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  • Boletim dos Artesãos - Javier Domínguez Campeão do MCV

    Boletim dos Artesãos - Javier Domínguez Campeão do MCV

    por artesaosdomagic em 21/10/2019 - 43 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, recheado com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E o grande foco dessa edição será o jogo competitivo, já que tivemos o Campeonato Mítico V neste fim de semana e também a divulgação do calendário completo de Players Tours e MagicFests de 2020. Vamos logo nos inteirar sobre esses assuntos.



    O Metagame do Campeonato Mítico V



    Muito antes do começo da competição já ficamos sabendo como seria o Metagame do Dia 1, já que a Wizards publicou todas as decklists com antecedência na segunda-feira, dia 14. Como dissemos aqui, Bant Golos estava claramente posicionado como o melhor deck do Standard e em situações assim os jogadores normalmente têm a opção de se juntar ao melhor arquétipo ou tentar combatê-lo, de forma que se espera uma redução na popularidade do deck pelo tamanho do alvo em suas costas.



    Bant Golos ignorou tudo isso, no entanto, e assegurou sua posição de deck mais popular com 33,8% do Metagame, mais que o dobro do segundo colocado, Simic Food, que ficou com 16,2%. 



    Metagame MCV



    Os números ficam ainda mais impressionantes se juntarmos todos os decks que faziam uso da estrutura Golos, Peregrino Incansável + Campo dos Mortos, que inclui, além do Bant Golos, Golos Fires e 4C Golos, num total de 29 decks, uma porção de quase 43% do campo.



    No entanto, colocando o bicho papão um pouco de lado, há que se atentar a outra dupla dinâmica que marcou forte presença no campeonato, Oko, Ladrão de Coroas e Nissa, Abaladora do Mundo. Somando todos os decks construídos sobre essa estrutura, que inclui o já citado Simic Food, mas também Bant Food e Bant Ramp temos cerca de respeitáveis 29% do Metagame.



    Agregando essas duas variações de decks de aceleração de mana 48 dos 68 decks do campeonato são alguma forma de Simic (UGx) Ramp. O fato de que 70% dos jogadores se aglomeraram em arquétipos parecidos em combinações de cores quase idênticas é, ao mesmo tempo, impressionante, assustador e preocupante.



    A alternativa mais segura contra o enxame de Golos era ir Aggro, mas os jogadores pilotaram decks como Mardu Knights, Gruul Aggro, Selesnya Adventure e Mono-Red Cavalclade para performances bastante desiguais. Além disso a maioria desses decks não tinha um embate favorável contra o Simic Food, o que dificultou seu avanço.



    Dessa forma as duas melhores estruturas do campeonato mantiveram sua dominância no Dia 1. "Golos + Campo" passaram 12 competidores (cerca de 43%) dos 28 que jogariam o Dia 2. "Oko + Nissa" ficaram apenas um jogador atrás, com 11 competidores (cerca de 39%). Somando tudo tivemos mais de 80% do Dia 2 numa forma de Simic Ramp.



    Os outros decks do Dia 2 foram os persistentes representantes do Aggro: 2 cópias de Mardu Knights e um representante de cada para Gruul Aggro, Selesnya Aventure e Mono-Red Cavalclade.



    Após mais 7 rodadas de suíço Golos mais uma vez se mostrou amplamente dominante, colocando 9 de seus jogadores no Top 16 do torneio e Oko ficou mais atrás, com 4 representantes, o que são números impressionantes. Fechando esse grupo tivemos um de cada de Mardu Knights, Gruul Aggro e Mono-Red Cavalcade.



    Porém, por uma questão de talvez sorte aliada à expertise individual dos jogadores a posição desses decks na classificação final nos deu um Top 8 muito mais interessante do que partidas mirror sem fim, já que todos os representantes de Aggro acima seguiram para o mata-mata no domingo.



    O Top 8 do Campeonato Mítico V ficou da seguinte maneira: Lee Shi Tian com Mono-Red Cavalclade; Gabriel Nassif com Simic Food; Ken Yukuhiro com Mardu Knights; William Jensen com Simic Food; Jean Emmanuel Depraz com Bant Golos; Stanislav Cifka com Bant Ramp; Andrea Mengucci com Bant Food e Javier Domínguez com Gruul Aggro.



    Top 8 MCV



    Javier Domínguez Conquista o Campeonato Mítico



    O espanhol Javier Dominguez foi um dos jogadores que decidiu se opor à onda de Golos, escolhendo para o campeonato o Gruul Aggro na esperança de fechar o jogo antes que a horda de zumbis de Campo dos Mortos chegasse, com a ajuda do poderoso equipamento Brasolâmina, de criaturas grandes, mas com custo baixo, como Stomp // Bonecrusher Giant, e da potência de Questing Beast.

     



    O campeonato não foi nada fácil para ele, no entanto, mesmo com um deck desenhado para enfrentar o deck mais popular do formato, e Javier conseguiu passar para o Dia 2 nos critérios de desempate. O mesmo se repetiu no corte para o Top 8 com ele se classificando em 8º lugar. A situação parecia ainda mais desanimadora já que apenas um Bant Golos seguiu para o Top 8.



    Isso são apenas detalhes, no entanto, já que um campeão deve estar preparado para vencer qualquer oponente. Javier despachou Stanislav Cifka e Gabriel Nassif antes de finalmente enfrentar o Bant Golos de Jean Emmanuel Depraz, que ele também venceu, se classificando para a Grande Final, e na parte de cima da eliminação dupla, uma grande vantagem.



    Depraz venceria a final da parte de baixo contra Andrea Mengucci para tentar a revanche contra Domínguez na Grande Final. E ele veio cheio de energia vencendo a primeira partida apesar do embate desfavorável de seu deck e equalizando a situação para a segunda e decisiva partida.



    Na partida final Brasolâmina mostraria seu poder, fechando o primeiro jogo equipada em um Arpoador Kraul. No segundo jogo Depraz conseguiu estabilizar o jogo finalizando com um Krasis Hidroide gigante, novamente equalizando o embate. Domínguez não deixaria a vitória escapar, no entanto, e no jogo final enviou uma ofensiva poderosa da qual Depraz não pôde se recuperar, se tornando assim o campeão do Campeonato Mítico V.




    Javier Domíguez é o Campeão do Campeonato Mítico V
    Javier Domíguez é o Campeão do Campeonato Mítico V




    Javier Domínguez, o atual campeão mundial, ganha seu primeiro título de Pro Tour/Campeonato Mítico, em mais uma rica apresentação para seu forte currículo. Como ele já tem um convite para o Mundial de Magic, Jean Emmanuel Depraz herdou a vaga dada pelo Campeonato Mítico V.



    Calendário de Eventos de 2020



    A Wizards divulgou semana passada o calendário de todos os Players Tour e MagicFests de 2020. Serão 42 MagicFests no ano divididos em cinco séries. Os GPs, que acontecem nessas MagicFests, dão vaga para os Players Tours, com o campeão se classificando diretamente para as Finais de Players Tour.



    A primeira série de Players Tour do ano acontece entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro para Europa e Ásia-Pacífico, e entre ao dias 7 e 9 de fevereiro para as Américas. As Finais ocorrem entre 24 e 26 de Abril em Houston.



    A segunda série, para a qual o único GP no Brasil, o GP São Paulo, que ocorre entre 20 e 22 de março, classifica tem o torneio da região Europa entre os dias 1 e 3 de maio e os da Ásia-Pacífico e Américas entre os 8 e 10 do mesmo mês. As Finais ocorrem em Minneapolis de 10 a 12 de julho.



    A terceira e última série de Players Tous do ano tem torneios regionais de 9 a 11 de outubro nas Américas e 16 a 18 de outubro na Ásia-Pacífico e Europa. As finais dessa série ocorrerão em 2021 em dias e locais a serem definidos.



    Assim terminamos mais um Boletim dos Artesãos. Hoje é dia de Banidas & Restritas e tivemos muitos dados para analisar vindos do Campeonato Mítico V. Qual seria sua decisão hoje? Baniria algo do pacote "Golos, Peregrino Incansável + Campo dos Mortos"?  Algo do pacote "Oko, Ladrão de Coroas + Nissa, Abaladora do Mundo"? Não mudaria nada? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - B&R Adiantada e Novos Produtos

    Boletim dos Artesãos - B&R Adiantada e Novos Produtos

    por artesaosdomagic em 14/10/2019 - 68 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, sortido com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E estamos às vésperas do Campeonato Mítico V, mas o foco das conversas não é propriamente a competição e sim o que aprontará nela o deck do momento, Bant Golos, e uma mudança no anúncio de Banidas & Restritas colocou ainda mais fogo no debate. Além disso, foram anunciados novos produtos. Então vamos logo nos inteirar das novidades.



    Anúncio de Banidas & Restritas Adiantado



    Logo depois de um Anúncio de Banidas & Restritas sem mudanças na segunda-feira passada, a Wizards soltou na quinta-feira, dia 10, uma nota nos informando da decisão de adiantar o próximo anúncio de Banidas & Restritas para o dia 21 de outubro, daqui a uma semana e apenas duas semanas após o anterior.



    A comunidade rapidamente começou a formar teorias que motivassem a decisão e não demorou nada para que todos se voltassem ao deck mais popular, senão o melhor, do Standard atual, Bant Golos.



    Semana passada dissemos  que ainda era cedo para pedir banimentos, e essa também era a percepção de uma parcela considerável dos jogadores. No entanto, no interim dessa semana, profissional após profissional de Magic engrossou o coro dos perigos de Campo dos Mortos, o que mudou completamente a perspectiva sobre o banimento ou não da carta.



    Além disso, mesmo que a razão técnica seja ter uma janela para intervenções antes dos Campeonatos Míticos VI e VII que acontecerão até o fim do ano, é difícil pensar que haveria uma mudança na data do anúncio para que nenhum banimento ocorresse de qualquer forma.



    O consenso geral é que um banimento deve estar em forte discussão, aguardando os resultados do Campeonato Mítico V desse final de semana para o veredito, ou seja, a mudança deve ser mesmo no Standard.



    Expandindo o tema das Banidas & Restritas para outros formatos, uma parte dos jogadores de Pauper ficou decepcionada com a decisão de não banir nenhuma carta na última semana. A insatisfação com as cartas Astrolábio de Arcum e Efemerar, lançadas em Modern Horizons, está em níveis altíssimos. O próximo anúncio seria uma boa oportunidade para recorrigir o curso do formato, que se homogeneizou novamente muito em virtude das cartas acima.



    Anunciado Unsanctioned



    Também na quinta a Wizards anunciou mais dois novos produtos e o primeiro deles é o mais novo integrante da série de bordas prateadas “Un-“, Unsancioned. Diferentemente de seus predecessores, Unsanctioned não é uma coleção de Magic completa, mas sim uma caixa de decks pré-construídos.



    Arte de Unsanctioned



    Cada caixa vem com cinco decks mono-coloridos de 30 cartas, cada um com uma das cores do Magic, e o objetivo é que o produto seja usado por dois jogadores, cada um escolhendo dois decks e os misturando para formar um deck de 60 cartas de duas cores.



    Entre os decks teremos 16 cartas inéditas e o restante serão reprints das coleções da série “Un-“. Também foi dito que o estilo do produto remete à Luta Livre. Importante lembrar que cartas com borda prateada não são legais para uso em torneios.



    Além dos decks cada caixa de Unsanctioned vem com dois dados de seis lados e 10 tokens dupla-face. O produto também inclui 10 terrenos novos com um tratamento “muito bacana”, segundo Gavin Verhey, um foil e um não-foil para cada terreno básico. Lembrando os terrenos de Unstable já sabemos o que esperar.



    Unsanctioned será lançado em 29 de fevereiro de 2020, disponível internacionalmente, mas somente em inglês.



    Booster Misterioso



    O segundo produto anunciado é um produto de Booster Misterioso e isso é basicamente tudo que sabemos sobre ele, já que há quem duvide até mesmo que esse seja o nome definitivo do produto. A primeira aparição oficial do produto será na MagicFest Richmond no dia 7 de novembro, quando ele estará disponível para jogo nas modalidades Selado e Draft.



    Booster Misterioso



    Analizando os produtos que a Wizards já tem disponível e também as formas de jogo mais populares de Limitado podemos conjecturar duas opções. A primeira é que esse é um produto voltado para o Caos Draft, uma forma de Draft que se joga com boosters de coleções aleatórias.



    A segunda opção é que esse seria um Cubo pré-construído, formato em que se cria uma coleção customizada de Magic usando cartas de toda a história do jogo com o propósito do jogo Limitado. Cubos são normalmente temáticos e estão disponíveis como opção de jogo no Magic Online.



    Também é possível que nenhuma dessas opções seja a correta, sendo algo completamente diferente. Além disso a imagem disponibilizada tem os dizeres "Edição de Convenção", o que indica mais de uma versão do produto. Teremos que esperar para saber.



    Booster Misterioso reaparecerá depois da MagicFest Richmond na PAX Unplugged, que ocorre de 6 a 8 de dezembro. Finalizando, Blake Rasmussen indicou que também haverão oportunidades para jogar com o produto fora dos EUA.



    Campeonato Mítico V



    Essa é a semana do Campeonato Mítico V que acontece em Long Beach, EUA. A competição, que ocorrerá pelo Magic Arena usando o formato Standard Melhor-de-3, dura de sexta, 18 de outubro, a domingo, 20 de outubro, com transmissão pelo canal oficial da Wizards na Twitch começando sempre às 13:00, horário de Brasília.



    Lutando pela premiação total de U$750.000 estão 68 jogadores, 32 da MPL e 36 desafiantes. Além do prêmio em dinheiro estão em disputa preciosos Pontos Míticos que podem significar um lugar na MPL do ano que vem e a chance de disputar o Campeonato Mundial.



    O primeiro dia segue um suíço modificado de sete rodadas com máximo de duas derrotas para eliminação e cinco vitórias para classificação, passando 24 jogadores. Esses se juntam aos campeões de divisão da MPL no Dia 2 para mais sete rodadas de suíço até um corte para o Top 8.



    O Top 8 será de eliminação dupla tradicional e o jogador que chegar à Grande Final pela parte de baixo terá o ônus de ter de vencer duas partidas consecutivas para se sagrar campeão.



    Temos muitos brasileiros para torcer por neste Campeonato Mítico! Além dos membros da MPL Lucas Esper Berthoud, Paulo Vitor Damo da Rosa e Carlos Romão, este último campeão de divisão, temos três desafiantes: João Lucas Caparroz, Gustavo Caraiola e Patrick Fernandes.



    O artigo com as informações completas sobre o torneio você encontra aqui.



    Assim terminamos mais uma edição do Boletim. O Standard é o foco do fim de semana e as decklists do Campeonato Mítico saem hoje. O que você espera do campeonato? Bant Golos merece mesmo um banimento? E pra quem você está torcendo? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Głogowski Conquista a Divisão Safira

    Boletim dos Artesãos - Głogowski Conquista a Divisão Safira

    por artesaosdomagic em 07/10/2019 - 98 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, munido com tudo o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E hoje trazemos notícias dos primeiros impactos desse novo Standard pós-rotação, assim como atualizações do Magic Companion. Vamos logo saber o que aconteceu.



    Piotr Głogowski Conquista a Divisão Safira



    Nesse final de semana aconteceu a primeira decisão de divisão da Etapa de Eldraine da Magic Pro League, que vai decidir quem continua na liga, quem é rebaixado e quem vai buscar o título de Campeão Mundial no ano que vem.



    Com o novo Standard os jogadores tiveram muito espaço para experimentar e eles mostraram isso bem na escolha de decks, que incluiu várias estratégias e combinações de cores diferentes. Ao fim da disputa de todos contra todos, quatro decks distintos passaram para a etapa de mata-mata.



    Em primeiro lugar o japonês Rei Sato levava um Bant Golos com campanha 6-1 em seu terceiro Top 4 consecutivo na tentativa de ser o primeiro jogador a conquistar mais de uma divisão da MPL. Sua oponente na parte de cima da eliminação dupla seria Jessica Stephan, que levou seu Bant Food a um impressionante 5-2, que a colocou em seu primeiro Top 4 depois de desempenhos não tão empolgantes nas etapas anteriores.



    Na parte de baixo estavam dois jogadores com recorde 4-3. Um deles era Reid Duke, que já liderava a MPL em pontos e buscava mais com seu Selesnya Adventures. Seu oponente seria o polonês Piotr Głogowski que também pilotava um deck focado em Aventuras, mas na combinação Golgari.



    Dessa vez a experiência não foi um fator definidor nas disputas do mata-mata já que tanto Duke quanto Sato perderam suas partidas iniciais, sendo que Duke dava adeus ao torneio e Sato descia para a parte de baixo e teria mais uma chance de chegar às finais. Głogowski estava implacável, no entanto, e acabou com as ambições de seu oponente, chegando à Grande Final para enfrentar Stephan.



    A final então ficou num confronto entre Bant Food e Golgari Adventure, estratégias fortemente baseadas nas novas cartas que chegaram com Trono de Eldraine. Foi um embate interessante, com certeza, e no fim os planinautas de Jessica Stephan, comandados por Oko, Thief of Crowns, sucumbiram frente a versatilidade e abrangência do deck de Piotr Głogowski, que com cartas como Questing Beast, Swift End // Murderous Rider e Edgewall Innkeeper tinha acesso a quase tudo incluindo ataque, defesa e vantagem de cartas.



     



    Com a vitória, Piotr Głogowski ganhou vaga direto para o Dia 2 do Campeonato Mítico VII e se colocou em uma boa posição para a disputa pela vaga no Mundial.



    As disputas da MPL vão dar uma pausa para o Campeonato Mítico V e retornam na semana do dia 26 de outubro com transmissão no canal oficial do Magic na Twitch.



    O Momento de Bant Golos



    O que se espera de um novíssimo Standard pós-rotação é um formato sem favoritos absolutos, onde todos ainda estão experimentando o alcance e a profundidade que as cartas e estratégias podem oferecer e se acostumando aos novos padrões. Bom, parece que Bant Golos não recebeu esse memorando, pois ele está arrebatando estas primeiras semanas de Standard.



    O deck é centrado no conhecido terreno Campo dos Mortos, que não se abalou ao perder Metapaisagem e se adaptou rapidamente nas mãos de Golos, Peregrino Incansável, que permite e se beneficia do funcionamento de um deck que chega a ter 29 terrenos.



    A grande adição de Eldraine para o deck é a poderosa mágica Once Upon a Time, que provê mais consistência ao deck tanto na hora de achar as preciosas cópias de Campo dos Mortos quanto na hora de encontrar os grandes finalizadores como Agente da Traição e Krasis Hidroide. A carta pode ainda brilhar ao encontrar o efeito de cólera presente na Aventura de Cast Off // Realm-Cloaked Giant em momentos chave do jogo.



