela, ganha um Quick Effect, que permite destruir 1 monstro Invocado por Invocação-Especial do oponente, mas te obriga a destruir 1 carta sua na próxima Standby Phase, mas que de certa forma pode te ajudar na mecânica do Deck.



    Outra carta que será comumente usada em conjunto com o Serziel é a Medusa, Watcher of the Evil Eye, que quando Invocada por Invocação-Normal nos permite adicionar 1 carta "Evil Eye" do Cemitério a nossa mão, sendo uma ótima recicladora de recursos (que foram destruídos pelo efeito do Serziel). Além disso, quando equipada com e Evil Eye of Selene, também ganha um efeito Quick, que pode banir 1 carta do Cemitério do oponente, sendo muito útil em muitas Matchups do Meta (Salamangreat, Sky Striker ou Orcust, por exemplo). Mas, durante a próxima Standby Phase, você terá que banir 1 carta do seu Cemitério. E também temos o Basilius, Familiar of the Evil Eye, que pode ser Invocado caso já tenhamos um Evil Eye no campo, e uma vez por turno, nos permite enviar uma Spell/Trap para o Cemitério, o que é muito bom para enviarmos a Equip Spell Card.



    O Arquétipo também tem um Monstro Link, chamado de Zerrziel, Ruler of the Evil Eyed, que caso seja feito usando um monstro com 2600 ou mais de ATK, pode atacar duas vezes em cada Battle Phase, e além disso, se equipado com a Equip Card, pode destruir 1 carta do oponente como um efeito Quick. Ele também nega os efeitos de um monstro para o qual ele apontar durante a Standby Phase, o que pode ser extremamente útil para negar os efeitos prejudiciais dos seus próprios monstros Evil Eye.



    O Deck também conta com uma Magia de Campo, chamada de Evil Eye Domain - Pareidolia, que pode ser buscada pelo Serziel, e também é uma ótima buscadora, já que quando ativada, nos permite adicionar qualquer monstro do Arquétipo para a mão, que normalmente será o Basilius, que enviará a Evil Eye of Selene para o Cemitério. Já a Evil Eye of Selene nos premia com seu maravilhoso efeito: o monstro equipado não poderá ser destruído por batalha ou efeitos e nem alvo de efeitos, e além disso cada vez que o monstro equipado, ou outra carta "Evil Eye" ativar seu efeito ou for ativada, o monstro equipado ganhará 500 de ATK, e você perderá 500 LP. Isso deixa o campo muito forte, uma vez que ativamos múltiplos efeitos em um só turno, e enquanto destruimos as cartas do oponente, ou reduzimos os seus recursos, os monstros vão ganhando ATK e se tornando imunes a destruição ou efeitos. Além disso, caso esteja em seu Cemitério, ao simples custo de banir 1 outra Spell/Trap e pagar 1000 LP, você pode Baixa-la de volta ao campo, e proteger os seus monstros novamente.



    Além disso, o Deck também conta com poderosas Spells/Traps como a Evil Eye Awakening, que quando ativada, nos permite Invocar um Evil Eye do Cemitério, mas que pode Invocar do Deck, caso controlemos a Equip Spell do Arquétipo. Outra carta que merece destaque é a Evil Eye Confrontation, que é uma Quick-Play com o efeito idêntico ao do Mystical Space Typhoon, mas que nos dá um bônus de banir a Spell/Trap destruída caso controlemos a Equip Spell. 



    E por fim, temos a Evil Eye Mesmerism, que nos permite tomar o controle de um monstro do oponente Invocado por Invocação-Especial com um ATK maior do quê os nossos monstros Evil Eye, além de tratá-lo como um monstro "Evil Eye", que serve de efeito para ativarmos a nossa Equip Spell utilizando ele como alvo. E também temos a Evil Eye Retribution, que é a nossa Solemn Judgment do Deck, negando a ativação de qualquer Spell/Trap caso controlemos um "Evil Eye", e não podendo ter sua ativação negada caso a Equip Spell Card esteja ativa no campo. E sem dúvida, essa incrível consistência e rapidez do Deck pode fazer com que eles virem uma grata surpresa no Metagame,  mesmo como um bom rogue.



    Lembrando que, se você gostou das novas cartas e pretende tê-las em sua coleção, não esqueça que em breve na MYP Cards, você terá todas elas por um preço totalmente acessível! Não deixe de conferir. Assim como também vos peço para que visitem o nosso canal no Youtube, e se inscrevam, caso ainda não estejam inscritos. Temos vídeos novos toda Segunda, Quarta e Sexta, e por vezes um vídeo extra na semana!



    Até a próxima pessoal :)



    Att, Cyberse Team BR!


  • O Dia das Duelistas - As Mulheres em Yu-Gi-Oh!

    O Dia das Duelistas - As Mulheres em Yu-Gi-Oh!

    por CyberseTeamBR em 08/03/2019 - 366 Visualizações, 0 Comentários.

    Uma coisa é fato: o machismo e o preconceito está enraizado na nossa sociedade desde o momento em quê nascemos. Tudo começa pelo simples fato de dividir o que é "de homem" e o que é "de mulher". Raras excessões irão olhar para um pequeno garotinho brincando de bonecas sem questionar sua sexualidade, apesar do mesmo ainda não ter a miníma noção do assunto, mas tudo isso muda quando esse certo garoto cresce e diz: "Peguei quatro hoje". Frases como "meu garoto", "é assim que se faz", "jogue duro pivete" se tornam o cotidiano para essa situação, como se mulheres fossem apenas objetos do prazer. Porém, elas são muito mais que isso, mulheres podem fazer o que quiserem, são gente como qualquer pessoa, seres humanos e tem suas vontades como todos os outros, mesmo que seja jogar futebol, ser piloto de avião ou até mesmo jogar Yu-Gi-Oh!, e estipular o que é ou não que elas devem fazer é o primeiro passo para a ignorância. O post de hoje vai ser polêmico, e sair um pouco da rotina, mas é algo extremamente necessário de ser dito, não só no mundo de Yu-Gi-Oh, mas como um todo.





    Diferindo Desigualdade



    Acredito que boa parte dos leitores daqui quissesem que houvesse igualdade, mas infelizmente não há. É fato histórico: mulheres em Yu-Gi-Oh! são um número extremamente reduzido se comparado aos homens, até mesmo nas animações de TV. E é impossível falar disso sem dar uma pequena aula de sociologia virtual. Homens desde cedo são expostos a videogames, futebol, jogos de cartas ou qualquer outro passatempo qualquer, enquanto que no mesmo período as mulheres são quase que forçadas a fazerem as famosas coisas "de mulher", como cozinhar, lavar roupa, limpar a casa e deixar tudo limpo para o seu "dono". Quando crescem, todo o interesse em videogames, cartas ou qualquer outra coisa vão para as cucuias, e a mulher normalmente acaba ficando refém do seu namorado mandão e viciado em cartinhas, apesar haver excessões a regra.



    Vamos seguir a lógica. Um homem pode e deve cozinhar, mas grande maioria só o faz por extrema necessidade ou por vontade própria, enquanto que é muito raro vermos uma mulher que não cozinhe, já que são "coisas de mulher", e mesmo aquelas que cozinham mal, ao menos cozinham, porque foi imposto pela própria sociedade, e em muitos casos até pela própria mãe ou família que ela tem que cozinhar. Pode parecer algo de extrema inocência, mas "brincar de boneca" não passa de uma simples desculpa para que a criança se familiarize com a maternidade e com as crianças, já que de acordo com a sociedade, é função da mulher cuidar de crianças, e se essa criança for desobediente, logo vem a clichê frase "sua mãe não te deu educação não?", como se ela tivesse feito um filho sozinha.



    Yu-Gi-Oooooh!



    E é nesse pequeno detalhe com grandes consequências que está o principal motivo. Uma mulher, ao seu posto de "empregada" dos homens, nunca vai ter o mesmo tempo livre que os homens para assistir um Anime sobre Yu-Gi-Oh! ou qualquer outro assunto. O público feminino é históricamente menor no quesito audiência desse tipo de programa, e isso pode ser visto com estátisticas, onde no Japão, dos episódios exibidos, somente cerca de 5% dos telespectadores são mulheres, e olha que estamos falando de um país onde recentemente, as mulheres têm se destacado, inclusive por lá existe um torneio de Yu-Gi-Oh! exclusivo para as mulheres. Imagine isso em um país machista e subdesenvolvido, como o Brasil por exemplo.



    E foi pensando nisso, e em como resolver esses problemas, que nós do Cyberse Team BR no simbólico dia 08 de Março, entrevistamos duas duelistas, recém chegadas no jogo. Elas dão a suas opiniões e respondem perguntas sobre como enxergam o jogo, pois nada melhor do quê a visão de uma mulher sobre os fatos.



    ENTREVISTADA #1: VIVI MATTOS



     



    CYBERSE TEAM: "Como você conheceu e se interessou por Yu-Gi-Oh!?"



    VIVI MATTOS: "Conheci e me interessei porque meu namorado joga, seria um passa tempo a mais entre a gente."



    CYBERSE TEAM: "Como você vê o cenário de Yu-Gi-Oh! como um todo?"



    VIVI MATTOS: "É um jogo onde se usa muito a cabeça, o interessante é você ter que montar estratégias pra acabar com o oponente. (apesar de não conhecer quase nada, sei e vejo algumas coisas). Vejo o meu namorado jogando, ele usa Magician, já assisti várias vezes e o jogo é muito complexo."



    CYBERSE TEAM: "Você acha que a Konami cria meios para inserir mulheres no jogo?"



    VIVI MATTOS: "Acredito que sim, apesar do público masculino ser o grande alvo, a Konami produz Decks que desperta o interesse visual de garotas que querem aprender e entrar nesse mundo."



    CYBERSE TEAM: "Em sua opinião, o que justifica o baixo número de mulheres em geral nos Cardgames comparado com o número de homens?"



    VIVI MATTOS: "Acredito que a justificativa do baixo número de mulheres é justamente o desrespeito pela parte dos homens, a falta de interesse de manter uma interação para ter conversas sobre o jogo e o machismo em si, isso acaba desanimando e fazendo com que as meninas se afastem por vergonha ou medo de serem rebaixadas."



    CYBERSE TEAM: "Você já sofreu algum tipo de assédio moral ou sexual por ser mulher enquanto estava jogando Yu-Gi-Oh?"



    VIVI MATTOS: "Bom, nunca sofri nenhum assédio, eu não jogo o jogo físico, e ainda não tenho um Deck próprio, apesar do meu namorado me ensinar muitas coisas sobre regras e sobre os cards em geral. [...] Sempre que chego em uma loja com ele, os caras mal falam comigo, perguntam apenas qual Deck eu queria e falam que não é um Deck tão bom assim, então eu acabo não conversando muito."



    CYBERSE TEAM: "Qual o seu Deck favorito, e por qual motivo?"



    VIVI MATTOS: "Bom, o Deck que mais me chama atenção é o Fluffal, ele está na minha lista de compras. Tenho algumas cartas avulsas e acho o Deck muito lindo e fácil de jogar, apesar de não ser o melhor Deck do jogo, curto ele demais."



