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  • Boletim dos Artesãos - O Novo Estado do Jogo Organizado

    Boletim dos Artesãos - O Novo Estado do Jogo Organizado

    por artesaosdomagic em 19/08/2019 - 18 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que oferece a você tudo o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic na última semana. E contrariando a expectativa de semana calma tivemos um dos mais importantes anúncios dos últimos meses, reorganizando a estrutura do Jogo Organizado mais uma vez.



    É claro que alguns detalhes foram mantidos ou continuam parecidos com o que já temos, caso do Mundial de Magic que continua o pico do jogo competitivo, tanto para o físico, quanto para o digital, mas as mudanças foram inúmeras.



    Se você quiser ler sobre elas em detalhes a Wizards já divulgou um documento em seu site que cobre o novo modelo e se disponibiliza a responder perguntas através de seu perfil no Twitter para Esports (MagicEsports). Aqui vamos tratar o assunto de forma mais abrangente e resumida.



    O Caminho para a MPL



    A Magic Pro League continuará existindo sob o novo modelo, ainda que um pouco diferente, e com um caminho claro de classificação. Além dela uma nova liga foi criada para desenvolver talentos e que alimenta diretamente a MPL, a Liga de Rivais. Com isso a única maneira de estar na MPL em um dado ano é já fazer parte de uma dessas duas ligas no ano anterior.



    A MPL passa a consistir de 24 jogadores que receberão convites para os eventos de alto nível competitivo, como é agora. Os 4 piores jogadores de cada temporada são rebaixados diretamente para a Liga de Rivais e os jogadores que finalizarem nas posições 17º a 20º serão mandados para um torneio de requalificação, o MPL Gauntlet.



    Já a Liga de Rivais será formada por 46 jogadores, que também recebem convites para outros eventos, como seus próprios qualificatórios. As vagas foram organizadas da seguinte maneira, levando em conta jogadores que não estejam classificados para a MPL:




    • 12 vagas para os melhores jogadores digitais.

    • 12 vagas para os melhores jogadores físicos.

    • 12 vagas para o MPL Gauntlet.

    • 4 vagas para os jogadores rebaixados da MPL.

    • 6 vagas discricionárias à escolha da Wizards.



    Ao fim de cada temporada 4 jogadores da Liga de Rivais recebem acesso à MPL e eles serão os 2 melhores jogadores digitais e os 2 melhores jogadores físicos. Além disso os jogadores nas posições 3º a 8º tanto no jogo físico quanto no digital vão para o MPL Gauntlet para requalificação.



    Assim teremos ao fim de cada temporada um torneio em que os jogadores possam tentar a requalificação chamado MPL Gauntlet. O torneio terá a participação de 16 jogadores, 4 da MPL (das posições 17º a 20º) e 12 da Liga de Rivais (das posições 3º a 8º no físico e no digital).



    Estrutura do MPL Gauntlet



    No fim da MPL Gauntlet os ranqueamentos são zeradas para a próxima temporada com o Top 4 do torneio avançando para a MPL e os outros 12 jogadores indo para a Liga de Rivais. Dessa forma a MPL terá a seguinte formação:




    • Top 16 jogadores da MPL na temporada passada.

    • Top 2 jogadores da Liga de Rivais no físico.

    • Top 2 jogadores da Liga de Rivais no digital.

    • Top 4 jogadores do MPL Gauntlet.



    Em nota final sobre as ligas, você pode perceber que há diferentes formas de ranquear os jogadores. O jogo digital, no Magic Arena, recebe os chamados Pontos Míticos (Mythic Points), recebidos nos Invitacionais Míticos e seus qualificatórios, além dos Desafios de Pontos Míticos.



    Já o jogo físico recebe os chamados Pontos de Jogador (Player Points) nos eventos de Player Tour Regionais e também nas Finais do Player Tour. A MPL combina os dois ranques e ainda as disputas internas para a sua classificação.



    Torneios do Magic Arena



    Você deve ter notado logo acima os nomes dos torneios que premiam com Pontos Míticos para o Magic Arena, incluindo um tipo de evento que faz seu retorno sob o novo modelo. Essa será a base para o jogo digital, que classificará os jogadores dentro e fora das ligas.



    Os Invitacionais Míticos, que retornam, serão os eventos de alto nível do Magic Arena, com jogadores da MPL, Liga de Rivais, Qualificatórios e convites discricionários. Serão 3 Invitacionais por temporada, cada um deles acompanhado de seus Qualificatórios, dois por torneio, que dá aos melhores 1200 jogadores do Arena no Construído ou Limitado a chance de chegar ao topo.



    Esses mesmos jogadores também estarão classificados para os Desafios Míticos, que não te classificam para nenhum outro torneio, mas te dão Pontos Míticos, e já vimos como esses são importantes.



    O Tour dos Jogadores no jogo físico



    Já no jogo físico o caminho de classificação passa pelos novíssimos Player Tours, uma série de eventos regionalizados que promete criar mais oportunidades para mais jogadores por todo o mundo. Serão 3 as regiões: o Players Tour Américas, o Players Tour Europa e o o Players Tour Ásia-Pacífico. Uma temporada de um ano terá três Players Tour por região.



    Para se classificar para um Players Tour um jogador terá que ter bons desempenhos nas séries de campeonatos de nível qualificatório ou ser parte de uma das ligas que explicamos acima. Isso inclui os Qualificatórios Player Tour, os Qualificatórios da WPN, os Grand Prix, eventos da Player Tour Premier Series e eventos do Magic Online. Ainda há a possibilidade de um jogador ser convidado por status de Hall da Fama ou convites discricionários.



    Um bom desempenho num Players Tour te classifica para o próximo evento da série, sendo que os melhores jogadores competem nas Finais do Player Tour, que também acontecem três vezes ao ano e que recebem jogadores de todas as regiões do Players Tour, além dos jogadores da MPL e os campeões de GPs.



    Um bom desempenho nas Finais do Players Tour te classifica para as Finais seguintes, dependendo do seu recorde final. O objetivo final é agarrar uma vaga na Liga de Rivais através dos Pontos de Jogador.



    As oportunidades de competição no novo modelo



    A Temporada Parcial



    A intenção é que as temporadas de Magic Competitivo ocorram de agosto a agosto e para permitir que todas essas mudanças aconteçam de forma suave uma temporada de transição será necessária. Então, ao fim da temporada atual de 2019, teremos uma temporada parcial em 2020 com menos eventos.



    A MPL nessa temporada parcial será composta pelos Top 20 jogadores da atual MPL e os Top 4 desafiantes. Já a Liga de Rivais será composta pelos outros 12 jogadores da MPL, os 8 melhores jogadores no físico e os 8 melhores jogadores do digital, usando os atuais Pontos Míticos, e mais 4 convites discricionários.



    Estrutura das Ligas na temporada parcial



    Seth Manfield vence a Divisão Esmeralda



    Saindo do futuro do Magic e voltando para a temporada atual, tivemos disputa de Top 4 da Divisão Esmeralda esse fim de semana. Os jogadores classificados para a disputa foram 4 jogadores do Hall da Fama: o estadunidense Seth Manfield, com campanha 5-2, o brasileiro Paulo Vitor Damo da Rosa, com campanha 5-2, o checo Martin Juza, campanha 4-3, e o japonês Shota Yasooka, também campanha 4-3.



    Ao contrário da Divisão Pérola, nenhum jogador submeteu uma lista de Orzhov Vampires na parte classificatória do fim de semana. Ao fim apenas dois arquétipos classificaram seus jogadores para o mata-mata: Esper Control pelas mãos de Manfield e Yasooka e Mono-Red Aggro pelas mãos de PVDDR e Juza.



    Para a disputa de Top 4 o único jogador a manter seu deck foi Yasooka. PVDDR e Juza novamente escolheram o mesmo deck para a disputa, o Simic Nexus. Já Manfield se rendeu ao possível melhor deck do formato e registrou a única cópia de Orzhov Vampires de sua divisão.



    A decisão foi muito boa para Manfield, que derrotou PV na primeira rodada, avançando para a grande final. Na disputa de baixo Juza conseguiu sua classificação em cima de Yasooka em partidas incrivelmente disputadas. Ele subiu para enfrentar PV na partida mirror e o brasileiro obteve a vantagem necessária para ganhar a partida e a chance de enfrentar novamente Seth Manfield.



    Infelizmente para Paulo Vitor a final foi quase que uma repetição do confronto anterior e o Orzhov Vampires mostrou que realmente tem a vantagem em suas partidas contra o deck Simic Nexus. A pura agressividade do deck de Manfield foi demais para PV, que perdeu a partida.



    Assim Seth Manfield é o segundo jogador a garantir sua classificação direta para o Dia 2 do próximo Campeonato Mítico, parabéns a ele. As disputas da Divisão Safira são as próximas e ocorrem daqui a algumas semanas, na semana do dia 14 de setembro.



    E esse é o fim de mais um Boletim dos Artesãos, um pouco mais longo essa semana. Muitas mudanças foram anunciadas e muitas estão ainda por anunciar, esperemos que esse seja um caminho de sucesso para o jogo competitivo de Magic: the Gathering.



    E você, o que achou das mudanças? Acha que a nova Liga de Rivais é um bom caminho para desenvolver os jogadores? E está otimista para o Players Tour com campeonatos regionais? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Romão Vence a Divisão Pérola

    Boletim dos Artesãos - Romão Vence a Divisão Pérola

    por artesaosdomagic em 12/08/2019 - 75 Visualizações, 1 Comentários.

    Sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que engloba tudo o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering na última semana. Estamos na calmaria antes da tempestade, já que dois dos principais formatos competitivos, o Modern e o Standard, estão aguardando acontecimentos para as próximas semanas. O Modern aguarda mais um anúncio de Banidas & Restritas com os olhos sobre Hogaak, Necrópole Erguida. Já o Standard vive a expectativa do lançamento de Trono de Eldraine, com preview começando logo logo. No entanto, isso não significa que nada aconteceu, então vamos às notícias.



    Carlos Romão Vence a Divisão Pérola da MPL



    Essa semana aconteceu a disputa do primeiro Top 4 de divisão da Magic Pro League na Etapa Básica. Todos os competidores da Divisão Pérola se enfrentaram para decidir quais seriam os classificados para o mata-mata, mas no fim Márcio Carvalho, Carlos Romão, Autumn Burchett e Andrew Cuneo conseguiram avançar para a disputa de sábado.



    O brasileiro e o português chegaram ao sábado com campanhas similares. Ambos jogadores escolheram o deck Orzhov Vampires para a fase classificatória e terminaram com um recorde de 5-2, sendo que Romão perdeu sua partida contra Carvalho nessa fase. Com o sucesso os dois decidiram repetir a escolha de decks para o Top 4.



    Do outro lado Cuneo e Burchett decidiram ser um pouco mais ousados. Burchett, que também pilotou Orzhov Vampires nas classificatórias para uma campanha 4-3, deciciu trocar para o Mono-Red Aggro no Top 4. Cuneo foi o que mais se diferenciou dos demais, jogando com um Dimir Control na etapa de todos contra todos também para um record de 4-3. Para o Top 4 ele deciciu dar uma virada radical e escolheu o deck Boros Feather.



    Com o Top 4 de eliminação dupla modificado os jogadores de melhor campanha tinham uma grande vantagem, sendo eliminados apenas na segunda derrota, uma a mais do que os competidores de pior campanha. Romão e Carvalho se enfrentaram na partida mirror e o brasileiro se vingou da derrota na fase anterior com um 2-0, avançando para a grande final.



    Em baixo Burchett batalhou numa partida difícil contra Cuneo, mas acabou obtendo a vitória nas partidas pós-sideboard, 2-1. Em seguida enfrentou Carvalho e pôde justificar a troca de deck, já que o Mono-Red Aggro tem uma disputa favorável contra os Vampiros. Assim, teve bastante facilidade para avançar para a grande final com um 2-0.



    Na última partida Romão teria a desvantagem e teria que se esforçar para não sofrer o mesmo destino de Carvalho. E foi exatamente o que ele fez, contando com a sorte para jogar sua única cópia de Vona, Açougueira de Magan no deck principal e o poder de Vínculo com a Vida contra o deck de Burchett para vencer os jogos 1 e 3 e se sagrar campeão da Divisão Pérola.



     



    Como prêmio Carlos Romão avança direto para o Dia 2 de competições do Campeonato Mítico V, parabéns ao jogador! A próxima divisão será a Divisão Esmeralda com as partidas todos contra todos durante a semana e transmissão do Top 4 no sábado, dia 17 de agosto, no canal oficial do Magic na Twitch.



    O Valor de Commander 2019



    Todas as cartas dos decks pré contruídos de Commander 2019 já foram revelados assim como as listas para os decks Fúria Impiedosa, de combinação Rakdos e comandado por Anje Falkenrath, Intelecto Místico, de combinação Jeskai e comandado por Sevinne, the Chronoclasm, Ameaça Sem Rosto, de combinação Sultai e comandado por Kadena, Slinking Sorcerer, e Gênese Primitiva, de combinação Naya e comandado por Ghired, Conclave Exile.



    Como de costume em cada lançamento de produto da Wizards, assim que as cartas iam sendo reveladas a comunidade debatia sobre o valor que estaria dentro de cada caixa, desde reprints necessários a possíveis novas staples para o formato. O Commander é um dos mais, se não o mais popular formato de Magic e tem uma incrível influência no preço das cartas no mercado secundário, o que mais que justifica o interesse.



    Quanto aos reprints Commander 2019 não foi o set que alguns jogadores esperavam, transbordando de staples em todos os decks, mas fez um bom serviço no geral. Cartas como Musa Nascida da Semente e Tentação da Descoberta estavam num patamar próximo de U$10,00 e são reprints muito bem vindos devido a alta demanda. Além disso outras cartas que são basicamente pilares do formato também recebem nova impressão, como Simulacro Solene e Anel Solar. Enquanto os decks não têm nenhum reprint com valor absurdo eles têm boas inclusões na faixa de U$2,00-U$5,00.



    Quanto a possíveis novas staples temos alguns candidatos. Dockside Extortionist surge como uma forma de aceleração de mana na cor Vermelha que pode gerar um número incrivel de Tesouros a depender de qual fase do jogo for conjurado, já que artefatos e encantamentos são basicamente onipresentes no Commander. Outro destaque vai para Leadership Vacuum que dá ao Azul uma forma sólida de remover comandantes além de dar ao formato como um todo maneira de lidar com comandantes que têm algum tipo de proteção, como Uril, Espreitador das Brumas ou comandantes com Parceiro.



    Finalmente temos os novos comandantes, que, a depender dos decks que incentivam no formato, podem acumular bastante valor, como foi o caso de Yuriko, a Sombra do Tigre na coleção passada. Neste departamento, como sempre, estamos bem servidos. As novas criaturas lendárias são muito interessantes seja por simples força bruta, caso de K'rrik, Son of Yawgmoth, ou por fomentar decks interessantes como Atla Palani, Nest Tender.





    De forma geral Commander 2019 tem o potencial para apresentar um bom valor e ser um bom produto para o formato. De fato faltam aos decks cartas que têm o valor muito elevado e clamam por um reprint, mas inserí-las neste tipo de produto, que também tem função introdutória, acarretaria a situações em que os decks são comprados em alta demanda pelos reprints que contém e acabam não chegando aos jogadores que realmente queiram usá-los. A mensagem que a Wizards manda é que esse não é o lugar para esse tipo de reprint, mas qual seria esse lugar ainda é incerto.



    Commander 2019 será lançado dia 23 de agosto.



    Hogaak Continua Implacável



    Em mais um fim de semana de competições no Modern Hogaak, Arisen Necropolis continua seu domínio sobre o formato e conseguiu 5 dos lugares no Top 8 do GP Minneapolis. Nesse ponto a maioria dos jogadores concorda que o deck é o melhor no formato e também que é poderoso demais e cada vez menos jogadores estão escolhendo lutar contra ele e cada vez mais escolhendo se juntar a ele.



    Ainda há um ponto de divergência, no entanto, sobre qual seria a melhor versão do deck. A versão Jund que chegou ao Top 8 do Campeonato Mítico IV continua muito popular, mas está abrindo espaço para uma versão 4 Cores que usa Azul e tem sido chamada de Crab Hogaak por usar Caranguejo de Edro



    De todo modo tanto os jogadores que estão surfando essa onda  quanto os que buscam as alternativas estão crentes que um banimento deve ocorrer e desta vez o próprio Hogaak, Necrópole Erguida pode receber o martelo. O fato é que quase ninguém mais espera que o formato se adapte e que o deck regrida em popularidade.



    Chris Clay se une ao Gods Unchained



    Fechando com uma nota um pouco menos relacionada ao Magic, Gods Unchained anunciou que Chris Clay é uma nova adição à equipe do jogo. Clay foi diretor do Magic Arena e trabalhava na plataforma desde 2016, mas no fim de maio deixou seu trabalho Wizards de forma amigável, reforçando que "Ver [o Magic Arena] crescer... foi um dos pontos altos de sua carreira". Ele foi substituído por Jay Parker na função de diretor do jogo.



    Gods Unchained é um Trading-Card-Game digital descentralizado e se destaca por ser baseado em block-chain, com a premissa de que os jogadores possam trocar e vender suas cartas com o mesmo senso de propriedade de cartas físicas.



    Isso coloca fim a mais um Boletim dos Artesãos. O que você achou de Commander 2019? Qual a melhor carta inédita e reprint? E o que você achou da vitória do brasileiro Carlos Romão na MPL? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Mudanças na MPL e Previews de Commander 2019

    Boletim dos Artesãos - Mudanças na MPL e Previews de Commander 2019

    por artesaosdomagic em 05/08/2019 - 75 Visualizações, 1 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, contendo tudo o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic na última semana. E essa semana tivemos as finais do Red Bull Untapped, disputada pelo Magic Arena no formato Standard Melhor-de-3, mudanças na disputa da Magic Pro League, a MPL, para a etapa que se aproxima, a Etapa Básica, e o início dos previews de Commander 2019. Então vamos aos acontecimentos.



    Finais do Red Bull Untapped



    Neste domingo em Londres ocorreu o Top 8 final do Red Bull Untapped, com os finalistas dos qualificatórios disputando uma vaga no Campeonato Mítico em Richmond e premiação total de $60,000.



    Embora a participação no campeonato tenha sido aberta a todos nos qualificatórios com um perfil bem diverso de jogadores, as finais acabaram com um campo bastante experiente em Magic, com competidores que já jogam há mais de uma década, alguns campeões nacionais e, é claro, o atual Campeão Mundial de Magic: the Gathering, Javier Dominguez.



    O destaque do campeonato ficou mesmo o Bant Scapeshift, que já mostramos por aqui e desde então vem caindo nas graças dos jogadores por ser um deck divertido e muito competitivo, sendo que três competidores registraram o deck para a disputa. O deck conseguiu fazer seu caminho até as finais com facilidade, tendo partidas mirror tanto nas quartas quanto na semifinal, e no fim se sagrou campeão pelas mãos do alemão Lino Burgold.



    Campeão do Red Bull Untapped



    O outro finalista foi Thomas Holzinger com outro deck Bant e outro deck que se importa com terrenos, o Bant Ramp, que acelera sua mana com um pacote que incliu criaturas, como o tradicional Elfos de Llanowar e a nova sensação Recife Soerguido e fecha seus jogos com mágicas gigantescas, como Krasis Hidroide e Final de Glória. O terceiro lugar ficou com Javier Dominguez que também pilotava um Bant Scapeshift.