    O deck se aproveita bem de suas forças para desacelerar o início do jogo e trazer a inevitabilidade de um exército de zumbis no fim do jogo, de modo que tem encontros favoráveis contra uma grande parte dos outros decks e não entra em basicamente nenhum embate sem chances de vitória.



     



    E a esmagadora maioria dos jogadores do Aberto da Filadélfia da Star City Games concordou que o deck era a melhor escolha para o torneio o que resultou em 13 dos 28 decks do Dia 2 do campeonato sendo Bant Golos. Uma fatia de incríveis 46% da parte de Standard do torneio.



    O sucesso deu um susto em alguns jogadores desatentos e aqueles mais apressados já clamavam por um banimento, mas realmente ainda não há motivo para tanto. Por ser um campeonato de equipes a escolha de deck leva em conta muitos fatores que normalmente seriam irrelevantes ou inexistentes. Além disso, o sucesso de decks que brilham no começo de um formato às vezes dura pouco.



    Para completar, paralelamente ao Aberto de Equipes, acontecia o Clássico de Standard, e nele, embora tenha garantido um bom 2º lugar, Bant Golos passou longe de ser o monstro que foi no outro campeonato, com apenas 3 representantes no Top 16.



    De qualquer forma agora todos os olhos estão bem abertos e atentos ao deck. Será interessante observar como ele se adapta com o formato daqui para frente.



    Atualizações no Companion



    Já se passou mais de um mês desde que o Magic Companion foi disponibilizado em Beta para a comunidade e ele já recebeu algumas atualizações, sendo uma parte delas diretamente do feedback recebido pela equipe que trabalha no app.



    A primeira mudança, no entanto, se dá na estética do Companion, que vêm progressivamente adicionando mais artes do goblin Feet’chur, que é a cara do produto, nas telas da aplicação. O objetivo é dar um ar de leveza e curiosidade para o Companion e o goblin, desenvolvido pelo artista Sam Wu, cumpre bem a missão.





    Em termos de funcionalidade também temos mudanças. O Companion agora exibe os critérios de desempate para a determinação das posições de um dado torneio, de modo que não fique dúvidas sobre o recorde de cada jogador.



    Outra atualização incluiu um relógio de rodada no aplicativo. Por enquanto só há a opção de ligar e desligar o relógio para rodadas de 50 minutos, mas no futuro será possível customizar essa duração.



    O Magic Companion continuará recebendo atualizações no futuro com o objetivo de se tornar a ferramenta de auxílio definitiva para o jogador de Magic. Acompanharemos de perto esse desenvolvimento!



    Assim finalizamos mais um Boletim dos Artesãos. Você acha que o sucesso do Bant Golos tem data de validade? Qual deck você considera o melhor posicionado no formato? E para quais jogadores você vai torcer nos torneios chave que se aproximam? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Qualificatórios 2020 e Etapa de Eldraine

    Boletim dos Artesãos - Qualificatórios 2020 e Etapa de Eldraine

    por artesaosdomagic em 30/09/2019 - 99 Visualizações, 1 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que dispõe o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E a edição de hoje tem o foco no Jogo Organizado e no Magic Competitivo, com mais informações reveladas sobre o novo modelo a ser adotado a partir do ano que vem e também detalhes sobre a Etapa de Eldraine da MPL. Vamos lá!



    Premiando Consistência



    Um dos tópicos mais discutidos quando o documento sobre o futuro do Magic Esports (que também abordamos aqui) foi lançado foi a falta de incentivo à jogadores que têm bons resultados com frequência, mas que de alguma forma falham em converter esses resultados em títulos. No anúncio dessa semana a Wizards abordou, ainda que de maneira pouco clara, esse tópico em suas duas modalidades de competição: o digital, com o Magic Arena, e o físico.



    No digital a Wizards disse que está explorando maneiras de garantir que jogadores com bons desempenhos consistentes em Mythic Point Challenges e Qualificatórios Míticos de um dado Invitacional participem da próxima sequência destes eventos ligadas ao próximo Invitacional. Além disso, foi dito que 4 vagas em cada Invitacional Mítico provavelmente serão destinadas aos jogadores consistentes da plataforma.



    Paralelamente, a Wizards vem trabalhando nesta mesma questão nos GPs e Players Tours. O modelo citado como o favorito para solucionar o problema é o de Convites Fracionados. Nele os jogadores que ficaram muito perto da qualificação, mas falharam (por uma ou duas derrotas) receberiam um Convite Fracionado que poderia ser combinado a outras boas performances para gerar um “convite inteiro” para um Players Tour ou mesmo um Players Tour Finals.



    Ambos os modelos não estão em suas versões definitivas e precisam ser calibrados, mas o anúncio mostra que a Wizards está, sim, atenta a essa questão.



    Classificatórios para os Players Tours



    Semana passada falamos aqui as datas dos primeiros Players Tours de 2020 e agora sabemos também mais detalhes sobre os eventos classificatórios. Eles acontecerão de 5 de outubro a 22 de dezembro e são de três tipos:




    • Qualificatórios WPN (WPQ): são eventos que ocorrem em lojas locais aprovadas pela WPN. Eles podem acontecer diretamente em uma etapa ou usar de um evento WPN Preliminar, com a segunda fase podendo ser aberta ou fechada, a depender do organizador.

    • Qualificatórios Player Tour (PTQ): São os eventos mais tradicionais, com um dia longo de competição e um mínimo de 128 participantes.

    • Qualificatórios da Magic Premier Series (MPS): São qualificatórios integrados a eventos de terceiros, como o Circuito Star City Games e o LaTam Magic Series.



    Qualquer jogador pode participar de um MPS, mas somente aqueles que ainda não estão classificados para um Players Tour podem jogar um PTQ ou WPQ. Além disso todos PTQ’s e WPQ’s serão disputados no formato Construído Standard. Os organizadores MPS’s tem mais liberdade para escolher o formato.



    O único prêmio garantido nos Qualificatórios é uma vaga para um Players Tour dada ao campeão do torneio, que não inclui despesas aéreas, o que era comum até pouco tempo. O campeão pode escolher entre Américas, Europa e Ásia-Pacífico e só pode disputar um deles. Outros prêmios e também as taxas de inscrição estão à cargo dos organizadores, então é sempre importante lembrar que é necessário conferir as informações de cada qualificatório.



    Os locais e datas específicos dos vários eventos você pode encontrar nesta página que será atualizada enquanto mais eventos forem organizados.




    Promo Qualificatórios
    A carta promocional para os Qualificatórios é Arcbound Ravager 




    Já para se classificar pelo Magic Online há dois caminhos, o Construindo e o Limitado. Os Qualificatórios de Construído podem usar os formatos Standard, Modern, Pauper e Legacy. Os Qualificatórios de Limitado também tem eventos Preliminares, com apenas Selado, e Finais, com Selado na etapa de suíço e Draft no Top 8.



    O custo de entrada para ambas as modalidades é de 30 Event Points ou 300 Play Points. Assim como nos torneios físicos o campeão ganha uma vaga para disputar um Players Tour na região de sua escolha.



    As informações para os Qualificatórios do Magic Online você encontra aqui.



    Começa a Etapa de Eldraine da MPL



    O Magic Competitivo volta à ativa essa semana com o início da Etapa de Eldraine na disputa da MPL, a última Etapa da Temporada 2019. A estrutura geral da competição continua a mesma, com embates de todos contra todos durante a semana e um Top 4 de eliminação dupla no sábado, mas alguns detalhes foram alterados.



    A primeiro mudança é na classificação para o Top 4. Antes tínhamos um corte seco considerando apenas os critérios de desempate para a classificação e isto ainda é verdade para os três primeiros colocados. A quarta vaga também segue esta regra se houverem quatro ou menos jogadores com campanha 4-3, mas se este número for maior que quatro haverá uma disputa entre os jogadores restantes para decidir quem é que fica com a vaga.



    Também houve uma mudança na disputa das Grandes Finais do Top 4: agora elas serão sempre uma disputa de Melhor-de-3 partidas, ou seja, o primeiro a ganhar duas partidas será o campeão da divisão. Isso deve equilibrar melhor a competição quando um jogador saindo da parte de baixo (vagas 3 e 4) chegar a essa etapa do torneio.



    A última mudança é também uma das mais importantes: não haverá mais troca de decks entre as etapas de todos contra todos e o Top 4. Os jogadores terão que confiar ainda mais em suas habilidades de prever Metagames para escolher decks que se saiam bem nas duas partes da competição.



    Tudo que falta é conhecer a formação das divisões, que foram novamente reorganizadas de acordo com os Pontos Míticos da temporada.



    A Divisão Safira é liderada pelo recém eleito ao Hall da Fama Reid Duke, pelo campeão de divisão na Etapa da Centelha Rei Sato e também conta com a presença do brasileiro Lucas Esper Berthoud. Os demais participantes são: Piotr Głogowski, Martin Jůza, Alexander Hayne, John Rolf e Jessica Estephan. As disputas dessa divisão são na semana do dia 5 de outubro.



    Divisão Safira



    Na Divisão Rubi temos o atual Campeão Mundial Javier Dominguez, Autumn Burchett, que venceu o Campeonato Mítico I, Ken Yukuhiro, vencedor de divisão na Etapa da Centelha, e o Jogador do Ano de 2018 Luis Salvatto. William Jensen, Jean Emmanuel-Depraz, Eric Froehlich e Grzegorz Kowalski completam a formação. Disputas na semana de 26 de outubro.



    Divisão Rubi



    Na Divisão o Pérola vemos Brain Braun-Duin que está empatado na liderança da MPL, o campeão do Invitacional Mítico Andrea Mengucci e o brasileiro Paulo Vitor Damo da Rosa. Finalizando temos Shahar Shenhar, Shota Yasooka, Janne "Savjz" Mikkonen, Matthew Nass, e  Andrew Cuneo. Disputas na semana de 2 de novembro.



    Divisão Pérola



    Encerrando, temos a Divisão Esmeralda com o maior número de campeões de divisão de todos, com Seth Manfield, Ben Stark, o brasileiro Carlos Romão, Lee Shi Tian e Brad Nelson. Os últimos participantes são Márcio Carvalho, Christian Hauck e Mike Sigrist. As disputas se dão na semana do dia 16 de novembro.



    Divisão Esmeralda



    Essa não é apenas uma oportunidade de conseguir vaga direta ao Dia 2 do Campeonato Mítico VII, mas a última chance de conseguir pontos para se manter na liga, já que os últimos 12 colocados vão para a Liga de Rivais. A disputa promete ser interessante, vamos acompanhar!



    Assim colocamos um ponto final em mais um Boletim dos Artesãos. Semana passada foi a primeira experiência com Trono de Eldraine nas plataformas digitais e também no jogo físico! O que acharam do set? Quais cartas se destacaram? Vocês esperam que ele tenha um bom impacto no Standard? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Julius Deck Tech: Storm

    Julius Deck Tech: Storm

    por Buffix em 26/09/2019 - 59 Visualizações, 0 Comentários.

    “Se eu não comprar nada, o desconto é maior.”



    Julius



    Olá a todos! Essa semana eu gostaria de anunciar uma série de artigos novos aqui no MYP cards: Julius Deck Tech! O enfoque é apresentar listas de decks voltadas para o formato competitivo que são baratas para entrar no formato e possíveis atualizações que podem ser feitas para eventualmente ter-se um deck competitivo. Nessa primeira semana, trago-lhes um dos decks que podem ser extremamente eficiente e baratos de montar: Storm!



    A mecânica de storm foi inaugurada em maio de 2013 no set de Scourge e tem muito divido a comunidade de Magic desde então: alguns afirmam que demonstra uma necessidade de entendimento das mecânicas de jogo extremamente profunda e recompensadora ao passo que outros acreditam que não se trata de Magic mas de jogar FreeCell sem possuir muitas interações. Em todos os formatos, a mecânica prevalece como uma estratégia extremamente forte tanto no Legacy com Tendrils of Agony no ANT (Ad Nauseam + Tendrils of Agony ) ou TES (The Epic Storm, utiliza Burning Wish como foco) como no Modern como discutiremos adiante. Mas afinal como funciona o Storm, traduzido para "Rajada"?



    "Quando você jogar esta mágica, faça uma cópia dela para cada mágica jogada antes dela neste turno. Você pode escolher novos alvos para a cópia."



    "Quando você jogar esta mágica, faça uma cópia dela para cada mágica jogada antes dela neste turno. Você pode escolher novos alvos para a cópia."



    Storm se importa com o número de mágicas jogadas em um determinado turno, independente do conjurador e da mágica ter resolvido ou não. Caso você tenha feito três mágicas e seu oponente duas em um turno, a contagem de storm será de cinco. Ao castar um Grapeshot, será checado esse número e será desencadeado a habilidade de storm, colocando, portanto, cinco cópias da mágica na pilha, mais o Grapeshot original, causando seis de dano no exemplo. Counters como Negate podem anular uma das cópias ou a mágica original, mas não conseguem impedir a habilidade de ser desencadeada. Cartas como Fim do Conto e Nimble Obstructionist podem anular a habilidade de storm mas não anulam a mágica original na pilha. Eu sei é uma mecânica difícil de se entender e por isso que os desenvolvedores da Wizards dizem que é uma carta improvável de dar as caras um dia no standard.



    Bem e como os decks constroem-se em torno dessa mecânica? geralmente cinco itens são necessários para se construir um storm:




    1. Rituais: são mágicas que te deixam positivo na mana final como Ritual Desesperado e Pyretic RitualTwiddle com Lotus FieldDark Ritual eLions Eye Diamond

    2. Compra de cartas: aqui são as cartas que permitem cavar o deck o mais rápido possível para achar as cartas com Storm, podendo ser de forma direcionada como Gifts Ungiven e Infernal Tutor ou card draw puro como Ideas Unbound e Ad Nauseam.

    3. Past in Flames: é essencial para a maior parte dos combos afinal é a carta que "dobra" sua contagem de storm, castando todas as cartas da mão e depois do cemitério.

    4. Cantrips: servem para ajustar as melhores cartas na sua mão antes de combar. Sleight of Hand, Serum Visions, Ponder, Preordain.

    5. Payoff: são as cartas que ganham. Grapeshot, Esvaziar os Viveiros, Gavinhas da Corrupção até Temporal Fissure já foi uma win-condition no pauper.



    Ao meu ver, dentro do modern, existem três decks de storm: Twiddle Storm, CheeriO's e Gifts Storm. Cada um possuí um jeito diferente de conseguir chegar a contagem de Storm alta o suficiente para matar o oponente. Vamos às listas:



    Gifts Storm





    Esse talvez seja um dos mais complicados de se explicar. Aqui Baral, Chefe da Conformidade e Goblin Electromancer permitem tornar cartas como Ritual Desesperado, Ritual Pirético e Manamorfose em rituais extremamente eficientes. Gifts Ungiven é a carta que muitos jogos dá a falsa ilusão de escolha, pois com Baral ou Goblin na mesa, independente de quais cartas estiverem na mão ou no cemitério poderão ser castadas. Existem planos para sideboard voltados para contornar hate de cemitério como Leyline of the Void ou Relíquia de Progenitus que podemos observar como Aria of Flame e Empty the Warrens e interações com Damping Sphere e Thalia, Guardiã de Thraben na forma de Repeal, Echoing Truth e Abrade. Não possuo autoridade para falar sobre quais cartas tutorar com Gifts Ungiven mas existem jogadores excelentes de Storm como Caleb Scherer que vale a pena procurar para melhor entender. Como podem perceber pela lista, o deck não necessita de fetchlands e em alguns casos até exclui o uso de shocklands, o que torna extremamente barata em termos de modern.



    Cheerios





    Aqui não temos um exemplo de deck barato. Mox Opal e a presença de fetchlands é o fator principal que encarece o deck. Ele se chama Cheerios por causa dos artefatos de custo 0 e o sucrilhos americano com nome de Cheerios que tem o "O" destacado. A compra de cartas fica em torno de Puresteel Paladin e Sram, Edificador Sênior e Retract essencialmente tem o papel de um Past in Flames nesse deck, dobrando o número de draws e contagem de Storm. Achei de qualquer forma interessante trazer essa face do Storm para vocês. Agora vamos à cereja do bolo da semana.



    Twiddle Storm





    Essa é a lista levada por Gustavo Lyra, jogador de Curitiba e que fez top 8 MCQ Richmond. Aqui temos o plano de Storm em torno de Lotus Field que possui proteção natural na forma de hexproof. Entra em cena o uso da mecânica de Splice em Psychic Puppetry que permite copiar o efeito da mágica em outras mágicas com subtipo arcana. O que isso significa na prática é que cartas como Ideas Unbound e Peer Through Depths são essencialmente de graça e Reach Through Mists gera uma mana além da compra de carta. Sylvan Scrying e Tolaria West são tutores para Lotus Field necessária para o combo em qualquer momento. Atualmente o deck custa pouco mais que 200 dólares no papel, o que equivale aqui no Brasil cerca de 600 reais. É uma ótima forma de entrar no Modern e um dos decks que realmente mostram resultados de tempos em tempos. Nas mãos de um ótimo jogador, Storm sempre é um arquétipo a ser temido.



    Conclusões



    As listas de Gifts Storm e Twiddle Storm possuem um custo extremamente baixo para um deck dentro do modern e deve ser visto como uma possibilidade para jogadores novos como uma forma de entrar no formato. Possíveis melhorias no deck focam simplesmente na adição de fetchlands nas cores azuis/vermelhas, mais notavelmente Scalding Tarn que é a mais cara do modern. Obrigado por lerem o artigo e sugiram nos comentários que arquétipos ou decks vocês gostariam de ver nessa série! O intuito é sempre buscar satisfazer todos os gostos de jogos possíveis. Até a próxima pessoal :)



     


  • Boletim dos Artesãos - Nova Era do Magic Digital

    Boletim dos Artesãos - Nova Era do Magic Digital

    por artesaosdomagic em 23/09/2019 - 104 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, carregando tudo o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E estamos finalmente na semana de lançamento de Trono de Eldraine, mas só nas plataformas digitais, e esse é um lançamento especial tanto no Magic Online quando no Magic Arena. Vamos logo saber sobre esses acontecimentos, mas antes uma pequena nota.



    Nota sobre a Rotação



    Assim como o lançamento de Trono de Eldraine, a rotação também chega antecipadamente às plataformas digitais. Então, a partir do dia 26 de setembro, as cartas das coleções Ixalan, Rivais de Ixalan, Dominária e Coleção Básica de 2019 deixarão de ser legais para jogo no formato Standard no Magic Online e no Magic Arena.