    CYBERSE TEAM: "Você já assistiu algum Anime de Yu-Gi-Oh!? Se sim, o que pensa das poucas mulheres em destaque?"



    VIVI MATTOS: "Comecei a ver o anime na Netflix (Yu-Gi-Oh! Duel Monsters). Ainda não terminei. Mas é como eu disse, eu acho eles (Konami) tentam introduzir o público feminino ao jogo apesar de não serem o grande alvo. [...] Tentam manter um equilíbrio pra combater o famoso tabu de que mulher não "pode" jogar Yu-Gi-Oh!"



    ENTREVISTADA #2: DRIANE DE MELO



     



    CYBERSE TEAM: "Como você conheceu e se interessou por Yu-Gi-Oh!?"



    DRIANE: "Quando eu era mais nova assistia o anime com alguns amigos, e perto de minha casa na época vendia as cartas em uma lojinha, então eu jogava direto com meus amigos."



    CYBERSE TEAM: "Como você vê o cenário de Yu-Gi-Oh! como um todo?"



    DRIANE: [NÃO SOUBE RESPONDER]



    CYBERSE TEAM: "Você acha que a Konami cria meios para inserir mulheres no jogo?"



    DRIANE: "Não, não vejo quase nenhum incentivo."



    CYBERSE TEAM: "Em sua opinião, o que justifica o baixo número de mulheres em geral nos Cardgames comparado com o número de homens?"



    DRIANE: "A falta de oportunidade e de aceitação, é dificil começar em um mundo onde só há homens e quase ou nenhuma mulher, não nos sentimos bem-vindas e muitas vezes não encontramos muita confiança para jogar ou receber conselhos."



    CYBERSE TEAM: "Você já sofreu algum tipo de assédio moral ou sexual por ser mulher enquanto estava jogando Yu-Gi-Oh?"



    DRIANE: "Não, mas já recebi alguns olhares e indiretas que já me constrangeram muito."



    CYBERSE TEAM: "Qual o seu Deck favorito, e por qual motivo?"



    DRIANE: "Lunalight foi o primeiro Deck com que joguei depois de muito tempo e o Deck que foi dado de presente pelo meu marido."



    CYBERSE TEAM: "Você já assistiu algum Anime de Yu-Gi-Oh!? Se sim, o que pensa das poucas mulheres em destaque?"



    DRIANE: "Sim, assisti o clássico, o GX e alguns episodios do 5D's e ARC-V. Não posso dizer que as personagens femininas são ao todo ruins pois muitas são empoderadas da maneira correta, porém são muito pouco aproveitadas e geralmente são postas de lado na maior parte da história, a menos que ela venham ajudar o protagonista em alguma saga especifica e mesmo assim nunca vão muito longe, sem contar que as personagens femininas nas historias são muito poucas."



    CONSIDERAÇÕES FINAIS



    Essa foi um post curto, é um assunto muito delicado e muito complexo. Enquanto não mudarmos como sociedade, o cenário dentro do jogo não vai mudar. Os missplays propositais, as piadinhas de duplo sentido, os olhares indevidos, entre outros, vão continuar se não houver uma Metamorfose. O nosso intuito foi mostrar e homenagear as nossas duelistas, guerreiras e que se fazem destacar em meio a tanto machismo e decadência. Um feliz dia das mulheres, para todas as duelistas, e que vocês possam seguir em frente sempre, na carreira que quiserem, no jogo que quiserem, no Deck que quiserem, sem nenhum tipo de medo ou constrangimento.



    Não se esqueça que nunca recebemos problemas maiores do que podemos resolver. Se você for vítima de algum assédio ou piadinha de mau gosto, denuncie, ligue para a policia ou comunique a loja. Vamos mostrar que o machismo não tá com nada e lançar um ataque direto contra esses problemas. Peço desculpas em nome de todos os homens da comunidade, e sei que alguns estão comigo, apesar do fardo pesado. 



    Um feliz dia das mulheres!



     



    Att, Cyberse Team BR!


  • Salamangreat: Hype ou Meta?

    Salamangreat: Hype ou Meta?

    por CyberseTeamBR em 19/02/2019 - 851 Visualizações, 0 Comentários.

    Nos últimos meses um Deck um tanto quanto não esperado tem chamado atenção no OCG, e não estamos falando de Nekroz, Dark Magician ou Artifact, e sim dos Salamangreats. Levando em conta que a tempos atrás esse Arquétipo mal era jogável, isso despertou curiosidade, e ao mesmo tempo gerou um incrível hype em proporções nunca antes vistas no jogo, e por conta disso acredito que vale a pena fazer uma análise rápida sobre o Deck e dar uma opinião sobre ele, além de dizer o que esperar do futuro dele.





    O começo de tudo 



    Tudo começou com o lançamento da coleção Fusão da Alma, que chegou para o ocidente no dia 19 de Outubro de 2018, onde os primeiros Salamangreats foram lançados. O grande "x" da questão é que até esse momento, o Deck era horrível, sem exageros. Ele não tinha uma mecânica consistente, e era basicamente lento e seguia direções opostas. Com a chegada das cartas da coleção Ataque Selvagem, lançado em 31 de Janeiro, o Deck ganhou um pouco mais de força e seu principal Monstro Link, o Salamagrande Lobo da Luz do Sol, mas ainda assim, a forma como conseguia-se chegar nele era lenta e relativamente fácil de se parar.



    Foi então que, no OCG, com a chegada do Structure Deck: Soulburner, o Arquétipo recebeu grande quantidade de suportes consideraveis, e diferentes de suas primeiras cartas, eles possuiam um padrão de jogo, que foi responsável por dar a consistência que faltava ao Deck, mas muito além disso, essas cartas também auxiliavam a ofensiva, a defensiva e o recovery do Deck, ou seja, tudo mudou drásticamente. Mesmo assim, a comunidade de players de Yu-Gi-Oh! em grande parte do mundo desconsiderou o Deck, e apesar de reconhecer sua grande melhora, desacreditou que ele pudesse vencer torneios relevantes. Contudo, no final de Dezembro de 2018, o Deck conseguiu uma façanha que ninguém esperava, venceu um torneio de grande relevância no OCG. Mas até então era um fato isolado, e pouco se deu crédito ao Deck, porém dias depois mais Deck começaram a ganhar e topar em grandes torneios e o Deck se tornou o meta mais forte e relevante do formato, e tudo isso pode ser facilmente comprovado com as estatísticas do site Road of the King, que semanalmente, oferece a porcentagem de Decks em grandes torneios do OCG.





    Jogabilidade



    O Deck Invoca diversos monstros em campo enquanto envia recursos para o Cemitério, para Invocar seus Monstros Links e ter o máximo de Backrows (defesas) setadas no campo para segurar o oponente, além de contar com um grande uso de Handtraps na mão, principalmente a Florescer de Cinzas & Primavera Feliz, que por ser de FOGO possui uma incrível consistência com o Deck, que pode reciclá-la do Cemitério. Com a chegada do Salamagrande Gazela o Deck ganhou a capacidade de começar ou até mesmo extender jogadas, enviando seus recursos para o Cemitério. Entre eles, você pode mandar o Salamagrande Espiraloso, que por seu efeito poderá se Invocar do Cemitério para trazer por Invocação-Xyz o Salamagrande Migaranhão, o melhor monstro do Deck, que vai te tirar do early game e te dar uma grande possibilidade de jogadas. A partir daí, você toma as decisões sobre o que poderá fazer. Como foi dito, o Deck trabalha muito com o Cemitério, sendo sua principal fonte de jogadas e reciclagem de cartas, devido ao efeito da Rugido Salamagrande (que irei falar mais tarde) e do já citado Salamagrande Lobo da Luz do Sol (que será analisado com mais detalhes ao longo do post). 





    Análise - O Lado bom dos Salames Grandes!





    • Ofensiva: Tanto por seus monstros ou seus efeitos, o Deck não peca nesse aspecto. No seu primeiro turno, o Deck consegue criar um bom campo, enquanto segura seu oponente com suas Traps, fazendo seu adversário perder seus recursos enquanto tenta sobreviver e chegar ao próximo turno. O destaque sem dúvida fica com as novas cartas Rugido Salamagrande Fúria Salamagrande, que dão características defensivas ao Deck. A Fúria Salamagrande pode destruir cartas no campo até o número de Marcadores Link de um Salamangreat no campo Invocado usando ele mesmo como matéria, ou descartar uma carta do Arquétipo para destruir outra carta no campo, enquanto a Rugido Salamagrande pode se setar do Cemitério quando um Salamangreat Link é Invocado usando ele mesmo como matéria (podendo ser enviado para lá pelo efeito do Gazela), e pode negar ativações de efeitos de Magia/Armadilha ou monstros do oponente. Essas são as duas principais formas de segurar o seu oponente, mas os monstros também tem o seu papel importante, funcionando como iniciadores ou extensores de jogadas, lhe permitindo sair do late game e avançar seu jogo. E o principal destaque fica com o subestimado Salamagrande Leardor, que quando Invocado embaralha uma Magia/Armadilha do oponente ao Deck, e você pode usar o mesmo como matéria para Invocá-lo de novo e se livrar de outra carta! Essa é a melhor forma de lidar com o backrow do oponente, e como o Deck tem um alto fator de combo e spam de monstros, não é difícil imaginar que haverá diversos Salamangreats no campo para dar um OTK no seu oponente ou finalizar o oponente no próximo turno.




    • Defensiva: O Deck consegue se defender muito bem, protegendo os seus monstros e a Salamagrande Santuário, com o mais novo Salamagrande Lincegueira no Cemitério, pois ela protege suas cartas da destruíção uma vez por turno quando está no Cemitério, se banindo de lá. E isso dá um poder de sobrevivência ao Deck para chegar ao próximo turno e continuar seus combos ou Invocar um monstro de Link 4 (que falta ao Arquétipo) como o Dragão Callibregado. As Traps, como já foi citado, também te ajudam na defesa do Deck, além do próprio Lobo da Luz do Sol reciclar suas próprias cartas e a própria Rugido Salamagrande se reciclar, fazendo uma coleta literalmente seletiva dos recursos do seu Cemitério.




    • Consistência: O Deck tem uma boa consistência. Ele faz ótimos combos de duas cartas, que geram inúmeros recursos e a combinação dessas cartas podem ser diversas, além do mesmo possuir Monstros Links que lhe geram vantagem. Lincegueira pode buscar a Magia de Campo (Santuário), te possibilitando fazer a famosa "Link de Reencarnação" com seu Lobo da Luz do Sol, que quando Invocado usando ele mesmo como matéria, irá reciclar suas Magias e Armadilhas do Cemitério para serem usadas no turno do seu oponente, além disso, quando outro monstro é Invocado em sua Zona, ele pode reciclar seus monstros do Cemitério, adicionando-o à sua mão, lhe dando um follow-up para jogar o próximo turno. Porém, o Brick (mão ruim) do Deck funciona muito num estilo Monarca, onde você não consegue fazer nada e passa o turno, que pode ser um dos fatores de risco para a não ingressão do mesmo no competitivo.