    Pequenos Retoques na MPL



    A segunda etapa da Magic Pro League está chegando e a Wizards anunciou algumas mudanças para a Etapa Básica tanto na transmissão quanto na fórmula de disputa, mas o objetivo final continua o mesmo: os vencedores de cada divisão receberão byes direto para o Dia 2 do Campeonato Mítico V, disputado no Magic Arena.



    Na fórmula de competição a mudança é que foi introduzido um Top 4 final de eliminação dupla modificado para a decisão de cada divisão. Ainda acontecerão partidas de todos contra todos, como na Etapa da Centelha, mas dessa vez elas terão como objetivo primário qualificar os jogadores para o mata-mata, com os quatro primeiros avançando.



    Além disso, os primeiros colocados após as partidas terão vantagem na disputa eliminatória, pois os jogadores qualificados em 3º e 4º lugar entrarão na parte de baixo do Top 4, sendo eliminados já na primeira derrota.



    A mudança na transmissão é o encurtamento do show semanal da MPL de 5 para 4 semanas, com cada semana mostrando a disputa do Top 4 de uma divisão específica. As partidas da parte qualificatória não serão transmitidas no show, ficando a cargo de cada jogador decidir se as transmite em seus canais pessoais.



    As partidas de todos contra todos acontecerão no meio da semana, de segunda a quarta com o Top 4 acontecendo sempre no sábado. Dessa forma a programação da MPL ficou com Divisão Pérola na semana do dia 10 de agosto, Divisão Esmeralda na semana do dia 17 de agosto, Divisão Safira na semana do dia 7 de setembro e Divisão Rubi na semana do dia 14 de setembro.



    Uma última mudança ocorreu na formação das divisões que foi reorganizada com base nos Pontos Míticos disputados até agora. O show semanal da MPL pode ser assistido no canal oficial do Magic na Twitch.



    Formação da MPL na Etapa Básica



    Previews de Commander 2019



    Já estamos oficialmente na temporada de previews de Commander 2019! A partir de hoje até quinta-feira cada deck terá todo o seu conteúdo revelado, de cartas a listas completas. Se você deseja saber onde encontrar cada preview dê uma olhada nesse artigo disponibilizado pela Wizards.



    Porém algumas cartas já foram reveladas no fim de semana em painéis de Magic na GenCon, assim como mais informações sobre cada um dos quatro decks, como seus nomes, temas, combinações de cores e comandantes, o que acabou confirmando o vazamento, com o tema geral do lançamento sendo mecânicas.



    Comandantes de C19



    Comandando o deck Fúria Impiedosa (“Merciless Rage”), na combinação Rakdos, temos Anje Falkenrath, uma das mais antigas representantes do clã de vampiros de Innistrad. O deck expande o tema da Loucura causada pela corrupção de Emrakul nos vampiros, como vimos no bloco de Sombras Sobre Innistrad. O deck deve girar em torno de fontes de descarte habilitando os custos alternativos que a mecânica Loucura provê.



    No deck de combinação Sultai Ameaça Sem Rosto (“Faceless Menace”) temos a comandante Kadena, Feiticeira Esguia, uma naga do clã de Silumgar em Tarkir especializada na mágica de Metamorfose. O deck deve se centrar em conjurar criaturas viradas para baixo e conseguir grandes efeitos quando virá-las para cima.



    A mecânica Recapitular é a marca do deck Intelecto Místico (“Mystic Intellect”) de combinação de cores Jeskai, comandado por Sevinne, o Cronoclasma, um aluno da Academia Tolariana em Dominária mestre em mágicas temporais. O foco do deck será reutilizar suas mágicas direto de seu cemitério.



    Finalmente temos o deck Gênesi Primal (“Primal Gênesis”) nas cores Naya, comandado por Ghired, Exilado do Conclave, um ex-membro do Conclave Selesnia de Ravnica. O deck virá forte com tokens, mas em vez de encher o campo com eles deve buscar copiar os mais únicos e fortes com a mecânica Popular.



    Além dos comandantes tivemos também reveladas mais duas lendas, ambas da época da invasão phyrexiana a Dominária. Do lado de Phyrexia temos K’rrik, que se tornou um dos phyrexianos mais avançados ao viver em uma fenda do tempo e do outro lado temos uma nova carta para Gerrard Capashen, um dos maiores heróis de Dominária e um dos responsáveis pelo fim da invasão.



    Gerrard e K'rrik



    E para fechar Gavin Verhey afirmou que ouviu os pedidos e reclamações sobre os reprints na última edição de Commander e como prova revelou que Musa Nascida da Semente estará no deck de Metamorfose e também que cada um dos decks terá o reprint de um planeswalker, notícias bastante animadoras!



    O lançamento de Commander 2019 será dia 23 de agosto.



    Assim terminamos mais um Boletim dos Artesãos. Qual deck de Commander você ficou mais interessado? Qual reprint você mais espera? E o que está achando das disputas da MPL até agora? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Colorless Eldrazi no torneio modern de Apucarana

    Colorless Eldrazi no torneio modern de Apucarana

    por TonhoPisicchio em 05/08/2019 - 117 Visualizações, 1 Comentários.

    Comentando sobre o desempenho de Colorless Eldrazi no torneio modern de Apucarana (04/08).



    O deck se baseia em tentar "roubar" games com uma combinação de Cálice do Vácuo e vários eldrazi acelerados por Eldrazi Temple, Simian Spirit Guide e aproveitando o novo London Mulligan com Serum Powder. Foi o que aconteceu nesse fim de semana onde consegui sair com um bom resultado de 4x0 no torneio de Apucarana



     



    Game 1 - (Colorless Eldrazi 2 x 0 Grixis Control)



    Essa era uma boa match para o deck, e consegui encaixar um Cálice do Vácuo pra 1 no turno 1, foi decisivo para o sucesso na partida. Nos turnos seguintes a combinação de Eldrazi Mimic com Matter Reshaper e Thought-Knot Seer fecharam o game.



    Na segunda partida, contei com a zica do adversario que acabou mulligando para 5, nessa partida muliguei agressivamente também e consegui encontrar um Eldrazi Temple para acelerar o jogo.



    Game 2 (Colorless Eldrazi 2 x 1 Affinity)



    Uma partida complicada para o deck, pois é complicado acertar o Cálice do Vácuo. Na primeira match mantive uma mão com Dismember, Eldrazi Temple, Simian Spirit Guide e Cálice do Vácuo, porém, sem nenhuma criatura, sem saber contra que deck estava jogando apostei que o Cálice no turno 1 poderia ser eficiente, mas não foi o que aconteceu, o oponente "guspiu" a mão toda e desceu varias criaturas no turno 1 que em combinação com um Arcbound Ravager dominaram o jogo. Ainda consegui descer um Cálice para 2 (para anular os champeamentos e ravagers) e um Thought-Knot Seer, mas não foi suficiente para segurar o volume de criaturas



    Na match 2 muliguei 2 vezes (a segunda com Serum Powder), Encontrei uma mão com Reality Smasher (melhor bixo na match) Thought-Knot Seer e uma Bomba de Catraca do sideboard, que encaixou muito bem contra o oponente que começou a partida com 3 criaturas de custo 0, desci e já usei a bomba no mesmo turno, o oponente ainda baixou um Arcbound Ravager com proteção de Welding Jar, mas estava com um Dismember pronto para resolver.



    Na match 3 a mão veio o mais agressivo possivel com Eldrazi Temple, Eldrazi Mimic, Matter Reshaper e Reality Smasher. O adversario veio com uma mão um pouco mais lenta, então consegui tomar o papel de agressor e descendo criaturas cada vez maiores 1 turno adiantado foi o suficiente para levar a partida e o game



    Game 3 (Colorless Eldrazi 2 x 0 Tron)



    Contra o Tron foram duas partidas onde os hates do deck encaixaram perfeitamente. Na match 1 estava no play e consegui um Cálice do Vácuo pra 1 que matou praticamente a mão toda do adversário, ainda baixei um Ghost Quarter que impediu qualquer esperança dele fechar o Tron a tempo



    No game 2 a carta que brilhou foi a Sorcerous Spyglass, que travou justamente o Expedition Map que iria permitir um Tron no turno 4, o adversario ainda desceu uma Oblivion Stone, mas zicou na mana e não conseguiu estourar, nessa partida Mutavault também foi importante, pois estava com poucas criaturas



    Game 4 (Colorless Eldrazi 2 x 0 Burn)



    Na partida final encarei um Burn, baralho muito rapido, porém, onde o Cálice do Vácuo mais brilha.



    Na match 1 mulliguei agressivo e consegui achar um Cálice para descer no turno 2, que conseguiu desacelerar muito o jogo do adversario, Matter Reshaper também foi muito bom, pois troca com as criaturas e quando morreu revelei outro descendo de graça, nessa match Mutavault e Blinkmoth Nexus também foram essenciais, pois estava com poucas criaturas e dessa forma bloquearam 2 Eidolon da Grande Festança do oponente ajudando a segurar pontos de vida



    Na match 2 novamente mulliguei agressivamente com Serum Powder e encontrei a melhor mão possivel com Gemstone CavernsEternal Scourge e Cálice do Vácuo, dessa vez o deck rodou muito bem e a sequencia de Cálice do Vácuo, Matter Reshaper, Serum Powder e Reality Smasher fechou a partida e o game.



    Resumo do torneio



    O deck se deu muito bem no campeonato, London Mulligan + Serum Powder ajuda muito o deck a mulligar agressivamente e buscar sempre um jogo mais explosivo, War of the Spark também contribuiu com Blast Zone, a land ajuda a vencer partidas como (Whir Prison e decks com Ensnaring Bridge) que eram impossiveis no game 1. Nesse deck os aceleradores são fundamentais para passar a frente do oponente. Esperando agora no 18/08 como o deck vai se comportar no Mythic Championship Qualifier em Curitiba.


  • Boletim dos Artesãos - Campeonato Mítico IV em Barcelona

    Boletim dos Artesãos - Campeonato Mítico IV em Barcelona

    por artesaosdomagic em 29/07/2019 - 103 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que provê a você tudo o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E é claro que o assunto principal de hoje não poderia deixar de ser o Campeonato Mítico IV, que aconteceu em Barcelona, com os formatos Draft de Modern Horizons na parte de Limitado e Modern na parte de Construído. Então vamos logo saber o que aconteceu em mais um dos torneios de mais alto nível de Magic: the Gathering.



    O Domínio de Hogaak



    Após o Anúncio de Banidas & Restritas das últimas semanas, que baniu a Ponte das Profundezas, que você também pôde acompanhar por aqui, muitos achavam que o deck Hogaak Bridgevine demoraria no mínimo algum tempo para se recuperar, afinal a Ponte era uma carta muito importante no deck e que o fornecia um poderoso combo com o potencial de acabar com o jogo antes que os oponentes tivessem oportunidade de responder.



    No entanto, logo no começo dos testes para o Campeonato Mítico IV as equipes foram percebendo que um 8/8 com Atropelar no Turno 2 ainda era o bastante para ganhar jogos no Modern e o deck estava longe de ser fraco. Nos dias que antecediam o torneio vimos cada vez mais jogadores anunciarem que o deck seria sua escolha para a parte de Construído do torneio.



     



    A expectativa da grande presença do deck foi confirmada e até superada já no Dia 1 do torneio, quando Hogaak foi responsável por mais de 1/5 dos decks inscritos (21,4% com 98 jogadores), um número incrivelmente alto num formato como o Modern. O resto do campo não deixaria o deck dominar sem oposição, no entanto, e a Linha de Força do Vácuo  foi a carta mais jogada no campeonato entre decks principais e sideboards, numa clara tentativa de resposta. Além disso, com os jogadores tão bem preparados para o que enfrentariam talvez o deck não tivesse tanto sucesso.




    Metagame do Dia 1
    Metagame do Dia 1




    Não foi isso que aconteceu e o deck continuou dominante no Metagame do Dia 2, com 24,2% em 70 jogadores, o que significa uma taxa de conversão, isto é, a porção de jogadores com o deck que conseguiram se classificar para o segundo dia de competição, de 71,4%, a melhor entre os decks com, pelo menos, cinco competidores.




    Metagame do Dia 2
    Metagame do Dia 2




    Note que a taxa de conversão não diferencia competidores com campanha 4-4 dos competidores 8-0, se você se classificou para o Dia 2 você está dentro, e, ademais, ela também inclui a performance no Limitado, o que não é o ideal quando se está tentando diagnosticar um formato Construído. Assim, para uma conclusão mais clara tivemos que esperar o fim das rodadas de suíço e ver o quanto venceu cada deck.



    E não deu outra, Hogaak ainda estava no topo. O deck mais popular do campeonato também obteve uma das maiores taxas de vitórias, ganhando 56,2% de suas partidas. Entre os decks com cinco ou mais jogadores somente outro deck teve uma taxa mais alta: o Hogaak Dredge, uma variação dos decks Dredge com ao menos três cópias de Hogaak.



    O domínio só não foi mais completo porque o deck só conseguiu uma vaga no Top 8 do torneio, embora tenha sido um dos melhores decks no campo. Além disso, o deck não está finalizado e tam bastantes peças flexíveis, então pode ser refinado ainda mais. Os clamores pelo banimento já começaram, então vamos aguardar o que acontecerá com o deck.



    Quem espera ansiosamente por essa resolução são os outros decks que estão ou tem pretensão de alcançar o topo do formato, como o Izzet Phoenix, até pouco o melhor deck do Modern, o Humanos, o Urza ThopterSword e o Jund.



    A Conquista de Thoralf Severin



    Como dito antes, apenas um jogador conseguiu chegar ao Top 8 com Hogaak, Martin Müller. O resto do Top 8 foi formado por Alvaro Fernandez Torres, com Hardened Scales, Sean Gifford, com Eldrazi Tron, Manuel Lenz, com Urza ThopterSword, David Mines, com Jund, Juan José Rodríguez López, com Mono-Red Phoenix, Thoralf Severin, com Tron e Zhiyang Zhang, com Jund. Um Top 8 muito diverso, contrariando o domínio que expomos acima.



    O deck de Thoralf era o mais tradicional Tron que se poderia pedir. Nada de pequenos Eldrazis, nada de Karn, o Grande Criador, apenas os confiáveis Karn Liberto, Ulamog, a Fome Interminável e Ugin, o Dragão Espírito. Em verdade Severin inscreveu quase a mesma lista que havia usado alguns meses atrás em Londres, a única diferença sendo uma cópia de Véu do Verão no sideboard. A escolha não se baseava apenas em ser um deck mais confortável e conhecido pelo jogador, no entanto, se tratando de uma jogada de Metagame. Prevendo um campo com a forte presença de Hogaak, Severin escolheu um deck que também tinha partidas favoráveis contra os decks que os outros jogadores poderiam trazer para combater a ameaça do cemitério.



     



    A estratégia deu muito certo, levando Thoralf Severin ao Top 8 com grandes chances de vencer o campeonato e o jogador se aproveitou de sua experiência com deck para vencer o Jund duas vezes seguidas na fase eliminatória, contra David Mines e depois Zhiyang Zhang. Seu oponente na final seria Alvaro Torres, que com um deck com jogadas intrincadas, mas incrivelmente rápido, o Hardened Scales, venceu Martin Müller e Sean Gifford.



    A final, então, seria um tipo de jogo diferente para Severin. Em vez de um jogo de atrito ele teria que fazer o seu melhor para estabelecer os terrenos de Urza o mais cedo possível e impedir que o oponente atacasse para letal. E ele fez isso muito bem vencendo as duas partidas pré-sideboard. Torres até ensaiou uma reação vencendo o jogo três, mas Ulamog mostrou toda sua força como um titã eldrazi, vencendo dois jogos, incluindo um em que era a única resposta levaria a vitória e o quarto jogo, e deu o título do campeonato a Thoralf Severin.



    Thoralf Severin campeão do MCIV



    Definidos os Finalistas do Team Series



    Além do evento principal individual também tínhamos a disputa por equipes que definiria os finalistas que competirão pelo título de equipes no MagicFest Las Vegas ainda esse ano e várias equipes tinham chances de alcançar as duas vagas.



    No final as duas equipes classificadas foram Hareruya Sword — formada por Kelvin Chew, Jérémy Dezani, Javier Dominguez, Grzegorz Kowalski, Andrea Mengucci, e Lee Shi Tian —  e Team Ultimate Guard —  formada por Andrew Cuneo, Reid Duke, Jon Finkel, William Jensen, Paul Rietzl e Matt Sperling.




    Equipe Hareruya Sword
    A equipe Hareruya Sword obteve primeiro lugar no Team Series




    Com tantos nomes grandes entre as formações das duas equipes podemos esperar uma disputa de alto nível pelo título.



    E isso finaliza o Boletim dessa semana. Muitas coisas aconteceram que têm o potencial para transformar o Modern, então vamos ver como os jogadores reagem e o formato evolui a partir desse ponto. E você, o que acha que vai acontecer com o Hogaak? Ficou feliz em ver o Tron no topo de um campeonato de alto nível? E qual outro deck do Campeonato Mítico mais te impressionou? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Trono de Eldraine e Metapaisagem no Standard

    Boletim dos Artesãos - Trono de Eldraine e Metapaisagem no Standard

    por artesaosdomagic em 22/07/2019 - 136 Visualizações, 1 Comentários.

    Bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, trazendo o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. Semana esta que foi agitada, pois todos estavam ansiosos para saber o que Mark Rosewater iria revelar em seu painel na San Diego Comic-Con no sábado e ele não nos decepcionou e nos deu importantes informações sobre o futuro próximo do jogo. Mas isso não foi tudo, também tivemos um novo deck causando impacto no Standard pelas mãos de um dos melhores jogadores da atualidade. Então vamos às novidades!



    Trono de Eldraine



    Finalmente foi revelado o nome da última coleção de Magic de 2019, a famosa coleção de outono, nos EUA, nossa primavera, e ela se chama Trono de Eldraine e se passará no plano de Eldraine. Mark Rosewater foi muito claro quando explicou as inspirações do plano dizendo que Eldraine é uma "mistura de Camelot com contos de fada", com um desenvolvimento top-down, ou seja, a coleção foi estruturada em torno desse conceito criativo, e estará cheio de referências a essas duas fontes, o que foi plenamente confirmado pelas artes reveladas até agora, com cavaleiros, reinos, bruxas, sereias e até um homem-biscoito.



    Além disso, temos algumas informações sobre os planeswalkers que estarão presentes em Trono de Eldraine. Foi confirmado que estaremos no plano natal dos gêmeos Rowan Kenrith e Will Kenrith, que conhecemos em Battlebond, e ambos estarão presentes, sendo que Rowan será o rosto do set. Haverá ainda um terceiro planinauta em Trono de Eldraine e temos confirmação de que este será um personagem novo.



    Rowan Kenrith é a cara de Trono de Eldraine



    O pré-lançamento de Trono de Eldraine será nos dias 28-29 de setembro, o que significa que o lançamento da coleção será dia 4 de outubro. Não sabemos ainda quando começam os previews, mas vamos aguardar ansiosamente.