    Se você é um dos jogadores que estava ansioso por esse momento, pode comemorar! Nada mais de Goblin Lança-correntes ou Teferi, Herói de Dominária, teremos agora um Standard novo, reduzido e perfeito para ser explorado e impactado por estratégias novas, que podem até sair de Eldraine.



    Se você é um dos jogadores que está triste por não poder usar mais algumas de suas cartas favoritas, não fique assim. O Magic tem outros formatos não rotacionais que permitem que você continue jogando com elas e eles estão disponíveis em todas as plataformas.



    A rotação é um bom momento de renovação e novas experiências no Magic tanto se você continuar jogando Standard quanto se partir para alternativas, como o novíssimo Histórico, o Modern ou o Commander, então divirtam-se!



    O Lançamento do Magic Arena



    Trono de Eldraine é uma importante marca na história do Magic Arena, pois é quando a plataforma recebe o seu lançamento oficial! Nada mais de Estados do Beta, o Estado do Jogo de Setembro nos lembra o que acontecerá no jogo para celebrar esses dois acontecimentos.



    No primeiro momento, com a renovação do Standard, as contas criadas antes de 26 de setembro terão direito a Presentes de Renovação, que incluem cartas, experiência e boosters. Para reclamar os prêmios mais básicos basta logar na plataforma. Os outros prêmios são conseguidos ao se avançar até o nível 25 do Sistema de Maestria de Eldraine.



    Prêmios de Renovação



    Já para a celebração do lançamento do jogo o Magic Arena te dará a oportunidade de jogar com qualquer deck e ganhar qualquer carta em um evento gratuito dividido em duas partes. Nesses eventos você terá acesso a playsets de todas as cartas no Standard independente de sua coleção, então é só construir os decks e jogar até doze partidas.



    A primeira parte do evento acontece de 26 de setembro a 1 de outubro e você pode construir quantos decks quiser e mesmo trocar de decks entre as doze partidas de Standard Melhor-de-1 que pode jogar, independente de vitória ou derrota.



    A segunda parte vem no fim de semana seguinte, quando você poderá aproveitar essa experiência para chegar às 12 vitórias que te garantem uma cópia de cada carta presente no Standard. Com um prêmio tão grande é claro que tem um complicador, então a segunda derrota te elimina do evento. Mas não fique triste se você não conseguir ir até o fim, pois há prêmios intermediários e só a participação de dá sleeves da carta Golden Egg.



    Evento de Celebração Arena



    Finalizando sobre o Magic Arena, no Estado do Jogo também pudemos dar uma olhada no que os desenvolvedores estão preparando para o futuro da plataforma e vimos que a tão pedida Lista de Amigos e o Brawl Construído já estão próximos e devem chegar em outubro. Além disso vimos que o chat entre amigos e a versão do jogo para macOS já estão sendo desenvolvidas.



    O lançamento de Trono de Eldraine e da própria plataforma chegam ao Magic Arena em 26 de setembro!



    Novas Opções de Conta no Magic Online



    Trono de Eldraine também chega com sua quota de novidades ao Magic Online, como a possibilidade de arrastar cartas ao campo de batalha para conjurá-las e o sistema de apoio à mecânica Obstinação, mas tudo isso empalidece frente à notícia de que a plataforma está extinguindo sua taxa de U$9,99 para criar contas e reformulando sua experiência ao novo usuário.



    É isso mesmo, criar uma Conta Básica no Magic Online agora é grátis, e ao criá-la você ganha 40 de cada terreno básico, duas cópias de cada carta comum e uma de cada incomum legal no Standard, Avatares, incluindo um que muda a cada temporada e para Trono de Eldraine são The Royal Scions, 5 Event Tickets e 20 New Player Points, que podem ser usados em eventos para novos jogadores.



    Arte de Os Herdeiros Reais, por Paul Scott Canavan



    E que eventos são esses? Bem, temos a Liga de Selado Phantom da Coleção Básica de 2020, onde você tem uma experiência simples de Selado enquanto se acostuma a construir decks e jogar partidas, e o Modern Gauntlet para Novos Jogadores, onde você recebe um de seis dos decks do topo Modern para ter uma primeira experiência num formato não rotacional.



    A entrada, estrutura e prêmios para os eventos são iguais. Se entra com 3 New Player Points e se joga até três partidas. Ganhando as três você recebe 10 Play Points, ganhando duas recebe 5 Play Points e ganhando uma ou nenhuma recebe 1 New Player Point.



    Os decks disponíveis no Modern Gauntlet são Mono-Red Burn, Izzet Storm, Gruul Titanshift, Jeskai Control, Dimir Mill e Mono-White Blink. Você pode checar as listas aqui. Lembrando que nenhum dos eventos para novos jogadores te permite manter as cartas ao final.



    Se vocês notaram, dissemos que a Conta Básica do Magic Online é grátis e isso significa que há uma Conta Completa. Qual a diferença entre as duas? É bem simples. A Conta Básica só pode criar até 20 decks e não tem acesso ao chat, trocas, desafios diretos e nem à loja completa da plataforma.



    E como eu passo para a Conta Completa? Também muito simples. Basta comprar um Upgrade de Conta na loja por U$9,99. Assim você terá toda a experiência do Magic Online desbloqueada e também ganhará ainda mais duas cópias de cada carta comum e uma de cada incomum do Standard, 100 Play Points e 10 New Player Points.



    Com o anúncio esse é sem dúvida um dos melhores momentos para criar uma conta no Magic Online e abre a oportunidade para vários jogadores experimentarem outras maneiras de se jogar o Magic digitalmente.



    Todas essas mudanças chegam ao Magic Online também em 26 de setembro!



    Players Tour 2020



    temos datas e locais para os projetos Players Tour Regionais de 2020, que dão vaga às Finais do Players Tour e eles ocorrem já em fevereiro.



    O Players Tour Europa acontece na semana dos dias 1 e 2 de fevereiro em Bruxelas, na Bélgica. No mesmo fim de semana acontece o Players Tour Ásia-Pacífico em Nagoya, Japão. No fim de semana seguinte, dias 8 e 9, acontece o Players Tour Américas, em Phoenix, nos EUA.



    Se você quiser entender os Players Tour e o estado atual do Jogo Organizado, dê uma olhada nesse Boletim, em que explicamos as mudanças.



    Chegamos ao fim de mais um Boletim de grandes mudanças, dessa vez no cenário do Magic digital. Você está empolgado para os eventos de celebração no Magic Arena? E para criar sua conta grátis no Magic Online? E qual das plataformas será sua preferida daqui pra frente? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Report - Classificatório LaTam Magic Series Modern

    Report - Classificatório LaTam Magic Series Modern

    por Buffix em 16/09/2019 - 151 Visualizações, 0 Comentários.

    "Guess who back, back again"



    -Slim Shady



    Oi pessoas, como vocês tem passado?



    Thiago Yudi Watanabe aqui, vim trazer um report falando sobre o campeonato que ocorreu no último sábado dia 14 de setembro de 2019. Esse torneio Modern contou com 12 jogadores na Lojabat, em Londrina. O intuito deste report é contar um pouco da minha experiência com o formato e como foram os jogos dentro da rodada do suiço e top 8. A minha escolha de deck foi o Eldrazi Tron, que foi o único deck que montei no formato, começando a jogar com ele há um ano atrás. A lista atualmente é a seguinte:





    Acredito que não há nada de muito novo na lista, utilizei Torpor Orb devido ao fato de que esperava deck de Stoneforge Mystic e Soulherder aparecessem, o que acabou não sendo o caso, mas melhor previnir do que remediar. Acordei 9h50 e o campeonato começava às 10:00 então eu me lembro muito pouco do começo do campeonato, mas vamos tentar falar um pouco sobre as rodadas do suiço:



    Match 1 - UR Gifts Storm



    Na play, a match foi relativamente fácil. primeiro jogo após o oponente descer um baral eu consegui trincar o tron e fazer um cálice para 2, desligando a maior partes dos rituais como Ritual DesesperadoRitual Pirético e Manamorfose. Um Vidente do Nó do Pensamento revelou dois Gifts Ungiven na mão mas acabei fechando o rápido o jogo pela falta da terceira land na mão adversária. Segundo jogo eu abri com uma Leyline of the Void e removals para Goblin Electromancer e Baral, Chefe da Conformidade. Consegui pressionar bem com um Matter Reshaper e um Vidente, obrigando meu oponente a gastar uma Metralha para matá-lo e finalizei com um Reality Smasher. Nota importante, o Claudio que foi minha segunda match viu o deck que estava jogando pois estava de bye, o que foi bem importante na segunda rodada.



    Match 2 - Mardu Death Shadow



    Segunda match foi contra o Claudio Miranda, jogador experiente e forte dentro do cenário competitivo do Paraná. Nunca havia jogado contra ele até então, mas sempre via suas matches em PPTQs e realmente sabia que era um oponente forte. Game 1 ele keepou sem mulligar e na play. Eu não sabia contra qual deck estava jogando e nesse ponto essa informação era crucial. Minha primeira mão era:



    Blast Zone - Urzas Power Plant   - Urzas Power Plant  - Thought-Knot Seer - Thought-Knot Seer - Reality Smasher - Karn, the Great Creator



    Não era uma mão ruim. Era uma mão que contra decks "justos" como Jund eu manteria por ser imune a Inquisition of Kozilek e forte contra decks de Stoneforge Mystic caso eu comprasse um Templo dos Eldrazi ou as duas outras peças do Tron.  O problema é que essa é uma mão que eu enxergo como uma derrota automática contra decks "injustos" de qualquer natureza de combo ou até mesmo decks extremamente agressivos como burn. Mulliguei a 5 e acabei com uma mão assim:



    Blast Zone - Blast Zone - Reality Smasher  - Karn, the Great Creator - Matter Reshaper 



    Claudio abriu de Hex Parasite, Mardu Death Shadow. Dois Tidehollow Sculler tiraram qualquer possibilidade de interação e mesmo em uma troca com Matter Reshaper ele fez um Unearth tirando um All Is Dust e me colocando em xeque sem possiblidade de responder a board. O Hex Parasite tirando marcador das Blast Zones tbm não deixou eu conseguir tirar qualquer ameaça da board e acabei perdendo.



    Game 2 eu não me lembro muito bem como foi. Lembro que acabei numa situação que comprei uma Leyline of the Void e novamente os Tidehollows Scullers foram o suficiente para ruir qualquer possibilidade de interagir com o deck. Soubesse do deck dele, talvez eu não tivesse mulligado no game 1 mas é a vida.



    Match 3 - UW Control



    Match contra controle é razoavelmente favorável para o Eldrazi Tron. Game 1 trinquei o tron usando um Mapa da Expedição e usei um segundo mapa para buscar Caverna das Almas, pressionei bem com Thought-Knot Seer e Karn, the Great Creator. Game 2 eu perdi para uma Baneslayer Angel que levou o jogo sozinho após mulligar para 6 e jogar um Dismember para o fundo. Game 3, Ugin, the Ineffable foi decisivo para ganhar a partida, pressionando muito mesmo em cima de uma Esfera Amortecedora. Incrivelmente, todas as vezes que vejo a discussão sobre Eldrazi Tron, os jogadores dizem que é a única match que o deck literalmente não usa o side e joga sem alterações nos games. Joguei errado em alguns momentos que poderia ter estourado Território dos Necrófagos anulando a habilidade do Snapcaster Mage. Eu sei, jogo mal.



    Match 4 - UW Paolo de Pégasus



    Bom e velho colega, Paolo sempre jogou na cidade de Tron e decidiu jogar de UW controle no campeonato. Game 1, Chalice of the Void para X=1 e logo depois um Thought-Knot Seer tirando um Teferi, Time Raveler. Fechei o jogo relativamente rápido. Game 2 um Jace, the Mind Sculptor  tomou controle da situação. Game 3 eu levei a melhor com um Karn, the Great Creator e Liquimetal Coating estourando as lands dele. Classifiquei em 5º lugar.



    Top 8 - Mirror (Eldrazi Tron)



    Joguei contra um dos quatro ou cinco Eldrazi Trons que estavam no campeonato no dia. O deck ganhou bastante popularidade por ser o que muitos acreditam utilizar melhor o potencial do Karn, the Great Creator. Entretanto a experiência com o deck fez a diferença nessa match. Trinquei o Tron Game 1 e fui usando Liquimetal Coating para parar qualquer possibilidade do meu oponente jogar. Game 2, após tutorar meu Liquimetal Coating, ele tirou com o Thought-Knot Seer não sei por qual motivo e desceu uma Ensnaring Bridge. Meu plano era tirar o Karn dele por medo da Treliça Micossintetizadora. Subi com o Karn na ponte, transformando-o em uma criatura 3/3 e dei uma Contorção Espacial e um Dismember no TKS dele e matei o Karn com o meu TKS, dali pra frente o jogo estava ganho.



    Top 4 - Boros Burn



    Lembra o que eu falei sobre decks injustos? Essa matchup é um pesadelo para mim mesmo com Cálice do Vácuo uma vez que cartas como Skewer the Critics e Rift Bolt saem do CMC 1. Game 1 eu ganhei na play, valorizando cartas como Matter Reshaper e Thought-Knot Seer. Game 2 eu fui a 6 de vida com 2 Rift Bolt suspensos e concedi. Game 3 meu oponente mulligou a 5 e eu fiz a festa e acabei fazendo o lock com Treliça Micossintetizadora com dois de vida e um Cálice do Vácuo para dois na mesa.



    Final - Mardu Death Shadow



    Na final foi contra ele, o grandioso, a lenda, o motivo do meu 3-1 no suiço: Claudio. Eis a revanche, a chance de redenção, o momento da batalha final. Brincadeiras à parte, game 1 foi bem desanimador. Fiz uma Urzas Power Plant na play e ele fez fetchland+shockland e um Hex Parasite. O pesadelo aconteceu quando eu fiz minha segunda Power Plant, uma Balista Ambulante para X=1 e tentei matar o Hex Parasite dele. Claudio pondera por alguns segundos, olha para seu caderno, olha para mim e diz "paguei 12 de vida", eu me senti pior que atriz pornográfica em cena com o Kid Bengala acabei perdendo para um Deaths Shadow no turno seguinte 8/8 e no turno seguinte ele fez uma Sacred Foundry + Temur Battle Rage batendo 20.



    Game 2 eu abri com Leyline of the Void na mão inicial e consegui fazer muitas trocas boas, impedindo um Gurmag Angler de entrar no jogo, eu finalizei com um Reality Smasher



    Game 3 eu abri novamente com Leyline of the Void e o jogo foi bem intenso. Foi necessário um Ugin, the Ineffable, Blast Zone e 2 dismember bem colocado pra conseguir segurar o jogo. Lembro que fiz um Chalice of the Void para 3 por medo do Capitão-patrulheiro de Eos, Kolaghans Command e Liliana do Véu, Claudio deu Abrade mas os dois só compravam lands. Ele passou sem nada na board, com 10 lands e eu comprei um Karn, the Great Creator. Busquei uma Balista Ambulante e castei ela para X=7 dando exatamente o letal. GG Claudio. Um dinheiro bom para ajudar na viagem para SP no final do ano e uma canequinha da loja foram um bom jeito de terminar a tarde.



    Foi um torneio bom, não acredito que esteja preparado ainda para jogar o LaTam Series em SP mas pretendo treinar o máximo que puder até lá e representar não somente Londrina. Uma filosofia que eu sempre levo para mim é que cada jogo ganho em campeonato é um ato de levar consigo para os próximos jogos todas as esperaças dos meus oponentes. É idiota e infantil mas ir para São Paulo no final do ano é levar comigo o que eu aprendi com o Claudio, com o Paolo e todos os outros que jogaram nesse sábado. Eldrazi Tron foi um deck que sempre esteve comigo desde os primeiros dias que eu resolvi jogar modern e vai continuar sendo meu deck favorito para sempre. Ele representa muitas coisas, entre elas amizade. Tenho dois Cálice do Vácuo assinados no deck por meus melhores amigos e o valor delas é inestimável. Agradeço a todos pela leitura e nos vemos nos campeonatos pessoal!


  • Boletim dos Artesãos - Recuo no Histórico e Reid Duke no Hall da Fama

    Boletim dos Artesãos - Recuo no Histórico e Reid Duke no Hall da Fama

    por artesaosdomagic em 16/09/2019 - 87 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que te guarnece de tudo o que de mais importante ocorreu no mundo do Magic na última semana. Estamos no meio da temporada de previews de Trono de Eldraine, mas, além das novidades do set, tivemos resultados na MPL, no Hall da Fama e novas mudanças no Histórico. Então vamos rápido saber de todos esses acontecimentos.



    Histórico na Proporção 1:1



    A Wizards voltou atrás na sua decisão sobre a proporção no uso de Wildcards para cartas do formato Histórico no Magic Arena. Agora essas cartas sempre poderão ser obtidas na proporção 1:1, como acontece atualmente, e não na 2:1, como previamente anunciado.



    Esse foi de longe o ponto de maior crítica dos jogadores entre os anúncios do último Estado do Beta. Em sua declaração sobre o assunto a Wizards disse que percebeu que “os jogadores querem criar e testar novos e diferentes decks no Histórico e eles querem o mesmo” e que a proporção 2:1 criava a “estrutura errada de incentivos”.



    Na mesma declaração eles reforçaram que o Standard sempre será o foco do Arena e que o Histórico deve servir como uma experiência complementar, como é o Singleton e o Pauper.



    Essa não foi a única mudança, no entanto. Agora o modo de jogo permanente do Histórico, o Melhor-de-1, só avançará as Quests e não mais as vitórias diárias e semanais, mas tanto os outros eventos do formato quanto sua modalidade Ranqueada (Melhor-de-3) continuam avançando Quests, metas de vitórias e também dando XP.



    Além disso, para conseguir as cartas do formato os sets que fazem parte dele terão todas as opções de booster disponíveis na loja. No anúncio anterior esses sets estavam restritos aos bundles de 45 boosters.



    Finalmente, a Wizards também está revendo a adição de cartas ao formato de forma independente do Standard. Não se engane, cartas ainda devem chegar ao Histórico em novembro, mas quantas, quais e como isso será feito ainda está em discussão.



    O Histórico chega ao Magic Arena junto com a rotação na plataforma, em 26 de setembro, e será oficialmente lançado em novembro.



    Ben Stark Conquista a Divisão Rubi



    Finalmente chegamos à divisão final da Etapa Básica da MPL. Tivemos um Metagame bastante equilibrado e diverso nas rodadas de todos contra todos, com Aggro, Combo e Control sendo bem representados e cada um desses arquétipos conseguiu encaixar no mínimo um representante no Top 4.



