Boletim dos Artesãos - Alquimia do Arena | Magic

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Publicado em 06/12/2021
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Olá e sejam bem-vindos a mais um Boletim dos Artesãos, desta vez chegando na data correta para te trazer o que de mais importante acontece no mundo de Magic: the Gathering. Se prepare, pois a edição de hoje está recheada com notícias do Jogo Competitivo e o Magic Arena mergulhando de vez em seu aspecto digital com um novo formato. Vamos lá!

Campeonato de Innistrad

Foi dada a largada à Temporada Competitiva de 2021-22 com o Campeonato de Innistrad! Seguindo um formato parecido com os seus antecessores, este foi um torneio multi-formato, com o Histórico e o Standard à frente das atenções. Em termos de Metagame os dois formatos estão em momentos muito diferentes e podemos ver isso claramente na reação dos participantes.

O Standard de Voto Carmesim já está solucionado e mais que isso os mesmos decks que comandavam em Caçada à Meia Noite continuam sendo pilares do formato. Na configuração atual temos os decks URx de Epifania de Alrund como o arque-inimigo do formato com ambos Mono-White e Mono-Green correndo agressivamente para alcançá-lo.

Meta Standard

O poder de Epifania é bem conhecido e, embora você possa parear a carta de algumas formas para ganhar o jogo, usando dragões, por exemplo, a variação mais popular do deck foi a mais voltada para o aspecto combo, usando Iteração Galvânica, com quase 40% do campo. O fato de que o deck teve perto do dobro de jogadores do Mono-White é o suficiente para mostrar que o reprint de Thalia, Guardiã de Thraben na verdade não coloca tanto medo assim, o que era a esperança de alguns.

A esta altura fica claro que algo deve ser feito ou este deck vai reinar ininterruptamente. Alternativas para ele já temos, seja num outro finalizador, como Hullbreaker Horror ou em arquétipos que estão sendo suprimidos, como o Orzhov Control de Edgar, Charmed Groom // Edgar Markov's Coffin e decks tribais. Agora é aguardar.

Meta Histórico

No Histórico temos uma perspectiva muito diferente e um Metagame mais distribuído, com o deck mais popular sendo o agressivo Selesnya Humanos. Mais que isso temos uma maior representatividade de combinações de cores e de arquétipos, com o Controle em Jeskai, as fortes sinergias de Golgari Food e Izzet Phoenix e o midrange interativo de Rakdos Arcanist.

Entre os acima citados dois decks especialmente se destacaram em suas performances, colocando três jogadores cada no Top 8 e foram justamente Izzet Phoenix e Golgari Food, este último brilhantemente pilotado por uma equipe japonesa formada por grandes nomes.

Aliás vale o destaque que 5 dos 8 competidores que chegaram à fase eliminatória e 4 dos 6 classificados ao Mundial são japoneses. Estes campeonatos digitais em geral vêm mostrando o quanto o custo e o esforço das viagens pesa para jogadores de algumas regiões. E isso mesmo que eles tenham que jogar em horários esdrúxulos devido a diferença de fuso.

Assim não foi uma surpresa que o campeão do torneio, Yuuki Ichikawa, viesse desse grupo. Mas ele não teve vida fácil, pois em seu caminho ele teve que enfrentar o atual Campeão Mundial Yuta Takahashi, o membro da MPL Riku Kumagai duas vezes, o membro dos Rivais Zachary Kiihne e seu companheiro de equipe Toru Saito. Essas partidas resultaram em sua chegada à Grande Final. Foram três partidas tensas contra outro grande nome, Simon Görtzen, em que cada jogador parecia sempre ter a resposta certa na hora certa. Yuuki Ichikawa conseguiu superar isso e aproveitar a vantagem de seu deck para sacramentar a vitória e ficar com o título. Parabéns!