    Project Booster Fun



    O prato principal do painel de Mark Rosewater foi outro, no entanto, e ele apresentou uma algumas mudanças no método de distribuição das cartas do jogo físico chamado "Project Booster Fun". A primeira mudança é que a Wizards foi reestruturada para um formato de estúdios, cada um responsável por uma parte do Magic, como o estúdio para o Jogo Físico, para os Jogos Digitais e para Franquias, por exemplo. E assim que o estúdio de Jogo Físico foi estruturado eles se debruçaram na tarefa de melhorar a experiência de abrir um booster de Magic, para assim melhorar a experiência de um jogo como um todo.



    O objetivo principal de um booster de Magic é mesmo o jogo Limitado, mas nem todas as pessoas abrem boosters com isso em mente, elas abrem boosters por outros variados motivos, como montar uma coleção, um deck ou procurar uma carta específica, e nem sempre são satisfeitos, o que pode gerar uma sensação ruim. Além disso um dos maiores fatores que tornam abrir booster divertido é a incerteza do que se pode encontrar no interior e a surpresa de conseguir uma carta muito boa ou premium. No entanto, desde o fim das Obras Primas as cartas mais cobiçadas do Magic não podiam ser encontradas em boosters comuns, caso dos Box Toppers de Ultimate Masters e dos planeswalkers das Edições Míticas. Esses são os problemas que deveriam ser solucionados.



    Para isso a Wizards está tornando suas cartas com tratamento premium mais acessíveis. O primeiro passo foi aumentar a proporção de foils nos boosters, o que já ocorreu em M20. O segundo passo é colocar os tratamentos premium que até agora eram restritos dentro dos boosters, e isso foi feito com as cartas com arte extendida, como os Box Toppers, e planeswalkers sem borda, como os das Edições Míticas. Além disso um novo tratamento foi criado, chamado cartas Showcase. Nessas cartas a arte e a moldura estarão estilizados para sintonizar mais com o set, uma inspiração tirada direto das Obras Primas. A partir de Trono de Eldraine todas essas cartas poderão ser encontradas em boosters e todos eles disponíveis em versões foil e não-foil.



    Os tipos de tratamento premium



    Para resolver o outro problema a solução foi criar novos tipos de boosters. O booster comum que se achava até hoje será chamado de Booster de Draft e ele continua como está, com o adicional da possibilidade de conter planeswalkers sem borda e cartas Showcase. O segundo tipo de booster é um que estava sendo testado e teve grande sucesso, os Boosters Temáticos. Neles você encontra 35 cartas em torno de um mesmo tema, o que facilita montar decks por exemplo, com 1 ou 2 raras/míticas e um número variável de comuns e incomuns, sendo que sempre haverão mais comuns. O revés é que nenhum dos tratamentos premium estão disponíveis nestes booster.



    O último tipo de booster, que é realmente novo, é o Booster de Colecionador. Ele foi feito para os jogadores que querem encontrar as cartas mais únicas de cada lançamento e somente neles estarão presentes as cartas com arte extendida, uma por booster. Além delas eles terão 1 rara/mítica foil, 9 comuns/incomuns foil, 3 cartas dos outros tratamentos premium (planeswalkers sem borda e cartas Showcase), 1 token foil e 1 carta auxiliar, espaço destinado às cartas mecanicamente únicas da coleção, como as promocionais de Buy-a-Box e cartas exclusivas de Decks de Planeswalker.



    Os tipos de booster



    Incentivo ao Brawl



    Finalizando o nosso bloco sobre a próxima coleção, uma outra novidade que Trono de Eldraine traz é um novo impulso ao Brawl, formato singleton da Wizards que é uma intercessão entre o Standard e o Commander, mas que permite planinautas como seus generais. O formato finalmente está chegando ao Magic Arena em sua forma 1 contra 1, num momento oportuno, logo após a rotação. Além disso a Wizards anunciou como um novo produto decks pré construídos do formato. Trono de Eldraine terá 4 versões destes decks, cada um com 60 cartas, sendo 7 delas mecanicamente únicas (que poderão ser encontradas nos Boosters de Colecionador) e também uma Roda de Vida, um contador de vida em forma de carta.



    Metapaisagem no Standard



    A staple do Modern Metapaisagem conquistou o Standard ontem no GP Denver pelas mãos de ninguém menos que Luis Scott-Vargas, jogador que está sempre na conversa de melhores jogadores de Magic da atualidade. A carta esteve presente no formato por quase dois anos sem sequer ser considerada para decks do topo do formato, mas tudo mudou com o lançamento da Coleção Básica de 2020.

     



    O objetivo do deck é parecido com o deck Scapshift do Modern, mas com algumas alterações. O terreno que permite que o deck funciona não é Valakut, o Pináculo Derretido, mas sim Campo dos Mortos, e a condição de vitória não é mais dano direto, mas sim ataques de Zumbis. O ojetivo geral é chegar a sete terrenos ou mais para que use a Metapaisagem e se busque o Campo e mais seis outros terrenos de nome único, o que inicia a produção de tokens.



    Uma outra interação interessante do deck é o uso de Teferi, Manipulador do Tempo. Neste deck ele não é apenas usado como uma jogada de Turno 3 que é poderosa demais para se dispensar. Na verdade ele é uma peça chave do combo, permitindo que o jogador ameace vitória mesmo nos turnos do oponente. Além dele vemos Krasis Hidroide que pode ser tanto uma condição de vitória reserva, quanto uma forma de se proteger contra decks agressivos, ou ainda chamariz, limpando o caminho de possíveis contra-mágicas que impediriam o combo.



    O deck parece muito interessante de jogar e também de assistir. É uma pena que não houve cobertura em vídeo para o evento, como não há há algum tempo para a ampla maioria dos GPs.



    Assim terminamos o Boletim dessa semana, com muita informação para assimiliar. De todo modo o que você achou de Trono de Eldraine? E das mudanças nos boosters? E tem Campeonato Mítico essa semana, quais seus palpites? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Liga Impetus 13/07/2019 - Decks no TOP8

    Liga Impetus 13/07/2019 - Decks no TOP8

    por Amilskul em 18/07/2019 - 109 Visualizações, 0 Comentários.

    Fala galera,



    Nesse artigo você encontra todos os decks do TOP8 da Liga Impetus realizada em 13/07/2019.



    E se quiser ler o report feito pelo campeão, só clicar no link!



    O Grande Campeão



     



    Segundo Colocado



     



    Terceiro e Quarto Colocados



     



     



    E pra fechar o Top8



     



     



     



     



     



    Espero que tenham gostado da Liga Impetus e fiquem ligados que a próxima etapa já está no forno!



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  • Boletim dos Artesãos - Banimentos e a Estréia de M20

    Boletim dos Artesãos - Banimentos e a Estréia de M20

    por artesaosdomagic em 15/07/2019 - 131 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que entrega a você o que de mais importante ocorreu no mundo de Magic: the Gathering na última semana. E nessa edição temos muitos formatos se adaptando a um novo paradigma seja por banimentos ou pelo lançamento da coleção mais recente, a Coleção Básica de 2020, então vamos logo saber o que aconteceu.



    Banimentos no Modern



    Na segunda-feira passada ocorreu mais um Anúncio de Banidas & Restritas, e foi um dos mais aguardados dos últimos tempos já que o Hogaak BridgeVine não saía da boca do povo, você até pôde ler um pouco sobre o deck aqui mesmo em boletins anteriores. Além disso esse é o anúncio que precede o Campeonato Mítico IV, físico, cujo formato será justamente o Modern, onde o deck dominava.



    Bom, a expectativa de fato se cumpriu e uma das peças chaves do deck, que inclusive está evidenciada no próprio nome dele, foi banida do Modern, a Ponte das Profundezas. A justificativa não poderia ser mais clara: o Hogaak BridgeVine era um deck que vencia muito, mais de 60% de suas partidas no Magic Online, muito rápido e com poucas partidas desfavoráveis, o que foi confirmado pelos dados da Wizards. Além disso, seu crescimento em popularidade, pegando um pouco do medo do Dredge, obrigava os oponentes a carregar pacotes imensos de cartas anti-cemitério, às vezes até mesmo no deck principal.



    Carta Ponte das Profundezas



    A Wizards conta que várias cartas foram consideradas para o banimento além da Ponte, como o Altar of Dementia  e o próprio Hogaak, Arisen Necropolis, mas que a Ponte era a carta mais provável de se ver numa posição problemática novamente. Por não custar mana e simplesmente precisar de ser enviada ao cemitério para começar a criação de Zumbis, a carta seria uma preocupação a cada lançamento que tivesse sinergia com o cemitério, eventualmente se tornando poderosa de novo.



    Sem os Zumbis providos pela ponte para convocar Hogaak o deck vê seu combo para “millar” seu oponente, isto é, colocar todas as cartas do grimório em seu cemitério, muito enfraquecido, talvez até fraco demais para o formato. O deck já existia antes há algum tempo, até mesmo versões antes da Ponte ser descoberta, mas vai precisar ser retrabalhado para que mantenha sua posição no topo do formato.



    Banimentos no Commander



    Também na segunda-feira passada tivemos também um Anúncio de Banidas, assim como uma atualização no Documento de Filosofia do Commander e, pegando muitos de surpresa, tivemos uma mudança na Lista de Banidas e Restritas do formato, com Motor do Paradoxo e Iona, Escudo de Emeria, banidos e Servo do Pintor desbanido. A última mudança desse tipo havia acontecido há um bom tempo, em 2017, quando Leovold, Emissary of Trest foi banido e Protean Hulk desbanido.



    O Commander é primariamente um formato casual e multi-jogadores reconhecido e sancionado pela Wizards, mas comandado por um grupo independente chamado de Comitê de Regras, que decide, entre outras coisas, as cartas que serão banidas no formato. De uma forma geral as cartas que o comitê vê como uma ameaça à experiência positiva de Commander que eles vizualizam são banidas. E para esclarecer qual é a visão desse grupo para o formato, de tempos em tempos o Documento de Filosofia do Commander é atualizado.



    No Documento o Comitê reforça a natureza casual do Commander, já na primeira frase: “Commander é um formato para a diversão”. Nele os jogadores se unem numa forma de contrato social em que a experiência de todos é considerada nas jogadas feitas e na forma em que se constrói o deck. Também é reforçado que a Lista de Banidas do formato não busca regular as variantes competitivas nem o nível de força das cartas e decks, e sim, visa a experiência geral do formato. Ele finaliza dizendo que o formato pode ser quebrado, com jogadas abusivas, mas eles acreditam que o jogo é mais divertido se isso não acontece.



    Quanto aos banimentos, o Paradox Engine é uma carta que pode ser incrívelmente quebrada mesmo em decks que não se dedicam a ele, tendo um potencial imenso para gerar combos e recursos imensuráveis a partir de um campo que, a priori, seria inofensivo. O custo de inserí-lo no deck é basicamente nulo, já que ele usa de cartas que você é naturalmente incentivado a jogar, e ele pode ser jogado em qualquer combinação de cores, por ser um artefato incolor. Por isso Motor do Paradoxo foi banido. 



    Iona, Shield of Emeria , é uma carta que gera uma experiência negativa assim que entra em campo de batalha essencialmente proibindo os oponentes de usarem seus decks, especialmente se eles forem mono-coloridos, sem o benefício de uma aplicação positiva no jogo, isso é tudo que ela faz. Seu custo de mana elevado não é um empecilho nem ajuda a balancear seu uso, já que sabemos a facilidade que é reanimá-la para o campo de batalha.



    O desbanimento de Painters Servant  se deu, pois o comitê avalia agora que há mais formas de usar a carta de uma maneira criativa e divertidas do que de maneiras abusivas.



    Motor do Paradoxo e Iona banidos, Servo do Pintor desbanido



    A Estréia de M20



    E a Coleção Básica de 2020 foi oficialmente lançada e já tivemos alguns eventos para testar este novo formato tanto no Arena quanto no físico. A expectativa é que a coleção consiga fazer boas alterações no cenário do Metagame que até agora era controlado por planinautas, se não em decks, pelo menos em cartas chaves.



    No entanto, se olharmos apenas o vencedor do Fandom Legends, torneio semanal que acontece na Twitch pelo Magic Arena, ficaríamos bastante decepcionados. Brian Braun-Duin foi o campeão com o deck Esper Hero, deck já bem conhecido que foca no Hero of Precinct One  e cartas multi-coloridas na forma de remoções e planeswalkers. As únicas cartas da nova coleção usadas por Braun-Duin foram duas cópias Temple of Silence em sua base de mana.



    Já seu oponente na final, Javier Dominguez, mergulhou de cabeça em M20 e estava jogando com um Temur Elementais, que foi basicamente criado só com cartas novas. A peça chave do deck é Risen Reef  que, com os outros elementais do deck acaba gerando uma vantagem de cartas imensa além de um ramp incrível, o que justifica os 24 terrenos do deck. Depois o deck pode fechar o jogo com um Omnath, Locus of the Roil , que pode entrar antes, fortalecendo os elementais, ou depois, dando dano direto, ou um poderoso planeswalker como Chandra, Awakened Inferno  e Nissa, Força Vital .

     



    O deck também apareceu no Star City Games Open de Worcester, ficando em terceiro lugar. A prata e o ouro ficaram com outros decks conhecidos, mas estes não ficaram intocados como o Esper Hero. O Mono-Blue Aggro de Ross Meriam adotou o Spectral Sailor  como mais um de seus Flying Men  e também um uso para os terrenos no fim do jogo. Do sideboard pode sair também Cerulean Drake , para ajudar em partidas contra os decks vermelhos.



    O Drake, no entanto não foi o suficiente, já o Mono-Red Aggro foi o grande vencedor do torneio, pilotado por Aaron Barich. Ela leva em seu deck de novidade Ember Hauler  como mais uma ameaça que entra cedo e pode ser sacrificada por dano direto. Além disso temos em seu deck Chandra's Spitfire  que pode gerar quantidades imensas de dano mesmo em um campo vazio. Do sideboard temos Fry , que pode lidar com aqueles planeswalkers irritantes do oponente, e Chandra, Acólita da Chama .



    E assim terminamos mais um Boletim dos Artesãos. Os formatos já começam a se ajustar às mudanças e poderemos ver um novo Metagame surgindo a partir delas. O que você achou do banimento no Modern? E no Commander? E acha que esse novo deck de elementais de M20 chega longe no Standard? 



    Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Um Nexus da Pesada!

    Um Nexus da Pesada!

    por Corso em 14/07/2019 - 252 Visualizações, 4 Comentários.

    E aí pessoal, eu sou o Marcos Corso, jogo magic desde 1998, mas competitivo há 04 anos, quando comecei a participar de Grand Prix (Magic Fest) e Qualificatórios, e agora o nosso querido Magic Arena, onde neste dia 13 de julho tivemos a 3ª Etapa Classificatória da Liga Impetus e pude me sagrar campeão, após 06 rodadas do suíço mais um top 08 espetacular! Um grande evento muito bem organizado e com excelentes jogadores!





    O deck que escolhi foi o Simic Nexus (calma, não é aquele que joga infinito turnos e não faz nada), com Nissa, Who Shakes the World  e a temática Elemental como forma de rampar e de ganhar tempo contra decks focados em criaturas. Assim, cartas como Leafkin Druid e Risen Reef  ajudavam a rampar ou gerar card advantage, e cartas como Cavalier of Thorns entrava para estabilizar o jogo e gerar valor em uma eventual troca, visto que você pode trazer bombas como Krasis Hidroide do seu cemitério.



    Além da temática elemental, que serve de ramp e consegue equilibrar o jogo contra decks aggros, o deck possui a shell de Nexus of Fate  + Tamiyo, Field Researcher, que consegue filtrar seu deck em busca das respostas e após um tempo você consegue fazer dois, três, quatro Nexus enquanto agride seu oponente com uma Hidra gigante ou desenvolve o board por meio da geração de mana extra da Nissa.



    O Plano de Sideboard é bem tranquilo. Geralmente sai as 4 Growth Spiral e entram cartas para proteger as peças principais como Veil of Summer, ou para segurar o jogo ou gerar vantagem como Ripjaw Raptor e Mass Manipulation  (esta excelente contra controle para roubar o Teferi, Time Raveler), ou então para lidar com aquilo que pode ser muito prejudicial, como Aether Gust  e Cerulean Drake, ótimas contra Mono Red, Phoenix, Wilderness Reclamation e outras ameaças.



    Abaixo vou falar um pouco de cada partida do Suíço, deixando o enfoque maior para o TOP 8.



    Rodada 1: vs Mono Blue Tempo (2-0)



    Uma partida bem interessante, onde G1 tomei diversos counters, oponente me deixou a um de vida e não conseguiu finalizar o jogo depois que fiz uma Hidra 5/5, onde estabilizei o board, encontrei Tamiyo, Field Researcher e consegui virar uma game quase perdido. G2 o oponente mulligou e não conseguiu desenvolver o board, enquanto a temática elemental se sobrepôs, gerando muita vantagem e dominando o jogo.



    Rodada 2: vs Simic Flash (2-1)



    Uma das piores matches de se jogar contra, pois seu oponente só joga no seu turno, ou anulando suas principais spells, ou fazendo criaturas com evasão como Spectral Sailor ou que geram valor como Nightpack Ambusher que gera uma ficha de lobo 2/2 em todo turno do oponente quando ele não fizer mágicas. Assim ele vai desenvolvendo o board no seu turno, enquanto na mão tem respostas para quase todas as suas mágicas. G1 meu oponente teve um certo flood, o que me possibilitou desenvolver o jogo e ganhar fazendo vários Nexus of Fate. G2 meu oponente veio com uma mão muito boa e jogou sem deixar margem para conseguir responder suas spells com Veil of Summer ou Aether Gust . G3 meu oponente teve de mulligar a 4 e quase conseguiu voltar pro jogo, mas aí consegui encaixar uma hidra gigante e gerou muita vantagem e um corpo que ele não conseguiu responder com Merfolk Trickster ou Unsummon.



    Rodada 3: vs Simic Flash (0-2)



    Lista um pouco diferente da anterior, porém com mais anulações, como Frilled Mystic e Syncopate, que fez uma grande diferança no G1, quando tive um Cavalier of Thorns anulado pra x=1, o que me possibiltaria estabilizar o board e começar a agredir meu oponente. G2 tive de mulligar a 05 e não tiver minhas 03 primeiras mágicas do game anuladas, sendo que em seguida o oponente fez um Nightpack Ambusher e aí sentou em cima dele com suas anulações e bounces, dominando o jogo. Este deck tem ganhado grande notoriedade e vem sendo utilizado pelos profissionais em níveis altíssimos de competitivo. Assim, sugere-se estudar uma variedade de sideboard para se defender melhor nesta partida, talvez Spell Pierce e Essence Scatter pro early game e um Commence the Endgame pra fazer no passe e gerar vantagem.



    Rodada 4: vs Jeskai Super Friends (2-0)



    Aqui foram dois games bem tranquilos. G1 oponente fez um Deafening Clarion no começo que até deu uma sobrevida, mas já havia comprado muitas cartas então consegui retomar o jogo e finalizar a partida com os elementais da Nissa. G2 enquanto eu rampava, meu oponente fazia planeswalkers, como Narset, Parter of Veils , Teferi, Time Raveler e Sarkhan the Masterless  porém, vindo do sideboard um Mass Manipulation pra x=2 foi suficiente pro oponente conceder na hora.