    No Aggro vimos Ben Stark se classificar trazendo seu Mono-Red para uma impressionante performance de 6-1. No Combo estava Reid Duke mostrando que Kethis continuava uma boa escolha. No Control ficaram os outros dois participantes com variações diferentes: Andrea Mengucci pilotou o já conhecido Esper Control e Rei Sato trouxe novidade com um Grixis Control para tentar seu segundo título de divisão.



    O único piloto a manter o deck para o mata-mata foi Mengucci, apostando na força de seu deck e também em sua experiência com ele. Os outros jogadores, no entanto tentaram fazer mudanças baseadas em suas leituras do futuro Metagame.



    Stark trocou para um Mono-Blue tempo, escapando da possível agressividade contra o Vermelho que seu sucesso podia trazer e se posicionando bem contra Control e Combo. Duke escolheu o Orzhov Vampires, deck poderoso, especialmente contra a versão do Mono-Red que Stark havia pilotado. Já Sato foi para um Gruul Midrange repleto de respostas específicas para os decks no topo do formato.



    No fim as decisões de Stark e de Duke se provaram melhores e ambos avançaram sobre os outros jogador rumo à grande final, sendo que Stark tinha a vantagem de estar na parte de cima da eliminação dupla. Duke, porém, equilibrou logo tudo vencendo a primeira partida.



    Na revanche Ben Stark não podia deixar que a disputa se tornasse um replay dos últimos jogos e não deixou, levando seu Mono-Blue tempo a uma vitória sobre o Orzhov Vampires de Reid Duke e se sagrando campeão da Divisão Pérola.



     



    Com a vitória Ben Stark se classifica diretamente para o Dia 2 do Campeonato Mítico V, que ocorre entre os dias 18 e 20 de outubro em Long Beach, Califórnia. Parabéns ao jogador!



    Reid Duke entra para o Hall da Fama do Pro Tour



    O sábado de MPL não foi só a derrota na final para Reid Duke, pois tivemos também o anúncio da Classe de 2019 do Hall da Fama do Pro Tour. Reid recebeu 94,28% dos votos e é o único jogador a receber a honraria este ano. Parabéns a ele!



    Reid Duke começou sua carreira como um jogador de Magic Online e usou dessa plataforma com maestria para se classificar repetidamente para eventos de alto nível de competição, os Pro Tours, sendo o seu primeiro em 2010. De lá pra cá ele acumula 4 Top 8s neste tipo de evento e cresceu para se tornar um dos mais queridos jogadores de Magic atualmente, se juntando ao Hall da Fama já no primeiro ano em que podia ser elegido. Um olhar em detalhe sobre sua carreira pode ser visto neste artigo por Brian David-Marshall.



    É a primeira vez em 15 anos que apenas um jogador se junta ao Hall da Fama. Nenhum outro jogador nesta edição chegou aos 40% dos votos, sendo que a barreira mínima de entrada é os 60%, mas alguns chegaram perto, como Brad Nelson (36,03%), Chris Pikula (36,03%), Gerry Thompson (35,02%) e o brasileiro Carlos Romão (34,68%).



    A cerimônia de premiação do Hall da Fama acontecerá no Campeonato Mítico em Richmond em novembro.



    Previews de Trono de Eldraine



    Como eu disse, estamos no meio da temporada de previews de Trono de Eldraine e agora já podemos ver o set com uma forma definida. Também já temos uma melhor noção de onde as inspirações das Crônicas Arturianas e dos Contos de Fada se encaixam neste mundo. Finalmente, conhecemos que outros personagens além de Garruk e Oko movem esta história: a família Kenrith, em especial os gêmeos Rowan e Will.



    Rowan e Will em Trono de Eldraine



    Na parte de gameplay já podemos sentir o nível de poder do set e até que ponto as mecânicas foram impulsionadas para o jogo Construído e como elas tiveram que ser moldadas para o Limitado, incluindo os arquétipos presentes e o incentivo a decks monocoloridos.





    Ainda há muito que se descobrir sobre Trono de Eldraine, continue acompanhando os previews!



    Chegamos ao fim de mais um Boletim dos Artesãos, e o lançamento de Trono de Eldraine se aproxima! O que você tem achado da coleção? Quais suas expectativas para a rotação? E entre Standard e Histórico, qual você acha que será o mais interessante a princípio? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Eldraine, Brawl e Coleções 2020

    Boletim dos Artesãos - Eldraine, Brawl e Coleções 2020

    por artesaosdomagic em 10/09/2019 - 113 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que te abastece com o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. Temos muitas novidades nessa edição, incluindo algumas para o futuro próximo e outras para um futuro um pouco mais distante, mas todas elas impactantes e empolgantes. Vamos logo saber o que aconteceu.



    Conheçam Trono de Eldraine



    Semana passada foi dado o pontapé inicial para a temporada de previews de Trono de Eldraine, que se estende ainda por essa semana e a próxima (se você quiser saber onde achar cada preview leia este artigo). Com tanta coisa nova o set acabou um pouco ofuscado, mas pudemos ver as cartas de dois dos planeswalkers que estarão no set, Oko e Garruk, e já falamos brevemente sobre como os dois se conheceram na história.



    Oko e Garruk



    Além disso conhecemos as mecânicas do set e são três as principais, Aventura, Obstinação e Comida.



    Aventura é uma mecânica com elementos de cartas divididas em que metade é uma Criatura e metade é uma Mágica Instantânea ou Feitiço que sempre terá o subtipo de aventura. Você pode escolher conjurar qualquer uma das partes, mas quando uma Aventura resolve ela vai para o Exílio, não para o cemitério. O interessante é que se pode conjurar a parte de criatura de Aventuras resolvidas do Exílio em momentos posteriores do jogo. E um detalhe, em qualquer zona do jogo que não seja a pilha as cartas com Aventura são apenas de seus tipos de criatura.



    A mecânica Obstinação se relaciona com as cinco côrtes de Eldraine, cada uma de uma cor, e te premia por ser um membro dedicado delas, o que acontece quando você paga ao menos três mana de uma cor para o custo da mágica correspondente. Quando essa condição é cumprida Obstinação pode melhorar os efeitos de uma carta ou ainda substituí-los por efeitos melhores.



    Por fim, a mecânica de Comida cria fichas de artefato incolores predefinidas com “2, T, Sacrifique este artefato: Ganhe 3 pontos de vida”. A intenção é que você não fique usando Comida para ganhar vida, no entanto, pois há muitas cartas no set com outras finalidades para estes artefatos.



    Mecânicas de Trono de Eldraine



    Os previews de Trono de Eldraine continuam! A coleção será lançada em 26 de setembro.



    É Hora do Brawl



    Como já dissemos aqui, a Wizards está usando o lançamento de Trono de Eldraine como uma oportunidade de engatar o Brawl como um formato de vez. Dessa forma, eles não estão poupando esforços na tentativa de popularizar esse formato que em certo tempo foi dado como morto.



    Nos anúncios dessa semana recebemos mais informações sobre as duas mais importantes iniciativas nesse sentido, que são os decks pré-construídos de Brawl que serão lançados para o jogo físico e a chegada do formato ao Magic Arena.



    Quanto aos decks pré-construídos pudemos conhecer todas as lendárias que comandarão os produtos assim como as outras cartas que compõem cada deck.



    Chulane, que já conhecíamos, comanda um deck de combinação Bant focado em efeitos criaturas e fazendo uso da mecânica de Aventura de Trono de Eldraine.



    Korvold comanda, na combinação Jund, um deck focado em sacrifício de permanentes e para isso faz uso da mecânica de Comida de Trono de Eldraine.



    Alela, de combinação Esper, por sua vez, é focada em mágicas de artefatos e encantamentos ao mesmo tempo que produz e fortalece criaturas evasivas com Voar.



    Syr Gwyn, por fim, representa o aggro nestes pré-construídos, comandando um deck tribal de Cavaleiros na combinação Mardu e os associando à Equipamentos.



    Comandantes de Brawl de Trono de Eldraine



    Todas as cartas dos decks serão legais para jogo no Standard, embora não apareçam nos Boosters de Draft, aparecendo nos Boosters de Colecionador. Já as decklists, e também algumas histórias do desenvolvimento do produto, que foi liderado por Melissa DeTora, você pode ver aqui.



    O outro grande aspecto é a chegada imediata do Brawl ao Arena através de um evento gratuito e de duração limitada que, infelizmente, acaba hoje. Nele você pode escolher um dos quatro decks acima e disputar partidas na modalidade 1 contra 1, ganhado playsets de cartas dos decks como recompensado pelas vitórias (apenas até a 6ª vitória).



    Também obtivemos a informação que, embora sem data definida, o Brawl Construído, em que você faz seu próprio deck, é esperado para chegar no update de outubro. Além diso os decks pré-construídos físicos não terão códigos para serem resgatados no Arena.



    O lançamento dos decks será dia 26 de setembro. Se você não sabe como funciona o Brawl, este artigo da Wizards explica o formato de forma simples.



    O Padrão para 2020



    Junto com as notícias sobre Trono de Eldraine a Wizards divulgou o nome das coleções e os planos que serão visitados em 2020. Como sempre, teremos 4 expansões ano que vem, incluindo uma coleção básica e desta vez teremos dois retornos e um plano novo e não ficaremos em nenhum plano por mais de uma coleção.



    Coleções Standard 2020



    O ano começa com Theros Além da Morte (Theros Beyond Death) e poderemos ver o submundo do plano e finalmente saber o que aconteceu à planinauta Elspeth Tirell, que está lá desde o final da história de nossa primeira visita.



    O ano continua com um plano inédito na coleção Ikoria Lar de Behemoths, um plano focado em monstros onde poderemos jogar com eles e também criá-los. Logo depois vem a Coleção Básica de 2021 e aparentemente ela será focada no planeswalker Teferi.



    O ano termina com mais um retorno na coleção Ascensão de Zendikar (Zendikar Rising) e, depois da pequena presença do plano na Coleção Básica de 2020, poderemos ver em detalhes como ele ficou depois que os Eldrazi foram extirpados de lá.



    Lee Shi Tian Ganha na Divisão Pérola



    Terminando com uma nota de Jogo Competitivo, semana passada tivemos mais uma disputa de divisão na Etapa Básica da MPL e o novo combo do momento, Kethis Combo, foi de longe o deck mais popular entre ao jogadores com cinco representantes entre ao oito primeiros.



    Esses 62,5% dos jogadores se transformaram num incrível 80% no Top 4, já que Matt Nass, Lee Shi Tian e Ken Yukuhiro manteram o deck para essa fase. A única mudança foi com Brian Braun-Duin que escolheu o seu favorito Esper Hero para enfrentar a onda de Kethis. O detalhe é que Braun-Duin também jogou de Kethis Combo no todos contra todos e perdeu suas únicas partidas para os outros 3 classificados quando se enfrentaram no mirror.



    A mudança de deck não teve o efeito desejado para ele, no entando, pois já foi eliminado em sua primeira partida, nos deixando num mar de Kethis mirror. Dentre esses Lee Shi Tian foi aquele que obteve a vantagem sobre seus semelhantes vencendo na final uma revanche contra Matt Ness, seu oponente na primeira rodada, e assim se tornando o primeiro a vencer saindo da parte de baixo da eliminação dupla.

     



    Como recompensa pelo feito Lee Shi Tian se classifica diretamente ao Dia 2 do próximo Campeonato Mítico no Arena. Parabéns ao jogador!



    As disputas na MPL continuam semana que vem na Divisão Rubi, com disputas de contra todos no meio da semana e Top 4 dia 14 de setembro, transmitido no canal oficial do Magic na Twitch.



    Assim finalizamos este Boletim que assuntos que duram até o ano que vem! E você o que acha das coleções para o ano que vem? Quais suas impressões de Trono de Eldraine até agora? E está empolgado para o Brawl? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Banimento, Desbanimento, Alteração no Histórico

    Boletim dos Artesãos - Banimento, Desbanimento, Alteração no Histórico

    por artesaosdomagic em 02/09/2019 - 111 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos que oferta a vocês o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. Nas últimas edições destacamos que estávamos na calmaria antes da tempestade de mais um anúncio de Banidas & Restritas e essa tempestade chegou mais forte do que alguns esperavam. Além disso, mais um Estado do Beta chacoalhou a comunidade do Magic Arena. Então, vamos logo aos ocorridos.



    Grande Rearranjo no Modern



    Como todos já previam, o deck Hogaak foi atingido em cheio neste anúncio de Banidas & Restritas, desta vez com a carta que dá nome ao deck, Hogaak, Necrópole Erguida, recebendo a punição, o que coloca o prego definitivo no caixão do arquétipo.



    A verdade é o que o deck dominou o Modern com tanta intensidade que o formato não conseguiu se adaptar mesmo depois do banimento de Ponte das Profundezas e que cartas anti-cemitério, com destaque a Linha de Força do Vácuo, começaram a deixar os sideboards e se tornar padrão nos decks principais. Essa era uma situação que não poderia ser mantida e o banimento foi uma unanimidade entre os jogadores.



    No entanto, Hogaak, Necrópole Erguida, não foi a única carta a ser banida do Modern, pois sua companheira Pilhagem Infiel compartilhou do mesmo destino e por motivo semelhante. A dominância do Feitiço era bem mais ampla, abarcando basicamente qualquer estratégia que usasse o cemitério como recurso, como Hollow One, Izzet Phoenix e Dredge, e os dados colhidos pela Wizards no Magic Online e em torneios físicos mostravam que esses estavam sempre entre os decks mais vencedores do formato.



    Aliado a decisão de banir Hogaak, a Wizards decidiu tentar mudar o foco do jogo no Modern do cemitério para outras zonas, o campo de batalha e a mão dos jogadores, e a maneira mais segura de fazer com que Pilhagem Infiel não ressurja com outra variante é banindo-a.




    Hogaak, Necrópole Erguida, e Pilhagem Infiel estão BANIDOS
    Hogaak, Necrópole Erguida, e Pilhagem Infiel estão BANIDOS




    Se aproveitando das mudanças que os banimentos trariam e atenta o sucesso de casos como Jace, Arquiteto do Pensamento e Elfo Tranças-de-Sangue, a Wizards também decidiu examinar possíveis cartas para retirar da lista de banidas e seus olhos caíram sobre Místico Litoforjador, para a comemoração de uma parcela vocal de jogadores.



    A decisão pode parecer um contrassenso, pois a carta, famosa por seus dias de glória no Standard de Caw Blade, é especialmente forte contra decks que tentam jogar de forma direta e pelo campo de batalha. A esperança da Wizards é que Místico Litoforjador não seja o suficiente para suprimir essas estratégias, se tornando uma boa opção no formato. De qualquer forma, se o pior acontecer, a carta retomará rapidamente seu lugar entre as banidas.




    Místico Litoforjador está DESBANIDO
    Místico Litoforjador está DESBANIDO




    Restrições no Vintage



    O segundo formato afetado pelo anúncio de B&R foi o Vintage, lar das cartas mais poderosas da história do jogo, como as Mox e, é claro, Black Lotus, e enquanto o formato parece saudável e equilibrado a Wizards percebeu, através dos jogadores, um aumento no número de vitórias efetivas nos turnos 1-2 e jogos menos interativos e que seria melhor corrigir isso.



    Para tanto as cartas Karn, o Grande Criador, com sua habilidade estática fatal na terra de artefatos como os citados acima, e Forja Mística, expoentes dos decks Shops foram restringidas[*], reduzindo o número de jogos que terminam quando o primeiro Karn entra em campo de batalha e desacelerando o deck nos estágios finais do jogo, de forma que possa ser melhor abordado.



    * Cartas restritas são limitadas a uma cópia por deck.




    Karn, o Grande Criador, e Forja Mística estão RESTRITOS
    Karn, o Grande Criador, e Forja Mística estão RESTRITOS




    O deck Dredge também foi atingido, com a restrição de Trol de Túmulo Golgari, o que deve desacelerar o deck que recebeu um impulso pelo Mulligan de Londres e resposta às cartas anti-cemitério em Força do Vigor.




    Trol de Túmulo Golgari e Lapso Mental estão RESTRITOS
    Trol de Túmulo Golgari e Lapso Mental estão RESTRITOS




    A próxima restrição foi para Lapso Mental, que a princípio parece uma carta interativa, mas, na verdade, se mostra mais poderosa quando é usada de forma disruptiva contra estratégias genuinamente interativas. A prevalência da carta chega ao ponto em que ela é primariamente incluída nos decks para combater as cópias que, com certeza, estarão presentes em outros decks.



    A última mudança é com a carta Fastbond, que se torna irrestrita no formato. Como a maioria dos decks é provido de mana advinda de artefatos um deck com esta carta seria algo muito diferente do padrão atual do Vintage, o que pode ser interessante de se ver.




    Fastbond está IRRESTRITA
    Fastbond está IRRESTRITA




    Liberdade no Standard



    No último tópico sobre o anúncio de B&R chegamos ao Standard onde finalmente Ferocidonte Enfurecido foi desbanido. O dinossauro havia sido banido um ano e meio atrás junto do pacote que buscou enfraquecer os dois maiores decks do Standard da época: Temur Energy e Ramunap Red.




    Ferocidonte Enfurecido está DESBANIDO
    Ferocidonte Enfurecido está DESBANIDO




    Com cerca de um mês para aproveitar antes da rotação, se espera que o Ferocidonte seja uma boa arma contra os atuais melhores decks do Standard, Bant Scapeshift e Orzhov Vampires, enquanto impulsiona os decks baseados em vermelho, que se distanciaram um pouco do topo do formato.



    Mudanças no Histórico



    Mais um Estado do Beta do Magic Arena foi ao ar na semana passada e mais uma vez fomos lembrados que a rotação se aproxima e também o lançamento de Trono de Eldraine. O que mais chamou a atenção dos jogadores, no entanto, foram informações sobre o novo formato da plataforma, Histórico, que permitirá aos jogadores continuar usando cartas que rotacionarem do Standard, e que já recebe mudanças antes mesmo de ser oficialmente lançado.



    A começar pelo lado positivo, a Wizards voltou atrás na decisão de que não haveria jogo Ranqueado e na modalidade Melhor-de-3 para o formato. Em dezembro a opção de Histórico Tradicional Ranqueado estará disponível para os jogadores por um período de quatro semanas, contribuindo para sua posição no Ranking de Construído junto com o Standard.



    O plano é que isso se repita trimestralmente, mas tanto a frequência do Histórico Ranqueado quanto a contribuição unificada com o Standard para o Ranking de Contruído são detalhes que podem ser modificados a depender do desempenho do formato no Magic Arena.



    A Wizards também retrocedeu na decisão de não incluir cartas no Histórico imediatamente e anunciou que trimestralmente um conjunto de 15 a 20 cartas será incluído no formato independente de sua presença em coleções do Standard.