    • Resistência: Em termos de jogadas, o Deck tem uma baixa resistência. Qualquer coisa ativada no meio do combo pode ser comparado com um tiro de um sniper bem no meio de sua testa: sua jogada morre por ali, e você tem que torcer para seu oponente não conseguir te matar no próximo turno. É por esse motivo que o Deck usa cartas como Chamado da Cova, para te proteger dessas eventuais situações. Entretanto, se você conseguir passar o turno com o campo que o Deck é programado para fazer, o Deck ganha pontos nesse tópico, já que oponente terá dificuldade de passar por cima dos seus monstros graças a resiliência do Lincegueira, juntamente com suas Armadilhas que vão lhe dar fôlego no turno do oponente. Basicamente, o Deck "morre" se tomar algo no meio do combo e não conseguir negá-lo. Caso isso não aconteça, o oponente provavelmente não conseguirá passar pelo seu campo.




    • Recovery: A pergunta que não quer calar: "O Deck consegue jogar mesmo se tiver perdido o campo todo?" Sim, consegue. Como foi dito acima, o Lobo da Luz do Sol te dá um follow up graças ao seu efeito, o que já é importante para recomeçar suas jogadas, principalmente se ele tiver adicionado o Salamagrande Raposex ou Gazela, que são essenciais para o seu combo. Mas sem dúvida, a melhor carta nesse quesito é o Salamagrande Toupeira. Basicamente, se você não tem monstros no campo, você pode banir ele do seu Cemitério, e voltar 5 cartas Salamangreat do Cemitério ao Deck e comprar 2 cartas. Além da sua normal draw, ele ainda te dá outras 2 cartas de graça, te deixando com ao menos 4 cartas na mão sem gastar nada, e ainda podendo ter o Lincegueira no Cemitério para proteger o batalhão.







    Opinião - Hype ou Meta?



    Essa é uma pergunta difícil de responder. O Deck tem tudo para ser Meta, tendo em vista os seus resultados mais recentes no TCG, mesmo somente uma semana após o lançamento. Ele venceu o Pro Player Tour Atalanta, e foi o Deck mais popular e o que mais topou no ARG Vegas. Não posso negar: O deck é bom, muito bom, mas apresenta defeitos claros, como seu brick absurdo e fragilidade gigantesca na hora de combar, o que faz com que ele tenha características não muito boas para a ingressão dominante no meta. Vale ressaltar que no OCG, a Banlist foi severa com os Decks mais fortes do formato, mas aqui no TCG, temos Thunder Dragon, Sky Striker e Altergeist com toda a força, o que deixa muito mais difícil qualquer Match contra esses Decks, pois apesar de ter uma boa match contra Sky Striker (indo em primeiro), o Deck não se dá bem contra Altergeist e Thunder Dragon (que estão enfraquecidos no OCG) e precisa de uma build específica para vencê-los, usando engines como os Artifacts ou com Kaijus, por exemplo, pois os mesmos são Decks de controle, e colocam campos muitos dificeis de quebrar e monstros com alto poder de ATK. Apesar disso, o Deck possui uma ótima match contra outros Decks de Link, inclusive contra ele mesmo, graças a "Super Poly" do Arquétipo, chamada de Fusão de Fogo, que pode facilmente Invocar o Salamagrande Quimera Violeta usando monstros do oponente e dar um baita OTK. Porém, o Deck tem cada vez mais recebido suportes, e vem se tornando cada vez mais consistente. Quem sabe num futuro, a Konami não venha a lançar uma Banlist que enfraqueça os atuais Decks do formato, e assim Salamangreat não venha a se tornar o meta dominante do formato, porque hoje o Deck está muito mais próximo de ser um Salamanmeta do quê um Salamanlimbo, e é como diz o ditado: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Foi assim com PePe e SPYRAL, Decks até então fracos que foram recebendo cada vez mais suportes e se tornaram aberrações. Salamangreats podem ser os próximos, e só o tempo poderá nos dizer!



    Considerações Finais



    Se você teve a impressão de ter visto isso em algum lugar, não se preocupe, você está certo. Partes desse post foram extraídas de sites como "Road of the King", "Amino" e até mesmo do nosso blog pessoal "Cyberse Team BR". Sem dúvidas esse é um assunto que renderia inúmeros outros tópicos e ainda teríamos sobre o que falar, mas a nossa intenção era fazer um post rápido, dando um veredito sobre o Deck. Se você se interessou pelo Deck, e acredita em seu futuro, no final do post, vocês poderão assistir a um vídeo explicando detalhadamente um pouco mais sobre o Deck, e também sobre os suportes que vieram na coleção Ataque Selvagem, que não foram tão aprofundados nesse post. Desejamos de coração que vocês se tornem ótimas pessoas, seja nos duelos ou na vida real, e por isso colocamos a nossa alma nos nossos posts. Não se esqueça que todas essas cartas já estão disponíveis para venda na plataforma, e podem ser de grande ajuda nessa longa jornada. Um grande abraço, e até o mês que vem! 



    Att, Cyberse Team BR!





  • Deck Zumbi Vampiro - Como Jogar ?

    Deck Zumbi Vampiro - Como Jogar ?

    por mestredigao em 08/02/2019 - 389 Visualizações, 0 Comentários.

    Deck zumbi vampiro - Casual

    Autor: mestredigao


    0.30 0.41 1.00
    0,70



    Fala meu amigos, meu nome é Rodrigo mas conhecido como Digão sou de Duque de Caxias - RJ, e montei esse deck por conta da grande vontade de usar meus vampiros em um deck consistente, Bem vamos a mecânica.



    Você poderá invocar o principal monstro do Deck do seu GY, durante toda Fase de Standby. Sua outra habilidade de negar efeitos de monstros ou banir monstros do campo ou GY, apenas funciona quando um monstro Zumbi usa seu efeito, então você vai querer Zombie World em campo para que todos os monstros no campo e GY se tornem zumbis. Para garantir que você sempre tenha Zombie World por perto, um novo monstro de Nível 4 Banshee do Necromundo  irá proteger sua Magia de Campo de ser alvo ou destruída por efeitos de cartas, e se você ainda não tiver em posse da sua Zombie World, você pode banir este monstro do seu campo ou GY com a finalidade de ativar sua poderosa carta de Magia direto do Deck ou mão! Necronizar Zumbi  se um monstro Zumbi de nível 5 ou mais estiver no campo: Escolha 1 monstro que seu oponente controla e tome controle dele até a Fase Final. Enquanto no GY: Você pode embaralhar 1 monstro Zumbi banidos de volta ao Deck para então Setar esta carta. Tatsunecro Se esta carta seria usa como material Synchro, 1 monstro da sua mão pode ser usado como um dos materiais Synchro, porém, você terá que banir todos os materiais usados para a invocação.



    Rei da Condenação Balerdroch Durante a Standby, se uma carta com face para cima estiver na Zona de Campo: Você pode invocar esta carta do seu GY. Uma vez por turno quando o efeito de outro monstro Zumbi for ativado, você pode ativar um desses efeitos:




    • Negar o efeito

    • Banir 1 monstro do campo ou GY



    Florescer Brilhante Você pode bani-la do GY para então add 1 Zumbi de Nível 5 ou mais do seu Deck ou mão; ou então, caso “Zombie World” esteja ativada, você pode invocar 1 Zumbi de Nível 5 ou mais do seu Deck. Ela irá te ajudar a buscar ou até invocar monstros do seu Deck, realmente uma versão surpreendente da “Glow-Up Bulb”.



    Familiar Vampiro  é o responsável por buscar os monstros, entretanto para ativar seu efeito você terá de pagar 500 LP (utilize Vampire Domination para recuperar seu life points ) . Ele é útil mesmo no GY com seu segundo efeito, pois você pode invoca-lo e então utilizar seu efeito novamente. Para acessar as cartas de magia e armadilha você usará Criado Vampiro . Esta criatura requer o mesmo custo de ativação que Vampire Familiar e possui o mesmo segundo efeito; sendo assim, todo poder de busca que você precisar estará a sua disposição com os dois novos servos. Sheridan, o Vampiro Dampiro  é impiedoso em campo e não deixará a alma de suas vitimas descansarem. Após destruir os monstros do seu oponente Dhampir invoca-os de volta ao campo, porém sob seu comando. 



    Bem galera, essa é a estrategia básica do deck, leiam as cartas e montem vários combos possíveis. Forte abraço, eu fuiiiii!!!!!


  • Speed Duel - O Jogo de Volta aos Primórdios

    Speed Duel - O Jogo de Volta aos Primórdios

    por CyberseTeamBR em 06/02/2019 - 322 Visualizações, 0 Comentários.

    Opa galera! Bom dia, boa tarde e boa noite. Não importa o horário que você está lendo isso, o que importa é que estamos muito felizes de ter você aqui mais uma vez conosco. E hoje, aproveitando o mês mais curto do ano, vamos falar de um assunto bem peculiar, rápido e curto: Speed Duel.



    O Speed Duel é um formato novo, lançado no TCG na última semana e que aos poucos vai ganhando popularidade. Diferentemente do duelo convencional, o Speed Duel possui grandes diferenças que fazem jus ao seu nome. Os Decks devem possuir entre 20 e 30 cartas, não existe Zona de Pêndulo e tampouco Extra Monster Zone, e cada duelista só tem 3 Zonas de Monstros e Magias & Armadilhas, além disso a Main Phase 2 também não existe nesse modo de jogo.



    O detalhe é que no OCG e no TCG existem diferenças estrondosas envolvendo o mesmo formato, isso porque no OCG os Decks devem possuir entre 15 e 20 cartas, existe Zona de Pêndulo e Extra Monster Zone, não existem Skill Cards e cada duelista pode usar qualquer carta que estiver ao seu alcance. Já aqui, existem as famigeradas e polêmicas Skill Cards, e cada jogador só pode jogar com as cartas lançadas exclusivamente para o Speed Duel, que possuem uma marca d'agua no seu texto/efeito. E foi por isso que foi lançado 2 Starter Decks, baseados em personagens já consolidados do Anime: Yugi, Kaiba, Joey, Pegasus, Mai e Ishizu.





    Porém, sem sombra de dúvidas o que mais se destaca é o Deck do Dragão Branco de Olhos Azuis, pelo seu imensa força desproporcional, se comparado com os outros. Com a Skill Dragon Caller o jogador pode ter fácil acesso ao Lord of D. e The Flute of Summoning Dragon, fazendo com que possa se Invocar poderosos dragões com 3000 de ATK que se tornam imunes a alvo, e com a Champion's Vigilance baixada em campo, com a possibilidade de negar efeitos.





    Essa junção de fatores fez com que surgisse o primeiro Tier 0 do formato Speed Duel, apesar de não ter tido torneios físicos ainda com esse formato, nas plataformas online, são cerca de 85% de duelistas usando esse Deck, o que já gerou polêmica em como a Konami vai conseguir gerir o novo formato.



    Ainda não se sabe sobre o futuro do Speed Duel ou se ele vai se consolidar como um “formato” de fato. A princípio sua Banlist é a mesma do jogo (até segunda ordem), mas pode ser que o TCG siga os passos do OCG e crie sua banlist própria para o jogo.