Yuuki Ichikawa Campeão

Para finalizar, tivemos um grande número de brasileiros no torneio, o que é sempre bom de ver, e eles foram acompanhados de perto. Apenas 3 se classificaram para o dia 2 e são nomes conhecidos no cenário competitivo, Paulo Vitor, da MPL, Carlos Romão, dos Rivais, e Lucas Caparroz. Todos eles terminaram com o mesmo recorde, 9-6.

Apresentando Alchemy

Mudando completamente de assunto, na última quinta-feira tivemos um dos maiores anúncios recentes para o Magic e para o Arena, sua plataforma digital mais nova, nada mais, nada menos que um novo formato, o Alchemy. O formato chega já dia 9 e vem com foco em um novo tipo de jogador que chegou junto com o Arena, que joga várias e várias horas por semana e gostaria que os formatos se movessem com mais agilidade. Para atender a esse público o Arena se firma agora em seu aspecto digital.

A base do Alchemy é a mesma do Standard, no sentido de que ele também é um formato rotacional com as mesmas coleções. O Alchemy se diferencia do Standard em 3 pontos: ele será um formato em constante mudança; ele usará cartas rebalanceadas; ele usará cartas e mecânicas puramente digitais.

Primeiro sobre as cartas rebalanceadas, elas são versões alteradas de cartas que foram impressas em algum lançamento da plataforma. O rebalanceamento pode ser um enfraquecimento, usado como uma ferramenta para afetar o Metagame como um geral, reduzindo a presença de cartas que tomaram uma proporção maior que a planejada. A mudança também pode vir como uma melhoria, para tentar fazer um certo deck ou estratégia seja mais viável.

Cartas rebalanceadas serão marcadas com um símbolo A antes de seu nome e serão colecionadas em conjunto com sua versão original (ao adicionar uma à sua coleção a outra aparecerá automaticamente). Elas serão legais e as únicas versões usadas nos formatos digitais do Arena, o Alchemy e o Histórico. O Standard permanece como está e continuará a se regular através de banimentos.

Símbolo A

Sobre as novas cartas puramente digitais, o Alchemy terá um lançamento suplementar que acompanhará cada set do Standard, e chegando cerca de um mês depois no Arena. O primeiro deles é Alchemy: Innistrad, com cerca de 60 cartas que chega junto com o formato. Os demais devem ter cerca de 30 cartas a começar com Dinastia Neon no ano que vem.

Pelas cartas que já vão sendo reveladas, vemos um tom muito parecido com a primeira leva de cartas digitais de Historic Horizons. O resultado claro só de uma olhada breve nelas é que as experiências de se jogar Standard e Alchemy serão brutalmente diferentes.

O ponto final é que o Alchemy será um formato em constante mudança. Para isso a equipe do Arena vai usar dos rebalanceamentos com grande frequência e regularidade. O primeiro pacote de rebalanceamentos inclui 11 cartas, entre elas a algoz Epifania de Alrund e outras staples do Standard, como Carruagem de Esika e Dragão da Ponte Dourada e Aspirante a Luminarca, o que afeta os basicamente todos os top decks do Standard. Algo que vale nota é que algumas cartas serão intocáveis. Ícones como Thalia, Guardiã de Thraben e Capturar Pensamento não estão sujeitas a serem rebalanceadas.

Como nota final, a equipe reforçou que o Alchemy não vem para substituir o Standard e que é importante para elas que o Arena possua sempre uma forma de jogar o Magic que seja idêntica ao jogo físico.

Há muitos detalhes ainda sobre a implementação do Alchemy, como ele vai evoluir e como os jogadores vão reagir a ele. Muito disso só pode ser descoberto através da experiência. O Alchemy, a mais nova evolução do Magic, chega dia 9 de dezembro no Arena!

Assim terminamos mais um Boletim! Agora queremos saber de você. Gostou de ver o Jogo Competitivo de volta no Campeonato de Innistrad? E sobre o Alchemy, está empolgado para o formato? O que achou das cartas rebalanceadas e digitais que chegam dia 9? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook, Twitter ou Instagram. Obrigado pela leitura.

Thiago Santos dos Artesãos do Magic

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