    O objetivo é adicionar cartas divertidas e sem o ônus de ter de que introduzir coleções inteiras à plataforma. E os exemplos citados de cartas que poderiam estar nestas listas são cartas icônicas e poderosas da história do Magic, como Brainstorm, Firebolt, Máquina a Vorme Espiralado e Confidente Sombrio.



    Porém o foco dos jogadores ficou em outro detalhe revelado para o formato. A partir de novembro, quando o Histórico será oficialmente lançado, a conversão de Wildcards para cartas do formato adotará uma proporção 2:1, ou seja, será necessário usar 2 Wildcards para receber 1 carta.



    A justificativa oficial é que o Arena é uma plataforma com “foco no Standard” e que, mesmo com tendo o Histórico como opção eles querem que “os novos jogadores aprendam o jogo e comecem suas coleções com o Draft e o Standard como forma primária de jogo” deixando-o para “jogadores mais experientes que querem explorar mais da rica história do Magic”.



    Há ainda a preocupações sobre o impacto que o Histórico terá na plataforma enquanto evolui para um verdadeiro formato não-rotacional e de que a base de jogadores fique muito diluída entre muitas opções de jogo.



    Essa decisão não foi vista com bons olhos pelos jogadores, que reclamam que o formato será inacessível, tendo um custo já alto para jogadores ativos na plataforma e impossível para aqueles que estão iniciando sua coleção. Adicione a isso as cartas que serão adicionadas trimestralmente, que, se tornando staples do formato, podem fazê-lo ficar ainda mais caro.



    Além disso, uma parcela vê com ceticismo as declarações da Wizards e a decisão de adotar uma proporção de Wildcards diferente para o Histórico como uma maneira de tentar tirar a maior quantidade de dinheiro possível de jogadores que decidam investir no formato.



    Temos pouco menos de um mês até a rotação no Magic Arena, que ocorre em 26 de setembro e pouco mais de dois meses até que o Histórico seja oficialmente lançado. A Wizards já mostrou que é capaz de retroceder em alguns pontos, então vamos esperar que a decisão que ela tome seja a que mais beneficia os jogadores e o jogo.



    Ficamos por aqui com mais um Boletim dos Artesãos com notícias que balançaram vários formatos, incluindo um que ainda nem foi lançado. E você o que achou do anúncio de Banidas e Restritas? Concorda com os banimentos e os desbanimentos? O que pensa sobre a proporção 2:1 no Histórico? E qual carta você quer ver no formato? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Hall da Fama, Companion e Arena no Mac

    Boletim dos Artesãos - Hall da Fama, Companion e Arena no Mac

    por artesaosdomagic em 26/08/2019 - 135 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que leva a você tudo o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering na última semana. E tivemos mais uma semana calma, embora a Wizards tenha agitado um pouco as coisas com anúncios, alguns já esperados e outros mais surpreendentes. Vamos às notícias!



    Temporada do Hall da Fama



    Já chegamos a época do ano em que acontece a votação para o Hall da Fama do Pro Tour, atualmente a maior honraria que um jogador de Magic pode receber, e a Wizards publicou os nomes que podem assumir este posto pela temporada 2019, a 15ª edição do prêmio.



    Jogadores elegíveis para o Hall da Fama



    Para esta edição pequenos retoques na regra de elegibilidade foram feitas para se adequar ao modelo competitivo atual. Para estar presente entre os nomes que podem ser votados para o Hall da Fama um jogador deve ter no mínimo 150 Pro Points numa carreira que tenha começado há, no mínimo, 10 anos além de algumas performances de alto nível no mundo competitivo.



    Essas performances, que anteriormente só consideravam Top 8 de Pro Tours e do Mundiais de Magic, foram expandidas para incluir Top 8 de Campeonatos Míticos e Top 4 de Invitacionais Míticos, Campeonatos do Magic Online (MOCS) e Pro Tours por equipe.



    Essas mudanças foram feitas para que os resultados obtidos no jogo digital sejam considerados pelos votantes, sejam eles no Magic Arena, como o Invitacional Mítico, ou pelo Magic Online, com o MOCS.



    Estas não são as únicas mudanças que se aproximam do Hall da Fama, no entanto, pois esta é a última temporada que vai usar esta fórmula. No atual momento o Hall é uma honraria que premia o jogo competitivo, mas se esquece dos outros aspectos do jogo e essa será uma das questões consideradas para as próximas temporadas.



    De qualquer forma o Hall da Fama é um ótimo momento para entender como a comunidade vê os seus membros, seja você um dos mais de 300 votantes ou não. É um ótimo momento para aprender mais sobre os jogadores que vemos competir, seja por argumentos a favor ou contra sua introdução no Hall.



    A classe de 2019 do Hall da Fama do Pro Tour será anunciada em 14 de setembro no show semanal da MPL e a cerimônia de premiação acontecerá no Campeonato Mítico em Richmond.



    Lançado o MTG Companion



    Totalmente de surpresa na última semana a Wizards lançou em beta aberto o seu aplicativo acompanhante para Magic, chamado Magic: the Gathering Companion, disponível para Android e iOS em todas as línguas que o Magic é atualmente publicado.



    MTG Companion



    O aplicativo foi lançado com somente uma função, que é um organizador de torneios para até 16 jogadores, que é uma funcionalidade muito restrita, mas isso foi de propósito, segundo Bill Stark, Gerente de Produtos Digitais para o MTG Companion, que em entrevista disse que “organizar um evento é um problema que os jogadores enfrentavam e não havia nenhuma solução” comparado a, por exemplo, contadores de vida que “têm milhões de opções para download”.



    O MTG Companion não vai se limitar a essa função, no entanto, e já tem planos para ser expandido no futuro próximo. “Depois de termos a experiência de torneio estabelecida no MTG Companion passaremos para o desenvolvimento das chamadas funções de engajamento diário”, disse Stark.



    Esse não é o primeiro aplicativo que a Wizards publica. No passado já tivemos o Magic Toolbox, descontinuado depois da coleção Avacyn Restaurada, e tivemos ainda o anunciado, e agora descontinuado antes de seu lançamento, MTG Portal.



    O desenvolvimento do Magic: the Gathering Companion será fortemente guiado pelo feedback enviado pelos jogadores, que pode ser acessado por um e-mail linkado diretamente no menu do app. O aplicativo está sendo desenvolvido usando o método ágil, com atualizações esperadas a cada duas semanas, para satisfazer da melhor forma as necessidades da comunidade.



    Magic Arena em Mais Plataformas



    Continuamos no mundo digital, pois na Gamescon foi anunciado que o Magic Arena chegará a mais plataformas no final do ano, incluindo a Epic Game Store e uma tão aguardada versão para Mac, embora nenhuma data exata tenha sido disponibilizada.



    O Arena chegará à Epic Store no inverno deles, nosso verão, sendo a Epic a única parceira da Wizards para os downloads do Arena no PC. O jogo também continuará disponível no MTGArena.com, sem nehuma mudança para quem já baixou o jogo e também nenhum impedimento para que jogadores que baixaram de formas diferentes se enfrentem no jogo.



    Já a versão para Mac deve chegar “logo depois” e não se sabe nenhum detalhe sobre o lançamento. Essa será a primeira vez que o Magic estará oficialmente disponível na plataforma já que o Magic Online nunca foi lançado para ela.



    Detalhes da História de Trono de Eldraine Revelados




    Esse trecho terá SPOILERS da história do Magic, fique atento.




    A loja de livros holandesa Bol.com publicou em seu site a prévia do ebook A Busca Selvagem (The Wildered Quest) por Kate Elliot, que vai contar a história da próxima coleção do Magic, Trono de Eldraine. As primeiras 12 páginas podem ser lidas e revelam o retorno de um personagem popular e também um novíssimo para a história. A partir de agora teremos SPOILERS, então prossiga consciente disso.



    Já no primeiro capítulo o livro nos mostra um caçador colossal com uma máscara cobrindo metade de seu rosto e que é revelado estar atrás de planinautas e ter um hedron implantado em suas costas para conter uma maldição colocada nele por Liliana Vess. Não há muito espaço para dúvidas de que este é Garruk Falabravo, que continua irado com seu próprio tipo e está os caçando, embora tenha dito a Jace que não o faria se não fosse incomodado.



    As notícias não são boas para o planeswalker verde original do Magic, que faz parte do quinteto de Lorwin, pois o livro nos mostra o final de seu embate com Oko, uma fada planeswalker. Oko, muito falante, mas que aparenta também ser muito poderosa, derrota Garruk e o prende, e depois decide pacificá-lo tomando controle de sua mente e o renomeando para Cão, de quem ela será o Mestre.



    A Busca Selvagem (The Wildered Quest) deve se focar na planinauta Rowan Kenrith e segundo a própria autora é o começo de um arco de história maior. O livro está em pré-venda e será lançado em 4 de setembro.



    Capa de The Wildered Quest



    Assim finalizamos mais um Boletim dos Artesãos com algumas notícias que serão parte integrante do cenário do Magic no futuro. No entanto, temos grandes acontecimentos no presente e hoje mesmo sai mais um anúncio de Banidas & Restritas. O que você acha do MTG Companion? Está ansioso para o Arena chegar ao Mac? E o que achou do resultado do B&R? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - O Novo Estado do Jogo Organizado

    Boletim dos Artesãos - O Novo Estado do Jogo Organizado

    por artesaosdomagic em 19/08/2019 - 115 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que oferece a você tudo o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic na última semana. E contrariando a expectativa de semana calma tivemos um dos mais importantes anúncios dos últimos meses, reorganizando a estrutura do Jogo Organizado mais uma vez.



    É claro que alguns detalhes foram mantidos ou continuam parecidos com o que já temos, caso do Mundial de Magic que continua o pico do jogo competitivo, tanto para o físico, quanto para o digital, mas as mudanças foram inúmeras.



    Se você quiser ler sobre elas em detalhes a Wizards já divulgou um documento em seu site que cobre o novo modelo e se disponibiliza a responder perguntas através de seu perfil no Twitter para Esports (MagicEsports). Aqui vamos tratar o assunto de forma mais abrangente e resumida.



    O Caminho para a MPL



    A Magic Pro League continuará existindo sob o novo modelo, ainda que um pouco diferente, e com um caminho claro de classificação. Além dela uma nova liga foi criada para desenvolver talentos e que alimenta diretamente a MPL, a Liga de Rivais. Com isso a única maneira de estar na MPL em um dado ano é já fazer parte de uma dessas duas ligas no ano anterior.



    A MPL passa a consistir de 24 jogadores que receberão convites para os eventos de alto nível competitivo, como é agora. Os 4 piores jogadores de cada temporada são rebaixados diretamente para a Liga de Rivais e os jogadores que finalizarem nas posições 17º a 20º serão mandados para um torneio de requalificação, o MPL Gauntlet.



    Já a Liga de Rivais será formada por 46 jogadores, que também recebem convites para outros eventos, como seus próprios qualificatórios. As vagas foram organizadas da seguinte maneira, levando em conta jogadores que não estejam classificados para a MPL:




    • 12 vagas para os melhores jogadores digitais.

    • 12 vagas para os melhores jogadores físicos.

    • 12 vagas para o MPL Gauntlet.

    • 4 vagas para os jogadores rebaixados da MPL.

    • 6 vagas discricionárias à escolha da Wizards.



    Ao fim de cada temporada 4 jogadores da Liga de Rivais recebem acesso à MPL e eles serão os 2 melhores jogadores digitais e os 2 melhores jogadores físicos. Além disso os jogadores nas posições 3º a 8º tanto no jogo físico quanto no digital vão para o MPL Gauntlet para requalificação.



    Assim teremos ao fim de cada temporada um torneio em que os jogadores possam tentar a requalificação chamado MPL Gauntlet. O torneio terá a participação de 16 jogadores, 4 da MPL (das posições 17º a 20º) e 12 da Liga de Rivais (das posições 3º a 8º no físico e no digital).



    Estrutura do MPL Gauntlet



    No fim da MPL Gauntlet os ranqueamentos são zeradas para a próxima temporada com o Top 4 do torneio avançando para a MPL e os outros 12 jogadores indo para a Liga de Rivais. Dessa forma a MPL terá a seguinte formação:




    • Top 16 jogadores da MPL na temporada passada.

    • Top 2 jogadores da Liga de Rivais no físico.

    • Top 2 jogadores da Liga de Rivais no digital.

    • Top 4 jogadores do MPL Gauntlet.



    Em nota final sobre as ligas, você pode perceber que há diferentes formas de ranquear os jogadores. O jogo digital, no Magic Arena, recebe os chamados Pontos Míticos (Mythic Points), recebidos nos Invitacionais Míticos e seus qualificatórios, além dos Desafios de Pontos Míticos.



    Já o jogo físico recebe os chamados Pontos de Jogador (Player Points) nos eventos de Player Tour Regionais e também nas Finais do Player Tour. A MPL combina os dois ranques e ainda as disputas internas para a sua classificação.



    Torneios do Magic Arena



    Você deve ter notado logo acima os nomes dos torneios que premiam com Pontos Míticos para o Magic Arena, incluindo um tipo de evento que faz seu retorno sob o novo modelo. Essa será a base para o jogo digital, que classificará os jogadores dentro e fora das ligas.



    Os Invitacionais Míticos, que retornam, serão os eventos de alto nível do Magic Arena, com jogadores da MPL, Liga de Rivais, Qualificatórios e convites discricionários. Serão 3 Invitacionais por temporada, cada um deles acompanhado de seus Qualificatórios, dois por torneio, que dá aos melhores 1200 jogadores do Arena no Construído ou Limitado a chance de chegar ao topo.



    Esses mesmos jogadores também estarão classificados para os Desafios Míticos, que não te classificam para nenhum outro torneio, mas te dão Pontos Míticos, e já vimos como esses são importantes.



    O Tour dos Jogadores no jogo físico



    Já no jogo físico o caminho de classificação passa pelos novíssimos Player Tours, uma série de eventos regionalizados que promete criar mais oportunidades para mais jogadores por todo o mundo. Serão 3 as regiões: o Players Tour Américas, o Players Tour Europa e o o Players Tour Ásia-Pacífico. Uma temporada de um ano terá três Players Tour por região.



    Para se classificar para um Players Tour um jogador terá que ter bons desempenhos nas séries de campeonatos de nível qualificatório ou ser parte de uma das ligas que explicamos acima. Isso inclui os Qualificatórios Player Tour, os Qualificatórios da WPN, os Grand Prix, eventos da Player Tour Premier Series e eventos do Magic Online. Ainda há a possibilidade de um jogador ser convidado por status de Hall da Fama ou convites discricionários.



    Um bom desempenho num Players Tour te classifica para o próximo evento da série, sendo que os melhores jogadores competem nas Finais do Player Tour, que também acontecem três vezes ao ano e que recebem jogadores de todas as regiões do Players Tour, além dos jogadores da MPL e os campeões de GPs.



    Um bom desempenho nas Finais do Players Tour te classifica para as Finais seguintes, dependendo do seu recorde final. O objetivo final é agarrar uma vaga na Liga de Rivais através dos Pontos de Jogador.



    As oportunidades de competição no novo modelo



    A Temporada Parcial



    A intenção é que as temporadas de Magic Competitivo ocorram de agosto a agosto e para permitir que todas essas mudanças aconteçam de forma suave uma temporada de transição será necessária. Então, ao fim da temporada atual de 2019, teremos uma temporada parcial em 2020 com menos eventos.



    A MPL nessa temporada parcial será composta pelos Top 20 jogadores da atual MPL e os Top 4 desafiantes. Já a Liga de Rivais será composta pelos outros 12 jogadores da MPL, os 8 melhores jogadores no físico e os 8 melhores jogadores do digital, usando os atuais Pontos Míticos, e mais 4 convites discricionários.



    Estrutura das Ligas na temporada parcial



    Seth Manfield vence a Divisão Esmeralda



    Saindo do futuro do Magic e voltando para a temporada atual, tivemos disputa de Top 4 da Divisão Esmeralda esse fim de semana. Os jogadores classificados para a disputa foram 4 jogadores do Hall da Fama: o estadunidense Seth Manfield, com campanha 5-2, o brasileiro Paulo Vitor Damo da Rosa, com campanha 5-2, o checo Martin Juza, campanha 4-3, e o japonês Shota Yasooka, também campanha 4-3.



    Ao contrário da Divisão Pérola, nenhum jogador submeteu uma lista de Orzhov Vampires na parte classificatória do fim de semana. Ao fim apenas dois arquétipos classificaram seus jogadores para o mata-mata: Esper Control pelas mãos de Manfield e Yasooka e Mono-Red Aggro pelas mãos de PVDDR e Juza.



    Para a disputa de Top 4 o único jogador a manter seu deck foi Yasooka. PVDDR e Juza novamente escolheram o mesmo deck para a disputa, o Simic Nexus. Já Manfield se rendeu ao possível melhor deck do formato e registrou a única cópia de Orzhov Vampires de sua divisão.



    A decisão foi muito boa para Manfield, que derrotou PV na primeira rodada, avançando para a grande final. Na disputa de baixo Juza conseguiu sua classificação em cima de Yasooka em partidas incrivelmente disputadas. Ele subiu para enfrentar PV na partida mirror e o brasileiro obteve a vantagem necessária para ganhar a partida e a chance de enfrentar novamente Seth Manfield.



    Infelizmente para Paulo Vitor a final foi quase que uma repetição do confronto anterior e o Orzhov Vampires mostrou que realmente tem a vantagem em suas partidas contra o deck Simic Nexus. A pura agressividade do deck de Manfield foi demais para PV, que perdeu a partida.



    Assim Seth Manfield é o segundo jogador a garantir sua classificação direta para o Dia 2 do próximo Campeonato Mítico, parabéns a ele. As disputas da Divisão Safira são as próximas e ocorrem daqui a algumas semanas, na semana do dia 14 de setembro.



    E esse é o fim de mais um Boletim dos Artesãos, um pouco mais longo essa semana. Muitas mudanças foram anunciadas e muitas estão ainda por anunciar, esperemos que esse seja um caminho de sucesso para o jogo competitivo de Magic: the Gathering.



    E você, o que achou das mudanças? Acha que a nova Liga de Rivais é um bom caminho para desenvolver os jogadores? E está otimista para o Players Tour com campeonatos regionais? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Romão Vence a Divisão Pérola

    Boletim dos Artesãos - Romão Vence a Divisão Pérola

    por artesaosdomagic em 12/08/2019 - 229 Visualizações, 1 Comentários.