    E por fim, talvez o principal motivo para se olhar esse novo modo de jogo com novos olhos é que seus reprints com marca d'agua também podem ser usados nos duelos tradicionais do TCG, e por isso devemos ficar atento aos suportes e reprints de cartas que podem ser lançadas bem mais baratas graças ao novo jogo. 



    E você? Já jogou o Speed Duel ou tem interesse? Nos conte o que achou do formato nos comentários e quais suas expectativas para ele no futuro. Se você quer mais posts como esse, dando sempre um “update” de forma rápida (desculpe o trocadilho xD), comente e faremos cada vez mais pessoas contentes


  • Banlist 2019: O que muda agora?

    Banlist 2019: O que muda agora?

    por CyberseTeamBR em 29/01/2019 - 492 Visualizações, 1 Comentários.

    E ai galera, tudo bem com todos? Se você não vive dentro de uma caverna já deve saber que recentemente saiu a mais nova Banlist para o novo formato do TCG, que começou a ser válida a partir de ontem (28 de Janeiro) e que promete dar algumas diferenças significativas no Meta, mas sem mudar o seu núcleo de Decks. Normalmente, as pessoas analisam carta por carta e o motivo delas estarem na Banlist, mas dessa vez resolvemos inovar e mostrar Deck por Deck, o impacto que a Banlist causou, e quais são os ganhos e as perdas para esse Deck. Tá preparado? Então vamos para o Test Drive!



     



    Sky Striker





    Sky Striker para a surpresa de muitos, passou ileso na lista. Com cerca de 6 meses no jogo era esperado ao menos um novo Hit em seu Deck, mas isso não aconteceu e ele provavelmente vai continuar como o Deck mais forte do formato até a Forbidden List de Abril (quando provavelmente deve ser hitado). Em contra-partida, os outros Decks do Meta receberam a Eradicator Epidemic Virus, um poderoso counter contra esse Deck, que pode destruir todas as Spells na mão ou no campo durante 3 turnos, mas nada que seja impossível de se combater. Na opinião de Fernando Lucas, o criador de conteúdo do nosso canal no YouTube, é esperado cerca de 20 à 25% desse Deck nos Top 16 dos grandes torneios.



    Thunder Dragon





    Um Deck que perdeu muito e ao mesmo tempo ganhou foi o Thunder Dragon. A lista não afetou as cartas do Deck em si, mas afetou totalmente a Engine que tornava possível o uso da variável Thunder Dragon Combo do Deck. Basicamente, esse Deck consistia em usar o efeito da Cauda de Fadas - Neves para banir 7 cartas da mão ou do Cemitério e a Invocá-la. Seu efeito em si já era irritante, podendo colocar um monstro com a face para baixo no campo em ambos o turno, mas o maior problema era triggar 7 efeitos dos Thunder Dragons ou de outras cartas banidas e fazer um enxame no campo. E isso tudo isso era possível usando a Fusão Brilhante, enviando-a para o Cemitério para Invocar a Gem-Knight Seraphinite do Extra Deck. Agora a Cauda de Fadas foi banida e a Fusão Brilhante limitada. Isso impactou diretamente 80% de todos os Decks Thunder Dragon que estavam topando no formato atual, mas não matou a versão pura do Deck, que apesar de ter sofrido com a limitação da Gold Sarcophagus ganhou um novo suporte indireto na Savage Strike, o Aloof Lupine, que quando Invocado, bane 1 monstro na mão e um do mesmo Tipo do Deck, trigando dois efeitos. Além disso, Thunder Dragon também é um dos Decks que ganhou muito com a chegada da Eradicator Epidemic Virus e agora tem uma grande vantagem numa Match contra Altergeist ou Sky Striker.



     



    Altergeist





    Altergeist é outro Deck que não recebeu nenhum tipo de hit na Banlist, e se aproveita muito bem disso. Altergeist, apesar de ser um Deck bem forte e consistente, nunca tinha conseguido ser muito relevante em grandes torneios, normalmente sempre parando entre os Tops 16 ou 32. Isso porquê ele tinha uma Match bem ruim contra Sky Striker, Thunder Dragon e Dark Warrior. Agora com o enfraquecimento dos outros núcleos do Meta, é esperado que esse Deck, juntamente com Sky Striker possam dominar um pouco mais o formato (numa briga acirrada com Thunder Dragon, que continua forte). Porém "o pau que dá em Chico dá em Francisco", e do mesmo jeito que o Virus pode parar Spells, ele também pode fazer o mesmo com Trap Cards, o que seria altamente prejudicial para o Deck. De acordo com Fernando Lucas "o Deck vai ganhar mais notoriedade nesse formato, chegando a ter 10% dos Tops 16 dos torneios, e posteriormente, na Banlist de Abril ser afetado pela Banlist".



    Dark Warrior





    Aqui está o Deck que sem dúvida mais sofreu com a Banlist como um todo. O Number 86: Heroic Champion - Rhongomyniad, Number 42: Galaxy Tomahawk e o Topologic Gumblar Dragon, seus principais monstros de Extra Deck foram banidos, mas isso foi muito justo. De acordo com Fernando Lucas "cartas que não te deixam jogar ou te dão uma vantagem absurda, devem ser banidas", e foi exatamente isso que aconteceu. O Rhongomyniad não dava a possbilidade para que o oponente pudesse jogar Yu-Gi-Oh, pois o privava de fazer Invocações-Normais ou Especiais, se tornava inafetado por efeitos, com 3000 de ATK e DEF, e era um Raigeki ambulante, destruindo todas as cartas do oponente uma vez por turno. O "x" da questão é que ao mesmo tempo que em formatos anteriores essa carta era irrelevante, nesse formato ela ganhou notoriedade graças a sua facilidade de Invocação e por consequência, criou problemas para o jogo.



    O Gumblar também era uma outra carta usada nesse mesmo Deck, que sozinha descartava 4 cartas do oponente pro Cemitério, limitando todos os seus recursos. Além de não poder fazer Invocações e ter suas cartas destruídas, ele ficava com apenas 1 carta na mão para tentar o improvável comeback. Normalmente sempre protegido pelo Knightmare Cerberus e Knightmare Phoenix, ele não podia ser destruído por batalhas ou por efeitos. Um campo inquebrável, mas que a Banlist fez a questão de quebrar. O mesmo acontecia com o Tomahawk, que apesar de não ser um hit esperado, se tornou uma carta extramemente "quebrada" no formato, com sua capacidade de Invocar 5 Tokens, e sendo genérico, era um criador de Links sozinho. Mesmo motivo pelo que a Soul Charge foi banida, por Invocar mútiplos monstros do Cemitério e ser um extensor de jogadas perfeito, mas com vantagens absurdas.



    Ainda de acordo com Fernando Lucas "a limitação do Dark Grepher tira um pouco da consistência do Deck, mas o Deck continua com o potêncial de fazer alguma coisa, o único problema é achar essa coisa." Os jogadores vão ter que se virar para achar uma outra maneira de fazer o Deck jogar, um novo foco, seja em Extra Link ou usando outros Xyz. Talvez o Deck fique focado em fazer coisas diferentes do que já vistas, podendo se tornar um Deck OTK, ou um Deck de controle, usando como base cartas como Naturia Beast ou o Naturia Exterio em conjunto com o recém limitado Cyber-Stein. O Deck vai tirar "férias" por um tempo, mas é provável que volte num futuro próximo.



    Cyber-Stein FTK





    Talvez o "erro" dessa Banlist tenha sido trazer o clássico Cyber-Stein de volta. Ele é uma carta super arriscada que ao custo de 5000 LP Invoca por Invocação-Especial praticamente QUALQUER Monstro de Fusão do seu Extra Deck. Mas é claro que os jogadores achariam um jeito de abusar disso. Com os perigosos monstros Dangers no formato, qualquer FTK se torna extremamente consistente, e ai está um grande problema. Com sua Engine de swarm e compra, todas as cartas necessárias para o combo se completam, e sem gastar nem sua própria Normal Summon. Depois de encher o campo, você Invoca o Saryuja Skull Dread, e compra mais 4 cartas (claro, retorna 3 pro Deck para serem compradas de novo). Ai você Invoca o Cyber-Stein pelo efeito do Link e continua enchendo o campo com Dangers. Usa o Saryuja e qualquer outro monstro para fazer o Reprodocus e transformar o Cyber-Stein em um monstro Psychic. Depois disso, é só equipá-lo com a Telekinetic Charging Cell e você não precisa mais pagar pontos de vida para ativar seu efeitos. E com o spam de Dangers ainda continuando, você faz outro Saryuja, compra mais 4 cartas e abre 3 novas zonas pra Invocações. Ai é só abusar do efeito do Stein, Invocar Fusões de Nível 10 e usá-las como matéria pra trazer o Superdreadnought Rail Cannon Gustav Max e causar 4000 de dano ao oponente, depois usar todos os monstros para trazer outro Saryuja e continuar Invocando, mas dessa vez o famoso Blaze Fenix, the Burning Bombardment Bird, que causa 300 de dano para cada carta em campo. Com 3 cópias disso, serão 900 para cada carta, incluindo os 3, o que já totaliza por si só 2700 de dano, e com o Cyber-Stein, Telekinetic e Saryuja em campo, são mais 2700 de cada um. Um Deck consistente, que pode trazer problemas para o jogo.



    Nekroz Impcantation





    Assim como toda Banlist, essa também tem o seu lado comercial. Com reprints confirmados na Power Box, o Deck Nekroz finalmente voltou a ser um "Deck", com sua principal carta, o Shurit, Strategist of the Nekroz sendo limitado e o poderoso Nekroz of Brionac sendo liberado a 3 cópias. O impacto disso no Meta não vai ser grande, mas se bem jogado esse Deck pode até se tornar um Rogue, pois possui ótimas Matchs contra os Decks do Meta atual. Ganhou muita presença de campo graças aos Impcantations, que cairam como uma luva para qualquer Deck Ritual. A build mais comum, a Nekroz Impcantation utiliza os dois Arquétipos, além de usar o Zaborg, o Mega Monarca para enviar cartas do próprio Extra para o Cemitério, que buscam cartas, destroem cartas do oponente e reciclam seus recursos. Além disso, indo primeiro, o Deck pode dar um poderoso Lockdown, usando o Vanity's Ruler para impedir que o oponente faça Invocações-Especiais. Sem dúvida um Deck para ficarmos de olho no formato atual, mas que dificilmente vai chegar a vencer um grande torneio, mas que vez ou outra pode aparecer num Top 16 ou Top 32.



    Outras Mudanças





    A lista também teve outras pequenas mudanças, de grande maioria irrelevantes. Porém a principal dessas mudanças foi a liberação da Interrupted Kaiju Slumber de volta à 3. Essa é uma carta que pode ter um impacto no meta, e até mesmo Decks como Crusadia podem aumentar seu poder de fogo. É uma das principais Counters contra os principais Decks do jogo, e ainda por cima é uma buscadora de Kaijus, o que é um motivo de preocupação para o oponente, que vai ter que jogar muito bem para se livrar de eventuais problemas. Além disso, a Limiter Removal voltou à 3 também, o que pode ser um indício que o próximo Deck Máquina, que vai chegar no The Infinite Chasers, e que tem uma mecânica OTK já revelada, seja um dos novos Metas do jogo daqui a 3 meses. Shaddoll também contou com a limitação do El Shaddoll Construct, mas dificilmente terá alguma grande relevância no formato.