    Round 5: vs Naya Feather (2-0)



    Uma partida que bem estranha de jogar, pois se o Naya conseguir ter um início sólido e aumentar o corpo dos seus bixos, como o Tenth District Legionnaire e deixar uma Feather, the Redeemed protegida, dificilmente você consegue evoluir o board em tempo de fazer diversos Nexus of Fate para retomar a partida. Neste caso específico, G1 meu oponente estava com larga vantagem até que consegui fazer uma Hidra pra x=5, ganhar um pouco de vida e ter um blocker pra Feather. G2 um ramp cedo me levou a ter um Cavalier of Thorns no early, estabilizar o board enquanto meu oponente não conseguia achar suas criaturas, gastando seus recursos para matar minhas Nissas, até que consegui manter uma na mesa, fazer uma Hidra gigante e um Nexus of Fate pra selar o caixão. Destaque pra Aether Gust que pode ser uma boa resposta contra Domri's Ambush e outras cartas de vantagem do oponente, fazendo um 2 por 1 e ganhando tempo.



    Rodada 6: vs Simic Nexus (1-2)



    Aqui um mirror, mas a versão do oponente era com Wilderness Reclamation, Search for Azcanta // Azcanta, the Sunken Ruin e Root Snare , ou seja o Nexus combo, focado em flipar Azcanta, achar muitas cartas enquanto desvira seus lands e continua cavando o deck atrás dos Nexus of Fate. G1 meu oponente acabou errando nos cálculos e em vez de fazer mais um Nexus, optou por comprar cartas, e na volta consegui dar letal nele. G2 e G3 o deck dele funcionou como é pra funcionar, prevenindo danos, flipando Azcanta e consegui anular minhas maiores ameaças, depois com uma Tamyio selou as vitórias.



    TOP 8



    Quartas de Final: vs Simic Nexus (2-0)



    A revanche! Diferente dos G2 e G3 da rodada anterior, aqui o deck do meu oponente não conseguiu evoluir em ambos games, o que me deu tempo para desenvolver a mesa e imprimir muito dano e card advantage. Foram dois games bem apertados, onde a Nissa, Who Shakes the World fez toda a diferença ao meu lado.





    Semi-final: vs Ancetral Blade (2-0)



    O clássico MonoWhite com algumas alterações, como Ancestral Blade e Raise the Alarm. G1 o oponente desenvolveu muito rápido o board com a Aspirante a Marchadora Celeste, Marechal de Benália e Loxodonte Venerado, enquanto um Tomik, Advoquista Distinto me impedia de transformar os meus lands em elementais 3/3 com a Nissa, Who Shakes the World. Pelo chão eu conseguia me defender, porém a Aspirante batia 4 por vez pelo ar, até que me deixou com 4 pontos de vida e consegui encontrar um Krasis Hidroide, que me deu vida, cartas e um corpo pra me defender da Aspirante. A partir daí, estbilizei o jogo onde meu late game é muito superior ao do oponente, pois enquanto ele comprava drops 1 eu comprava Tamyio, Cavaleiros e Nexus of Fate. G2 o jogo se desenvolveu de forma muito semelhante, porém meu oponente não conseguia me atacar, em razão de eu ter rampado cedo e ir fazendo um Cavalier of Thorns atrás do outro, situação que me gerou muita vantagem. O toque final foi um Mass Manipulation pra x=2 roubando a única criatura com voar e um Marechal.



    Final: vs Orzhov Vampires (2-1)



    Uma partida memorável.



    O Orzhov do opnente é um deck que tem uma lista bem resiliente, cheia de recursos e cartas como Legion LieutenantSorin, Imperious Bloodlord e Knight of the Ebon Legion conseguem impactar muito o board, crescendo rapidamente o poder da mesa e o Sorin é um grande finisher gerador de vantagem, pois consegue colocar um Champion of Dusk turno 3 comprando de 2 a 3 cartas.



    No Game 1 fui atropelado pelo oponente. Neste game apenas fiz ramps e não encontrei nada pra ao menos ganhar tempo, como um Cavaleiro ou uma Hidra e morri fazendo 2 Nexus seguidos pra tentar encontrar alguma coisa, mas sem êxito algum. Enquanto isso meu oponente com um Adanto Vanguard e um Sorin, Imperious Bloodlord conseguiu evoluir o dano, enquanto sacrificava outros drops baixos pra matar meus Risen Reef, que poderiam ajudar a desenvolver o board.



    No Game 2 um jogo onde meu oponente não conseguiu pressionar muito e eu consegui estabilizar logo. Meu oponente trouxe Duress e tirou logo cedo uma Tamiyo, Field Researcher minha, me deixando apenas com um Nexus na mão e muito ramp na mesa. Em seguida entrou o Sorin, Imperious Bloodlord e já conseguiu matar um mana dork meu. Mas do topo deck veio uma Nissa, Who Shakes the World que deu um fôlego. Enquanto isso, meu oponente seguia sacrificando vampiros e matando meus mana dorks. Meus ataques basicamente eram no Sorin do oponente para não deixar o jogo desequilibrar. Até que um Risen Reef seguido de um Cavalier of Thorns geraram bastante valor e meu oponente concedeu, sabedor que eu tinha um Nexus of Fate na mão ainda para finalizar a partida em seguida.



    O Game 3 foi um jogo de muita emoção. Acabei abrindo duas mãos horríveis e tive de mulligar a 05, o que é extramemente ruim com um deck que tem remoções e descartes. Meu oponente abre com um Adanto Vanguard seguido de uma Legion Lieutenant, enquanto eu faço 02 Leafkin Druid, onde um acaba morto e meu oponente titubeia em matar o outro antes de eu receber a prioridade no turno 04. Assim, consegui descer um Cavalier of Thorns, dar um ramp, mas logo foi removido pelo oponente. Seguido meu oponente faz mais uma Aspirante a Marchadora Celeste e eu faço outro Cavalier of Thorns e continuo rampando e tentando estabilizar o jogo, com 06 de vida. No turno do meu oponente ele comprou land apenas, me atacou e optei por matar a Aspirante e ir a 02 de vida, sabendo que poderia ser finalizado por um Sorin a qualquer momento. O jogo segue com eu fazendo uma Nissa, Who Shakes the World e um Risen Reef enquanto meu oponente compra outro Adanto e lands. Aí em algumas trocas talvez equivocadas do meu oponente, acabou perdendo o fôlego, pagando muita vida pra manter os Adantos vivos enquanto tentava me agredir e a Nissa acabou fazendo o que faz de melhor: ser implacável.



    E assim eu ganhava meu primeiro torneio de Magic Arena, que não veio de sorte, veio de muita dedicação, estudo e amor por esse jogo espetacular, que já me gerou muitas amizades e alegrias.



    Destaque especial do Deck é o Cavalier of Thorns! Juntamente com a Nissa, Who Shakes the World é o MVP do Deck. Além do ramp e da possibilidade de trazer uma bomba do cemitério, tem um corpo gigante, rampa e é um elemental, o que gera valor junto com Risen Reef. Nexus of Fate passa a ser uma carta de menor relevância, mas quando utilizada no momento certo pode gerar muita vantagem ou proporcionar a estabilidade necessária para encaminhar o jogo. Gostei muito do deck e pretendeo desenvolver ele durante esta Season, já que em agosto teremos o IV Mithyc Championship Qualifier pelo Arena, e é preciso estar bem treinado e focado.



    Vou ficando por aqui! Um prazer poder compartilhar essa experiência e espero poder ajudar sempre a comunidade do Magic a crescer e se solidificar.



    Abraço!


  • Boletim dos Artesãos - Fim dos Pro Points e Red Bull Untapped

    Boletim dos Artesãos - Fim dos Pro Points e Red Bull Untapped

    por artesaosdomagic em 08/07/2019 - 141 Visualizações, 1 Comentários.

    Olá e sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic: the Gathering na última semana. Depois do turbilhão de novidades que foi a sequência de lançamentos de Guerra da Centelha, Modern Horizons e da Coleção Básica de 2020, o Magic finalmente deu uma desacelerada e essa semana foi bem calma. Mas isso não significa que não aconteceu nada digno de nota, então vamos logo às notícias.



    Definidos os Finalistas do Red Bull Untapped



    Esse fim de semana ocorreram os Qualificatórios físicos para o Red Bull Untapped em Florença, na Itália, e Bruxelas, na Bélgica. Juntando esses resultados aos Qualificatórios do Arena que ocorreram semana passada já temos os 8 competidores que lutarão em Londres, dia 4 de agosto, por uma vaga no Campeonato Mítico de Richmond.



    Diferentemente dos Qualificatórios no Arena, que ocorreram de forma não presencial e num formato que já não é mais relevante hoje, o Standard de Guerra da Centelha, os Qualificatórios físicos foram transmitidos e nos trazem muito mais dados interessantes sobre o Modern, formato usado, mas que podem ou não ser relevantes, a depender do anúncio de Banidas e Restritas.



    Em ambos as cidades, Bruxelas e Florença, tivemos o deck Hogaak Bridgevine, já comentado num boletim anterior, com a maior fatia do Metagame, em torno de 16%, então parte da história do campeonato era saber se o deck conseguiria transformar sua performance em resultados nestes eventos. Fechando os três decks mais jogados em ambos os classificatórios tínhamos o U/W Control como segundo deck mais popular e o Izzet Phoenix fechando o trio.



    Em Florença, Hogaak, Necrópole Erguida não teve muito sucesso, já que o deck era pilotado por apenas 2 integrantes do Top 8, sendo um deles o jogador da MPL Andrea Mengucci, e ambos foram derrotados nas quartas-de-final para oponentes que jogavam com variações do combo Devoted Druid. Outro jogador da MPL estava presente no evento e também se classificou para as fases eliminatórias, dando à Liga uma taxa de conversão de 100% no torneio. Javier Dominguez pilotava um Izzet Phoenix e teve bastante mais sorte que seu companheiro ao enfrentar os Devoted Druid, vencendo não somente as partidas, mas se sagrando campeão do torneio.

     



    Em Bruxelas o Bridgevine foi um pouco melhor representado no mata-mata, mas não muito, com 3 competidores confiando no deck para vencer o campeonato, sendo um deles outro jogador da MPL, Piotr Glogowski, deixando para trás outros 4 competidores da Liga que não tiveram a mesma sorte. Piotr jogou partidas muito difíceis contra dois U/W Control em sequência, passando para a semi-final, mas ficando por aí. O deck que acabou levando o campeonato foi um antigo conhecido do Modern, o Jund, pilotado por Anton de Smet.

     



    Os oito finalistas dos Qualificatórios se enfrentarão em Londres no Arena com Standard Melhor-de-3 (Bo3). Boa sorte aos competidores! Você vai poder assistir tudo dia 4 de Agosto pelo canal da Red Bull no Twitch.



    Classificados para as finais do Red Bull Untapped



    Fim de Uma Era



    Nas últimas semanas, os Pro Points, fruto do antigo sistema de Pro Players Club, que foi substituído esse ano pela MPL, foram finalizados. Embora tenha passado por mudanças durante seu período de validade o Pro Players Club era como os melhores jogadores de Magic eram organizados desde 2005, então é natural que haja algum sentimento de perda ao vê-lo sendo deixado de lado, ainda mais quando há algumas incertezas sobre o modelo atual.



    Ao ver os maiores detentores de Pro Points de todos os tempos temos um gostinho da grandiosidade do Magic nesse período. Em primeiro lugar ficou o japonês Shuhei Nakamura, que está no Hall da Fama e possui seis Top 8s em Pro Tours e 32 Top 8s em GPs, com sete vitórias, o jogador com mais sucesso neste tipo de torneio. O segundo lugar ficou com o francês Raphael Levy, que também está no Hall da Fama e foi o capitão da equipe francesa que conquistou a Copa do Mundo de Magic em 2013. Além disso ele possui três Top 8s em Pro Tours e 23 Top 8s em GPs, com seis vitórias.



    O terceiro lugar ficou com ninguém menos que Jon Finkel, estadunidense jogador do Hall da Fama que é celebrado como um dos dois melhores jogadores de Magic de todos os tempos, junto com Kai Budde, com 16 Top 8s em Pro Tours e três vitórias. O quarto é o jogador mais apontado para fechar o trio de melhores jogadores de Magic de todos os tempos, que também está no Hall da Fama e detém a posição de jogador de mais sucesso em termos de premiação, com12 Top 8s em Pro Tours, duas vitórias e 24 Top 8s em GPs, também duas vitórias, o brasileiro Paulo Vitor Damo da Rosa.



    Classificação dos maiores detentores de Pro Points na história



    Esperamos que o novo modelo de Jogo Organizado seja tão grande como seu antecessor e continue nos mostrando e premiando jogadores de alto nível, assim como os citados acima.



    Qualificatórios do Arena para o MC V



    Já foram reveladas as informações do Qualificatório do Arena para o Campeonato Mítico V, a ser realizado de 18 a 20 de outubro em Long Beach, Califórnia. A estrutura geral do classificatório permanece a mesma usada anteriormente, com dois dias de competição para os jogadores que ficaram entre os 1000 melhores do Mítico na plataforma tanto no Construído quanto no Limitado, desta vez nas temporadas 1, 2 e 3 de Guerra da Centelha, correspondendo aos meses de Maio, Junho e Julho.



    Logo dos Classificatórios para Campeonato Mítico do Arena 2019



    Os jogadores classificados competirão usando o formato Standard Melhor-de-3. No Dia 1 os competidores jogarão até atingirem 10 vitórias ou 2 derrotas, com os melhores 128 passando para o Dia 2, sendo que os critérios de desempate, caso sejam necessários, são respectivamente maior ranque no Magic Arena, segundo maior ranque, menor número de derrotas no Dia 1 e finalmente momento das derrotas no Dia 1, com quem perdeu mais tarde se classificando.



    No Dia 2 serão sete rodadas de um suiço modificado, com os jogadores de campanha 5-0 e 5-1 se classificando, os de três derrotas eliminados, e ambos sendo retirados da competição à medida que ela avança. Os decks usados devem ser os mesmos do Dia 1.



    Se você está na dúvida se é mesmo possível sair do Magic Arena para o cenário competitivo mundial, lembre que Matias Leveratto, campeão do Campeonato Mítico III em Las Vegas, se classificou através da plataforma.



    A Espera pelo Anúncio de Banidas e Restritas



    Hoje ocorre mais um anúncio de Banidas e Restritas e todos estão ansiosos para saber o que será do Modern. Com os decks baseados no cemitério e que oferecem condição de vitória tão cedo como turno 2, liderados pelo Hogaak Bridgevine, ganhando tanto destaque muitos esperam um banimento para enfraquecê-los. Outros acham que os resultados apresentados não são fortes o bastante para que um banimento seja necessário. Dependendo de quando você esteja lendo é provável que você já saiba o resultado, então nos diga, o que achou?



    E assim finalizamos mais um Boletim dos Artesãos. O que você espera dos próximos campeonatos do Arena, Red Bull Untapped e Campeonato Mítico V? E o futuro do Modern com mais esse anúncio de Banidas e Restritas? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Yawgmoth, o mais temível vilão da história do Magic!

    Yawgmoth, o mais temível vilão da história do Magic!

    por lfgcampos em 02/07/2019 - 132 Visualizações, 0 Comentários.



    O Pai das Máquinas. O Inefável. O Lorde das Trevas. O Oculto. O Senhor dos Ermos. Todos esses nomes se referem ao mesmo personagem, um dos mais fortes da história se não o mais forte, chamado Yawgmoth.



    Uns acreditam que ele é um Monstro capaz de inflamar campos com o ollhar, outros que ele é um Senhor com poderes imensuráveis mas para ele apenas uma palavra o define: Deus.



    Yawgmoth, Thran Physician nasceu como um mero mortal durante o reinado dos Thran, o mais avançado povo de Dominária. Por volta de 2000 a 5000 anos antes do nascimento do planinauta Urza, Academy Headmaster, Yawgmoth devotou sua vida à medicina e à arte da cura. Ele acreditava que o corpo humano era um intrigado construto orgânico e que cada doença ou defeito físico era causado por bactérias ou vírus, e não por espíritos malignos. Entretanto, sua genialidade veio junto de uma insaciável sede por poder e da crença de que ele sozinho deveria conquistar tudo.



    As ideias de cura de Yawgmoth eram tão revolucionárias que o levaram a ser exilado pelo Império Thran. A decisão do império era irrevogável e o seu destino estava traçado. Após seu exílio, Yawgmoth vagou por diferentes reinos levando a desgraça onde quer que fosse. Dentre os povos que provaram do seu poder estavam os anões, elfos, minotauros, gatos guerreiros, viashinos e humanos.



    Mas isto foi apenas o começo. Sua vingança contra os Thran era tudo o que importava. Chegaram aos ouvidos de Yawgmoth de que o gênio Glacian, um dos culpados por seu exílio, estava morrendo devido a uma doença que nenhum curandeiro pôde identificar. Yawgmoth percebeu que seu banimento seria revogado se ele descobrisse a causa da doença e a curasse. Ele sorriu e dirigiu-se para a metrópole Thran de Halcyon.



    Yawgmoth fora recebido por Rebbec, arquiteta chefe e esposa do doente inventor. Halcyon não era apenas uma próspera metrópole. A cidade inteira era energizada por uma revolucionária invenção conhecida como powerstones (pedras do poder). Estas powerstones, uma vez carregadas, permaneciam eternamente funcionando.



    Para Yawgmoth, encontrar a cura não significava salvar a vida de Glacian, mas sim dominar o império. Ele sairia como um ancião, um monarca, uma divindade.



    O revolucionário maldito que havia atacado Glacian havia feito isso com uma powerstone falha, construída imperfeitamente por suas mãos pouco capazes. Ele fora resgatado da Caverna dos Condenados e trazido para a enfermaria junto de Glacian, a mando de Yawgmoth. Meses depois ele conseguiu decifrar a causa da doença. Phthisis, como ele a chamava, era causada pelo contato direto com as powerstones. Com o tempo, as perigosas radiações das powerstones enfraqueciam o sistema imunológico humano, levando à mortal doença de que padecia Glacian e outros por todo o império. Yawgmoth compartilhou essa revelação com Rebbec, Glacian e Gix, que também estava infectado.





    Rebbec estava temerosa. Glacian era só acusações. Yawgmoth estava enraivecido. Gix simplesmente gargalhou e tempo depois fugiu, furioso. Yawgmoth e Rebbec compartilharam suas descobertas com o conselho legislativo de Halcyon. Glacian sugeriu que uma votação fosse feita para decidir sobre um novo exílio para Yawgmoth.



    Yawgmoth permaneceu calmo. Ele requisitou um grupo de curandeiros e estudantes para o estudo da phthisis. Os Thran votaram e Yawgmoth conseguiu o que requisitava. Mas não foi tão fácil assim, pois se a pesquisa de Yawgmoth não mostrasse resultados, ele seria banido novamente. Dias depois os curandeiros de Yawgmoth haviam desenvolvido um possível tratamento para a doença. Mesmo que o tratamento não curasse a phthisis, ele ao menos prevenia que ela se espalhasse. Mas essa pesquisa teria que esperar.



    Uma rebelião havia começado. Gix havia retornado com uma horda dos Malditos, todos jurando destruir Halcyon por seus crimes contra eles. Os guardas de Halcyon tentaram conter os Malditos com pouco sucesso. Yawgmoth encarou isso como uma oportunidade velada. Ele capturou um rebelde para testar se o novo tratamento iria funcionar. Os curandeiros ficaram surpresos com os resultados. O tratamento não apenas parou a doença, mas também começou a revertê-la. O rebelde capturado não havia sido curado, mas ele estava em condições melhores. Entretanto, o enfermo não teve oportunidade de agradecer Yawgmoth. A futura divindade o assassinou logo após o tratamento ser administrado.