    Sejam bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que engloba tudo o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering na última semana. Estamos na calmaria antes da tempestade, já que dois dos principais formatos competitivos, o Modern e o Standard, estão aguardando acontecimentos para as próximas semanas. O Modern aguarda mais um anúncio de Banidas & Restritas com os olhos sobre Hogaak, Necrópole Erguida. Já o Standard vive a expectativa do lançamento de Trono de Eldraine, com preview começando logo logo. No entanto, isso não significa que nada aconteceu, então vamos às notícias.



    Carlos Romão Vence a Divisão Pérola da MPL



    Essa semana aconteceu a disputa do primeiro Top 4 de divisão da Magic Pro League na Etapa Básica. Todos os competidores da Divisão Pérola se enfrentaram para decidir quais seriam os classificados para o mata-mata, mas no fim Márcio Carvalho, Carlos Romão, Autumn Burchett e Andrew Cuneo conseguiram avançar para a disputa de sábado.



    O brasileiro e o português chegaram ao sábado com campanhas similares. Ambos jogadores escolheram o deck Orzhov Vampires para a fase classificatória e terminaram com um recorde de 5-2, sendo que Romão perdeu sua partida contra Carvalho nessa fase. Com o sucesso os dois decidiram repetir a escolha de decks para o Top 4.



    Do outro lado Cuneo e Burchett decidiram ser um pouco mais ousados. Burchett, que também pilotou Orzhov Vampires nas classificatórias para uma campanha 4-3, deciciu trocar para o Mono-Red Aggro no Top 4. Cuneo foi o que mais se diferenciou dos demais, jogando com um Dimir Control na etapa de todos contra todos também para um record de 4-3. Para o Top 4 ele deciciu dar uma virada radical e escolheu o deck Boros Feather.



    Com o Top 4 de eliminação dupla modificado os jogadores de melhor campanha tinham uma grande vantagem, sendo eliminados apenas na segunda derrota, uma a mais do que os competidores de pior campanha. Romão e Carvalho se enfrentaram na partida mirror e o brasileiro se vingou da derrota na fase anterior com um 2-0, avançando para a grande final.



    Em baixo Burchett batalhou numa partida difícil contra Cuneo, mas acabou obtendo a vitória nas partidas pós-sideboard, 2-1. Em seguida enfrentou Carvalho e pôde justificar a troca de deck, já que o Mono-Red Aggro tem uma disputa favorável contra os Vampiros. Assim, teve bastante facilidade para avançar para a grande final com um 2-0.



    Na última partida Romão teria a desvantagem e teria que se esforçar para não sofrer o mesmo destino de Carvalho. E foi exatamente o que ele fez, contando com a sorte para jogar sua única cópia de Vona, Açougueira de Magan no deck principal e o poder de Vínculo com a Vida contra o deck de Burchett para vencer os jogos 1 e 3 e se sagrar campeão da Divisão Pérola.



     



    Como prêmio Carlos Romão avança direto para o Dia 2 de competições do Campeonato Mítico V, parabéns ao jogador! A próxima divisão será a Divisão Esmeralda com as partidas todos contra todos durante a semana e transmissão do Top 4 no sábado, dia 17 de agosto, no canal oficial do Magic na Twitch.



    O Valor de Commander 2019



    Todas as cartas dos decks pré contruídos de Commander 2019 já foram revelados assim como as listas para os decks Fúria Impiedosa, de combinação Rakdos e comandado por Anje Falkenrath, Intelecto Místico, de combinação Jeskai e comandado por Sevinne, the Chronoclasm, Ameaça Sem Rosto, de combinação Sultai e comandado por Kadena, Slinking Sorcerer, e Gênese Primitiva, de combinação Naya e comandado por Ghired, Conclave Exile.



    Como de costume em cada lançamento de produto da Wizards, assim que as cartas iam sendo reveladas a comunidade debatia sobre o valor que estaria dentro de cada caixa, desde reprints necessários a possíveis novas staples para o formato. O Commander é um dos mais, se não o mais popular formato de Magic e tem uma incrível influência no preço das cartas no mercado secundário, o que mais que justifica o interesse.



    Quanto aos reprints Commander 2019 não foi o set que alguns jogadores esperavam, transbordando de staples em todos os decks, mas fez um bom serviço no geral. Cartas como Musa Nascida da Semente e Tentação da Descoberta estavam num patamar próximo de U$10,00 e são reprints muito bem vindos devido a alta demanda. Além disso outras cartas que são basicamente pilares do formato também recebem nova impressão, como Simulacro Solene e Anel Solar. Enquanto os decks não têm nenhum reprint com valor absurdo eles têm boas inclusões na faixa de U$2,00-U$5,00.



    Quanto a possíveis novas staples temos alguns candidatos. Dockside Extortionist surge como uma forma de aceleração de mana na cor Vermelha que pode gerar um número incrivel de Tesouros a depender de qual fase do jogo for conjurado, já que artefatos e encantamentos são basicamente onipresentes no Commander. Outro destaque vai para Leadership Vacuum que dá ao Azul uma forma sólida de remover comandantes além de dar ao formato como um todo maneira de lidar com comandantes que têm algum tipo de proteção, como Uril, Espreitador das Brumas ou comandantes com Parceiro.



    Finalmente temos os novos comandantes, que, a depender dos decks que incentivam no formato, podem acumular bastante valor, como foi o caso de Yuriko, a Sombra do Tigre na coleção passada. Neste departamento, como sempre, estamos bem servidos. As novas criaturas lendárias são muito interessantes seja por simples força bruta, caso de K'rrik, Son of Yawgmoth, ou por fomentar decks interessantes como Atla Palani, Nest Tender.





    De forma geral Commander 2019 tem o potencial para apresentar um bom valor e ser um bom produto para o formato. De fato faltam aos decks cartas que têm o valor muito elevado e clamam por um reprint, mas inserí-las neste tipo de produto, que também tem função introdutória, acarretaria a situações em que os decks são comprados em alta demanda pelos reprints que contém e acabam não chegando aos jogadores que realmente queiram usá-los. A mensagem que a Wizards manda é que esse não é o lugar para esse tipo de reprint, mas qual seria esse lugar ainda é incerto.



    Commander 2019 será lançado dia 23 de agosto.



    Hogaak Continua Implacável



    Em mais um fim de semana de competições no Modern Hogaak, Arisen Necropolis continua seu domínio sobre o formato e conseguiu 5 dos lugares no Top 8 do GP Minneapolis. Nesse ponto a maioria dos jogadores concorda que o deck é o melhor no formato e também que é poderoso demais e cada vez menos jogadores estão escolhendo lutar contra ele e cada vez mais escolhendo se juntar a ele.



    Ainda há um ponto de divergência, no entanto, sobre qual seria a melhor versão do deck. A versão Jund que chegou ao Top 8 do Campeonato Mítico IV continua muito popular, mas está abrindo espaço para uma versão 4 Cores que usa Azul e tem sido chamada de Crab Hogaak por usar Caranguejo de Edro



    De todo modo tanto os jogadores que estão surfando essa onda  quanto os que buscam as alternativas estão crentes que um banimento deve ocorrer e desta vez o próprio Hogaak, Necrópole Erguida pode receber o martelo. O fato é que quase ninguém mais espera que o formato se adapte e que o deck regrida em popularidade.



    Chris Clay se une ao Gods Unchained



    Fechando com uma nota um pouco menos relacionada ao Magic, Gods Unchained anunciou que Chris Clay é uma nova adição à equipe do jogo. Clay foi diretor do Magic Arena e trabalhava na plataforma desde 2016, mas no fim de maio deixou seu trabalho Wizards de forma amigável, reforçando que "Ver [o Magic Arena] crescer... foi um dos pontos altos de sua carreira". Ele foi substituído por Jay Parker na função de diretor do jogo.



    Gods Unchained é um Trading-Card-Game digital descentralizado e se destaca por ser baseado em block-chain, com a premissa de que os jogadores possam trocar e vender suas cartas com o mesmo senso de propriedade de cartas físicas.



    Isso coloca fim a mais um Boletim dos Artesãos. O que você achou de Commander 2019? Qual a melhor carta inédita e reprint? E o que você achou da vitória do brasileiro Carlos Romão na MPL? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Mudanças na MPL e Previews de Commander 2019

    Boletim dos Artesãos - Mudanças na MPL e Previews de Commander 2019

    por artesaosdomagic em 05/08/2019 - 156 Visualizações, 1 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, contendo tudo o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic na última semana. E essa semana tivemos as finais do Red Bull Untapped, disputada pelo Magic Arena no formato Standard Melhor-de-3, mudanças na disputa da Magic Pro League, a MPL, para a etapa que se aproxima, a Etapa Básica, e o início dos previews de Commander 2019. Então vamos aos acontecimentos.



    Finais do Red Bull Untapped



    Neste domingo em Londres ocorreu o Top 8 final do Red Bull Untapped, com os finalistas dos qualificatórios disputando uma vaga no Campeonato Mítico em Richmond e premiação total de $60,000.



    Embora a participação no campeonato tenha sido aberta a todos nos qualificatórios com um perfil bem diverso de jogadores, as finais acabaram com um campo bastante experiente em Magic, com competidores que já jogam há mais de uma década, alguns campeões nacionais e, é claro, o atual Campeão Mundial de Magic: the Gathering, Javier Dominguez.



    O destaque do campeonato ficou mesmo o Bant Scapeshift, que já mostramos por aqui e desde então vem caindo nas graças dos jogadores por ser um deck divertido e muito competitivo, sendo que três competidores registraram o deck para a disputa. O deck conseguiu fazer seu caminho até as finais com facilidade, tendo partidas mirror tanto nas quartas quanto na semifinal, e no fim se sagrou campeão pelas mãos do alemão Lino Burgold.



    Campeão do Red Bull Untapped



    O outro finalista foi Thomas Holzinger com outro deck Bant e outro deck que se importa com terrenos, o Bant Ramp, que acelera sua mana com um pacote que incliu criaturas, como o tradicional Elfos de Llanowar e a nova sensação Recife Soerguido e fecha seus jogos com mágicas gigantescas, como Krasis Hidroide e Final de Glória. O terceiro lugar ficou com Javier Dominguez que também pilotava um Bant Scapeshift.



    Pequenos Retoques na MPL



    A segunda etapa da Magic Pro League está chegando e a Wizards anunciou algumas mudanças para a Etapa Básica tanto na transmissão quanto na fórmula de disputa, mas o objetivo final continua o mesmo: os vencedores de cada divisão receberão byes direto para o Dia 2 do Campeonato Mítico V, disputado no Magic Arena.



    Na fórmula de competição a mudança é que foi introduzido um Top 4 final de eliminação dupla modificado para a decisão de cada divisão. Ainda acontecerão partidas de todos contra todos, como na Etapa da Centelha, mas dessa vez elas terão como objetivo primário qualificar os jogadores para o mata-mata, com os quatro primeiros avançando.



    Além disso, os primeiros colocados após as partidas terão vantagem na disputa eliminatória, pois os jogadores qualificados em 3º e 4º lugar entrarão na parte de baixo do Top 4, sendo eliminados já na primeira derrota.



    A mudança na transmissão é o encurtamento do show semanal da MPL de 5 para 4 semanas, com cada semana mostrando a disputa do Top 4 de uma divisão específica. As partidas da parte qualificatória não serão transmitidas no show, ficando a cargo de cada jogador decidir se as transmite em seus canais pessoais.



    As partidas de todos contra todos acontecerão no meio da semana, de segunda a quarta com o Top 4 acontecendo sempre no sábado. Dessa forma a programação da MPL ficou com Divisão Pérola na semana do dia 10 de agosto, Divisão Esmeralda na semana do dia 17 de agosto, Divisão Safira na semana do dia 7 de setembro e Divisão Rubi na semana do dia 14 de setembro.



    Uma última mudança ocorreu na formação das divisões que foi reorganizada com base nos Pontos Míticos disputados até agora. O show semanal da MPL pode ser assistido no canal oficial do Magic na Twitch.



    Formação da MPL na Etapa Básica



    Previews de Commander 2019



    Já estamos oficialmente na temporada de previews de Commander 2019! A partir de hoje até quinta-feira cada deck terá todo o seu conteúdo revelado, de cartas a listas completas. Se você deseja saber onde encontrar cada preview dê uma olhada nesse artigo disponibilizado pela Wizards.



    Porém algumas cartas já foram reveladas no fim de semana em painéis de Magic na GenCon, assim como mais informações sobre cada um dos quatro decks, como seus nomes, temas, combinações de cores e comandantes, o que acabou confirmando o vazamento, com o tema geral do lançamento sendo mecânicas.



    Comandantes de C19



    Comandando o deck Fúria Impiedosa (“Merciless Rage”), na combinação Rakdos, temos Anje Falkenrath, uma das mais antigas representantes do clã de vampiros de Innistrad. O deck expande o tema da Loucura causada pela corrupção de Emrakul nos vampiros, como vimos no bloco de Sombras Sobre Innistrad. O deck deve girar em torno de fontes de descarte habilitando os custos alternativos que a mecânica Loucura provê.



    No deck de combinação Sultai Ameaça Sem Rosto (“Faceless Menace”) temos a comandante Kadena, Feiticeira Esguia, uma naga do clã de Silumgar em Tarkir especializada na mágica de Metamorfose. O deck deve se centrar em conjurar criaturas viradas para baixo e conseguir grandes efeitos quando virá-las para cima.



    A mecânica Recapitular é a marca do deck Intelecto Místico (“Mystic Intellect”) de combinação de cores Jeskai, comandado por Sevinne, o Cronoclasma, um aluno da Academia Tolariana em Dominária mestre em mágicas temporais. O foco do deck será reutilizar suas mágicas direto de seu cemitério.



    Finalmente temos o deck Gênesi Primal (“Primal Gênesis”) nas cores Naya, comandado por Ghired, Exilado do Conclave, um ex-membro do Conclave Selesnia de Ravnica. O deck virá forte com tokens, mas em vez de encher o campo com eles deve buscar copiar os mais únicos e fortes com a mecânica Popular.



    Além dos comandantes tivemos também reveladas mais duas lendas, ambas da época da invasão phyrexiana a Dominária. Do lado de Phyrexia temos K’rrik, que se tornou um dos phyrexianos mais avançados ao viver em uma fenda do tempo e do outro lado temos uma nova carta para Gerrard Capashen, um dos maiores heróis de Dominária e um dos responsáveis pelo fim da invasão.



    Gerrard e K'rrik



    E para fechar Gavin Verhey afirmou que ouviu os pedidos e reclamações sobre os reprints na última edição de Commander e como prova revelou que Musa Nascida da Semente estará no deck de Metamorfose e também que cada um dos decks terá o reprint de um planeswalker, notícias bastante animadoras!



    O lançamento de Commander 2019 será dia 23 de agosto.



    Assim terminamos mais um Boletim dos Artesãos. Qual deck de Commander você ficou mais interessado? Qual reprint você mais espera? E o que está achando das disputas da MPL até agora? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Colorless Eldrazi no torneio modern de Apucarana

    Colorless Eldrazi no torneio modern de Apucarana

    por TonhoPisicchio em 05/08/2019 - 260 Visualizações, 1 Comentários.

    Comentando sobre o desempenho de Colorless Eldrazi no torneio modern de Apucarana (04/08).



    O deck se baseia em tentar "roubar" games com uma combinação de Cálice do Vácuo e vários eldrazi acelerados por Eldrazi Temple, Simian Spirit Guide e aproveitando o novo London Mulligan com Serum Powder. Foi o que aconteceu nesse fim de semana onde consegui sair com um bom resultado de 4x0 no torneio de Apucarana



     



    Game 1 - (Colorless Eldrazi 2 x 0 Grixis Control)



    Essa era uma boa match para o deck, e consegui encaixar um Cálice do Vácuo pra 1 no turno 1, foi decisivo para o sucesso na partida. Nos turnos seguintes a combinação de Eldrazi Mimic com Matter Reshaper e Thought-Knot Seer fecharam o game.



    Na segunda partida, contei com a zica do adversario que acabou mulligando para 5, nessa partida muliguei agressivamente também e consegui encontrar um Eldrazi Temple para acelerar o jogo.



    Game 2 (Colorless Eldrazi 2 x 1 Affinity)



    Uma partida complicada para o deck, pois é complicado acertar o Cálice do Vácuo. Na primeira match mantive uma mão com Dismember, Eldrazi Temple, Simian Spirit Guide e Cálice do Vácuo, porém, sem nenhuma criatura, sem saber contra que deck estava jogando apostei que o Cálice no turno 1 poderia ser eficiente, mas não foi o que aconteceu, o oponente "guspiu" a mão toda e desceu varias criaturas no turno 1 que em combinação com um Arcbound Ravager dominaram o jogo. Ainda consegui descer um Cálice para 2 (para anular os champeamentos e ravagers) e um Thought-Knot Seer, mas não foi suficiente para segurar o volume de criaturas



    Na match 2 muliguei 2 vezes (a segunda com Serum Powder), Encontrei uma mão com Reality Smasher (melhor bixo na match) Thought-Knot Seer e uma Bomba de Catraca do sideboard, que encaixou muito bem contra o oponente que começou a partida com 3 criaturas de custo 0, desci e já usei a bomba no mesmo turno, o oponente ainda baixou um Arcbound Ravager com proteção de Welding Jar, mas estava com um Dismember pronto para resolver.



    Na match 3 a mão veio o mais agressivo possivel com Eldrazi Temple, Eldrazi Mimic, Matter Reshaper e Reality Smasher. O adversario veio com uma mão um pouco mais lenta, então consegui tomar o papel de agressor e descendo criaturas cada vez maiores 1 turno adiantado foi o suficiente para levar a partida e o game



    Game 3 (Colorless Eldrazi 2 x 0 Tron)



    Contra o Tron foram duas partidas onde os hates do deck encaixaram perfeitamente. Na match 1 estava no play e consegui um Cálice do Vácuo pra 1 que matou praticamente a mão toda do adversário, ainda baixei um Ghost Quarter que impediu qualquer esperança dele fechar o Tron a tempo



    No game 2 a carta que brilhou foi a Sorcerous Spyglass, que travou justamente o Expedition Map que iria permitir um Tron no turno 4, o adversario ainda desceu uma Oblivion Stone, mas zicou na mana e não conseguiu estourar, nessa partida Mutavault também foi importante, pois estava com poucas criaturas



    Game 4 (Colorless Eldrazi 2 x 0 Burn)



    Na partida final encarei um Burn, baralho muito rapido, porém, onde o Cálice do Vácuo mais brilha.