    Att, Cyberse Team BR!


  • Sorteio Yu-Gi-Oh!

    Sorteio Yu-Gi-Oh!

    por MYPCards em 18/01/2019 - 391 Visualizações, 2 Comentários.

    Fala galera!!



    Está rolando um sorteio do MYPCards em parceria com o TShadow Games BR e a Dominion Card Games!



    Da uma olhada no vídeo explicando como faz pra participar e bora nessa!!







    Sorteio Yu-Gi-Oh! (MYPCards)

  • O quão bom é Sisters of Rose?

    O quão bom é Sisters of Rose?

    por CyberseTeamBR em 17/01/2019 - 430 Visualizações, 0 Comentários.

    Opa duelistas! Tudo bem com vocês?



    Legendary Duelists: Sisters of Rose (ou simplesmente chamado de Sisters of Rose) é uma nova coleção que foi lançada no TCG em 11 de Janeiro. É o primeiro Set do ano! Harpie, Cyber Angel, Trains, Lunalight & Black Rose ganharam novos suportes nessa coleção, mas será que eles são realmente bons? Então vamos ao test drive!



    Deck #1: Harpie





    Dando início aos suportes ao Deck Harpie, temos a Perfumista Harpia que assim como todas as outras é tratada como Lady Harpia enquanto está no campo ou no Cemitério. Porém, seu principal efeito se resume em adicionar uma Magia/Armadilha que liste especificamente a carta Irmãs de Lady Harpia no seu texto do Deck para à mão, podendo ser 2 cartas diferentes, caso você controle um Harpie de Nível 5 ou maior no momento da ativação desse efeito. É uma carta bastante interessante para o Deck, já que é buscadora de recursos. O Deck já tinha um poder de busca de monstros muito formidável, mas pecava quando o assunto era buscar suas Magias ou Armadilhas essenciais. Essa carta chega para resolver esse problema, podendo buscar até mesmo a Egotista Elegante, que é uma das principais cartas que o Deck costuma usar.



    Uma das outras novas cartas que foram lançadas, e uma das principais é a Descanso de Penas da Harpia. Seu efeito é simples, mas muito efetivo: ao embaralhar 3 cartas Harpie com nomes diferentes do Cemitério ao Deck, você pode comprar 1 carta, ou 2 caso controle uma Harpie de Nível 5 ou maior na sua ativação. Depois disso não pode mais Invocar monstros por Invocação-Especial, exceto monstros de VENTO, que é praticamente todo o núcleo do Deck, e além disso, já vai ter sido capaz de reciclar seus recursos. Very good card!



    E para terminar a trinca de cartas mais importantes do Deck, também temos a Espelho Sedutor Divisor. Essa é a carta que faz com que o Deck mantenha o bom controle de campo que já tem. Caso um monstro "Harpie" ou "Harpie Lady Sisters" seja destruído por batalha, você pode Invocar outro monstro do Arquétipo com um nome diferente daquele monstro destruído para o campo (dependendo do monstro, podendo ativar seus efeitos). Além disso, caso essa carta seja destruída por uma carta do oponente ou por suas próprias cartas "Harpia" (efeito que consegue tirar vantagem do efeito mandatório da Terreno de Caça das Harpias), você pode Invocar um monstro "Harpie" do seu Cemitério, que também faz com que essa carta possa ajudar no recovery de recursos.



    Deck #2: Cyber Angel





    O segundo Deck a receber suportes foi o já famigerado e conhecido Cyber Angel. Um dos principais deles foi o Anjo Ovo Ciber, que quando Invocado, te permite adicionar qualquer Magia "Machine Angel" ou a Santuário do Ritual. É uma carta muito boa por fazer o que o Deck ainda não fazia sozinho, que era buscar seus principais recursos para fazer as Invocações-Ritual, inclusive a própria Magia de Campo, que recicla as Magias de Ritual. Uma carta muito boa, que seria muito melhor se fosse Nível 1, mas isso não tira o seu mérito.



    A próxima carta talvez seja a de maior impacto.. O Deck ganhou uma nova ace monster com a chegada da Ciber Anja Izana. Um novo Monstro Ritual, de Nível 8 e com efeitos de fato muito potentes. Quando Invocada, faz com que o seu oponente envie 1 Magia/Armadilha que ele controla para o Cemitério (OBS: Ela não destrói cartas e nem dá alvos, então impossibilita que muitos efeitos possam ser ativados). Além disso, caso ela destrua um monstro do oponente em batalha e o envie para o Cemitério, ela pode ativar seu efeito e atacar de novo (muito boa para a mecânica de OTK do Deck). E por fim, caso seu oponente ative um efeito que dê alvo em um Monstro Ritual "Cyber Angel" (incluindo essa própria carta), você pode embaralhar um Monstro Ritual do Cemitério de volta ao Deck e negar esse efeito (só pra lembrar que esse é um Efeito Rápido). Essa carta é muito boa porque pode reciclar recursos, ao mesmo tempo em que tem uma forte presença de campo.



    Além disso, temos uma nova Magia que aumenta a velocidade do Deck como um todo. A Máquina de Anjo Misericordiosa é o tipo de carta que todo Deck precisa. Ao Tributar 1 Monstro de Ritual "Cyber Angel", você pode comprar 2 cartas e colocar 1 carta da mão no fundo do Deck. É uma ótima ampliadora de jogadas, porque acima de tudo permite que os seus monstros possam Triggar seus efeitos ao serem Tributados. Pelo resto do turno você não poderá fazer nenhuma Invocação-Especial, exceto de Monstros Ritual, mas isso não será muito problema caso você esteja usando um Deck de Cyber Angel puro, ou até mesmo mixado com os Heralds, já que é um Deck que pode fazer a Invocação com muita facilidade.



    Deck #3: Black Rose





    O próximo Deck a receber suportes foi o da nossa querida e amada (menos pelo Yusei) Aki Izayoi. O Deck "Black Rose" na realidade nunca vingou no jogo como um Arquétipo puro, mas já participou do Meta em certas ocasiões com algumas cartas que eram usadas pela personagem. E é tentando reviver esse passado que a Konami parece ter lançado suas melhores cartas aqui nessa coleção. O Dragão da Rosa Vermelha é uma das melhores cartas do Deck e da coleção. Quando é usada como Matéria-Sincro para uma Invocação, ele permite que você possa Invocar por Invocação-Especial 1 monstro "Rose Dragon" da mão ou Deck. Isso por si só já seria algo muito forte, porque além das outras matérias terem a possibilidade de Triggar seus efeitos no Cemitério, você poderia trazer um Tuner para o campo e no futuro usar o Crystron Needlefiber para continuar a fazer suas jogadas e consequentemente mais Synchro Summons. Além disso, como complemento desse efeito, caso ele tenha sido usado para Invocar por Invocação-Sincro o Dragão da Rosa Negra ou qualquer Synchro Planta, ele também pode adicionar 1 Rosa Congelada ou Florescer da Rosa Mais Negra do Deck para a mão, o que ainda te dá mais recursos para continuar suas jogadas.



    O que era bom ficou ainda melhor com a chegada da Fada da Rosa Negra. Essa carta comba muito bem com a primeira, e com certeza deve ver jogo fora do próprio Arquétipo. Se um Tuner for Invocado por Invocação-Especial, você pode Invocar essa carta da sua mão (nem preciso dizer que isso ai já pode ser usado em Decks de Link Spam ou Synchro com o Crystron como base né?). Além disso, caso essa carta esteja no seu Cemitério, você pode enviar 1 carta da sua mão ou campo para Cemitério, e colocar essa carta de volta no Deck. Pode parecer simples, mas essa carta além de se auto-reciclar, também pode desencadear uma "coletânea" de efeitos dentro de inúmeros Decks. E com muitos Tuners sendo usados em inúmeras builds (Ash Blossom ou Ghost Ogre) e com a possível chegada do Crystron para o TCG, se tornar uma Engine comum em vários Decks.



    Outra carta muito poderosa e que provavelmente verá jogo fora do próprio Arquétipo é a Donzela da Rosa do Jardim. É um Monstro Synchro genérico (1 Tuner + 1 non-Tuner) e de Nível 5, sendo muito fácil de fazer por inúmeros Decks, até do próprio Metagame atual. Quando Invocada, permite ao jogador adicionar 1 Jardim Negro do Deck ou Cemitério para a mão, algo que pode se tornar muito útil, já que a Black Garden Invoca Tokens com grande facilidade para o campo (toda vez que um monstro for Invocado). Até mesmo no OCG, Decks como Crusadia ou Guardragon, costumam usar essa carta como parte de seus combos. Além disso, você também pode banir essa carta do seu Cemitério (inclusive, depois de usá-la como Matéria Link) e Invocar do seu Cemitério de volta ao campo um monstro "Rose Dragon", ou o mais importante: um monstro Synchro Dragão. Isso abrange muita coisa, e inclusive uma das cartas mais poderosas do jogo como Dragão Sincro de Asas de Cristal, que pode ser facilmente reciclado com essa carta.



    Além disso, ainda temos a Rosa Congelada, que também é uma carta com aplicações fora do próprio Arquétipo. Você pode enviar 1 monstro que você controla para o Cemitério e aplicar o efeito dependendo do Tipo de monstro enviado. Caso seja um monstro Planta, durante a Fase Final você poderá comprar 2 cartas. Apesar de ser um efeito muito bom, ele só se aplica na End Phase, e isso não é bom, já que você na teoria, não vai poder se aproveitar das cartas que comprou naquele mesmo turno, e dependendo da situação, quando o jogo voltar para você aquela carta pode não ter mais tanta utilidade. Porém, caso o monstro que você enviou não seja do Tipo Planta, você pode adicionar 1 Monstro Planta de Nível 4 ou menor do Deck para a mão, e sabe o que isso significa? Você pode adicionar muito facilmente o Predaplanta Escorpião Ophrys do Deck para a mão, sem depender de cartas como Florescer do Fogo Solitário, e então usufruir da Engine Brilliant Fusion, muito comum em Decks do formato.



    Deck #4: Trains





    Se você gosta de Trens superpesados, chegou a sua vez! O quarto Deck dessa coleção a receber suportes foi o Deck de Trains, usados por Anna Kaboom no Anime Yu-Gi-Oh! ZEXAL. O Deck de Trains sempre se destacou pela sua enorme força bruta, e isso não mudou muito com seus novos suportes. O primeiro deles é o Trem Bala Super Expresso, que possui 3000 de ATK, e entra em campo facilmente caso você controle somente monstros Máquina de TERRA. Além disso, ele é Nível 10, e pode ser usado como Matéria para as Invocações-Xyz do Deck. Além disso, caso ele esteja no seu Cemitério durante a Fase Final e tenha sido enviado para lá durante esse turno em questão, você pode adicionar 1 outro monstro Máquina do seu Cemitério para a sua mão (o que faz com que esse Deck possa entrar em alguns outros Decks Máquina do jogo). Ele precisa de um custo de 2 monstros para atacar, mas é algo que quase nunca ele vai fazer, já que o que interessa mesmo, é Invocar os monstros mais fortes do Extra Deck.



