Super Modern no Piedade Cards House - Report do Campeão

Escrito por Stalonge
Publicado em 02/08/2018
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E aí pessoal no MYP, tudo bem com vocês?

Meu nome é João Rinaldo, tenho 25 anos e meu passatempo favorito é o Magic.

Hoje estou aqui pra falar um pouco sobre o evento que Rolou no Piedade Card’s House (www.mypcards.com/piedade), O Super Modern e de minha participação nesse torneio.

Com o auxílio do MYPCards e do Luiz Piedade conseguimos promover um dos maiores torneios Modern dos últimos tempos na cidade de Londrina. Foram aproximadamente 30 jogadores disputando a premiação em Boosters, créditos na plataforma MYPCards e Cards promocionais, como a Masterpiece que foi dada ao campeão. Foram 6 Rodadas com muitas reviravoltas e felizmente eu consegui levar a melhor.

Minha escolha de deck foi o clássico e amado JUND. Deck composto pelas cores Vermelho, Preto e Verde com a combinação das cartas mais fortes de cada cor.

A última temporada modern procurei jogar com os decks mais injustos possíveis, sendo eles O tribal de Humanos e Titanshift onde obtive bons resultados. Para esse torneio apostei na consistência de uma lista recheada de descartes, remoções e criaturas fortes já que conhecia a maioria dos decks que jogariam o torneio.

A Lista do deck:

O Sideboard: 

A carta faltante é um Explosivos Fabricados  - Peguei emprestado de um amigo para o torneio.

Sobre as partidas:

Meu primeiro confronto foi contra um dos meus companheiros de treino, Rafael Kenji (https://mypcards.com/NIshiyama), que pilotava um GW value, deck fortíssimo.

  • Game 1 keepei uma mão razoável com remoções, um Tarmogoyf  e um descarte. comecei controlando bem o jogo mas fui surpreendido por uma Collected Company  tornando minhas remoções insuficientes para a quantidade de criaturas. A board foi ficando muito grande e eu já não conseguia mais parar os Cavaleiro do Relicário  me batendo 8 por turno.

  • Game 2 comecei com uma mão bem forte, descartando e matando seus dorks sem dificuldade. baixei um Tarmogoyf e uma Grafdiggers Cage no começo do jogo e fui controlando a mão e a board. Jogo tranquilo e sem muitas dificuldades. A Grafdiggers Cage  ganhou sozinha parando duas Collected Company do meu oponente

  • Game 3 foi bem próximo do segundo jogo. Comecei com descarte e baixando turno dois já uma das minhas criaturas mais fortes. No terceiro turno encontrei uma de minhas cartas de side, Grafdiggers Cage , parando 2 Collected Company  da mão do meu oponente. Ele baixava uma criatura por turno, eu matava uma criatura por turno. Até aí, sem problema. Quando a partida estava quase controlada meu oponente encontrou uma Adoração  e 4 Voz da Ressurgência  do topo do deck. O jogo foi para os 5 turnos, eu já havia ultado uma Liliana, the Last Hope , mas ele tinha Bomba de Catraca para parar meus tokens. Comprei do topo uma Brutalidade Coletiva,  o que me daria a vitória caso conseguisse levar a vida do meu oponente a 2. Não consegui e a partida acabou empatada.

Segundo jogo fui pareado com um deck Tribal. Meu oponente Fernando Rodrigues estava jogando de Elfos e até então desconhecia o meu deck - vantagem pra mim.

  • Game 1 ganhei no dado e meu oponente pediu muligan. Keepei uma mão com 5 terrenos, um Tarmogoyf e um Lightning Bolt . Comecei com fetch pra vermelho e passei, ele fez sua mana do turno, baixou um elfo de mana que tomou um Raio no passe. Do topo encontrei outro Tarmogoyf . Não tinha muita escolha a não ser baixar o bixão e rezar. Ele não encontrou a segunda mana para fazer suas spells de custo 2 e apanhou dos monstrengos até zerar a vida.

  • Game 2 subi algumas cartas de side, como Lavamante Implacável , Danação e a allstar da partida, Noite da Traição das Almas . Comprei as 7 primeiras cartas e lá estava ela. O problema eram os terrenos, uma fast land BR apenas. Decidi manter a mão, já que dentre as cartas estavam 2 Raio's e 1 Dark Confidant . Na primeira draw já encontrei uma Verdant Catacombs  o que me permitiu baixar meu Dark Confidant e encontrar tudo o que queria. turno 4 o encantamento já estava na mesa e os elfos do meu oponente já não conseguiam mais ficar vivos no campo de batalha. 2-0

Terceira partida foi um pesadelo - Baiano pilotando Um Mardu Piromante.