    Yawgmoth pegou uma liteira voadora e foi ao Templo Thran, onde encontrou  Gix e seus fiéis rebeldes. Yawgmoth prometeu a Gix o tratamento se ele parasse o ataque. Após Gix injetar o soro em si mesmo e perceber os resultados favoráveis, ele concordou com a barganha de Yawgmoth.





    Yawgmoth foi imediatamente elevado à posição de herói local. Ele havia encontrado o tratamento para a doença que estava arruinando os Thran. Ele havia parado a rebelião dos Malditos. E trabalhou para encontrar a cura não apenas para a população Thran, mas também para os, um dia odiados, Malditos. A cidade inteira o acolheu em seus corações. Ele iria se banquetear com esses corações, um por um. O tratamento estava sendo administrado para todos os enfermos, tanto Thran quanto Malditos.



    Glacian, que já estava severamente deteriorado pela doença, mal era afetado pelo tratamento. A doença havia começado a afetar a mente de Glacian, para a tristeza de sua mulher. Rebbec era cada vez mais repelida por seu amado e empurrada para os braços de Yawgmoth. Porém nos anos que se passaram Yawgmoth não foi capaz (provavelmente não quis) de encontrar a cura. O tratamento administrado aos enfermos se tornava cada vez mais ineficaz. A maioria dos curandeiros da cidade estava sob o controle de Yawgmoth que não se importava mais com a doença.



    Durante uma refeição noturna com Rebbec, o arrasado Glacian confrontou Yawgmoth. A mente de Glacian parecia estar dividida ao meio, parcialmente devido à phthisis, parcialmente devido à sua própria genialidade. Ele revelou seus planos de abrir portais para novos mundos, mundos infinitos que estavam dormentes dentro de cada powerstone carregada. A ideia podia ser insana, mas, ao mesmo tempo, parecia completamente plausível.



    Yawgmoth teve pouco tempo para entender o significado dessa descoberta antes de Glacian o interromper com a repetição de suas ideias, sem perceber que já havia manifestado-as. Rebbec ficava cada vez mais preocupada com a saúde de seu marido e Yawgmoth ficava cada vez mais preocupado com Rebbec. No entanto, meses mais tarde, Rebbec se sentia pronta para entregar-se voluntariamente para Yawgmoth. Mas o jogo estava terminando rápido demais. A única preocupação genuína que Yawgmoth tinha era com si próprio.



    Um dia, tudo mudou. Yawgmoth começou sua longa viagem, saindo de seu estado mortal para o de uma divindade. Ao inspecionar a forma doente de Glacian, Yawgmoth percebeu que uma espécie de feiticeiro estava visitando o gênio. Yawgmoth encontrou uma mulher com imenso poder conversando com o enfermo Glacian. Essa mulher, Dyfed, declarou abertamente ser uma planinauta, alguém que podia manejar a magia como se fosse um deus.



    Yawgmoth não acreditou, para aborrecimento de Dyfed. A deusa levou Yawgmoth para o distante plano de Phyrexia para mostrar a ele que falava a verdade. As coisas não podiam estar melhores para Yawgmoth. Ele havia conseguido a lealdade de uma cidade inteira. Logo, ele buscaria controle sobre toda a existência...






    Esse texto eu já havia escrito há muito tempo e apenas revivi ele depois do ótimo vídeo criado no canal da Wizards!



  • Boletim dos Artesãos - Pauper Unificado, Histórico e GPs

    Boletim dos Artesãos - Pauper Unificado, Histórico e GPs

    por artesaosdomagic em 01/07/2019 - 163 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, trazendo o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering nesta última semana. No Boletim de hoje temos mudanças em formatos amados, criação de novos formatos e mais um uptade ao Jogo Competitivo, desta vez ao calendário de GPs do último quarto deste ano. Então vamos a eles!



    Pauper Finalmente Unificado



    Depois de muitos anos e muitos pedidos por parte dos jogadores o Pauper finalmente teve suas versões físicas e digitais unificadas em um único formato, o que inclui a regra de legalidade, ou seja, as cartas disponíveis para jogo, e a lista de Banidas e Restritas.



    Se você por algum motivo não conhece o formato, o Pauper foi criado primeiramente no Magic Online (MOL), sendo um formato que só permitia o uso de cartas da raridade Comum da plataforma, e logo conseguiu uma comunidade bastante ativa. A Wizards, no entanto, não o considerava um formato oficial de Magic, tanto que, por algum tempo, uma das poucas maneiras de se jogar Pauper na plataforma era pelas ligas casuais.



    Isso não impediu que o formato continuasse ganhando adeptos e eventualmente fizesse seu pulo para o Magic físico, mas nesse ponto um empecilho surgiu: deveria se considerar apenas as cartas Comuns no MOL ou incluir as do jogo físico também? E a Banlist, deveria ser mudada? Acabou que essa decisão era tomada individualmente por cada evento, com a maioria deles permitindo também o uso de cartas que só eram Comuns no jogo físico. Isso criou uma divisão clara entre o Pauper Físico, em que cartas como Granada Goblin eram permitidas, e o Pauper jogado no MOL.



    Mas isso finalmente acabou com o anúncio da última quinta-feira, pois a Wizards, além de decidir unificar as duas versões, deu ao Pauper o estado de formato oficial de Magic, o que significa que ele pode ser usado em qualquer evento sancionado, seja em lojas locais ou em campeonatos grandes.



    Para que isso seja possível a legalidade do Pauper está sendo expandida para incluir qualquer carta que tenha sido produzida como Comum em qualquer produto, seja ele físico ou digital. Isso criará uma entrada de mais de 400 cartas que não estão ainda no MOL. Essas cartas serão gradualmente adicionadas à plataforma com prioridade aos pedidos da comunidade, então, se você quer jogar com alguma carta o mais rápido possível, envie seu pedido para MagicOnlineFeedback@wizards.com.



    Quanto à lista de Banidas e Restritas, três cartas foram preventivamente banidas: Sinkhole, Hymn to Tourach e High Tide. O formato será acompanhado para averiguar se mais banimentos serão necessários, mas o plano é deixar o formato evoluir e os jogadores se acostumarem com o novo estado do formato antes de fazer qualquer mudança.



    Sinkhole, High Tide e Hymn to Tourach banidas no Pauper



    O Histórico está Chegando



    Quinta-feira passada foi mesmo um dia recheado de novidades, pois além do anúncio do Pauper, tivemos também mais um Estado do Beta do Magic Arena, antecedendo a atualização do dia 2 de Julho, que incluirá a Coleção Básica de 2020 na plataforma. No entanto, mesmo com alguns anúncios que entram em ação já semana que vem, que você pode ler no artigo oficial ou em nosso Twitter, o que chamou mais a atenção dos jogadores foi a preparação que a plataforma está fazendo para enfrentar a rotação, quando Ixalan, Rivais de Ixalan, Dominária e a Coleção Básica de 2019 deixarão o Standard.



    Essa será a primeira vez que o Arena verá coleções saírem do Standard, já que a última rotação coincidiu com a transição entre Beta Fechado e Beta Aberto, que limpou a conta de todos os usuários. Com a promessa de que nenhuma limpeza será feita no futuro próximo do Magic Arena, há a necessidade de se criar uma forma de os jogadores usarem suas cartas que não são legais no Standard. Para isso um novo formato será criado e ele foi chamado de Histórico.



    O Histórico será o formato não-rotacional do Arena, permitindo que o jogador use qualquer carta que esteja presente na plataforma, exceto as que estão na lista de Banidas e Restritas, que será independente, mas ainda não foi revelada. A princípio ele será, como dissemos, apenas uma forma de os jogadores usarem suas cartas, então será oferecido de forma casual, tanto nas opções Melhor-de-3 e Melhor-de-1, e associado aos outros formatos casuais da plataforma, como Singleton, Momir e Pauper. Ou seja, nada de ranqueado para o formato.



    A princípio o formato será quase que exatamente como o Standard atual, a única mudança sendo a inclusão da coleção de outono deles, nossa primavera, de codinome “Archery”, sendo que nenhuma outra coleção será adicionada ao Arena por enquanto. As coleções dos blocos de Kaladesh e Amonkhet, que já estão programadas na plataforma e puderam ser usadas no Beta Fechado, terão que esperar mais um pouco até seu retorno, pois os desenvolvedores veem que o Histórico já será um formato “pesado” em seu início e é melhor dar tempo para que ele evolua. Enquanto a adição dessas coleções é uma questão de tempo, não há planos para a inserção de sets mais antigos que isso.



    O anúncio pegou muitos de surpresa por ser feito com tanta antecedência da rotação, mas de todo modo já era esperado, já que os usuários estavam ansiosos em saber o que aconteceria com suas cartas quando o evento chegasse, e recebeu reações mistas, sendo que mesmo antes de ser lançado, o Histórico já recebe sua cota de críticas.



    A maioria delas é direcionada a natureza casual do formato. Os jogadores apontam que não haverá incentivo algum em jogar o Histórico, sendo que ele será tão parecido com o Standard e este último te dará recompensas infinitamente superiores, incluindo um caminho para a classificação para um Campeonato Mítico. Outra crítica forte é quanto a decisão de não incluir nenhuma outra coleção ao formato imediatamente, visto que o Standard será um formato estável e resolvido nas vésperas da rotação e a inclusão de apenas uma coleção, a “Archery”, provavelmente não terá impacto suficiente para mudar isso.



    Há muito tempo ainda para a rotação, tempo suficiente para que ajustes sejam feitos no Histórico. Vamos aguardar e ver como a equipe do Magic Arena responde ao feedback inicial que o formato recebeu.



    Calendário de GPs Atualizado



    Os formatos das MagicFests do quarto trimestre de 2019 foram anunciados pela ChannelFireball, organizadora dos eventos! Haverá muito Limitado e Standard nos meses de Outubro e Novembro, que sucedem o lançamento do já citado aqui set “Archery” o que inclui o MF São Paulo em 16 de novembro, cujo formato será Standard.



    Fora isso a grande curiosidade é a MF de Bolonha que será jogado no formato Legacy, quase uma raridade hoje em dia. A pouca presença de Modern no quarto trimestre, somente na MF Columbus, pode ser explicada pela grande presença do formato no terceiro trimestre, muito em virtude do lançamento de Modern Horizons. Além disso uma MF, a de Portland, continua com formato misterioso. Qual será ele?



    Calendário de GPs para o quarto trimestre de 2019



    E acaba aqui mais um Boletim dos Artesãos com muitos questionamentos para o futuro próximo. Qual das cartas recém-adicionadas você vai construir primeiro no Pauper? E seria a MF Portland a primeira com o formato Pauper no evento principal? O que acha do novo formato, Histórico? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Grandes Retornos no Campeonato Mítico III

    Boletim dos Artesãos - Grandes Retornos no Campeonato Mítico III

    por artesaosdomagic em 24/06/2019 - 139 Visualizações, 0 Comentários.

    Bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos trazendo para você o que de mais importante aconteceu no Magic na última semana e hoje o assunto principal não poderia deixar de ser o Campeonato Mítico III que ocorreu este fim de semana em Las Vegas.



    A Conquista de Matias Leveratto



    Matia Leveratto se sagrou vencedor do Campeonato Mítico III com uma incrível performance com seu deck Simic Ramp. O jogador era sem dúvida a maior história de superação no evento. Ele já foi um jogador de alto nível na Argentina no começo da década, mas não obteve sucesso internacional. Ele até conseguiu se classificar para o Pro Tour Khans de Tarkir, em 2014, mas terminou a competição com um decepcionante 9-7 depois de estar com um 9-2 no começo do evento e acabou deixando a cena competitiva. Isso mudou, entretanto, com o lançamento do Magic Arena. Matias começou a jogar no programa e eventualmente conseguiu uma vaga para o Qualificatório do Magic Arena, acabando como um dos 16 competidores qualificados para o Campeonato Mítico pela plataforma. Mesmo assim ele seria um azarão em cada uma das fases do campeonado, mas não se deixou abalar. 



    No Dia 1 da competição ele mostrou que ainda lembrava como vencer ao conquistar uma campanha de 6-1 perdendo somente para Greg Orange, campeão do Pro Tour do 25º Aniversário e invicto até então na competição, avançando ao Top 16 de eliminação dupla. No Dia 2 seu caminho para o Top 4 foi espinhoso, mas ele conseguiu avançar passando por grandes nomes, como Lee Shi Tian e Ken Yukuhiro, novamente perdendo somente uma partida, desta vez para Brad Nelson, que o enfrentaria novamente na fase seguinte. Mas ele assegurou a classificação e se viu como o jogador de menor nome, menor sucesso num Top 4 fortíssimo formado por ele, Kai Budde (o Juggernaut), Shahar Shenhar e Brad Nelson. Matias continuou avançando no domingo, vencendo sua primeira partida contra Shahar e sua segunda, a revanche contra Brad Nelson, o que o classificou para a final do evento.



    Seu oponente na final seria o mesmo Brad Nelson que já tinha enfrentado duas vezes no torneio e pilotava o deck Esper Hero. Brad era um oponente formidável, um especialista no Standard, que entrou direto no Dia 2 do evento ao ganhar invicto sua divisão na MPL. Sua única derrota no torneio até então havia sido para Leveratto, sendo que, para chegar à final, ele teve que sobrepujar Kai Budde não apenas uma, mas duas vezes. 



    Os jogos das finais foram extremamente tensos e emocionantes, com Brad vencendo a primeira partida, com um 2-0, e o primeiro jogo da segunda partida de forma dominante. A sorte virou, no entanto, e Matias foi capaz de vencer os dois jogos seguintes para ser o campeão do evento. Dessa forma ele conseguiu extrair absolutamente tudo que uma performance em campeonato o podia prover, sendo convidado para o Campeonato Míticos IV e também para o Mundial de Magic desse ano.



    Matias Leveratto segurando o troféu do Campeonato Mítico III



    O Retorno de Kai Budde



    Depois de Matias, a melhor história do campeonato era o retorno de Kai Budde ao cenário competitivo de Magic: the Gathering. Antes do campeonato começar, e mesmo depois que acabasse, Kai é simplesmente o jogador com o maior número de vitórias em Pro Tour com incríveis 7 deles, num total de 10 (agora 11) Top 8s desse tipo de evento na carreira. Somado a isso ele também conquistou 7 GPs, com 15 Top 8s, 4 títulos de Jogador do Ano e um mais que merecido lugar no Hall da Fama do Magic. Ele é sem dúvida um dos dois melhores jogadores de Magic de todos os tempos, junto com Jon Finkel.



    No entando, indo para esse torneio, ele a princípio, era visto como uma curiosidade, já que vinha de um hiato de 9 anos e foi classificado pelos convites discricionários da Wizards. Ele colocou essas dúvidas todas de lado rapidamente ao avançar para o Top 16 com um 6-1, pilotando um Esper Hero, e começou a mostrar para uma nova geração de jogadores de Magic o motivo de aparecer tão alto na lista dos melhores jogadores.



    No Dia 2, depois de cair uma partida para Shenhar, ele venceu 4 seguidas para conseguir sua vaga no Top 4, o que é de colocar temor em qualquer um, já que pelo ditado "Kai não perde aos domingos". Brad Nelson foi a pedra no caminho de Kai, entretanto, o derrotando duas vezes no Top 4. Não há lugar para disânimo, porém, já que, como um dos 4 desafiantes melhores classificados no torneio, Kai conseguiu vaga garantida no Campeonato Mítico IV, onde esperamos que ele dê mais um show.




    Kai junto a seus companheiros de Top 4
    Kai junto a seus companheiros de Top 4




    Básica mas Poderosa



    Paralelamente ao Campeonato Mítico, estamos no meio da temporada de previews para a Coleção Básica de 2020, que continua ainda, mas deve acabar essa semana. Entre reprints e cartas novas o set tem se mostrado com um nível de poder alto, o que pegou alguns jogadores de surpresa justamente por essa ser uma coleção com um objetivo mais introdutório. Pelo visto isso não impediu o desenvolvimento de colocar mais ameaças de custo baixo, remoções específicas e eficientes, um ciclo de Linhas de Força, que incluem algumas em alta demanda, como a Linha de Força da Santidade e a Linha de Força do Vácuo, e algumas novas, voltar com a mecânica de Proteção, e até mesmo criar um novo terreno que traz a sensação de uma Black Lotus - Lotus Field.





    Isso é uma ótima notícia, por vários aspectos. Por um lado, uma coleção mais forte vende mais boosters o que, com a excessão de cartas específicas de alta demanda, acaba barateando o formato, além de ser um sinal verde para que a Wizards continue a fazer produtos mais fortes. Além disso a coleção tem agora a possibilidade de dar uma chacoalhada no Standard, que está bem estável há algum tempo.



    E assim terminamos mais esse Boletim dos Artesãos e queremos saber: qual foi sua partida favorita no Campeonato Mítico III? E qual carta revelada de M20 você acha que terá o maior impacto? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Hogaak, Chandras e Convites

    Boletim dos Artesãos - Hogaak, Chandras e Convites

    por artesaosdomagic em 17/06/2019 - 173 Visualizações, 1 Comentários.

    Bem vindos a mais uma edição do Boletim dos Artesãos, que traz para você o que de mais importante aconteceu no Magic na última semana. O Boletim de hoje vem bem variado com notícias do Jogo Organizado, cenário competitivo, previews, mudanças em produtos e ainda mais, então vamos começar.



    M20 de Mudanças



    A Wizards anunciou através de seu portal na WPN uma série de mudanças que chega ao Magic com a Coleção Básica de 2020, popularmente conhecida como M20. Algumas dessas mudanças já eram conhecidas há algum tempo, como a estréia dos pré-lançamentos às sextas-feira na parte da tarde, os cinco Decks de Planeswalker presentes na coleção, como é comum às coleções básicas do modelo atual, e a introdução dos pacotes de promos universais, que substituem as promocionais avulsas que antes eram enviadas às lojas para que fossem distribuídas como prêmios aos jogadores. Outras mudanças, no entanto, são recém anunciadas.




    Pacotes de promo universais
    Pacotes de promo universais de M20




    A primeira das novas mudanças que salta aos olhos é o aumento na proporção de foils/não-foils do set, que passa dos tradicionais 1:67 para 1:45. O artigo não detalha se essa é uma mudança permanente ou algo especial para coleções básicas ou mesmo só para M20, mas podemos comemorar que a coleção terá mais foils nos boosters.



    Outra mudança é um upgrade no Bundle com o único item mantido como estava sendo os 10 boosters da coleção. O dado contador de vida que vem no produto agora é maior e no pacote de terrenos, ao invés de 75 não-foil e 5 foil, como foi em Guerra da Centelha, agora temos dois pacotes, um com 20 terrenos foil e outro com a mesma quantidade não-foil. Além disso agora temos uma carta promocional no Bundle, foil e com arte alternativa.



    Algumas outras mudanças também foram anunciadas, como o Fim de Semana de Magic da coleção ser no formato Commander e as lojas WPN Premium começando a testar novos tipos de evento, como o formato Melhor-de-1 e o Draft no pré-lançamento ao invés do Selado.