    Outro monstro muito importante lançado para o Deck é o Ferrovia Célere Pégaso Alado. Ele é um monstro de Nível 4, e quando Invocado, permite que você Invoque outro monstro Máquina do seu Cemitério para o seu campo com seus efeitos negados, o que já é importante para encher o campo. Mas que joga de Train sabe que os Monstros Xyz do Extra Deck são em grande maioria de Rank 10. Isso não é problema para essa carta, já que além de Invocar um monstro, você também pode dar alvo em um dos monstros que você controla e mudar o Nível dessa carta para o Nível dele, ou vice-versa. Dependendo de qual turno seja, você pode transformar ambos em Nível 4 e fazer uma jogada defensiva, como Invocar o Número 41: Bagooska, a Anta Terrivelmente Cansada por exemplo, ou, na maioria dos casos, usar esse efeito para Invocar seus grandes Monstros Xyz e dar um OTK no seu oponente. Monstros que não sejam Xyz não podem atacar quando você ativar esse efeito, por isso é altamente recomendável que você use essa carta como matéria.



    Além de todas as cartas de suporte de Main Deck mostradas até então, também temos o Supercouraçado Canhão de Trilho Juggernaut Liebe, que é o novo Ace Monster do Deck. Diferentemente dos outros, ele é um monstro de Rank 11, mas pode ser Invocado usando um Monstro Máquina de Rank 10 como matéria (além de transferir os matériais dele para essa carta). Possui 4000 de ATK e DEF, e uma vez por turno pode desassociar 1 Matéria Xyz para ganhar 2000 de ATK e DEF adicionais e PERMANENTES. Ou seja, só no seu primeiro turno em campo, ele já fica com 6000 de ATK e DEF, e vai ganhando mais ao longo dos outros turnos. Você não pode atacar com nenhum monstro que não seja ele durante o turno em que ativar esse efeito, porém, ele pode atacar um número de vezes durante a Fase de Batalha igual ao número de Matérias associadas a ele +1. Ou seja, no mínimo, ele vai poder realizar 3 ataques no primeiro turno em que estiver em campo, totalizando 18000 de dano em batalha. Tá pouco ou quer mais?



    Deck #5: Lunalight





    E por fim, vamos falar do último Deck a ganhar suporte nessa coleção. As Lunalights foram usadas por Selena no Anime Yu-Gi-Oh! ARC-V, e não demorou muito para cair nas graças de muitos duelistas pela sua mecânica de OTK, mas com uma pitada de criatividade. É um Deck que já é bastante consistente, e é um daqueles famosos Decks que se destacam entre os mais fortes do 4fun. Mas será que com as novas cartas eles podem chegar a um novo nível!?



    A primeira carta a se falar aqui é a Marta Amarela Luzlunar, que possui umas peculiaridades interessantes. Seu primeiro efeito permite que ela seja Invocada por Invocação-Especial da mão ou Cemitério ao retornar outro Lunalight que você controla para a mão. Esse efeito se torna interessante em conjunto com os monstros Pêndulo, que podem ser Invocados para se aproveitarem dos seus efeitos, e depois serem retornados para a mão para que a Invocação-Pêndulo possa ser feita, mas ainda assim não é nada surpreendente. O outro efeito dessa carta já é mais útil, já que quando enviada ao Cemitério por um efeito (vide Enterro Tolo por exemplo), te permite adicionar 1 Magia/Armadilha Lunalight do Deck para a mão, sendo útil para adicionar os recursos que faltam.



    O segundo monstro de Main Deck que foi revelado é a Pássaro Esmeralda Luzlunar, que quando Invocada te permite descartar 1 carta Lunalight (isso já serve de gatilho para a Marta Amarela) e comprar 1 carta. Esse é um efeito bom, porque faz com que outros efeitos possam triggar, além de te dar um novo recurso. E além disso, se essa carta for enviada para o Cemitério por um efeito, ela te permite Invocar 1 monstro Lunalight banido ou do Cemitério de volta ao campo com os efeitos negados. Esse monstro então poderá ser usado para fazer uma Link Summon ou ser usado como Matéria de Fusão. É uma carta muito boa para o Deck, e merece uma atenção especial.



    O Deck também ganhou uma nova Fusão muito sólida para o jogo, que é chamada de Dançarina de Lâminas Luzlunar. Ela não pode ser alvo de nenhum efeito de carta de nenhum duelista, e ganha ATK igual ao número de monstros Besta-Guerreira banidos ou em ambos os Cemitérios x 200. Isso por si só já marca uma presença de campo importante, já que a fusão já tem 3000 de ATK originais, e pode ficar ainda mais forte. Além disso, caso ela esteja no seu Cemitério, você pode bani-la, e fazer com que um Monstro Fusão que você controle ganhe 3000 de ATK até o fim do turno em questão. Imagine só isso em conjunto com a Leoa Dançarina Luzlunar e a Gata Azul Luzlunar, podendo fazer com que a Leoa alcance facilmente os 10.000 de ATK. Só um detalhe é que essa carta pode ser feita usando a nova Spell de Fusão do Deck, chamada de Fusão Luzlunar, que também pode usar monstros do Main Deck e/ou do Extra Deck como matéria.



    Bom galerinha, essa foi o post dessa semana. Desculpem-nos pela demora, tivemos alguns problemas a resolver, mas estamos de volta a ativa! Se você joga com qualquer um desses Decks e ainda não sabe onde encontrar seus novos suportes, a MYP Cards tem todas as cartas disponíveis para você. Converse diretamente com os vendedores da plataforma e tenha seu card pelo preço mais baixo e justo do mercado! Além disso, não deixe de visitar nosso canal Cyberse BR no Youtube, onde postamos vídeos novos toda semana!



    Um grande abraço, e até a próxima! 



    Att, Cyberse Team BR!


  • Retrospectiva Yu-Gi-Oh! - Parte 1 (2002-2005)

    Retrospectiva Yu-Gi-Oh! - Parte 1 (2002-2005)

    por CyberseTeamBR em 27/12/2018 - 378 Visualizações, 0 Comentários.

    Yu-Gi-Oh! começou sua história apenas como um Mangá semanal sobre um menino que havia sido possuído pelo espírito de um antigo faraó egípcio que desafiava vários antagonistas para diferentes tipos de jogos. Um desses jogos, foi entitulado de Magic &  Wizard (Magos & Feiticeiros), e depois acabou sendo renomeado para o mais familiar Duel Monsters, ou no bom português, Monstros de Duelo. O episódio em especial onde o jogo foi mostrado pela primeira vez, era uma simples homenagem aos jogos de cartas que haviam começado a "decolar" a partir dos anos 90, em especial o já conhecido Magic: The Gathering. No entanto, o jogo se tornou muito popular, com os fãs pedindo cada vez mais para que ele reaparecesse no mangá, e assim ele reapareceu nos capítulos posteriores.





    No entanto, a popularidade do Duel Monsters eventualmente levou o mangá a mudar seu foco completamente para ele, e também levou ao lançamento das primeiras cartas de Yu-Gi-Oh! pela BANDAI. Essas cartas não eram feitas para serem um jogo, e sim para serem artigo de colecionadores - um dos principais fatores que encurtaram sua trajetória desconhecida. A idéia da BANDAI realmente não tinha dado certo, e a Konami, uma empresa concorrente resolveu criar o jogo oficial de cartas em 1998. Esse jogo tinha regras nunca antes vistas no mangá, como a Tribute Summon por exemplo, como também o aumento dos Pontos de Vida de 2000 para 8000. O jogo rapidamente ganhou fôlego no Japão, se tornando um sucesso nacional, juntamente com o lançamento do Anime no ano 2000. Isso solidificou ainda mais a popularidade da franquia, fazendo com que houvesse sua exportação mundial no ano de 2002.





    2002



    O jogo de cartas como conhecemos hoje começou em Março de 2002, com o lançamento do primeiro Booster Pack do TCG: Legend of Blue Eyes White Dragon e os dois primeiros Starter Decks, que correspondiam a Yugi e Kaiba. Nesse estágio inicial do jogo o Cardpool (variedade de cards) era bem pequeno. A maioria dos monstros eram Monstros Normais, ou tinham efeitos simples de uma linha. À medida que o jogo ganhava popularidade, novas cartas eram lançadas ao longo do ano, e não demorou muito para que os jogadores profissionais da época reconhecessem o Caveira Invocada com o monstro mais forte do jogo naquele atual momento. Ele é um Monstro Normal de Nível 6 e com 2500 de ATK, e dentre os monstros de Invocação-Tributo, ele era o que tinha melhor custo benefício, já que tinha o mesmo ATK dos monstros mais poderosos da época, mas só necessitava de 1 Tributo.



    Outra característica marcante daquela época era o Powercreep dos monstros de Nível 4 do jogo. Logo de início La Jinn, o Gênio Místico da Lâmpada se estabaleceu como o melhor monstro que não necessitava de Tributo daquela época, isso porque tinha 1800 de ATK. Posteriormente, o Mechanicalchaser foi lançado com seus 1850 de ATK, mas era um monstro raro, já que era premiação de torneio, e por esse motivo não foi tão icônico no Metagame da época, por conta de seu difícil acesso.



    Esse período da história do jogo ficou conhecido como "Summoned Skull Beatdown Format". Isso é um pouco impróprio, pois apesar de grande maioria dos Decks realmente usarem o Summoned Skull para causar maiores danos de batalha, naquela época ainda não existia a concepção de "formato", como temos hoje em dia. Como o jogo ainda era relativamente novo no ocidente, a comunidade ainda era subdesenvolvida e a base de jogadores era muito "distorcida" quanto ao oriente: enquanto no Japão, boa parte dos jogadores eram mais velhos, no ocidente os jogadores eram mais novos, já que grande maioria eram formados por fãs do anime que acabaram por conhecer o jogo, que foi comercializado para crianças. Esses fatores, combinados com a falta de torneios de grande porte no TCG naquela época acabaram por criar um "Meta" muito variado e aparentemente aleatório. Não existia um melhor Deck universalmente aceito, e muitos jogadores usavam cartas simples.



    Porém mesmo assim, naquela época já existiam cartas muitos fortes, que pareciam estar uma década a frente do seu tempo: Pote da Ganância, Reviver Monstro, Raigeki, Buraco Negro, Mudança de Opinião e Tempestade Pesada foram cartas marcantes para a época, e não demoraram muito para fazerem parte da primeira Forbidden List (que naquela época era apenas a Limited List). Eles compartilhavam a característica comum de ter efeitos extremamente poderosos e que eram livres de qualquer custo, e não possuiam nenhum contra-jogo. O primeiro Booster Pack responsável por mudar o foco de muitos Decks da época foi o Magic Ruler (que depois foi renomeado de Spell Ruler). Como o próprio nome sugeria, nessa coleção foram lançadas muitas novas Magias, como Duo Delinquente, Confiscação, Tufão Espacial Místico, Escolha Dolorosa, Roubo Precipitado e The Forceful Sentry. Apesar de não possuirem efeitos tão poderosos quanto as cartas anteriores, essas cartas também viram jogo quase que imediatamente após serem lançadas.