    Na match 1 mulliguei agressivo e consegui achar um Cálice para descer no turno 2, que conseguiu desacelerar muito o jogo do adversario, Matter Reshaper também foi muito bom, pois troca com as criaturas e quando morreu revelei outro descendo de graça, nessa match Mutavault e Blinkmoth Nexus também foram essenciais, pois estava com poucas criaturas e dessa forma bloquearam 2 Eidolon da Grande Festança do oponente ajudando a segurar pontos de vida



    Na match 2 novamente mulliguei agressivamente com Serum Powder e encontrei a melhor mão possivel com Gemstone CavernsEternal Scourge e Cálice do Vácuo, dessa vez o deck rodou muito bem e a sequencia de Cálice do Vácuo, Matter Reshaper, Serum Powder e Reality Smasher fechou a partida e o game.



    Resumo do torneio



    O deck se deu muito bem no campeonato, London Mulligan + Serum Powder ajuda muito o deck a mulligar agressivamente e buscar sempre um jogo mais explosivo, War of the Spark também contribuiu com Blast Zone, a land ajuda a vencer partidas como (Whir Prison e decks com Ensnaring Bridge) que eram impossiveis no game 1. Nesse deck os aceleradores são fundamentais para passar a frente do oponente. Esperando agora no 18/08 como o deck vai se comportar no Mythic Championship Qualifier em Curitiba.


  • Boletim dos Artesãos - Campeonato Mítico IV em Barcelona

    Boletim dos Artesãos - Campeonato Mítico IV em Barcelona

    por artesaosdomagic em 29/07/2019 - 176 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que provê a você tudo o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. E é claro que o assunto principal de hoje não poderia deixar de ser o Campeonato Mítico IV, que aconteceu em Barcelona, com os formatos Draft de Modern Horizons na parte de Limitado e Modern na parte de Construído. Então vamos logo saber o que aconteceu em mais um dos torneios de mais alto nível de Magic: the Gathering.



    O Domínio de Hogaak



    Após o Anúncio de Banidas & Restritas das últimas semanas, que baniu a Ponte das Profundezas, que você também pôde acompanhar por aqui, muitos achavam que o deck Hogaak Bridgevine demoraria no mínimo algum tempo para se recuperar, afinal a Ponte era uma carta muito importante no deck e que o fornecia um poderoso combo com o potencial de acabar com o jogo antes que os oponentes tivessem oportunidade de responder.



    No entanto, logo no começo dos testes para o Campeonato Mítico IV as equipes foram percebendo que um 8/8 com Atropelar no Turno 2 ainda era o bastante para ganhar jogos no Modern e o deck estava longe de ser fraco. Nos dias que antecediam o torneio vimos cada vez mais jogadores anunciarem que o deck seria sua escolha para a parte de Construído do torneio.



     



    A expectativa da grande presença do deck foi confirmada e até superada já no Dia 1 do torneio, quando Hogaak foi responsável por mais de 1/5 dos decks inscritos (21,4% com 98 jogadores), um número incrivelmente alto num formato como o Modern. O resto do campo não deixaria o deck dominar sem oposição, no entanto, e a Linha de Força do Vácuo  foi a carta mais jogada no campeonato entre decks principais e sideboards, numa clara tentativa de resposta. Além disso, com os jogadores tão bem preparados para o que enfrentariam talvez o deck não tivesse tanto sucesso.




    Metagame do Dia 1
    Metagame do Dia 1




    Não foi isso que aconteceu e o deck continuou dominante no Metagame do Dia 2, com 24,2% em 70 jogadores, o que significa uma taxa de conversão, isto é, a porção de jogadores com o deck que conseguiram se classificar para o segundo dia de competição, de 71,4%, a melhor entre os decks com, pelo menos, cinco competidores.




    Metagame do Dia 2
    Metagame do Dia 2




    Note que a taxa de conversão não diferencia competidores com campanha 4-4 dos competidores 8-0, se você se classificou para o Dia 2 você está dentro, e, ademais, ela também inclui a performance no Limitado, o que não é o ideal quando se está tentando diagnosticar um formato Construído. Assim, para uma conclusão mais clara tivemos que esperar o fim das rodadas de suíço e ver o quanto venceu cada deck.



    E não deu outra, Hogaak ainda estava no topo. O deck mais popular do campeonato também obteve uma das maiores taxas de vitórias, ganhando 56,2% de suas partidas. Entre os decks com cinco ou mais jogadores somente outro deck teve uma taxa mais alta: o Hogaak Dredge, uma variação dos decks Dredge com ao menos três cópias de Hogaak.



    O domínio só não foi mais completo porque o deck só conseguiu uma vaga no Top 8 do torneio, embora tenha sido um dos melhores decks no campo. Além disso, o deck não está finalizado e tam bastantes peças flexíveis, então pode ser refinado ainda mais. Os clamores pelo banimento já começaram, então vamos aguardar o que acontecerá com o deck.



    Quem espera ansiosamente por essa resolução são os outros decks que estão ou tem pretensão de alcançar o topo do formato, como o Izzet Phoenix, até pouco o melhor deck do Modern, o Humanos, o Urza ThopterSword e o Jund.



    A Conquista de Thoralf Severin



    Como dito antes, apenas um jogador conseguiu chegar ao Top 8 com Hogaak, Martin Müller. O resto do Top 8 foi formado por Alvaro Fernandez Torres, com Hardened Scales, Sean Gifford, com Eldrazi Tron, Manuel Lenz, com Urza ThopterSword, David Mines, com Jund, Juan José Rodríguez López, com Mono-Red Phoenix, Thoralf Severin, com Tron e Zhiyang Zhang, com Jund. Um Top 8 muito diverso, contrariando o domínio que expomos acima.



    O deck de Thoralf era o mais tradicional Tron que se poderia pedir. Nada de pequenos Eldrazis, nada de Karn, o Grande Criador, apenas os confiáveis Karn Liberto, Ulamog, a Fome Interminável e Ugin, o Dragão Espírito. Em verdade Severin inscreveu quase a mesma lista que havia usado alguns meses atrás em Londres, a única diferença sendo uma cópia de Véu do Verão no sideboard. A escolha não se baseava apenas em ser um deck mais confortável e conhecido pelo jogador, no entanto, se tratando de uma jogada de Metagame. Prevendo um campo com a forte presença de Hogaak, Severin escolheu um deck que também tinha partidas favoráveis contra os decks que os outros jogadores poderiam trazer para combater a ameaça do cemitério.



     



    A estratégia deu muito certo, levando Thoralf Severin ao Top 8 com grandes chances de vencer o campeonato e o jogador se aproveitou de sua experiência com deck para vencer o Jund duas vezes seguidas na fase eliminatória, contra David Mines e depois Zhiyang Zhang. Seu oponente na final seria Alvaro Torres, que com um deck com jogadas intrincadas, mas incrivelmente rápido, o Hardened Scales, venceu Martin Müller e Sean Gifford.



    A final, então, seria um tipo de jogo diferente para Severin. Em vez de um jogo de atrito ele teria que fazer o seu melhor para estabelecer os terrenos de Urza o mais cedo possível e impedir que o oponente atacasse para letal. E ele fez isso muito bem vencendo as duas partidas pré-sideboard. Torres até ensaiou uma reação vencendo o jogo três, mas Ulamog mostrou toda sua força como um titã eldrazi, vencendo dois jogos, incluindo um em que era a única resposta levaria a vitória e o quarto jogo, e deu o título do campeonato a Thoralf Severin.



    Thoralf Severin campeão do MCIV



    Definidos os Finalistas do Team Series



    Além do evento principal individual também tínhamos a disputa por equipes que definiria os finalistas que competirão pelo título de equipes no MagicFest Las Vegas ainda esse ano e várias equipes tinham chances de alcançar as duas vagas.



    No final as duas equipes classificadas foram Hareruya Sword — formada por Kelvin Chew, Jérémy Dezani, Javier Dominguez, Grzegorz Kowalski, Andrea Mengucci, e Lee Shi Tian —  e Team Ultimate Guard —  formada por Andrew Cuneo, Reid Duke, Jon Finkel, William Jensen, Paul Rietzl e Matt Sperling.




    Equipe Hareruya Sword
    A equipe Hareruya Sword obteve primeiro lugar no Team Series




    Com tantos nomes grandes entre as formações das duas equipes podemos esperar uma disputa de alto nível pelo título.



    E isso finaliza o Boletim dessa semana. Muitas coisas aconteceram que têm o potencial para transformar o Modern, então vamos ver como os jogadores reagem e o formato evolui a partir desse ponto. E você, o que acha que vai acontecer com o Hogaak? Ficou feliz em ver o Tron no topo de um campeonato de alto nível? E qual outro deck do Campeonato Mítico mais te impressionou? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Boletim dos Artesãos - Trono de Eldraine e Metapaisagem no Standard

    Boletim dos Artesãos - Trono de Eldraine e Metapaisagem no Standard

    por artesaosdomagic em 22/07/2019 - 368 Visualizações, 1 Comentários.

    Bem vindos a mais um Boletim dos Artesãos, trazendo o que de mais importante aconteceu no mundo do Magic na última semana. Semana esta que foi agitada, pois todos estavam ansiosos para saber o que Mark Rosewater iria revelar em seu painel na San Diego Comic-Con no sábado e ele não nos decepcionou e nos deu importantes informações sobre o futuro próximo do jogo. Mas isso não foi tudo, também tivemos um novo deck causando impacto no Standard pelas mãos de um dos melhores jogadores da atualidade. Então vamos às novidades!



    Trono de Eldraine



    Finalmente foi revelado o nome da última coleção de Magic de 2019, a famosa coleção de outono, nos EUA, nossa primavera, e ela se chama Trono de Eldraine e se passará no plano de Eldraine. Mark Rosewater foi muito claro quando explicou as inspirações do plano dizendo que Eldraine é uma "mistura de Camelot com contos de fada", com um desenvolvimento top-down, ou seja, a coleção foi estruturada em torno desse conceito criativo, e estará cheio de referências a essas duas fontes, o que foi plenamente confirmado pelas artes reveladas até agora, com cavaleiros, reinos, bruxas, sereias e até um homem-biscoito.



    Além disso, temos algumas informações sobre os planeswalkers que estarão presentes em Trono de Eldraine. Foi confirmado que estaremos no plano natal dos gêmeos Rowan Kenrith e Will Kenrith, que conhecemos em Battlebond, e ambos estarão presentes, sendo que Rowan será o rosto do set. Haverá ainda um terceiro planinauta em Trono de Eldraine e temos confirmação de que este será um personagem novo.



    Rowan Kenrith é a cara de Trono de Eldraine



    O pré-lançamento de Trono de Eldraine será nos dias 28-29 de setembro, o que significa que o lançamento da coleção será dia 4 de outubro. Não sabemos ainda quando começam os previews, mas vamos aguardar ansiosamente.



    Project Booster Fun



    O prato principal do painel de Mark Rosewater foi outro, no entanto, e ele apresentou uma algumas mudanças no método de distribuição das cartas do jogo físico chamado "Project Booster Fun". A primeira mudança é que a Wizards foi reestruturada para um formato de estúdios, cada um responsável por uma parte do Magic, como o estúdio para o Jogo Físico, para os Jogos Digitais e para Franquias, por exemplo. E assim que o estúdio de Jogo Físico foi estruturado eles se debruçaram na tarefa de melhorar a experiência de abrir um booster de Magic, para assim melhorar a experiência de um jogo como um todo.



    O objetivo principal de um booster de Magic é mesmo o jogo Limitado, mas nem todas as pessoas abrem boosters com isso em mente, elas abrem boosters por outros variados motivos, como montar uma coleção, um deck ou procurar uma carta específica, e nem sempre são satisfeitos, o que pode gerar uma sensação ruim. Além disso um dos maiores fatores que tornam abrir booster divertido é a incerteza do que se pode encontrar no interior e a surpresa de conseguir uma carta muito boa ou premium. No entanto, desde o fim das Obras Primas as cartas mais cobiçadas do Magic não podiam ser encontradas em boosters comuns, caso dos Box Toppers de Ultimate Masters e dos planeswalkers das Edições Míticas. Esses são os problemas que deveriam ser solucionados.



    Para isso a Wizards está tornando suas cartas com tratamento premium mais acessíveis. O primeiro passo foi aumentar a proporção de foils nos boosters, o que já ocorreu em M20. O segundo passo é colocar os tratamentos premium que até agora eram restritos dentro dos boosters, e isso foi feito com as cartas com arte extendida, como os Box Toppers, e planeswalkers sem borda, como os das Edições Míticas. Além disso um novo tratamento foi criado, chamado cartas Showcase. Nessas cartas a arte e a moldura estarão estilizados para sintonizar mais com o set, uma inspiração tirada direto das Obras Primas. A partir de Trono de Eldraine todas essas cartas poderão ser encontradas em boosters e todos eles disponíveis em versões foil e não-foil.



    Os tipos de tratamento premium



    Para resolver o outro problema a solução foi criar novos tipos de boosters. O booster comum que se achava até hoje será chamado de Booster de Draft e ele continua como está, com o adicional da possibilidade de conter planeswalkers sem borda e cartas Showcase. O segundo tipo de booster é um que estava sendo testado e teve grande sucesso, os Boosters Temáticos. Neles você encontra 35 cartas em torno de um mesmo tema, o que facilita montar decks por exemplo, com 1 ou 2 raras/míticas e um número variável de comuns e incomuns, sendo que sempre haverão mais comuns. O revés é que nenhum dos tratamentos premium estão disponíveis nestes booster.



    O último tipo de booster, que é realmente novo, é o Booster de Colecionador. Ele foi feito para os jogadores que querem encontrar as cartas mais únicas de cada lançamento e somente neles estarão presentes as cartas com arte extendida, uma por booster. Além delas eles terão 1 rara/mítica foil, 9 comuns/incomuns foil, 3 cartas dos outros tratamentos premium (planeswalkers sem borda e cartas Showcase), 1 token foil e 1 carta auxiliar, espaço destinado às cartas mecanicamente únicas da coleção, como as promocionais de Buy-a-Box e cartas exclusivas de Decks de Planeswalker.



    Os tipos de booster



    Incentivo ao Brawl



    Finalizando o nosso bloco sobre a próxima coleção, uma outra novidade que Trono de Eldraine traz é um novo impulso ao Brawl, formato singleton da Wizards que é uma intercessão entre o Standard e o Commander, mas que permite planinautas como seus generais. O formato finalmente está chegando ao Magic Arena em sua forma 1 contra 1, num momento oportuno, logo após a rotação. Além disso a Wizards anunciou como um novo produto decks pré construídos do formato. Trono de Eldraine terá 4 versões destes decks, cada um com 60 cartas, sendo 7 delas mecanicamente únicas (que poderão ser encontradas nos Boosters de Colecionador) e também uma Roda de Vida, um contador de vida em forma de carta.



    Metapaisagem no Standard



    A staple do Modern Metapaisagem conquistou o Standard ontem no GP Denver pelas mãos de ninguém menos que Luis Scott-Vargas, jogador que está sempre na conversa de melhores jogadores de Magic da atualidade. A carta esteve presente no formato por quase dois anos sem sequer ser considerada para decks do topo do formato, mas tudo mudou com o lançamento da Coleção Básica de 2020.

     



    O objetivo do deck é parecido com o deck Scapshift do Modern, mas com algumas alterações. O terreno que permite que o deck funciona não é Valakut, o Pináculo Derretido, mas sim Campo dos Mortos, e a condição de vitória não é mais dano direto, mas sim ataques de Zumbis. O ojetivo geral é chegar a sete terrenos ou mais para que use a Metapaisagem e se busque o Campo e mais seis outros terrenos de nome único, o que inicia a produção de tokens.



    Uma outra interação interessante do deck é o uso de Teferi, Manipulador do Tempo. Neste deck ele não é apenas usado como uma jogada de Turno 3 que é poderosa demais para se dispensar. Na verdade ele é uma peça chave do combo, permitindo que o jogador ameace vitória mesmo nos turnos do oponente. Além dele vemos Krasis Hidroide que pode ser tanto uma condição de vitória reserva, quanto uma forma de se proteger contra decks agressivos, ou ainda chamariz, limpando o caminho de possíveis contra-mágicas que impediriam o combo.



    O deck parece muito interessante de jogar e também de assistir. É uma pena que não houve cobertura em vídeo para o evento, como não há há algum tempo para a ampla maioria dos GPs.



    Assim terminamos o Boletim dessa semana, com muita informação para assimiliar. De todo modo o que você achou de Trono de Eldraine? E das mudanças nos boosters? E tem Campeonato Mítico essa semana, quais seus palpites? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Liga Impetus 13/07/2019 - Decks no TOP8

    Liga Impetus 13/07/2019 - Decks no TOP8

    por Amilskul em 18/07/2019 - 178 Visualizações, 0 Comentários.

    Fala galera,



    Nesse artigo você encontra todos os decks do TOP8 da Liga Impetus realizada em 13/07/2019.



    E se quiser ler o report feito pelo campeão, só clicar no link!



    O Grande Campeão



     



    Segundo Colocado



     



    Terceiro e Quarto Colocados



     



     



    E pra fechar o Top8



     



     



     



     



     



    Espero que tenham gostado da Liga Impetus e fiquem ligados que a próxima etapa já está no forno!



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  • Boletim dos Artesãos - Banimentos e a Estréia de M20

    Boletim dos Artesãos - Banimentos e a Estréia de M20

    por artesaosdomagic em 15/07/2019 - 233 Visualizações, 0 Comentários.

    Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, que entrega a você o que de mais importante ocorreu no mundo de Magic: the Gathering na última semana. E nessa edição temos muitos formatos se adaptando a um novo paradigma seja por banimentos ou pelo lançamento da coleção mais recente, a Coleção Básica de 2020, então vamos logo saber o que aconteceu.



    Banimentos no Modern



    Na segunda-feira passada ocorreu mais um Anúncio de Banidas & Restritas, e foi um dos mais aguardados dos últimos tempos já que o Hogaak BridgeVine não saía da boca do povo, você até pôde ler um pouco sobre o deck aqui mesmo em boletins anteriores. Além disso esse é o anúncio que precede o Campeonato Mítico IV, físico, cujo formato será justamente o Modern, onde o deck dominava.



    Bom, a expectativa de fato se cumpriu e uma das peças chaves do deck, que inclusive está evidenciada no próprio nome dele, foi banida do Modern, a Ponte das Profundezas. A justificativa não poderia ser mais clara: o Hogaak BridgeVine era um deck que vencia muito, mais de 60% de suas partidas no Magic Online, muito rápido e com poucas partidas desfavoráveis, o que foi confirmado pelos dados da Wizards. Além disso, seu crescimento em popularidade, pegando um pouco do medo do Dredge, obrigava os oponentes a carregar pacotes imensos de cartas anti-cemitério, às vezes até mesmo no deck principal.