    Hogaak balança o Modern



    Modern Horizons mal chegou ao Modern e já causa grandes impactos no formato. Enquanto alguns decks ainda fazem ajustes testando as novas cartas e suas combinações dentro do deck ou no sideboard, um concorrente já saiu na frente com resultados expressivos em uma janela curtíssima de tempo. Estou falando do deck Hogaak BridgeVine que abusa da carta que o dá nome Hogaak, Arisen Necropolis



    O BridgeVine é um deck estabelecido no Modern há algum tempo que concentra seus esforços no cemitério, o enchendo com cartas como Pilhagem Infiel e Fornecedora do Suturador, e criaturas que podem ser facilmente sacrificadas, como Insolent Neonate, ou mesmo que vão direto para o cemitério como uma Balista Ambulante conjurada para zero, para encher o campo e tirar valor de criaturas como Trepadeira Vingativa, Terror Sanguinário ou tokens gerados por Ponte das Profundezas o mais rápido possível e ameaçar dano de combate letal tão cedo como Turno 3.



    O deck foi revigorado por Modern Horizons incorporando Comedor de Podridão ao seu pacote de Zumbis, Altar da Demência como uma nova fonte de sacrifícios para suas criaturas e também de encher o seu cemitério e, é claro, Hogaak, Arisen Necropolis, como mais uma criatura com grande poder, um 8/8, que pode ser facilmente recorrido do cemitério em qualquer ponto do jogo, mas mais especificamente no começo.



    Essas adições fizeram o deck dar um salto e se aproximar do topo do formato. No Desafio de Modern do Magic Online de 8 de junho, 8 dos 32 melhores decks eram Hogaak BridgeVine, sendo que ele também representava 2 dos 6 decks invictos no campeonato. Uma amostra do poder do deck que continua colocando resultados na plataforma.



    Interessante notar que esses resultados vêm de um Metagame que já teme muito o cemitério em virtude de decks como o Izzet Phoenix e Dredge. Isso acende o debate sobre banimentos e a carta mais apontada para receber o martelo é a comum Pilhagem Infiel, peça central de todos estes decks. Teremos que aguardar e ver como os outros decks se ajustarão a essa nova posição ocupada pelo Hogaak BridgeVine, mas se as estratégias de cemitério continuarem tão prevalentes e com tanto sucesso no formato a Wizards terá que tomar uma ação.



    Convites para o Campeonato Mítico III



    Essa sexta, dia 21, começa o Campeonato Mítico III, em Las Vegas e a Wizards revelou as informações para o primeiro evento do tipo a usar o Magic Arena. O formato, como já sabemos, será Standard Melhor-de-3.



    Com isso ficamos sabendo quem foram os escolhidos para preencher as 16 vagas discricionárias que foram anunciadas e inseridas no campeonato em adição às outras 52 vagas prévias, 36 para a Magic Pro League, 16 para Desafiantes vindos do Fim de Semana Qualificatório que ocorreu no Magic Arena e as últimas 3 para os campeões do Pro Tour do 25º Aniversário, Allen Wu, Ben Hull, e Gregory Orange. Abaixo a lista dos 16 jogadores convidados.




    • Luis Scott-Vargas

    • Kai Budde

    • Raphael Levy

    • Wyatt Darby

    • Ondrej Strasky

    • Noah Walker

    • Emma Handy

    • Amazonian

    • AnnaMae

    • MuffinPastryPie

    • NessaMeowMeow

    • Sjow

    • Amaz

    • Tersa Pho

    • Nhi Pham

    • Bloody



    A lista é bem variada e apresenta jogadores de sucesso no Magic, incluindo jogadores do Hall da Fama, personalidades da comunidade e também streamers. Importante lembrar que os convites tem o objetivo de aumentar e expandir representatividade do Magic no jogo competitivo. Parabéns e boa sorte à todos os competidores!



    Vale notar também que alguns jogadores se mostraram críticos desse modelo, pois ele escolhe arbitrariamente alguns jogadores para premiar e ganhar Pontos Míticos no campeonato, que serão usados para decidir os competidores do Mundial de Magic ao fim do ano, dando a eles, assim uma vantagem competitiva. A Wizards não fez comentários sobre esse aspecto das vagas.



    O Campeonato Mítico III será transmitido pelo canal oficial da Wizards no Twitch nos dias 21, 22 e 23 de junho a partir das 12:00, horário de Brasília.



    Chandras, Chandras, Chandras



    Outro evento que ocorre essa semana são os previews da Coleção Básica de 2020, que estão acontecendo nesse momento, a propósito. Semana passada já tivemos una pequena prova da coleção quando três Chandras, isso mesmo, três, foram reveladas pelo site io9, mostrando o crescimento da planinauta para se tornar a piromante poderosa que é hoje.



    As Chandras de M20



    Chandra, Acólita da Chama está na raridade Rara e mostra a personagem iniciando sua jornada como uma estudante dos piromantes do plano de Reghata. Chandra, Piromante Novata é a Incomum, e intende mostrar uma Chandra ainda jovem, mas mais experiente e confiante, encontrando sua essência nas ruas da cidade-plano Ravnica. A Mítica é Chandra, Inferno Desperto que mostra a planinauta de Kaladesh como ela é hoje: calma, poderosa e controlada, no comando de suas habilidades.



    Com tantas não poderia ser diferente, mas foi confirmado que Chandra Nalaar será o rosto e o foco de M20. Também foi dito que teremos uma quarta carta da planinauta no set, o que pode significar várias coisas, como ela sendo a promo de Buy-a-Box, como foi Tezzeret em Guerra da Centelha, a nova promo do Bundle ou somente uma referência à carta de seu Deck de Planeswalker. Finalmente, a Wizards conformou que essas Chandras são as únicas cartas de planeswalker fora da raridade Mítica no set.



    Previews de M20



    Já estamos na temporada de previews da Coleção Básica de 2020 e várias cartas serão reveladas ao longo da semana. Para saber onde, quando e por quem esses previews serão feitos, este artigo da Wizards tem a programação completa deles, e será atualizado com o tempo para deixar mais fácil ainda encontrar as novas cartas.



    Há muita coisa acontecendo essa semana entre previews e o Campeonato Mítico III. Para qual você está mais empolgado? O que espera de M20? E pra quem vai torcer no Campeonato Mítico? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Banco Imobili... Pauper

    Banco Imobili... Pauper

    por Buffix em 12/06/2019 - 135 Visualizações, 0 Comentários.

    "Oi meu nome é Buffix, tenho vinte anos e um milhão quarenta e duas mil cartas acumuladas no meu quarto"



    Bom dia novamente.



    Falamos algumas semanas atrás (desculpem a demora, sacomé, faculdade) sobre os bans de Gush, Daze e Gitaxian Probe no pauper e você pode checar o artigo aqui. E como prometido, gostaria de escrever um pouco sobre como um ban impacta o bolso dos jogadores e como lidar com isso. Uma das coisas que comentei semana passada foi que, ao contrário de jogos onlines como Hearthstone, é muito mais difícil mudar um jogo de cartas físico. Dentro de Hearthstone você utiliza "pó arcano" (E sim, existem já infinitas piadas sobre sistema) para criar cards novos e adicionar a sua coleção, assim como temos as Wildcards no Magic Arena. Se por exemplo uma carta é "nerfada" em um jogo online, a empresa se vê na obrigação de alguma forma ressarcir os jogadores que trabalharam duro para terem aquelas cartas. Então em Hearthstone, no caso de cartas épicas e lendárias nerfadas é permitido durante um curto período de tempo desfazer suas cartas pelo custo integral do "pó arcano".



    No caso de um jogo de cartas físico, creio que seja impossível ter alguma coisa similar. E até certo ponto isso traz pontos positivos e negativos. Do ponto de vista negativo, um banimento pode afetar o custo de uma ou mais cartas dentro de um formato como já iremos falar sobre. Do ponto de vista positivo isso que permite Magic ser um Trading Card Game. Imagine poder rasgar cartas 320 comuns para conseguir um Teferi, Hero of Dominaria. Seria um sonho, certo? Mas ao mesmo tempo que seria maravilhoso, isso tiraria um pouco da diversão de pré-releases e drafts em conseguir "aquela mítica da coleção", o prêmio de loteria. Qual graça teria se fosse tão simples adquirir cartas de coleções antigas como Elfos de Llanowar BB ou até mesmo cartas da reserved list se todo mundo as tivesse também? Como uma Black Lotus de Alfa seria tão icônica se não existissem somente 11,000 delas no mundo inteiro? Ser um jogo de cartas físico e possuir flutuações na valor de diferentes papelões é também o que dá identidade a muita dessas cartas. Todos nós conhecemos aquele cara da loja que tem o set de Volcanic Island ou um The Tabernacle at Pendrell Vale e obviamente os chamamos de:





    Agora vamos falar sobre os pontos negativos. No outro artigo disse que algumas cartas também foram banidas durante minha trajetória como jogador iniciado em Ixalan. Observem os gráficos tirados da LigaMagic:





    Ah, Ferocidonte Enfurecido, que falta que você não faz ao T2. O ferocidonte foi um exemplo de como uma carta pode afetar um formato em tão pouco tempo, inibindo estratégias que jogavam contra o vermelho (ganho de vida e extensão de criaturas). Quem comprou a carta beirando os quinze reais em Novembro de 2017 teve um prejuízo de doze reais para os dias de hoje por carta. Sem falar que se trata de uma carta printada em uma edição de formato rotativo.





    O artefato que se tornou um dos melhores decks do Modern: Krark-Clan Ironworks teve seu valor cortado pela metade de Janeiro para Maio deste ano. A impotência de se jogar contra KCI era por não possuir "silverbullets" efetivos com o intuito de interagir com o combo e formas muito eficientes de quebrar hates do sideboard: Explosivos Fabricados, Negate, Nature's Claim



    Bem e as cartas do pauper? Até o momento de escrita desse artigo, GushDaze e Gitaxian Probe não sofreram alterações drásticas de preço. Acredito que o principal motivo por trás disso é o fato do pauper não ser um formato sancionado competitivamente pela WoTC e, portanto, não gera tanto valor de mercado como o modern ou T2. Deathrite Shaman que foi banido no Legacy teve uma desvalorização de cerca de sete reais no total. E então vem a pergunta de 1 milhão de reais: "Mas e os decks? Agora sem Gush e Daze não dá pra jogar com os mesmos decks no pauper". Você não poderia estar mais errado do que eu quando decidi fazer Letras, pequeno gafanhoto. Deixe-me mostrar uma coisa:









    Esses foram os três primeiros colocados do último Pauper Challenge realizado em 10/06/2019. Podemos perceber pelas decklists desse Pauper Challenge que várias listas já estão se adaptando para o formato com Modern Horizons com o uso de cartas como Faerie Seer, Winding Way, Arcum's Astrolabe e Defile. Como falamos semana passada, o novo substituto de Gush foi Accumulated Knowledge encontrado em 3 decks do top 8 com 4 cópias cada (fato divertido: Accumulated Knowledge conta na sua resolução as cópias em TODOS os cemitérios. Só deixando essa dica). Isso demonstra como financialmente o pauper resiste mesmo com o ban de diversas cartas que eram consideradas "essenciais" para as estratégias.



    Sim, a reinvenção desses decks não irá cobrir o prejuízo dos banimentos. Mas até nos formatos eternos como Pauper e Legacy os decks precisam se reinventar de tempos em tempos. Senão é melhor jogar truco. Ou commander (rs). Ah, e decks como Tron e Boros Monarca apareceram de forma consistente no top 8 do Pauper Challenge 27/05/2019, mas podemos perceber que eles não estão se tornando "a única forma de jogar pauper", ainda mais que o deck que apareceu com mais frequência em Maio foi o BW Pestilence, mas vamos falar sobre isso outro dia.



    (Nota do autor: de algum jeito milagroso de Buda Shakyamuni um maluco fez sexto lugar com um Boros Weenie Tron. *suspiro* que mundo maravilhoso)



    Enfim obrigado novamente pela leitura e até a próxima!


  • Boletim dos Artesãos - Fim da Etapa da Centelha e Magic na Netflix

    Boletim dos Artesãos - Fim da Etapa da Centelha e Magic na Netflix

    por artesaosdomagic em 10/06/2019 - 145 Visualizações, 0 Comentários.

    Sejam bem vindos ao primeiro Boletim dos Artesãos, trazido a vocês pelos Artesãos do Magic. Aqui iremos reunir e discutir brevemente tudo o que de mais importante aconteceu na última semana no Magic: the Gathering, incluindo todos os seus aspectos, do jogo competitivo ao casual, do Construído ao Limitado, e também, é claro, as investidas do Magic nas outras mídias.



    Fim da Etapa da Centelha



    Nessa última sexta foi realizada a última das cinco semanas de partidas da Etapa da Centelha da competição interna da Magic Pro League, que definiu quais jogadores passariam diretamente ao Dia 2 do Campeonato Mítico III, que ocorre em Las Vegas semana que vem, o primeiro Campeonato Mítico a ser disputado pelo Arena, com o formato Standard Melhor-de-3.



    Brad Nelson foi o grande vencedor dessa etapa, não apenas conquistando sua divisão, Esmeralda, mas também terminando como o único jogador invicto entre todos os competidores, com sete vitórias. Na divisão Pérola, com o recorde de 6-1, assim como os demais classificados, o vencedor foi Brian Braun-Duin e na divisão Safira o vencedor foi Rei Sato. Na divisão Rubi dois jogadores ficaram empatados no número de partidas vencidas, sendo que o número de jogos vencidos foi o critério usado para dar vantagem a Ken Yukuhiro sobre William Huey Jensen. Parabéns aos classificados!



    Já os brasileiros tiveram resultados modestos nessa primeira etapa da MPL. Carlos Romão terminou com um recorde de 3-4, enquanto Lucas Esper Berthoud finalizou sua campanha com um 4-3, mesmo recorde de Paulo Vitor Damo da Rosa, que era o único brasileiro com chances de vencer sua divisão ao início da última semana.



    Além da classificação final, outro aspecto que vale comentário é o desempenho da transmissão semanal da MPL, que começou com um estrondoso número de mais de 50 mil espectadores, mas terminou em baixa, com menos que um décimo disso.



    Muito do baixo número da última semana pode ser atribuído à mudança de dia da transmissão, que normalmente ocorre aos sábados, mas foi adiantada para não concorrer com o pré-lançamento de Modern Horizons. Há também outras reclamações, como o fato de as partidas serem previamente gravadas e não haver uma câmera mostrando a reação dos jogadores durante a partida.



    De todo modo, pontos fortes também podem e devem ser apontados, que incluem a equipe de transmissão muito entrosada e com conhecimento do jogo, e outros fatores devem ser considerados, como os bons números que a transmissão tem nos vídeos que posta no YouTube, de forma que será interessante ver se e quais ajustes serão feitos à MPL nas etapas a seguir.



    Classificação final da Etapa da Centelha da MPL



    O Mulligan de Londres



    A partir do lançamento da Coleção Básica de 2020 o Magic adotará um novo tipo de mulligan em todos os seus formatos competitivos, o Mulligan de Londres, que vem para substituir o atual Mulligan de Vancouver.



    Esse novo mulligan funciona de forma que, toda vez que você está insatisfeito com sua mão você compra até sete cartas, o número da sua mão inicial, e quando decidir mantê-la você escolhe um número de cartas igual ao número de mulligans tomados e as coloca no fundo do seu grimório na ordem que você escolher. Não há vidência (scry) como havia no Mulligan de Vancouver.



    A mudança definitiva já era esperada em virtude da alta popularidade que o Mulligan de Londres obteve enquanto era testado, tanto por profissionais tanto por jogadores mais casuais. Além disso, os decks considerados "injustos", que seriam os maiores beneficiários da mudança, falharam em obter uma grande vantagem tanto em popularidade quanto em porcentagem de vitórias no Campeonato Mítico II, o grande palco para o teste do novo mulligan, e, segundo a Wizards, o mesmo se repetiu nos testes do Magic: the Gathering Online (MOL).



    Enquanto a Wizards avalia que essa será uma mudança positiva para o jogo como um todo, essa opinião não é unânime. Alguns profissionais avisam que o novo mulligan tornará o jogo mais homogêneo, já que os decks terão acesso às suas melhores cartas com mais consistência.



    Nenhuma mudança à Lista de Banidas e Restritas foi feita em virtude do Mulligan de Londres, mas todos os formatos serão acompanhados de perto enquanto os jogadores se adaptam à nova regra.



    Magic nas Telinhas



    A Netflix anunciou uma parceria com a Wizards para a produção de uma série animada de Magic: the Gathering com os irmãos Joe e Anthony Russo, que dirigiram Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, como produtores, responsáveis pela criação e supervisão de uma nova história no universo de Magic.



    Uma equipe de peso foi colocada em torno da produção, que une nomes que trabalharam em grandes projetos. Os responsáveis por liderar o roteiro e também os showrunnerns da produção serão Henry Gilroy, de Star Wars Rebels e Star Wars: The Clone Wars, e Jose Molina, de The Tick e Agent Carter. O estúdio Bardel Entertainment, que trabalhou em Rick e Morty e Jovens Titãs em Ação, ficará a cargo da animação e a Octopie cuidará da produção da série.



    Caso o projeto seja realizado essa será a primeira produção de Magic a chegar às telas. Os fãs de MTG, embora tenham motivos para estarem cautelosos, visto os filmes que nunca viram a luz do dia, estão confiantes e animados que os nomes de peso trazidos, assim como a experiência da Netflix com outras animações, como Devilman Crybaby, Castlevania e BoJack Horseman, possam finalmente criar essa peça de entretenimento tão esperada.



    Imagem de Tease para a parceria entre Wizards e Netflix centrada na personagem Chandra



    Red Bull Untapped



    Em uma outra parceria, com a Red Bull, foi anunciado o campeonato Red Bull Untapped, com premiação total de U$200 mil, um Top 8 final acontecendo na Red Bull Gaming Sphere em Londres dia 4 de agosto e o campeão sendo convidado para o Campeonato Mítico de Richmond.



    O campeonato terá 4 classificatórias, 2 no Arena e 2 físicas, estas últimas acontecendo em Florença, na Itália, e Bruxelas, na Bélgica. As estapas no Arena terão Standard Melhor-de-3 como formato e serão realizadas dia 29 e 30 de junho, com 256 competidores cada, já as etapas físicas terão 226 competidoras cada que jogarão uma combinação de Modern e Limitado de Modern Horizons. A etapa de Florença ocorre dia 6 de julho e a de Bruxelas dia 7 de julho. Os finalistas de cada etapa irão às Finais, que ocorrerá pelo Arena, formado Standard Melhor-de-3.



    As inscrições podem ser feitas até 10 de junho no site da FaceIt e é importante salientar que, embora inscrições de todo o mundo sejam aceitas, uma parte das vagas é exclusiva a jogadores europeus.



    Essa é uma iniciativa muito interessante e exemplifica algo que a Wizards apontou há algum tempo de termos campeonatos grandes realizados por outras empresas. Além disso, caso esse projeto tenha sucesso, esperamos que se expanda para outras regiões do globo e não fique restrito somente à Europa.



    Logo do Campeonato Red Bull Untapped



    Um Bilhão de Jogos no Magic Arena



    Para fechar em comemoração, a Wizards anunciou que o Magic Arena alcançou a incrível marca de 1 Bilhão de partidas jogadas desde que entrou em seu Beta Aberto em setembro do ano passado.



    O número mostra um crescimento contínuo da plataforma enquanto ela ainda continua sendo desenvolvida e ajustada, sendo usada em grandes campeonatos de eSports seja pela própria Wizards por outras iniciativas.