    Mas foi o último Booster do ano: Pharaoh's Servant que trouxe a última carta mais importante para o jogo. Jinzo era único naquela época, e apesar de ser um pouco mais fraco do que o Summoned Skull, possuia um efeito extremamente poderoso, que mudava a forma de jogar dos Decks, Sua capacidade de negar cartas como Força do Espelho e Buraco Armadilha significava ignorar muitas das estratégias defensivas da época, além de se tornar um marco em muitos Decks de Beatdown daquele "formato". 





    2003



    Em 2003, o melhor Deck ainda era Beatdown, mas à medida que a variedade de cartas se expandia, o mesmo acontecia com a estratégia do Beatdown. Mesmo após o lançamento da Gemini Elf, que era um novo Monstro Normal de Nível 4, mas dessa vez com 1900 de ATK, o número cada vez maior de Monstros de Efeito acabou fazendo com que ele não visse tanto jogo quanto seus antecessores. O estilo de jogo havia mudado de simplesmente Invocar monstros com alto poder de ATK para um conjunto mais amplo de estratégias, que envolviam monstros como Kycoo o Destruidor de Fantasmas e Bazoo, o Comedor de Almas. O conjunto geral de cartas staples também estava evoluíndo em ritmo acelerado. A cada novo lançamento do TCG, várias Magias & Armadilhas novas foram lançadas e passaram a ser usadas em qualquer Deck que quisesse competir, como United We Stand, Tributo Torrencial, Caridade Graciosa e Espanador de Penas da Harpia.



    Simultaneamente, as coleções Legacy of Darkness Pharaonic Guardian passaram a lançar suportes específicos que envolviam Tipos de Monstro. Apesar dessas estratégias num primeiro momento não decolarem no cenário competitivo, Decks focados em Warriors, Fiends e Zombies passaram a aparecer no primeiro semestre do ano, em Competições Locais.



    Foi nesse ano que ocorreu o primeiro grande evento de Yu-Gi-Oh! em grande escala: o WCS 2003. O Campeonato Mundial foi muito importante, porque gerou mudanças significativas no Meta posteriormente. O WCS mostrou que, apesar da estratégia Beatdown ser mais comum no ocidente, a estratégia de Hand Control, mais comum no oriente era a mais potente. Esse Deck se concentrava em usar cartas como Confiscation, Delinquent Duo, The Forceful Sentry, Don Zaloog e Drop Off para descartar toda a mão do oponente e deixá-lo sem recursos para fazer um "comeback". O Deck também ficou conhecido pela sua incrível capacidade de aproveitar ao máximo o Yata-Garasu, que praticamente ganhava os duelos sozinho. O Hand Control foi parte dominante daquele campeonato mundial, mas não dominou o Meta como um todo. O TCG ainda não tinha muitos torneios de nível mundial, então a maioria dos jogos competitivos eram simplesmente os locais. O Deck Hand Control portanto, acabou não ficando muito difundido entre os players da época, apesar da clara vantagem em relação aos Decks Beatdown da época.



    Foi então no segundo semestre de 2003 que o Meta mudou um pouco com a introdução de um novo Deck focado no Cientista Mágico. Esse Deck ficou conhecido principalmente por ser o primeiro Deck FTK a ganhar notoriedade competitiva. Ele era baseado em usar o efeito do Cientista para Invocar vários Monstros de Fusão do Extra Deck (na época Deck de Fusão) e Tributá-los com o efeito da Tartaruga Catapulta para causar 8.000 pontos de dano ao oponente, antes que ele pudesse jogar. No entanto, a consistência desse Deck não foi capaz de fazê-lo vencer os poucos torneios de grande porte da época, e ele ficou resumido somente a alguns locais. No fim do ano, os Decks Beatdown ainda eram os mais fortes para o formato do ocidente, mas as builds focadas para Hand Control estavam começando a surgir por aqui.





    2004



    O ano de 2004 foi dominado pelo lançamento, logo no início do ano da coleção Invasion of Chaos, que trouxeram os "Chaos Monsters". Os dois monstros principais da coleção: Soldado do Lustro Negro - Enviado do Princípio e Dragão Emperador do Caos - Envoy da Extremidade. Eles eram inigualáveis em termos de ATK, bons efeitos e facilidade de Invocação (eles podiam ser Invocados por seus próprios efeitos, algo inédito naquela ocasião). 



    O Deck Chaos também entrou em cena no mesmo período em que eventos de grande porte começaram a acontecer com mais frequência. O início das Qualificatórias Regionais, e o aumento de comunidades Online, permitiram um Meta mais uniforme, que se moldava para os Decks Chaos e suas variantes. O Chaos Control já havia surgido como uma estratégia no fim de 2003, mas veio a se tornar mais relevante no início de 2004, como uma estratégia nova e revolucionária para a época, que bania monstros no campo com ampla facilidade. A maior parte do núcleo do Deck continuava reunindo as melhores cartas da época, mas agora também tinham que usar monstros de TREVAS e LUZ para facilitar a Invocação dos Monstros Chaos. Os monstros TREVAS já eram populares no Meta, porém os monstros de LUZ ainda não tinham muita relevância no cenário competitivo. Para resolver isso, muitos jogadores começaram a usar a D.D. Warrior Lady como staple básica do Deck, juntamente com Anjo Resplandecente para facilitar sua Invocação, e o mais importante, ter monstros de ambos os Atributos no Cemitério. Além disso, a D.D. Warrior Lady também tinha um efeito de remoção sem destruíção, que era inédito para a época.



    Outra coisa a se notar no ano de 2004 é que, mesmo após o lançamento de dois novos Booster Packs, o meta continuou o mesmo, sem alterações. Até mesmo as builds eram pouquíssimo alteradas nesse processo, sendo mesmo relevante somente a adição da carta Controlador de Inimigos em algumas builds, para aumentar ainda mais seu poder de controle. O Deck não mudava, porque não precisava mudar, e nenhum outro Deck o ameaçava, nem mesmo de longe. Chaos estava tão dominante, que houve a necessidade de se fazer uma nova Forbidden & Limited List, que baniu as cartas mais poderosas da época como Raigeki, Harpie's Feather Duster, Yata-Garasu e o próprio Chaos Emperor Dragon, mas mesmo assim o Deck parecia não ter perdido força, e se mostrou dominante mesmo com o Black Luster Soldier sendo seu único Boss Monster na época.





    2005



    O início de 2005 manteve o mesmo formato pós-lista. O Deck Chaos e suas variantes ainda dominavam completamente o Metagame, agora concentrados em usar os efeitos do Black Luster Soldier e do Magical Scientist para passar por cima do oponente (quando não era FTK, era OTK). O formato só deixou de ser de fato controlado pelo Deck Chaos com a segunda Forbidden & Limited List, que baniu as cartas mais poderosas que tinha ficado de fora da primeira, como Jarro de Fibra, Magical Scientist, Painful Choice, Confiscation e The Forceful Sentry, e além disso limitou a D.D. Warrior Lady, muito comum mesmo nessa nova forma do Deck.



    E foi somente depois dessa lista, que entramos no que talvez seja o formato mais famoso e diversificado do jogo, chamado de "Goat Format". O Goat Format foi liderado pelo Deck Goat Control, que era um novo Deck, com uma essência antiga. Era formado por cartas remanescentes do Deck Chaos Control, mas também usava Bode Expiatório e Metamorfose para Invocar o Restrição dos Mil Olhos para o campo e ir roubando os monstros do oponente um a um. Porém, o grande número de cartas que haviam sido banidas ou limitadas com a última lista diminuiu muito a velocidade do jogo, e a prova disso foi a grande presença de Monstros Flip no metagame da época. Embora a época seja conhecida como "Goat Format", o nerf dado no jogo graças a lista fez com que outros Decks pudessem competir, de grande maioria, Rogues. De fato, o Deck mais forte da época era o Goat Control, mas inúmeros outros Decks como os Fiends, Zombies, Machine Beatdown, Flip Control e os Monarchs puderam bater de frente com ele. Em particular, até mesmo os Decks de Zombies e Monarchs conseguiram viver seus momentos de glória nessa época, principalmente pelos problemas que os outros Decks tiveram pós-lista.



    Esse ano também ficou conhecido pela grande quantidade de Decks Rogue que tiveram certa relevância no formato, mas dois desses Decks conseguiram surpreender e chegar as fases mais distantes do WCS daquele mesmo ano. O primeiro deles era o Machine Beatdown, que se concentrava em abusar do efeito da Remover Limites, que estava ilimitada na época, para facilmente dar um OTK no oponente. O outro Deck era o Flip Control, também conhecido como Flip Flop, que eram baseados em efeitos de monstros Flip ciclônicos, ou seja, que se repetiam ao longo do duelo, e para isso, cartas como Tsukuyomi e Assaltante Noturno eram essenciais. Elas permitiam que os jogadores abusassem dos efeitos de Jarro Metamórfico e Des Lacooda para aos poucos ir ganhando vantagem no duelo, e lentamente ir esgotando os recursos do oponente, inclusive, esse Deck se mostrava muito forte contra o Deck Goat Control, já que podia passar por cima do efeito da Delinquent Duo ao ser enviado ao Cemitério.



    O Goat Format em si só durou 6 meses no TCG, e terminou em Setembro de 2005, graças a duas grandes mudanças no jogo. A primeira delas foi a chegada do Booster Pack Cybernetic Revolution, lançado em Agosto. Essa coleção trouxe para o jogo o por muito tempo temido Dragão Cibernético, que se tornaria uma referência no Metagame. Antes dele, os turnos eram muito mais lentos, e os jogadores normalmente Invocavam um monstro com alto poder de ATK e sem efeitos, ou com efeitos muito simples, com excessão do Força de Ataque de Elite Goblin ou o Gorila Enraivecido, que eram muito populares na época e passavam seus turnos. Normalmente essa seria a jogada padrão, a não ser que os jogadores estivessem jogando com o Deck Chaos (que já tinha sido deixado de lado a muito tempo). A chegada do Dragão Cibernético mudou isso drásticamente, e agora os jogadores podiam Invocar um poderoso monstro com 2100 de ATK para o campo sem gastar sua Invocação-Normal. Nos formatos anteriores, se um jogador quisesse fazer uma Invocação de um monstro com o Nível e ATK altos, ele precisaria moldar todo o campo e a Invocação-Tributo era a melhor mecânica até então, mas gastava recursos e longos turnos. O Dragão Cibernético fazia isso de forma muito fácil e rápida, e logo acabou se tornando uma Staple da época.





    E a segunda grande mudança foi a Forbidden & Limited List de Setembro, que ajudou a decretar o fim do Goat Format. Graceful Charity, Black Luster Soldier, Delinquent Duo e o Black Luster Soldier foram banidos, e com isso o que restava do Deck Chaos Control foi eliminado. Além disso, O Thousand-Eyes Restrict, Scapegoat e Metamorphosis foram limitados, reduzindo drásticamente a força do Deck, que já era bem lento, com isso agora ele também era incosistente. Tsukuyomi, Book of Moon e Night Assailant também foram limitados, com a intenção de prejudicar tanto o Flip Control, como os Decks Goat Control que as utilizavam. Além disso, a Limiter Removal também foi limitada, com intenção de acertar tanto o Machine Beatdown, como o próprio Cyber Dragon que havia acabado de chegar. Os únicos Decks que restaram para desafiar o Deck de Cyber Dragon eram os Zombies e Monarchs, mas mesmo assim eles não tinham a força necessária e o Cyber Dragon dominou o final do período de 2005.