  • Game 1 foi uma partida de descarte. Ficamos sem mão e sem ações praticamente no quarto turno contando com o top deck. Meu oponente matou meus Tarmogoyf's, eu matei seus Young Pyromancer e o jogo seguiu até ele encontrar mais um Young Pyromancer . Não consegui resolver a criatura e aí foi uma festa de elemental. Morri apanhando dos tokens e tomando Raio  na cara. Nenhuma novidade até aqui

  • Game 2 foi bem rápido. descartei as principais ameaças e fiz uns bixão. Ele matou o que conseguiu e fez Blood Moon . Eu já havia buscado uma floresta básica prevendo a jogada e consegui conjurar minhas 2 Bloodbraid Elf , que ganharam a partida.

  • Game 3 arrisquei uma mão sem terrenos básicos e descartes, mas bem poderosa com Dark Confidant , Tarmogoyf , Scavenging Ooze e Remoções. Perdi pra Blood Moon , claro. 1-2 e lá se vai minha última ficha.

Quarta partida enfrentei uma Lenda Londrinense -  O dono da antiga Odisséia que tanto ouço falar, Carlinhos. Ele estava no controle de um deck BW tokens. A partida costuma ser bem complicada para o Jund pela quantidade de criaturas.

  • Game 2 Meu oponente começa de descarte tirando um dos meus descartes e vai fazendo tokens na medida do possível. Eu consigo resolver uma Grim Lavamancer e um Abrupt Decay e a partida começa a se encaminhar. meu oponente se livra das minhas criaturas e começo a bater com minha Treetop Village . 2-0

Quinta partida enfrentei Um Storm pilotado pelo jogador Pedro Sartori (https://mypcards.com/pedrocsart). A partida costuma ser razoavelmente boa por conta dos descartes e das remoções, mas eu não enfrentava um storm a muito tempo e comecei a ficar inseguro.

  • Game 1 Mantive uma mão com Raio , Abrupt Decay , Liliana of the Veil e algumas lands. Arrisquei jogar sem desrupt e ganhar na base da remoção e da Liliana of the Veil consumindo a mão do meu oponente. Meu oponente começou o jogo fazendo Truque de Mãos  e passou, fiz fach vermelha pra conseguir dar o Raio no passe em uma das criaturas do combo e passei. Turno seguinte ele fez Truque de Mãos  e Visões do Soro , baixou land e passou. Fiz Raging Ravine e arrisquei no Raio , torcendo pra ele nao ter Remand , caso ele counterasse conseguiria voltar de Liliana of the Veil pra -2. Ele desceu bixo, land e passou. Dei o Raio e funcionou. Desci Liliana of the Veil e comecei a atacar a mão dele. Próximo turno ele combou pra 11 de danocom Metralha  matando a liliana e me dando o restante do dano.  Encontrei um Tarmogoyf e fui batendo torcendo pra ele não encontrar nenhum Gifts Ungiven . Não encontrou. 1-0

  • Game 2 foi bem parecido, com a diferença de que dessa vez eu encontrei alguns descartes. Consegui baixar logo minhas criaturas e matar seu Baral, Chefe da Conformidade quando necessário; Em determinado momento da partida meu oponente conseguiu encontrar um Gifts Ungiven que poderia ser problemático. Joguei as instants pro grave e pedi pra ele descartar uma com Comando de Kolaghan  no passe. No meu turno fiz Liliana of the Veil e descartei a última que havia sobrado. Fiquei torcendo novamente pra ele não encontrar a quinta e a sexta mana para conjurar o Past in Flames  do cemitério enquanto eu mantia um clock de dois turnos. Não encontrou. 2-0

A Sexta e última partida antes do corte para o top 8 foi pra testar o coração. Peguei um GR Tron do Luiz Piedade, organizador do evento e proprietário da Loja. Todo jogador de Jund sabe que essa partida costuma ser na maioria das vezes 70% - 30% a favor do Tron.

Passei em Terceiro Lugar e ganhei 3 boosters de M19 nessa Brincadeira. Eu estava eufórico e muito ansioso pra saber quem enfrentaria. Agora a busca era pelo primeiro Lugar, Créditos no myp e aquela masterpiece linda.

Primeiro jogo do TOP 8 Enfrento o Antônio. Meu histórico com ele é horrível em todos os formatos. Sou praticamente um bye para ele tanto no legacy quanto no modern sempre perdendo para aquela combinação de Cálice do Vácuo  + Eldrazi. Dessa vez o Antônio inovou e decidiu jogar de MonoWhite D&T.

  • Game 2 abri uma mão com descarte, Dark Confidant ,Comando de Kolaghan  e Liliana of the Veil . A interação foi praticamente a mesma do primeiro jogo com a diferença de que dessa vez eu conseguiria lidar com o Aether Vial e alguma criatura x/2 com apenas uma carta, favorecendo o 2 pra 1 e me colocando à frente do jogo. Não tive muita dificuldade - 2-0

Segundo jogo do TOP 8 Enfrentei o jogador Rodrigo Loureiro (https://mypcards.com/RodrigoL) com seu Deck GW Elfos. Ele se classificou em 2º lugar no suiço, começando portanto a partida na play.