    Para celebrar use o código "OneBillion" sem as aspas na plataforma para ganhar um booster de Guerra da Centelha.



    Imagem de celebração a 1 Bilhão de Jogos no MTG Arena



    E esse é o fim do primeiro Boletim dos Artesãos, esperemos que muitos estejam por vir! O que você acha do Mulligan de Londres? Pra quem irá torcer no Campeonato Mítico III? Está empolgado para a série de Magic na Netflix? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos, dos Artesãos do Magic


  • Precisamos falar sobre ban

    Precisamos falar sobre ban

    por Buffix em 24/05/2019 - 237 Visualizações, 0 Comentários.

    "Vocês devem estar se perguntando por quê eu os reuni aqui hoje."



    Bon Jour tout le monde.



    Nessa segunda-feira, dia 20 de maio de 2019, foi anunciado o banimento das cartas Gitaxian Probe, Gush e Daze e do formato pauper. O anúncio oficial e as razões desse ban são explicadas aqui. Segundo o artigo publicado, foi observada uma ascenção do arquétipo UB Delver dentro dos campeonatos no Magic Online e uma winrate de +55% de forma consistente e isso motivou a ação da WoTC de mexer no formato depois de três anos intocado pelo "martelo do ban" (o último ban que o formato recebeu foi com Cloud of Faeries em Janeiro e Peregrine Drake em Novembro de 2016).



    Gostaria de separar esse artigo em duas partes como forma de refletir sobre essa notícia: os impactos que esse ban trará dentro do ponto de vista da jogabilidade do formato e, obviamente, o impacto econômico que um ban traz para um jogo de cartas físico. Nessa primeira parte, a maior parte dos argumentos que irei apresentar já foram discutidos em um artigo escrito no começo do ano por Kendra Smith. No artigo, a pauta de um possível ban dentro do formato e a discussão sobre os pilares do formato já era uma realidade. E ao final desse artigo, trarei algumas teorias sobre o que o futuro trará para o formato comum.



    Três cartas definem um formato



    Vamos voltar um pouco no tempo, antes de Ultimate Master. Era possível afirmar que três cartas constituíam os principais decks pauper: Decks azuis que abusavam do card selection com o uso de Preordain, PonderBrainstorm e utilizavam como carta principal, Gush. Decks Boros com a mecânica de monarca que construíam um valor gradual por meio de Palace Sentinels. E por fim, os decks Tron que abusavam de Ghostly Flicker e Barreira Mnemônica como núcleo para fazer o que fosse necessário para ganhar eventualmente o jogo com Capsize, Dinrova Horror e Rolling Thunder. Esses três decks sempre mantiveram uma relação de pedra-papel-e-tesoura: decks baseados em Gush tinham jogos favoráveis contra Tron, Tron esmaga Boros Monarca e Boros Monarca conseguiam ter jogos bons contra Decks baseados em Gush. Outros decks começaram a se fechar dentro do formato tendo que enfrentar essa tríade. Elfos e outro decks baseados em criaturas, por exemplo, eram recebidos com Prismatic Strands pelo Boros Monarca e por Moments Peace na estratégia do Tron.



    Os decks que utilizavam Gush dividiam-se em duas vertentes: os decks que utilizavam Gush agressivamente para fechar o jogo antes do terceiro turno (UR Blitz e UW Inside Out) e os decks de Delver of Secrets // Insectile Aberration que ofereciam muito mais consistência possuindo as versões Mono Blue com Ninja das Horas Tardias e Snap  e UR com o uso dos terrenos nevados e Skred. A versão do UB Delver original tinha como plano alimentar o cemitério o mais rápido possível com Thought Scour e Mental Note para colocar Gurmag Angler e Sultai Scavenger em jogo. Esse deck acabou ganhando popularidade e acabou sendo reinventado por causa dos decks de Deaths Shadow que apareceram dentro do legacy no 25th Pro Tour Anniversary logo após o banimento de Deathrite Shaman. No pauper, Thought Scour e Mental Note se juntaram com as free spells como DazeSnuff OutGitaxian Probe e é claro, Gush, e tornaram muito mais consistente o plano de fechar o jogo com Gurmag Angler. Até então o deck era chamado de UBxd (UB 1-2 drops).





    Foi com Ultimate Masters que veio à tona o reprint de Frustrar para o pauper e a ascenção do deck como tier 1. Essa mudança alterou o esquema de pedra-papel-e-tesoura que falamos: surgiu nesse momento o Boros Bully (como forma de conseguir enfrentar os removals e freespells do UB Delver com cartas como Squadron Hawk e Rally the Peasants) e juntos jogaram para fora do ringue Tron e muitos outros decks como Bogles, Stompy, Burn, MBC, UW Tribe, UR Blitz e UB Alchemy. Os seis tops 8 dos Pauper Challenger depois de Frustrar indicaram que: dos 48 decks que faziam resultados nos Pauper Challenger, 18 eram UB Delver com Gush, 14 eram alguma variação do Boros Monarca ou Boros Bully e Gush ainda aparecia em um deck de Izzet Delver e UW Tribe. Logo 34 de 48 decks eram compostos por dois pilares: Gush e Palace Sentinels.





    O que leva uma carta a ser banida?



    Desde que comecei a jogar Magic: The Gathering no final do ano de 2017, no bloco de Ixalan, já presenciei o ban de: Harmonizar-se com o Éter, Refinador Clandestino, Ferocidonte Enfurecido, Ruínas de Ramunap no Standard, Krark-Clan Ironworks no Modern e Gitaxian Probe e Deathrite Shaman no Legacy. Ao contrário de jogos como Hearthstone - um jogo de cartas estritamente online, e que passou por muito mais "bans" do que Magic nesse mesmo tempo - não é possível alterar o texto de uma carta física. Quando tivemos a onda de Midrange Hunters a Blizzard precisou tomar uma ação ao Urubu Faminto e Leeroy Jenkins nerfando-os. No caso de um jogo de cartas físico, é necessário excluir essa carta do jogo como tivemos o Inverno Eldrazi no nosso amado Modern com a presença de Eye of Ugin ou a presença de Mardu Veículos e Jeskai Copycat com Saheeli Rai e Felidar Guardian. Mas afinal o que motiva o arrependimento de um desenvolvedor de jogos para retirar uma carta?



    Vamos começar por Gitaxian Probe. Temos um histórico dessa carta sendo banidas em todos os formatos (Modern e Legacy) e restrita (Vintage). E acredito que as razões do ban dessa carta em específico no Pauper diferem um pouco do motivo pelo qual foi banido no Legacy em Julho de 2018. Gitaxian Probe sempre foi considerada uma carta de power-level muito alto. Em um jogo que te obriga a ter 60 cartas em um deck, jogar com 56 te permite ter uma estratégia muito mais consistente, assim como seria muito mais fácil tirar "mãos altas" no poker como um flush (cinco cartas de mesmo naipe) se tirassemos um naipe inteiro do baralho antes do jogo. "Ah mas o custo de 2 de vida impacta o jogo contra burn". Concordo plenamente, sabendo a sua mão inteira por 2 de vida eu sei o que anular e com o que interagir. Não somente eu aumento minhas chances de tirar um flush como também inutilizo todos os seus blefes dentro de qualquer aposta que fizermos. Esse foi um dos motivos principais do banimento no Legacy, um formato em que a dinâmica de impedir o outro de executar sua estratégia é uma peça central para jogar. Dentro do Pauper, Gitaxian Probe permitia ao jogador utilizar um menor número de lands que o normal, as estratégias que utilizavam Gitaxian Probe eram Burn com 16 lands e UB Delver com 11 lands que produzem cor, ao contrário de estratégias como Boros Monarca e Tron, com 21 lands e 23 lands, respectivamente.



    Gush, por sua vez entra na categoria das cartas que permitem também um menor número de lands que o normal e, ao mesmo tempo, torna Foil uma ameaça verdadeira. O banimento de Gush tem sido discutido durante muito tempo dentro do Pauper, sendo restrita no Vintage, possuindo algumas comparações bem toscas com Ancestral Recall (sim, a carta do Power9). "Mas Thoughtcast também já foi comparado com Ancestral Recall", calma lá padawan. Thoughtcast necessita de cinco artefatos e é sorcery, Gush é instant e depende de somente duas ilhas e malandragem na cabeça. Você se expõe muito menos a counters com Gush por poder flutuar a mana também.



    E por fim, temos Daze. Ela entra na categoria de cartas que permitem jogar estratégias que requerem pouquíssimas lands no deck e sempre foi uma carta para se "jogar em volta de". Land Grant deixou de ser utilizado nas listas de Elfos pelo medo de perder os primeiros land-drops. Todos os decks sempre precisavam ter cuidado com a sequênciação das mágicas com medo de tomar o counter. Entretanto, como diria um antigo jogador da minha cidade "na minha humilde opinião fecal" não era uma carta que saia de controle como as outras duas.



    Lembra que no começo do artigo eu disse que o último ban no pauper foi com Peregrine Drake? Pois bem, durante o metagame desse pauper as melhores estratégias do formato jogavam em torno de Ghostly Flicker + Peregrine Drake + Mnemonic Wall para ganhar os jogos. Os jogos começaram a se tornar repetitivos, divididos em U/R Control Drake, Tron Drake, Familiars Drake. Da mesma forma, não existia uma necessidade de sempre se jogar em torno de Delver of Secrets // Insectile Aberration + Gush + DazeJogos que se tornam repetitivos são ruins para qualquer jogo de cartas e acaba limitando tanto a possibilidade de construções de decks (azuis) quanto inibe a possibilidade de outros decks existirem.







    "Ah mas porque não baniram Foil?", como já foi constado no artigo da Wizards e no meu comentário de Gush acima, entre as duas cartas (Foil/Gush), a segunda era o que tornava a primeira problemática. Para o uso efetivo de Foil agora talvez as pessoas comecem a usar Deprive ou utilizem cartas que nunca vimos antes como Fathom Seer. Talvez ocorra o reprint de Thwart em um futuro próximo. O futuro é sombrio e incerto. Fui criticado (e com razão) quando disse que os deck de Delver se manteriam no Legacy após o banimento de Deathrite Shaman mas a ideia permanece a mesma: a razão da existência do Delver no pauper ou em qualquer outro formato não depende de Gush, Daze, Gitaxian, Probe ou do Xamã, mas de uma estratégia consistente com uma quantidade boa de cantrips, mágicas instantâneas e feitiços. Delver sempre foi a personificação de cientista maluco que se entrega completamente para atingir os objetivos, quando os animais que ele experimentava morreram, ele continuou a fazer testes em si mesmo até atingir uma evolução. Talvez seja hora de experimentar também um pouco.



    Conclusões: o que o horizonte trará?



    Modern Horizons sai em menos de um mês do momento em que estou publicando esse artigo e com certeza teremos cartas novas para o pauper. Sim, existe o medo de ver decks como Boros Monarca e Tron dominarem o formato mas acredito que o formato se tornará mais saudável com o banimento das cartas. Acho provável que agora será mais comum a presença de Land Destructions nos sideboard dos decks por afetarem tanto Boros Garrison como o trio de Urza. Molten Rain, Thermokarst, Choking Sands sempre estiveram aí, agora é somente uma questão de continuarmos a analisar os resultados do Magic Online. Sim, Gush era uma carta de difícil acesso e era relativamente cara para o pauper mas esse tópico eu quero encaminhar para uma futura discussão semana que vem.



    Obrigado pela leitura.


  • O bom, o mal, o velho e o Legado.

    O bom, o mal, o velho e o Legado.

    por Piedade em 20/05/2019 - 253 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá a todos, hoje venho fazer meu primeiro report de um torneio, e foi um torneio muito legal, começando pelo formato - o Legacy - discussões e gostos a parte o formato Legacy é realmente muito bom e super divertido de jogar, e contradizendo muitas pessoas, uma partida de legacy não acaba em 5 minutos.



    Realizado neste último domingo 19/05/2019 na loja Piedade Card House, em Londrina contando com jogadores de Londrina e região, foram 4 rodadas com corte para top 4.



    Joguei de Eldrazi Agro (lista no fim do post) e o deck respondeu acima das expectativas, um deck muito bom, agressivo, rápido e tem repostas boas para vários decks do formato com um side bem versátil.



    Não vou conseguir detalhar bem as partidas pois joguei bem descontraído e não esperava escrever esse report.



    Então vamos aos matchs.




    • 1ª Rodada - Arthur Rizzoti  0 x 2 Luiz Piedade



    Esse primeiro jogo o deck fez exatamente a proposta dele, uma mão rápida e agressiva e os Vidente do Nó do Pensamento entraram bem tirando as opções de repostas do Arthur, e também acho que as compras dele não foram muito boas.



    Comecei bem 1-0





    Jogar com Alfaya é sempre muito bom, ele tem ótimos decks e sempre tem um "coelho" guardado na cartola, desta vez ele jogou de Storm, um deck que do nada Comba e vc perde sem saber de onde veio a pancada.

    No game 1 um ele arriscou tudo baixou sua vida no último usando Ad Nauseam , fazendo várias magicas, finalizou com Gavinhas da Agonia. 1 – 0 Alfaya

    Game 2 – Por pouco a história não se repete, só não aconteceu de novo porque consegui tirar um tutor da mão dele usando  Vidente do Nó do Pensamento, mesmo assim ele arriscou tudo e não achou o combo, ganhei batendo na volta. 1-1

    Game 3 – Meu deck veio bem rápido, ele arriscou indo com 1 land , consegui fechar o jogo antes dele buscar o combo. 1-2 Piedade




    • 3º Rodada - Luiz Piedade 0 x 2 Antônio Pisicchio



    Esse macht foi muito surpreendente para mim, não esperava um deck de soldado tão agressivo, mas vamos ao jogo.

    Game1 – Outra partida que não me lembro muito bem , choveu soldados na mesa com a ajuda de Capitão Preeminente, mas cheguei a ficar melhor  pois consegui fazer 3 Vidente do Nó do Pensamento, mas tive uma postura muito defensiva e os soldados se multiplicaram e com Capitão da Vigilância, perde a batalha. 0-1

    Game 2 – Praticamente um replay do game 1 , ele fez mais bichos, exilou meu Arrebentador da Realidade, quando ai baixou Jitte de Umezawa, e ganhou o jogo. 0-2 Piscchio




    • 4º Rodada - Rafael Kenji 1 x 2 Luiz Piedade



    Sobre esse match vou comentar depois , Kenji grande amigo, já jogamos juntos em outras cidades. 1-2 Piedade.




    • SemiFinal - Luiz Piedade 2 x 0 Joao Araujo



    Nesta semifinal contra o João de Miracles um deck que eu acho muito difícil de jogar, mas vamos lá.

    Game 1 -Deck veio muito rápido fiz 2 criaturas turno 1, ele estava com Terminus na mão e não conseguiu por no topo, ganhei com os bichos batendo.

    Game 2 – Bem parecido com o primeiro game, a diferença , foi que meu Vidente do Nó do Pensamento, consegui tirar a Blood Moon da mão dele que iria me atrapalhar bastante, Arrebentador da Realidade, ganhou o jogo, pois tinha uma caverna das Almas  em campo, que inutilizou os courter na mão dele.2x0 Piedade




    • Final - Luiz Piedade x Rafael Kenji



    De novo com o Rafael , jogo duro !!!

    Game 1 – O que marcou este game foi um erro meu que me custou o game, tinham 2 Arrebentador da Realidade na mesa e não bati com os 2, ele tinha um Pescador Grumag e uma outra criatura que não me lembro, bloqueou meu arrebentador com Grumag, conseguiu tirar meu outro arrebentador e ganhou a game.

    Game 2- Nesta mão vim muito rápido, consegui fazer criaturas grandes com ajuda Arrebentador da Realidade e levei o game.

    Game 3 – Comecei bem fazendo Mímico Eldrazi, e planejando fazer, Arrebentador da Realidade no turno 2, mas tomei uma sequência de Terras Ermas, que prolongaram o jogo, quando já estava com 5 lands em campo mais o Monolito Sinistro, comecei a acionar habilidade do Olho de Ugin, de buscar criaturas e isso me fez ganhar a partida.  2X1 Piedade.



    Segue a lista que eu usei:



     



    Até a próxima!


  • O "power level" de uma carta

    O "power level" de uma carta

    por Buffix em 07/05/2019 - 390 Visualizações, 0 Comentários.

    Saudações, viajante!



    Recentemente um artigo publicado no site do MIT elegeu o nosso querido jogo de papelão como sendo o jogo mais complexo do mundo (Disponível em: www.technologyreview.com/s/613489/magic-the-gathering-is-officially-the-worlds-most-complex-game/). Segundo o autor do estudo, Alex Churchill, ao contrário de outros jogos como xadrez e poker os resultados de uma partida entre dois planinaltas são impossíveis de serem computadas pela quantidades de variáveis possíveis dentro do jogo. Para um desenvolvedor de jogos como a Wizards of the Coast isso é a prova de que apesar de existir um livro de regras que determinam as formalidades do jogo, existem caminhos sempre novos a serem explorados com mecânicas, variedades de decks e satisfação do consumidor em fazer um Karn Liberto turno 3 ou flipar um Investigador de Segredos // Aberração Insetídea no segundo turno. 



    O tópico de hoje tem como intuito discutir o "valor" adquirido de uma carta durante o jogo e porque ele varia tanto ao contrário de outros jogos. Para iniciar a discussão, gostaria de apresentar um conceito advindo de outro jogo de cartas famoso: poker. Para os jogadores de poker profissionais, que tentam ganhar uma renda a partir disso, é sempre necessário visar os ganhos a longo prazo dentro da mesa. Não adianta arriscar com um blefe todas as mãos ruins ou sempre apostar todas as fichas com mãos boas porque isso permite aos seus oponentes fazer uma leitura muito clara da sua estratégia e eventualmente, limpar suas fichas. Um dos conceitos normalmente usados pelos jogadores é o chamado expected value (valor esperado em Joel Santana).



    O exemplo mais simples desse conceito é analisar um jogo com uma moeda: toda vez que você tira cara você perde 10 reais, e toda vez que você tira coroa, você ganha 20 reais. "Que jogo idiota" vocês devem estar pensando, mas logo irão entender o motivo. A fórmula pra calcular o valor esperado dessa aposta é a seguinte:



    EV = (ganho possível) * (probabilidade de vencer) - (perda possível) * (probabilidade de perder)



    Traduzindo para o nosso jogo:



    EV = (20) * (0,5) - (10) * (0,5)



    EV = 10 - 5



    EV = + 5 reais



    Logo o valor esperado depois de 100, 200 jogos como esse seriam de 5 reais. Toda vez que o EV for um valor positivo, essa aposta irá gerar lucro no longo prazo enquanto que um EV de valor negativo irá gerar uma dívida no longo prazo. Enquanto que no poker existem possibilidades finitas e valores de aposta definidos, isso não é possível de se traduzir para uma linguagem de Magic. Pelo menos não de forma literal.



    Recentemente durante o Pauper MCQ - MagicFest Los Angeles tivemos a presença no top 8 de um deck que estou no processo de construção: o Esper Familiars.



