Boletim dos Artesãos - Companheiros no Standard | Magic

Escrito por artesaosdomagic
Publicado em 27/04/2020
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Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, fechado com o que de mais importante aconteceu no mundo de Magic: the Gathering. Já nos distanciamos algumas semanas do lançamento de Ikoria: Terra de Colossos e depois de termos algum tempo para respirar e experimentar o set, nada melhor do que ver o resultado desses experimentos em campeonatos, e é isso que faremos. Porém antes passaremos pelo Commander, que teve uma atualização de regras publicada. Vamos lá!

Nada Mais de Flash-Hulk

Na segunda-feira passada, dia 20, o Comitê de Regras do Commander publicou mais uma atualização de regras, o que era esperado para o ajuste do formato após o lançamento de uma nova coleção. A publicação não se limitou a isso, no entanto, pois também incluiu banimentos, sendo um deles muito pedido por uma parte da comunidade.

Nas mudanças de regra nada de extraordinário foi feito, apenas uma pequena alteração permitindo que a mecânica de companheiro funcione no Commander. Para isso a Regra 11 foi editada. Antes a regra impedia que qualquer carta de fora do jogo fosse acessada, o que inutiliza cartas como Desejo Fulgurante e Karn, o Grande Criador, que são mal vistas pelo Comitê por sua abragência. A Regra 11, então agora lê:

“Habilidades que trazem outras cartas que você possui de fora do jogo para dentro do jogo não funcionam no Commander.”

Como os Companheiros trazem a si mesmos para dentro do jogo eles podem funcionar no Commander da mesma forma que nos outros formatos.

Indo para os banimentos tivemoas a oficialização do de Lutri, o Catamágicas. Falamos sobre a carta aqui, mas, em resumo, a restrição desse Companheiro faz parte das próprias regras do Commander, o que o fez incompatível com o formato.

Lutri e Lampejo

O banimento que rendeu mais comentários, porém, foi o da carta Lampejo, um pedido da comunidade competitiva do formato desde que Brutamontes Multiforme foi desbanido no formato. As duas cartas combinam para um combo que termina o jogo com extrema facilidade, chamado Flash-Hulk, e que acabou se tornando onipresente e rendendo experiências menos que agradáveis.

Enquanto o banimento foi um pedido dessa parte de jogadores a forma como ele veio deixou a comunidade competitiva um pouco incomodada. No artigo Toby Elliot gera um tipo de sentimento de nós contra eles entre os jogadores competitivos e casuais dizendo que esta é uma “decisão excepcional” e um “passo extraordinário, improvável de ser repetido”.

Posto dessa forma o anúncio deixou clara que existe uma cisão entre estes dois tipos de jogo para o Comitê, enquanto outros entendem que todos apenas querem aproveitar o mesmo formato, o Commander, a sua maneira. Além disso ele enfraquece a força do jogo competitivo, passando a mensagem de que ele não tem e não terá a mesma importância do casual.

Conflito à parte, todas as mudanças são feitas tendo em vista a melhoria do formato e os jogadores podem agora propriamente mergulhar nas novas cartas e mecânicas de Ikoria e Commander 2020 despreocupados.

Novo Standard com Ikoria

Ikoria: Terra de Colossos foi lançada há tempo suficiente para que os jogadores fizessem seus experimentos e colocassem suas ideias à prova em cenários competitivos, pelo menos no Magic digital, que conta com torneios regulares tanto no Magic Online quanto no Magic Arena. E tendo isso em mente a Wizards publicou na última sexta, dia 24, uma análise de como está reagindo o Metagame à chegada do set.

Os dados foram obtidos levando em conta os Qualificatórios Diários das MagicFest Online de 20 a 23 de abril. Os 99 decks vitoriosos, com campanha com no mínimo 5 vitórias, ajudam a ilustrar o que se passa na cabeça dos jogadores no momento, mas um tema se sobressai entre os outros, os Companheiros, que estão em destaque em 3 dos 4 arquétipos que lideram o formato.

No topo temos um encontro quase que perfeito entre um deck e um Companheiro em Keruga, o Macrossábio e Jeskai Fires. O deck não perdeu quase nada para se adequar as restrições de Keruga, fazendo uma substituição simples de Rajada de Éter por Caloteiro Descarado // Pequeno Furto. Aliás a Aventura da fada, ao lado de Gigante Esmaga-ossos // Pisar, são peças importantíssimas ao permitir que o deck mantenha interação de começo de jogo sem perder o Companheiro.

O casamento quase perfeito rendeu ao deck quase 35% das campanhas vencedoras nos quatro dias analisados. E, mesmo sendo início de formato, a construção parece quase finalizada, divergindo apenas na possível adição de algumas cópias de Cunoro, Sabujo de Atreos.

 

O arquétipo que fica na segunda posição é o de Sacrifícios, e esse sim tem ainda muitas decisões a fazer, embora tenha tido formidáveis 21% dos resultados favoráveis. Isso se deve ao fato de que muitas opções parecerem viáveis nesse início de Standard.

O deck tem dois ótimos Companheiros a considerar entre Lurrus da Toca Onírica e Obosh, o Furapresa. Lurrus  te faz perder o poderosíssimo efeito de Diabo do Pandemônio, enquanto que Obosh maximiza este mesmo efeito, mas te faz abrir mão de Croxa, Titã da Fome da Morte e Sacerdotisa dos Deuses Esquecidos.

Lurrus e Obosh

Porém essas não são as únicas opções, pois Lurrus ainda abre caminho para trocar o Vermelho pelo Branco num Orzhov Aristocracts. Ou ainda você talvez não queira nenhuma dessas mudanças e se atenha ao velho Jund Sacrifice. São muitos fatores a se levar em consideração, mas, no momento, a balança pende para a vitória de Rakdos Lurrus nesse embate.

O terceiro arquétipo com Companheiro de destaque é o Ramp, onde Yorion, Nômade Celeste entra em evidência com o Bant Ramp. O deck mantém o esqueleto da versão do Standard passado, com Nissa, Abaladora do Mundo e Uro, Titã da Ira da Natureza, mas se expande para acomodar mais 20 cartas, das quais cerca de metade são terrenos.

A princípio diluir as chances de comprar suas melhores cartas parece uma má ideia, mas começar com uma oitava carta sempre disponível e que sinergiza bem com o deck, reativando habilidades de entrar no campo de batalha e restabelecendo a lealdade de planinautas, parece fazer o sacrifício fazer a pena.

Yorion e Shark Typhoon

O último dos 4 arquétipos principais do Standard atual não conta com um Companheiro, mas ressurgiu das cinzas por causa de apenas uma carta de Ikoria. Shark Typhoon renovou completamente o vigor de Temur Reclamation o colocando novamente entre os melhores decks.

O encantamento é extremamente poderoso não só no campo de batalha, mas também na mão do jogador, já que, aliando sua habilidade de Reciclar às quantidades imensas de mana geradas com a ajuda de Reconquista da Natureza, pode criar tubarões voadoes mais que formidáveis.

O formato ainda está se desenvolvendo, e evolui a passo rápido. Keruga é o Companheiro a ser batido no momento, mas vamos ver por quanto tempo continua nessa posição.

Esse é o fim de mais um Boletim dos Artesãos. O que você achou do banimento no Commander? Em qual deck você tem apostado nesse início de Standard? E qual seu Companheiro favorito no formato? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook, Twitter ou Instagram. Obrigado pela leitura.

Thiago Santos dos Artesãos do Magic

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