    Carta Ponte das Profundezas



    A Wizards conta que várias cartas foram consideradas para o banimento além da Ponte, como o Altar of Dementia  e o próprio Hogaak, Arisen Necropolis, mas que a Ponte era a carta mais provável de se ver numa posição problemática novamente. Por não custar mana e simplesmente precisar de ser enviada ao cemitério para começar a criação de Zumbis, a carta seria uma preocupação a cada lançamento que tivesse sinergia com o cemitério, eventualmente se tornando poderosa de novo.



    Sem os Zumbis providos pela ponte para convocar Hogaak o deck vê seu combo para “millar” seu oponente, isto é, colocar todas as cartas do grimório em seu cemitério, muito enfraquecido, talvez até fraco demais para o formato. O deck já existia antes há algum tempo, até mesmo versões antes da Ponte ser descoberta, mas vai precisar ser retrabalhado para que mantenha sua posição no topo do formato.



    Banimentos no Commander



    Também na segunda-feira passada tivemos também um Anúncio de Banidas, assim como uma atualização no Documento de Filosofia do Commander e, pegando muitos de surpresa, tivemos uma mudança na Lista de Banidas e Restritas do formato, com Motor do Paradoxo e Iona, Escudo de Emeria, banidos e Servo do Pintor desbanido. A última mudança desse tipo havia acontecido há um bom tempo, em 2017, quando Leovold, Emissary of Trest foi banido e Protean Hulk desbanido.



    O Commander é primariamente um formato casual e multi-jogadores reconhecido e sancionado pela Wizards, mas comandado por um grupo independente chamado de Comitê de Regras, que decide, entre outras coisas, as cartas que serão banidas no formato. De uma forma geral as cartas que o comitê vê como uma ameaça à experiência positiva de Commander que eles vizualizam são banidas. E para esclarecer qual é a visão desse grupo para o formato, de tempos em tempos o Documento de Filosofia do Commander é atualizado.



    No Documento o Comitê reforça a natureza casual do Commander, já na primeira frase: “Commander é um formato para a diversão”. Nele os jogadores se unem numa forma de contrato social em que a experiência de todos é considerada nas jogadas feitas e na forma em que se constrói o deck. Também é reforçado que a Lista de Banidas do formato não busca regular as variantes competitivas nem o nível de força das cartas e decks, e sim, visa a experiência geral do formato. Ele finaliza dizendo que o formato pode ser quebrado, com jogadas abusivas, mas eles acreditam que o jogo é mais divertido se isso não acontece.



    Quanto aos banimentos, o Paradox Engine é uma carta que pode ser incrívelmente quebrada mesmo em decks que não se dedicam a ele, tendo um potencial imenso para gerar combos e recursos imensuráveis a partir de um campo que, a priori, seria inofensivo. O custo de inserí-lo no deck é basicamente nulo, já que ele usa de cartas que você é naturalmente incentivado a jogar, e ele pode ser jogado em qualquer combinação de cores, por ser um artefato incolor. Por isso Motor do Paradoxo foi banido. 



    Iona, Shield of Emeria , é uma carta que gera uma experiência negativa assim que entra em campo de batalha essencialmente proibindo os oponentes de usarem seus decks, especialmente se eles forem mono-coloridos, sem o benefício de uma aplicação positiva no jogo, isso é tudo que ela faz. Seu custo de mana elevado não é um empecilho nem ajuda a balancear seu uso, já que sabemos a facilidade que é reanimá-la para o campo de batalha.



    O desbanimento de Painters Servant  se deu, pois o comitê avalia agora que há mais formas de usar a carta de uma maneira criativa e divertidas do que de maneiras abusivas.



    Motor do Paradoxo e Iona banidos, Servo do Pintor desbanido



    A Estréia de M20



    E a Coleção Básica de 2020 foi oficialmente lançada e já tivemos alguns eventos para testar este novo formato tanto no Arena quanto no físico. A expectativa é que a coleção consiga fazer boas alterações no cenário do Metagame que até agora era controlado por planinautas, se não em decks, pelo menos em cartas chaves.



    No entanto, se olharmos apenas o vencedor do Fandom Legends, torneio semanal que acontece na Twitch pelo Magic Arena, ficaríamos bastante decepcionados. Brian Braun-Duin foi o campeão com o deck Esper Hero, deck já bem conhecido que foca no Hero of Precinct One  e cartas multi-coloridas na forma de remoções e planeswalkers. As únicas cartas da nova coleção usadas por Braun-Duin foram duas cópias Temple of Silence em sua base de mana.



    Já seu oponente na final, Javier Dominguez, mergulhou de cabeça em M20 e estava jogando com um Temur Elementais, que foi basicamente criado só com cartas novas. A peça chave do deck é Risen Reef  que, com os outros elementais do deck acaba gerando uma vantagem de cartas imensa além de um ramp incrível, o que justifica os 24 terrenos do deck. Depois o deck pode fechar o jogo com um Omnath, Locus of the Roil , que pode entrar antes, fortalecendo os elementais, ou depois, dando dano direto, ou um poderoso planeswalker como Chandra, Awakened Inferno  e Nissa, Força Vital .

     



    O deck também apareceu no Star City Games Open de Worcester, ficando em terceiro lugar. A prata e o ouro ficaram com outros decks conhecidos, mas estes não ficaram intocados como o Esper Hero. O Mono-Blue Aggro de Ross Meriam adotou o Spectral Sailor  como mais um de seus Flying Men  e também um uso para os terrenos no fim do jogo. Do sideboard pode sair também Cerulean Drake , para ajudar em partidas contra os decks vermelhos.



    O Drake, no entanto não foi o suficiente, já o Mono-Red Aggro foi o grande vencedor do torneio, pilotado por Aaron Barich. Ela leva em seu deck de novidade Ember Hauler  como mais uma ameaça que entra cedo e pode ser sacrificada por dano direto. Além disso temos em seu deck Chandra's Spitfire  que pode gerar quantidades imensas de dano mesmo em um campo vazio. Do sideboard temos Fry , que pode lidar com aqueles planeswalkers irritantes do oponente, e Chandra, Acólita da Chama .



    E assim terminamos mais um Boletim dos Artesãos. Os formatos já começam a se ajustar às mudanças e poderemos ver um novo Metagame surgindo a partir delas. O que você achou do banimento no Modern? E no Commander? E acha que esse novo deck de elementais de M20 chega longe no Standard? 



    Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.



    Thiago Santos dos Artesãos do Magic


  • Um Nexus da Pesada!

    Um Nexus da Pesada!

    por Corso em 14/07/2019 - 372 Visualizações, 4 Comentários.

    E aí pessoal, eu sou o Marcos Corso, jogo magic desde 1998, mas competitivo há 04 anos, quando comecei a participar de Grand Prix (Magic Fest) e Qualificatórios, e agora o nosso querido Magic Arena, onde neste dia 13 de julho tivemos a 3ª Etapa Classificatória da Liga Impetus e pude me sagrar campeão, após 06 rodadas do suíço mais um top 08 espetacular! Um grande evento muito bem organizado e com excelentes jogadores!





    O deck que escolhi foi o Simic Nexus (calma, não é aquele que joga infinito turnos e não faz nada), com Nissa, Who Shakes the World  e a temática Elemental como forma de rampar e de ganhar tempo contra decks focados em criaturas. Assim, cartas como Leafkin Druid e Risen Reef  ajudavam a rampar ou gerar card advantage, e cartas como Cavalier of Thorns entrava para estabilizar o jogo e gerar valor em uma eventual troca, visto que você pode trazer bombas como Krasis Hidroide do seu cemitério.



    Além da temática elemental, que serve de ramp e consegue equilibrar o jogo contra decks aggros, o deck possui a shell de Nexus of Fate  + Tamiyo, Field Researcher, que consegue filtrar seu deck em busca das respostas e após um tempo você consegue fazer dois, três, quatro Nexus enquanto agride seu oponente com uma Hidra gigante ou desenvolve o board por meio da geração de mana extra da Nissa.



    O Plano de Sideboard é bem tranquilo. Geralmente sai as 4 Growth Spiral e entram cartas para proteger as peças principais como Veil of Summer, ou para segurar o jogo ou gerar vantagem como Ripjaw Raptor e Mass Manipulation  (esta excelente contra controle para roubar o Teferi, Time Raveler), ou então para lidar com aquilo que pode ser muito prejudicial, como Aether Gust  e Cerulean Drake, ótimas contra Mono Red, Phoenix, Wilderness Reclamation e outras ameaças.



    Abaixo vou falar um pouco de cada partida do Suíço, deixando o enfoque maior para o TOP 8.



    Rodada 1: vs Mono Blue Tempo (2-0)



    Uma partida bem interessante, onde G1 tomei diversos counters, oponente me deixou a um de vida e não conseguiu finalizar o jogo depois que fiz uma Hidra 5/5, onde estabilizei o board, encontrei Tamiyo, Field Researcher e consegui virar uma game quase perdido. G2 o oponente mulligou e não conseguiu desenvolver o board, enquanto a temática elemental se sobrepôs, gerando muita vantagem e dominando o jogo.



    Rodada 2: vs Simic Flash (2-1)



    Uma das piores matches de se jogar contra, pois seu oponente só joga no seu turno, ou anulando suas principais spells, ou fazendo criaturas com evasão como Spectral Sailor ou que geram valor como Nightpack Ambusher que gera uma ficha de lobo 2/2 em todo turno do oponente quando ele não fizer mágicas. Assim ele vai desenvolvendo o board no seu turno, enquanto na mão tem respostas para quase todas as suas mágicas. G1 meu oponente teve um certo flood, o que me possibilitou desenvolver o jogo e ganhar fazendo vários Nexus of Fate. G2 meu oponente veio com uma mão muito boa e jogou sem deixar margem para conseguir responder suas spells com Veil of Summer ou Aether Gust . G3 meu oponente teve de mulligar a 4 e quase conseguiu voltar pro jogo, mas aí consegui encaixar uma hidra gigante e gerou muita vantagem e um corpo que ele não conseguiu responder com Merfolk Trickster ou Unsummon.



    Rodada 3: vs Simic Flash (0-2)



    Lista um pouco diferente da anterior, porém com mais anulações, como Frilled Mystic e Syncopate, que fez uma grande diferança no G1, quando tive um Cavalier of Thorns anulado pra x=1, o que me possibiltaria estabilizar o board e começar a agredir meu oponente. G2 tive de mulligar a 05 e não tiver minhas 03 primeiras mágicas do game anuladas, sendo que em seguida o oponente fez um Nightpack Ambusher e aí sentou em cima dele com suas anulações e bounces, dominando o jogo. Este deck tem ganhado grande notoriedade e vem sendo utilizado pelos profissionais em níveis altíssimos de competitivo. Assim, sugere-se estudar uma variedade de sideboard para se defender melhor nesta partida, talvez Spell Pierce e Essence Scatter pro early game e um Commence the Endgame pra fazer no passe e gerar vantagem.



    Rodada 4: vs Jeskai Super Friends (2-0)



    Aqui foram dois games bem tranquilos. G1 oponente fez um Deafening Clarion no começo que até deu uma sobrevida, mas já havia comprado muitas cartas então consegui retomar o jogo e finalizar a partida com os elementais da Nissa. G2 enquanto eu rampava, meu oponente fazia planeswalkers, como Narset, Parter of Veils , Teferi, Time Raveler e Sarkhan the Masterless  porém, vindo do sideboard um Mass Manipulation pra x=2 foi suficiente pro oponente conceder na hora.



    Round 5: vs Naya Feather (2-0)



    Uma partida que bem estranha de jogar, pois se o Naya conseguir ter um início sólido e aumentar o corpo dos seus bixos, como o Tenth District Legionnaire e deixar uma Feather, the Redeemed protegida, dificilmente você consegue evoluir o board em tempo de fazer diversos Nexus of Fate para retomar a partida. Neste caso específico, G1 meu oponente estava com larga vantagem até que consegui fazer uma Hidra pra x=5, ganhar um pouco de vida e ter um blocker pra Feather. G2 um ramp cedo me levou a ter um Cavalier of Thorns no early, estabilizar o board enquanto meu oponente não conseguia achar suas criaturas, gastando seus recursos para matar minhas Nissas, até que consegui manter uma na mesa, fazer uma Hidra gigante e um Nexus of Fate pra selar o caixão. Destaque pra Aether Gust que pode ser uma boa resposta contra Domri's Ambush e outras cartas de vantagem do oponente, fazendo um 2 por 1 e ganhando tempo.



    Rodada 6: vs Simic Nexus (1-2)



    Aqui um mirror, mas a versão do oponente era com Wilderness Reclamation, Search for Azcanta // Azcanta, the Sunken Ruin e Root Snare , ou seja o Nexus combo, focado em flipar Azcanta, achar muitas cartas enquanto desvira seus lands e continua cavando o deck atrás dos Nexus of Fate. G1 meu oponente acabou errando nos cálculos e em vez de fazer mais um Nexus, optou por comprar cartas, e na volta consegui dar letal nele. G2 e G3 o deck dele funcionou como é pra funcionar, prevenindo danos, flipando Azcanta e consegui anular minhas maiores ameaças, depois com uma Tamyio selou as vitórias.



    TOP 8



    Quartas de Final: vs Simic Nexus (2-0)



    A revanche! Diferente dos G2 e G3 da rodada anterior, aqui o deck do meu oponente não conseguiu evoluir em ambos games, o que me deu tempo para desenvolver a mesa e imprimir muito dano e card advantage. Foram dois games bem apertados, onde a Nissa, Who Shakes the World fez toda a diferença ao meu lado.





    Semi-final: vs Ancetral Blade (2-0)



    O clássico MonoWhite com algumas alterações, como Ancestral Blade e Raise the Alarm. G1 o oponente desenvolveu muito rápido o board com a Aspirante a Marchadora Celeste, Marechal de Benália e Loxodonte Venerado, enquanto um Tomik, Advoquista Distinto me impedia de transformar os meus lands em elementais 3/3 com a Nissa, Who Shakes the World. Pelo chão eu conseguia me defender, porém a Aspirante batia 4 por vez pelo ar, até que me deixou com 4 pontos de vida e consegui encontrar um Krasis Hidroide, que me deu vida, cartas e um corpo pra me defender da Aspirante. A partir daí, estbilizei o jogo onde meu late game é muito superior ao do oponente, pois enquanto ele comprava drops 1 eu comprava Tamyio, Cavaleiros e Nexus of Fate. G2 o jogo se desenvolveu de forma muito semelhante, porém meu oponente não conseguia me atacar, em razão de eu ter rampado cedo e ir fazendo um Cavalier of Thorns atrás do outro, situação que me gerou muita vantagem. O toque final foi um Mass Manipulation pra x=2 roubando a única criatura com voar e um Marechal.



    Final: vs Orzhov Vampires (2-1)



    Uma partida memorável.



    O Orzhov do opnente é um deck que tem uma lista bem resiliente, cheia de recursos e cartas como Legion LieutenantSorin, Imperious Bloodlord e Knight of the Ebon Legion conseguem impactar muito o board, crescendo rapidamente o poder da mesa e o Sorin é um grande finisher gerador de vantagem, pois consegue colocar um Champion of Dusk turno 3 comprando de 2 a 3 cartas.



    No Game 1 fui atropelado pelo oponente. Neste game apenas fiz ramps e não encontrei nada pra ao menos ganhar tempo, como um Cavaleiro ou uma Hidra e morri fazendo 2 Nexus seguidos pra tentar encontrar alguma coisa, mas sem êxito algum. Enquanto isso meu oponente com um Adanto Vanguard e um Sorin, Imperious Bloodlord conseguiu evoluir o dano, enquanto sacrificava outros drops baixos pra matar meus Risen Reef, que poderiam ajudar a desenvolver o board.



    No Game 2 um jogo onde meu oponente não conseguiu pressionar muito e eu consegui estabilizar logo. Meu oponente trouxe Duress e tirou logo cedo uma Tamiyo, Field Researcher minha, me deixando apenas com um Nexus na mão e muito ramp na mesa. Em seguida entrou o Sorin, Imperious Bloodlord e já conseguiu matar um mana dork meu. Mas do topo deck veio uma Nissa, Who Shakes the World que deu um fôlego. Enquanto isso, meu oponente seguia sacrificando vampiros e matando meus mana dorks. Meus ataques basicamente eram no Sorin do oponente para não deixar o jogo desequilibrar. Até que um Risen Reef seguido de um Cavalier of Thorns geraram bastante valor e meu oponente concedeu, sabedor que eu tinha um Nexus of Fate na mão ainda para finalizar a partida em seguida.



    O Game 3 foi um jogo de muita emoção. Acabei abrindo duas mãos horríveis e tive de mulligar a 05, o que é extramemente ruim com um deck que tem remoções e descartes. Meu oponente abre com um Adanto Vanguard seguido de uma Legion Lieutenant, enquanto eu faço 02 Leafkin Druid, onde um acaba morto e meu oponente titubeia em matar o outro antes de eu receber a prioridade no turno 04. Assim, consegui descer um Cavalier of Thorns, dar um ramp, mas logo foi removido pelo oponente. Seguido meu oponente faz mais uma Aspirante a Marchadora Celeste e eu faço outro Cavalier of Thorns e continuo rampando e tentando estabilizar o jogo, com 06 de vida. No turno do meu oponente ele comprou land apenas, me atacou e optei por matar a Aspirante e ir a 02 de vida, sabendo que poderia ser finalizado por um Sorin a qualquer momento. O jogo segue com eu fazendo uma Nissa, Who Shakes the World e um Risen Reef enquanto meu oponente compra outro Adanto e lands. Aí em algumas trocas talvez equivocadas do meu oponente, acabou perdendo o fôlego, pagando muita vida pra manter os Adantos vivos enquanto tentava me agredir e a Nissa acabou fazendo o que faz de melhor: ser implacável.



    E assim eu ganhava meu primeiro torneio de Magic Arena, que não veio de sorte, veio de muita dedicação, estudo e amor por esse jogo espetacular, que já me gerou muitas amizades e alegrias.



    Destaque especial do Deck é o Cavalier of Thorns! Juntamente com a Nissa, Who Shakes the World é o MVP do Deck. Além do ramp e da possibilidade de trazer uma bomba do cemitério, tem um corpo gigante, rampa e é um elemental, o que gera valor junto com Risen Reef. Nexus of Fate passa a ser uma carta de menor relevância, mas quando utilizada no momento certo pode gerar muita vantagem ou proporcionar a estabilidade necessária para encaminhar o jogo. Gostei muito do deck e pretendeo desenvolver ele durante esta Season, já que em agosto teremos o IV Mithyc Championship Qualifier pelo Arena, e é preciso estar bem treinado e focado.



    Vou ficando por aqui! Um prazer poder compartilhar essa experiência e espero poder ajudar sempre a comunidade do Magic a crescer e se solidificar.



    Abraço!