     



    Não vou entrar muito em detalhes acerca da estratégia do deck mas gostaria de apontar duas coisas importantes: o piloto do deck, Joseph Hourani, é conhecido como um dos principais mestres desse deck, possuindo inúmeros vídeos explicando matchups e gameplays em campeonatos no Magic Online (420Dragon). E a segunda coisa que gostaria de apontar é uma carta em específica da lista utilizada por Joseph: Kirtars Desire. Durante o jogo das semifinais contra William Yoder que usava um UB Delver (um dos deck mais temido no pauper pela presença de Frustrar e Gurmag Angler no momento em que escrevo esse artigo), um dos comentários feitos pelos narradores me chamou atenção: nessa match o valor de uma Kirtars Desire se equivale a uma Espadas em Arados. Por não possuírem forma de interagir com o encantamento além de anular, a criatura entra em um estado de "exílio" no campo de batalha. Dessa forma, dentro dessa matchup em específico, essa carta se torna um removal mais eficiente do que Journey to Nowhere, mais comum em listas com branco como Boros Monarca. E acredito que, ao pensar na lista para o MCQ, o pensamento de Joseph Hourani foi justamente mirando os Gurmags do UB Delver, uma vez que, outros decks como Bogles, Boros Monarca, Tron e Mono U Delver conseguem de alguma forma interagir para que Kirtars Desire tenha quase que valor nenhum.



    Quando comparamos cartas dentro de outros formatos, como Foil e Force of Will, Raio e Skewer the Critics, Pteramander e Gurmag Angler, estamos constantemente fazendo uso do conceito de EV para avaliar as cartas. "Acredito que no longo prazo, essa carta irá me gerar lucro semelhantes à determinada carta dentro do formato". Por isso que sideboards são tão mutáveis quanto as próprias listas de maindeck, que se reinventam constantemente dependendo das matchups que um determindo deck pretende enfrentar. Por fim, imaginem como seria tentar explicar esse conceito de comparar cartas tão distintas em diferentes formatos para uma máquina? Acho que um dia os computadores irão conseguir fazer coisas maravilhosas, mas, por enquanto, somente nós com polegares opositores e serotonina no cérebro iremos dominar esse reino de cartas.



    Obrigado pela atenção.



    Buffix aka "Watanaka".



     


  • Report top 16 - Magic Fest SP 2019 #nãoésóumtronzinhobonito

    Report top 16 - Magic Fest SP 2019 #nãoésóumtronzinhobonito

    por NIshiyama em 16/04/2019 - 254 Visualizações, 1 Comentários.

    Fala galera, tudo certo?



    Sou o Rafael Kenji, jogo Magic competitivo há 3 anos, e nesse final de semana consegui fazer o primeiro resultado expressivo na minha vida de magiqueiro, um top 16 em um GP(magic fest). Confesso que na semana do GP estava um pouco chateado por questões pessoais, e decidi ir de última hora para distrair a cabeça, ver uns amigos etc. Fui completamente despretencioso, tranquilo, e acredito que essa tranquilidade foi um fator chave durante o torneio.



    Jogo de Affinitty há muito tempo, mas me frutrava muito com os resultados recentes do deck. Cogitei jogar de UW controle, mas na Quarta-feira eu vi que o Tron havia subido no metagame, e acabei optando pelo tron, segue a lista:





    Sideboard





     



    Dois dias antes do GP, comecei a ler artigos e assistir Gameplays sobre o deck, e cheguei a duas conclusões que pra quem já é familiarizado com o deck, são bastante óbvias: o deck mulliga MUITO bem. Você só precisa trincar(fechar as lands de urza), o que vier do topo pode resolver o jogo sozinho. O Thragtusk maindeck não foi uma decisão minha, e confesso que não gostei dele no main, mas continua possuindo muito valor.



    Vamos aos jogos:



    1 - Jogo (Tron x Bye)



    Como eu tive mais de 1300 pontos na temporada desse ano, eu tinha bye 1, logo 1-0



    2 - Jogo (Tron x Tron)



    Match mais insuportável possível, pois o dado decide bastante o decorrer dos games. No G1, eu keepei uma mão com 1 Floresta , 3 Agitações do Passado e 1 Auspício Silvestre  que eu me lembre. Como não conhecia meu adversário, mantive essa mão. Meu plano era: agitações, pega uma peça do tron, agitações, outra peça, auspício e karn na 4. O problema, foi que as duas primeiras agitações foram péssimas(EROOOOOU), não vi nenhuma peça do Tron. Meu adversário muligou a 5, trincou na 3 e começou a exilar meus lands com o karn. No G2, eu na play, trinquei no turno 3, fiz karn, exilei 1 land e ele concedeu(acontece muito nos mirrors). G3, eu na Draw, keepei uma mão com duas peças do Tron, 2 Mapa da Expedição , 1 Extração Cirúrgica e 1 Vidente do Nó do Pensamento . Para a minha sorte, ele fez uma floresta no turno 1, que me deu tempo para buscar um Ghost Quarter , destruir a Torre de Urza dele e dar uma Extração Cirúrgica . Na volta fiz 1 mapa, que tomou Nature's Claim , fiz outro mapa e também tomou Nature's Claim ,,,, e inciamos um G3 desesperador com uma guerra de topo infinita... consegui resolver um Thought-Knot Seer (vulgo zóião), e tirar o Zóião da mão dele. Meu zóião deu 4 tapas nele, e le conseguiu fazer um Karn Liberto e um World Breaker, achei a oitava mana do topo e fiz um Emrakul, o Fim Prometido , ele tinha 4 de vida, e eu trollei a board dele com o karn  e worldbreaker, tirei os blocks e foi um tapa do catoto 13/13. (2-0)



    3- Tron x BG pedra



    Essa match é razoalvelmente traquila para o Tron, só não é uma free win por causa de Field of Ruin e às vezes um descarte bem feito pode te atrapalhar bastante. G1, trinquei no turno 3, Karn Liberated  exilou um Dark Confidant, no turno 4 o Thragtusk deu às caras, e no turno 5 Ulamog, a Fome Interminável  fez um estrago nas lands pretas dele. G2, ele acertou um Campo da Ruína  e uma estração, somado a um clock de Tarmogoyf , Dark Confidant e Main Land. G3, Karn Liberto Turno 3, Vidente do Nó do Pensamento no turno 4, no 5 World Breaker buscando um Ulamog, a Fome Interminável  com o Santuário de Ugin, gg. (3-0)



    4- Tron x UR Fênix



    Nunca tinha jogado de Tron contra a Fênix, confesso que fiquei bastante perdido e com medo do clock, mas as Relíquia de Progenitus main ajudam bastante a segurar o começo do jogo, e outra tecnologia que havia visto na internet, era subir o Karn Liberated  ao invés de exilar permanentes, uma vez que o jogador de UR precisa resolver o Karn, se não o jogo acaba... Para isso, ele gasta MUITO recurso. Exemplo: Karn entra, exila uma carta da mão, no turno do outro jogador ele usa um Faithless Looting , descarta uma fênix, dá dois raios e volta uma fênix que bate no karn, o Karn ainda vai ter 1 marcador, e jogador adversário gastou 3 cartas, um tempo(com a fênixa atacando), e tem 2 cartas da mão exilada pelo menos. Esse tipo de jogada fez BASTANTE diferença no G1, ao passo que ele passou bastante tempo tentando resolver o Karn, e não conseguiu resolver, ficou sem cartas na mão e fiz um Ulamog, a Fome Interminável que resolveu o jogo. No G2, abri de mana Relíquia de Progenitus, e ele não conseguiu colocar ameças na Board, não lembro qual dos bigatos do Tron resolveu o jogo, mas foi bem tranquilo no geral. (4-0)



    5- Tron x Death Shadow



    No G1, minha adversária não encontrou a segunda land mesmo ciclando 2 Street Wraith e usando 1 Faithless Looting, então quando o Karn entrou, conseguiu exilar a única land e foi easy. No G3, parecia que estava jogando contra Grixis controle, tomei todos os counters possíveis e descartes possíveis, maaaas, como eu havia dito, uma ameaça que o Tron resolve, consegue levar o jogo sozinho, World Breaker  entrou e exilou uma land, e deu 2 tapas e foi GG. O Tron foi bastante injusto nesses dois games... (5-0)



    6- Tron x UW controle do Luís Salvatto





    Fui obrigado a Printar a tela dos pairings, porque foi muito emocionante pra mim. Se você está se perguntando quem é o Luis Salvatto, é apenas o melhor jogador de Magic do mundo. Sou fã incondicional desse cara, e na hora que saiu a rodada eu caí na risada, era um misto de dor e prazer: meu sonho era jogar contra ele, ,mas fui com a certeza da derrota. No Game 1, keepei uma mão de duas peças do Tron e mapa, triquei no turno 3 e tentei fazer um Karn Liberated  que foi Mana Leakado, no turno 4 ele fez um Jace, the Mind Sculptor e passou o turno, fiz um Ugin, o Dragão Espírito  que deu um Bolt no Jace. No turno 5 ele me deu um Campo da Ruína em uma peça do Tron e me deu uma Extração Cirúrgica(sim, de main deck), logo depois fez uma Detention Sphere  removendo meu Ugin, o Dragão Espírito ... aí meu desespero começou. Estava sem ameças, na board e no turno seguinte começou a me agrar de Colunata Celestial , e na minha draw phase fez fez uma Vendilion Clique e tirou meu Wurmcoil Engine , mas ainda tinha uma Pedra do Oblívio . Tomei duas muquetas de Colunata e Vendillion, fui a 2 de vida e consegui estourar a pedra no passe, voltando meu Ugin e tiron o Vendillion da mesa. Depois fiz o World Breaker , resolvendo a Colunata. Depois de dois turnos, ultei o Ugin, o Dragão Espírito e o Salvatto recolheu. (PORRAAA GANHEI UM GAME DO SALVATTO).



    G2: Side: -3x Wurmcoil Engine , -1x Pedra do Oblívio , -3x Relic of Progenitus, -1x Esfera Cromática  . + 3x Vidente do Nó do Pensamento , +1x Emrakul, o Fim Prometido ,+2x Nature's Claim , +2x Extração Cirúrgica .



    No segundo game, tomei dois Campo da Ruína  que atrasaram bastante meu jogo... Logo depois ele fez 1 Jace, the Mind Sculptor e 1 Teferi, Hero of Dominaria , que controlaram completamente o jogo. 1x1



    G3: Keepei uma mão trincada com 1 zóião, 1 Ugin e um mapa. No turno 3 eu trinquei, fiz o zóião, e deu um Path to Exile  em reposta ao zoião, busquei um land, ele deu um draw e tinha um Jace e um Negate na mão, tirei o Negate pra resolver o Ugin, o Dragão Espírito no próximo turno, ele achou um Nó Lógico do topo e anulou o Ugin, the Spirit Dragon . Passei o turno pra ele, ele fez o Jace e passou o Turno. Voltei de Ulamog, a Fome Interminável , buscando outro Ulamog com o Santuário de Ugin, exilei uma Colunata e o jace. No turno dele, ele usou Ejetar no Ulamog e fez outro Jace, deixando duas manas abertas. No passe dei Extração Cirúrgica  no Path to Exile para proteger os Ulamogs. Castei o segundo Ulamog, exilando outro jace e uma land, em resposta tomou um Mana Leak. No outro turno, castei pela terceira vez o Ulamog, tirando mais duas lands, o jogo estava bem ruim pra ele, mas mesmo assim ainda estava no jogo... Sim, depois 3 casts de Ulamog, a Fome Interminável , e sem Path to Exile ... Mas o Ulamog é muito forte, depois da primeira muqueta dele, o Salvatto concedeu... e caraaaaaaaa! Ganhei do Salvatto e garanti day 2, como assim????? 



     





    7- Tron x Infect



    Pior Match possível... G1 1 balista pra 1 e outra pra 3 conseguiram segurar o jogo, e logo em seguida um Ulamog, a Fome Interminável , exilando as duas lands dele foram o suficiente para levar o jogo. G2 e G3, ele keepoi com mãos que ganham no turno 3, então como nos 3 primeiros turnos eu não interajo, foi GG easy. (6-1)



    8- Tron x Burn



    Segundo pior Match possível. G1 fui stompado, G2 consegui levar após fazer 2 Wurmcoil Engine , e no g3 ele responde a entrada do Thragtusk  com Skullcrack , e tomei mais 2 fogos na cara no turno dele. GG. Obs: foi o Burn que fez top 8. (6-2)



    DAY 2



    9- Tron x Mono White Martyr



    Sim, um rougue fora do Meta fazendo Day 2. Brasil e sua selva de decks. Leonin Arbiter e Aven Mindcensor , atrapalham bastante o Tron. Isso somado aos 4 Ghost Quarter e Campo da Ruína . Mas como o clock do deck não é tão rápido, consegui fazer um Ugin, o Dragão Espírito , exilar todas as permantes dele e levar o jogo com uma certra tranquilidade. (7-2)



    10- Tron x Eldrazi and Taxes



    Que pesadelo. Uma match bem esquisita pro Tron, ele também usa Ghost Quarter MD, Campo da Ruína  MD. No G1, ele abriu de mana Frasco do Éter , e Thalia, Guardiã de Thraben. Essa Thalia ganhou o g1 delem atrasando muito meu jogo, depois ele fez um Flickerwisp blincando uma land do tron, e fez Wasteland Strangler jogando ela de volta para o grave, quando consegui estourar a Pedra do Oblívio e voltar de Ulamog, a Fome Interminável , eu estava com 2 de vida, e ele fez um Flickerwisp no passe e tomei uma muqueta desse bixo... G2 abri de Urzas Tower e Mapa da Expedição , depois fiz Mina de Urza , e ele fez Stony Silence e quebrei o mapa em resposta e busiquei a última peça do tron. Resolvi um Karn, e como estava sem artefatos na mão, ignorei a Stony Silence e comecei a exilar os terrenos dele, após um World Breaker exilando a última fonte de mana branca dele, ele concedeu. G3 ele muligou a 5 e keepou mão de uma land, eu tbm keepei uma mão trincada e com o Zóião, fiz 3 os 3 zóião na partida e consegui tirar valor do descarte e da zica dele. GG (8-2)



    11- Tron x Mono red Goblin



    Sim, mais um rougue pra encher o saco. No g1 eu tomei 18 de dano no turno 3, fiquei bastante desconcertado. No G2 as Walking Ballista estavam querendo jogo, keepei uma mão com 2 balistas e um Nature's Claim , sabia que viria Blood Moon ou Lua Alpina. Ele keepou uma mão lenta por causa da Lua Alpina , e conternei ela com o Nature's Claim e voltei de Balista Ambulante  pra 4, e limpei a Board dele. G3 ele keepou uma mão de uma land e com vários drops 1, isso diminuiu bastante a explosão do deck, ainda mais com a Contorção Espacial e Balista Ambulante , quando desci um Ugin, o Dragão Espírito ele concedeu. (9-2)



    12- Tron x UR Fênix



    Mais uma vez, a tech de subir o Karn Liberated se mostrou bastante eficiente, no G1 consegui segurar o jogo com o Karn, e resolvi um Ulamog, a Fome Interminável,deixando ele com 1 Land. G2 ele conseguiu tirar MUITO valor da Pyromancer Ascension , me causando bastante dando com Raios e voltando duas Fênix Arco-lume que jantaram meu karn e me mataram. No g3, ele começou um tanto quanto lento, consegui resolver um Ugin, o Dragão Espírito , fiz ele pra -4, exilei todas as permanentes dele, e em seguida exilei o grave com Território dos Necrófagos, não conseguiu voltar para o jogo depois do ult do Ugin. (10-2)



    13- Tron x UR Fênix



    G1 abri de mana e relíquia de progênitus, que atrasou infinitamente o jogo dele, fiz um Karn Liberated no turno 3, e subi ele. Na volta ele fez um Crackling Drake , que eu exilei com o Karn, e jogo seguiu assim, com o Karn controlando o jogo, até ele conceder. G2, ele keepou uma mão lerda de Blood Moon , comecei a estourar todas as eggs(Esfera Cromática e Estrela Cromática) atrás do Nature's Claim , achei na última fonte de mana verde, e quebrei a Blood Moon e dei uma extração nela. Depois 3voltei de Ulamog, a Fome Interminável e não teve o que o cara fazer. (11-2)



    14- Tron x BG pedra



    Estava na mesa 4 de um GP! Comecei a ficar nervoso hahahaha. Tinha chances de top 8 e não estava acreditando. Durante esse campeonato, tomei uma decisão de muligar agressivamente, pra sempre fechar o Tron no turno 3. No g1, minha mão inicial estava mais ou menos, muliguei a 6, nenhum land, a 5, nenhum land, a 4, nenhum land, a 3 vieram 2 Torre de Urza e 1 Mina de Urza, bora que tem jogo! Scry, mapa no topo(BOAAAA EU TRINCO NA 3). Meu adversário abriu de Thoughtseize e errou o descarte, abri de mana mapa, ele fez um Bob(Dark Confidant ) e passou. Draw e veio um Ulamog, a Fome Interminável , e pensei no turno 4 já tem uma ameça. Antes de dar o draw do turno 3, pensei: podia ser um Karn Liberated . E era.... Fiz um Karn na 3 e Ulamog na 4. Meu adversário ficou completamente desestabilizado... Pistolou infinito. G2, keepei uma mão trincada de duas peças, um mapa e um karn. Ele manteve a mão dele por conta de um Campo da Ruína e Extração Cirúrgica, maaaaas no terceiro turno, a land que ele dropou, foi a main land BG, logo ficou tapado, e consegui resolver o karn, que entrou exilando o campo da ruína. O Karn trabalhou MUITO nesse jogo... ele comprou outro campo da ruína e quebrou minha trinca e usou a extração. Demorei até o sexto Drop de land pra conseguir jogar o Wurmcoil Engine , enquanto isso o karn seguia exilando coisas. Depois do World Breaker meu oponeente concedeu. (12-2)



    15- Tron vs Humanos



    Estava há uma vitória do top 8, frio na barriga... Mas bora que tem jogo. G1 eu Muliguei a 4 e achei uma mão mais ou menose até conseguiria trincar, mas dois Kitesail Freebooter zoaram meu plano... Consegui trincar do topo na cagada, e fazer uma Walking Ballista pra 5, mas ele tinha feito uma Tenente de Thalia , deixando as crituras completamente fora do range da Walking Ballista, perdi... G2, Muliguei a 6, keepei uma mão trincada, mas sem ameaças, a única era o Ugin, o Dragão Espírito que foi Kitesail Freebooter , depois mais 2 Meddling Mage travaram minha Balista e meu Ugin. Mas eu consegui fazer um Ulamog's Crusher , recuperando meu Ugin, o Dragão Espírito e o cast das Walking Ballista , levei assim o G2. No G3, começou o pesadelo do Mulligan de novo, muliguei a 4... não consegui fazer nada,  só apanhei, se tivesse tido a sorte de trincar do topo, faria uma Pedra do Oblívio e limparia a board, mas não rolou...





    Esse foi meu score final, e consegui 3 proplayer points, e fique em décimo quinto colocado. O meu sonho do Pro tour nunca esteve tão perto quanto nesse dia, fiz o melhor que pude, ma sei que tomei algumas decisões erradas, até porque foi a segunda vez que jogava com o deck, então cometi alguns deslizes sim. Gostaria de parabenizar o João Araújo, Alessandro Hirayama, Lixandrão e Mafis por terem feito day 2 e um ótimo desempenho. 



    O team MYP de Londrina tem melhorado bastante, fico bastante feliz com isso, e em Outubro tamo voltando com força! 





     



    Aquele abraço! Rafael Kenji @NIshiyama



    #nãoésóumtronzinhobonito