  • Game 1 Abri uma mão com 3 remoções, 1 criatura e 1 descarte, a mão perfeita pra jogar contra elfos. Meu oponente muligou a 6 cartas e manteve uma mão com um drop 1 e quatro criaturas de custo 3. Fez mana elfo turno um e eu matei logo em segunda no meu turno. Encontrou a segunda land e passou. no meu turno fiz descarte e deixei mana aberta pra raio. No turno dele comprou criatura de drop 2, que morreu no passe. no meu turno resolvi uma Liliana of the Veil pedindo pra descartar um dos drop 3, em seguida ele abaixou uma das criaturas. No meu turno fiz -2 na Liliana of the Veil e baixei uma Bloodbraid Elf pra descarte. 1-0

  • Game 2 segui o plano do G1: matar uma criatura turno 1, descartar turno 2 e continuar removendo qualquer elfo que interagisse com o deck, ou gerando mana, ou regenerando criaturas. O sideboard foi dedicado a isso: Grim Lavamancer , Danação , Noite da Traição das Almas , Liliana, the Last Hope  e Grafdiggers Cage para parar os Acorde do Chamado e Collected Company … 2-0

Terceiro e último jogo do TOP 8 foi o BOSS da casa, Leandro Basdão (www.mypcards.com/basdao), pilotando um deck GW auras ou Bogles, como a maioria conhece. O deck é baseado em criaturas com resistência a magia e encantamentos que deixam esses inofensivos 1/1 em verdadeiros Emrakul, o Fragmento dos Éons 15/15. Normalmente a partida é fácil para decks BG+X por conter Liliana of the Veil , descartes e Abrupt Decay , mas a Leyline of Sanctity atrapalharia muito meu plano de jogo, ainda mais estando eu na draw.

  • Game 2 foi uma das partidas mais tensas que já joguei na vida. Basda abre de Leyline of Sanctity + Bogle Escorregadio . Enquanto isso eu olhava minha mão com descarte e Liliana of the Veil já pensando no pior. Sigo o jogo fazendo man land e passando o turno. Turno seguinte meu oponente resolve um Manto Espiritual , impossibilitando minhas criaturas de bloquear. No meu turno baixo um Tarmogoyf e passo. Turno 3 ele resolve uma Daybreak Coronet e me ataca, me levando a um clock de 3 turnos e baixa uma criatura. No meu turno compro Pulsar do Maelstrom mas decido guardar para a Leyline of Sanctity , já que havia uma Liliana of the Veil em mãos. Baixo a Liliana e peço pra que descarte. Ambos descartamos terrenos. No turno seguinte ele cicla um terreno e ignora a Liliana of the Veil me atacando. No turno seguinte, destruo a Leyline of Sanctity e uso -2 na Liliana, fazendo com que ele sacrifique 1 dos Bogle Escorregadio desencantados e deixando um Bogle Escorregadio  bombadão na mesa. Basdão Compra outra Daybreak Coronet  e decide matar a Liliana, levando em consideração que o dano em mim não seria letal e que na volta teria que sacrificar a criatura caso a ignorasse novamente. Perco minha Liliana e no momento estou no top deck. No meu turno compro algo irrelevante e faço um de meus descartes, na mão do Basda havia apenas uma floresta. Passo o Turno e rezo. Basdão não compra nada, ataca me levando a 2 de vida. Decido embaralhar meu deck estourando uma fetch land, indo a 1 de vida. Brincamos durante um momento sabendo que a única carta que me salvaria nesse momento é a Liliana of the Veil . Dou meu deck para ele cortar e do Topo vem a tão sonhada Liliana. Basdão concede - 2-0

Jogar de Midrange foi uma das melhores experiências que tive no modern. A escolha para esse torneio foi boa e me senti infinitamente feliz ao conseguir vencer partidas que considerava impossíveis, como o GR Tron, por exemplo.

Agradeço ao Luiz Piedade por nos proporcionar um torneio tão bacana, à equipe do MYP Cards por auxiliar e incentivar os jogadores da região no que precisam e ao Grande amigo Felipe Alfaya (https://mypcards.com/Willowman) por abrir mão de jogar o torneio para poder auxiliar no que diz respeito à organização e às regras.

Um grande abraço a todos, e até a próxima!

Comentários

Zadrom comentou em 03/18/2018 10:18

Queria ter encontrado um Jund no caminho :) com meu Tokens, mas foi muito massa, cheguei até a semi!

basdao comentou em 03/09/2018 10:09

Torneio muito bacana e com vários jogadores. Precisamos destes torneios para o crescimento do Magic na região.
Parabéns para você, João, pelo caneco. Grande abraço.

Pistolinha comentou em 03/19/2018 09:19

Que orgulhinho, joga demais. Parabéns meu amor <3