    E no fim de tudo, o jogo, no final de 2005 já havia evoluído muito e se tornado um verdadeiro sucesso. Já havia se passado o tempo onde se Invocava um Monstro Normal e se baixava algumas Armadilhas. Com a variedade de cartas aumentando, o jogo ganhou um tom estratégico e passou a possuir as mais variadas jogadas. Além disso, os pensamentos dos próprios jogadores estavam mais complexos e agressivos do que nunca. 



    Sem dúvida, os primeiros anos de Yu-Gi-Oh! Trading Card Game foram de extrema importância para o jogo como um todo. Muito do que é visto hoje, é fruto do passado ainda desconhecido por muitos players mais novos no jogo. E esse ainda é só o começo dessa longa jornada. Daqui a mais alguns dias, vocês poderão ver o próximo post dessa mini-série aqui na MYP Cards, e como estamos em época de fim de ano, aproveitei para escrever um pouco mais no meu tempo livre. Espero que tenham gostado, e peço que se inscrevam no nosso canal do YouTube, afinal de contas, temos muitas novidades chegando por aí! Se você sentiu vontade de comprar algumas das cartas vistas aqui nesse post, mesmo que seja só pela nostalgia, não se esqueça que podemos tê-la disponível aqui na MYP Cards, não deixe de conferir!



    Até a próxima!


  • Brincando com fogo

    Brincando com fogo

    por CyberseTeamBR em 14/12/2018 - 286 Visualizações, 0 Comentários.

    Salve duelistas! No último final de semana fizemos algo arriscado, colocamos nossas cartas em sleeves vermelhas e fomos brincar com fogo. Mas calma que ainda não ficamos malucos rsrs



    Na verdade, o atributo fogo ganhou um novo arquétipo e fomos experimentá-lo.



    A experiência está logo à baixo junto com algumas análises.



     



     



    Salamangreat





    O novo deck fire é bem interessante, apresenta uma mecânica simples de se aproveitarem de efeitos que ativam no cemitério para se invocarem especialmente no campo enquanto lidam com as spell/trap do oponente.



    O spam de monstros é combustível para acessar um extra deck ainda não muito diversificado, mas bastante promissor.



    Esse deck estreou um novo conceito no jogo, a Reincarnation link summon, agora graças ao efeito do Salamagrande Santuário  , monstros links podem ser invocados do extra deck usando a sí próprios como matéria caso já estejam no campo, desencadeando efeitos adicionais.



     



    Suportes e Techs





    Como todos os monstros são do tipo Cyberse, usamos os melhores que pudessem nos ajudar: Lady Debug , Balancer Lord  e Garoto Widget .



    Como os efeitos do monstro às do deck, o Salamangreat Heatleo , são melhores quando jogamos no segundo turno, aproveitamos para por algumas hand traps como: Ash Blossom & Joyous Spring , Ghost Ogre & Snow Rabbit e Effect Veiler  , afinal para jogarmos em segundo, tínhamos que ter algo que atrapalhasse o turno 1 do oponente.



     



    Os Duelos



    Nós enfrentamos Blue-Eyes, Dark Magician, Cyber Dragon e Shinobird.



    Todos os duelos foram muito difíceis e as Techs cards nos salvaram várias vezes, Blue-Eyes tem uma facilidade incrível de por muitos monstros com ataque alto no campo, mas nos livramos de todos eles de uma vez só com Raigeki , sorte nossa que o Retorno dos Senhores Dragão  não estava no cemitério.



    Raigeki  também fez milagre contra o Dark Magician, por inexperiência do oponente e por sorte nossa, ele não negou a Raigeki  mesmo tendo uma Navegação do Mago  no cemitério, ainda bem que ele esqueceu ^_^



    Embalados pela sorte fomos confiantes enfrentar o Cyber Dragon mas quebramos a cara, rsrs, as cartas que queríamos não vieram e não deu tempo de chegarem, o deck sente falta de draw, será que deveríamos usar Pote dos Desejos ?



    Contra Shinobird nós jogamos melhor e as chances que o oponente teria foram frustradas pela diva Ash Blossom & Joyous Spring .



     



    Conclusão



    O deck estreou cambaleando e sem chamar muito atenção, mas com um estrutural chegando em fevereiro e chances razoáveis de reprintarem até a Ash Blossom & Joyous Spring  (como ocorreu no OCG), o deck tem tudo para se popularizar e quem sabe dar o ar da graça em torneios regionais.



    Uma dica – Não deixem de comprar as cartas que forem lançadas para o deck na próxima coleção (SAST), pois elas são cruciais e não serão reprintadas no estrutural.



    Deixarei também alguns links úteis para mais informações sobre o deck:



    Analisando o deck pós SOFU:  Análise + Deck List (vídeo)



    Comentando as cartas novas: Cartas que lançam no estrutural  (vídeo)



    Resumo das características e como jogar com o deck (em inglês): Guia completo  (artigo)



    Até a próxima galera... 



     


  • Os Invocadores Ocultos

    Os Invocadores Ocultos

    por CyberseTeamBR em 03/12/2018 - 303 Visualizações, 0 Comentários.

    Salve duelistas!



    A mais ou menos duas semanas, chegava ao TCG, a coleção Hidden Summoners, ou para nós aqui do Brasil, Invocadores Ocultos. Essa é mais uma daquelas coleções especiais que vem com 3 novos Arquétipos e é repleta de cartas brilhantes. Segue o mesmo padrão de 60 cartas por coleção e 5 por pacote, num total de 24 pacotes. E dentre esses novos Arquétipos, um dele merece destaque e está sendo cotado para dar as caras no Metagame. E no post de hoje, é hora de fazer uma pequena análise dos novos Decks. E aí, vamos pro Test Drive?



    Deck #1: Nephthys





    Nephthys é um Arquétipo composto por monstros Besta Alada de FOGO e Mago de VENTO. Possuem uma mecânica muito parecida com a dos Fire King, gerando vantagem em destruir cartas no seu campo e mão para gerar recursos e triggar efeitos. O primeiro monstro desse Arquétipo, Fênix Sagrada de Nephthys, foi lançado em 2005, e até então não haviam recebido nenhum tipo de suporte direto.



    A partir da coleção Invocadores Ocultos, o Deck ganhou uma mecânica consistente, onde a ideia é encher o campo, ao mesmo tempo em que se destroem cartas. Os Monstros Mago do Arquétipo ativam seus efeitos ao destruírem monstros da mão (seja para adicionar cartas ou Invocar outros monstros), e então os monstros destruídos triggam seus efeitos, se Invocando do Cemitério durante a Standby Phase.



    Além disso, o Deck ganhou um potencial de OTK e controle de campo, com a chegada de dois novos Monstros Ritual e Links, que possuem alto poder de ATK e podem destruir monstros, como é o caso do Cerúlea Fênix Sagrada de Nephthys, que possui 3000 de ATK. Além disso, os Links do Arquétipo oferecem um controle de campo e geram recursos, ao adicionar cartas para mão e proteger seus monstros. O monstro às do Deck é o Nephthys, a Chama Sagrada, que possui 2400 de ATK, mas pode ficar com 4800 e imune a efeitos, enquanto protege seus outros monstros de ATK.



    Deck #2: Prank-Kids





    O segundo, e melhor Deck da lista é o Prank-Kids. Ele é o famoso mais do mesmo. São monstros de Tipos, Níveis e Atributos diferentes (Gozen e Rivalry fazem a festa) e que usam a mecânica de Fusão e Link.



    Seu estilo de jogo consiste em usar seus monstros Prank-Kids como matéria para Fusão ou Link, e assim, ativar seus efeitos, que o permite Invocar outros monstros do Deck de nome diferente. Assim, quanto mais Links e Fusões você faz, mas enche o campo para fazê-las. Com isso, o Deck se torna muito consistente e reativo, e é por esse motivo que é cotado para entrar no Meta.



    Seus monstros de Main Deck podem ser facilmente acessados pela Clube dos Travesso-Guris, que quando ativada, busca qualquer um deles para à sua mão. Além disso, diminui ATK de monstros do oponente quando você faz Link e aumenta o ATK dos seus quando você faz Fusão.



    Seus Monstros Link e Fusão tem ATKs iguais (1 com 3000 e 2 com 2000 cada). E seus efeitos incluem Invocar monstros e adicionar Spells/Traps para a mão. Nesse caso, os Link 2 e as Fusões de Nível 5 do Arquétipo possuem quando Invocados ativam seus efeitos, normalmente relacionados a batalha, e podem se auto tributar para reciclar recursos do Cemitério e adicioná-los à mão (Link) ou Invocar Prank-Kids do Cemitério (Fusão).



    E por fim, o Link 4 e a Fusão Nível 10 do Arquétipo possuem efeitos que são Quick, e permitem destruir todas as Spells/Traps e monstros do oponente, limpando o campo, e abrindo espaço para Invocar outros monstros Prank-Kids do Cemitério e cada vez mais encher o campo de novo, por conta de seus efeitos.



    Deck #3: Mayakashi





    O Arquétipo que mais me agradou da coleção. Apesar de ser o menos forte dentre todos, possui uma mecânica muito forte e interessante envolvendo os Monstros Sincro.



    A principal estratégia do Deck é Invocar monstros Sincro, entre os Níveis 3 à 11, de forma lenta e gradativa, e, após isso, Invocar os monstros em forma diminutiva do Cemitério. Isso acontece porque se um Monstro Sincro do Arquétipo de Nível menor que um do campo estiver no seu Cemitério, e seu monstro de Nível maior for destruído, ele se Invoca do Cemitério e então ativa seus efeitos de campo, que variam entre destruir cartas e ser imune a efeitos.



    A carta que faz o Deck funcionar é a Dakki, a Mayakashi Elegante que sempre que um monstro Sincro Mayakashi é Invocado do Extra Deck para o Campo, e ela está no Cemitério, ela se Invoca de lá, e faz um novo Sincro de Nível mais alto, subindo a escada do Nível 3 ao 11. Seu efeito não é uma vez por turno, e por isso acabou criando um novo FTK para o jogo, que utiliza o Soul-Absorbing Bone Tower, como engine. Seu efeito diz que cada vez que um Zumbi é Invocado, duas cartas do Deck do oponente são enviadas para o Cemitério. Fazendo múltiplas Invocações por esse efeito, resulta em reduzir o Deck do oponente para 0, antes mesmo que ele possa jogar. Injusto, mas divertido.



    Bom pessoal, esse foi o nosso post de hoje! Não deixem de visitar nosso canal no YouTube. E caso você tenha se interessado por qualquer carta vista nesse post, não esqueça que elas já estão disponíveis na MYP Cards. Até a próxima segunda galera!



    Att, Cyberse Team BR