Boletim dos Artesãos - Resultados de Bruxelas e Nagoya

Escrito por artesaosdomagic
Publicado em 03/02/2020
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Olá e sejam bem-vindos a mais Boletim dos Artesãos, rematado com o que de mais importante acontece no mundo de Magic: the Gathering. Essa semana não poderíamos ter outro assunto além dos primeiros Players Tours da Temporada Parcial 2020-2021 que aconteceram em Nagoya e Bruxelas no fim de semana. Então vamos ficar por dentro do que aconteceu nesses eventos.

Provando o Pioneer

O formato dos campeonatos é um dos maiores atrativos dessa primeira série de Players Tour, colocando o recém nascido Pioneer sob os holofotes para ser explorado pelos melhores jogadores de todo o mundo.

O formato vêm sido acompanhado de perto pela comunidade e pela Wizards desde o começo, e seu principal guia até agora, que inclusive influenciou banimentos, tinham sido os resultados do Magic Online. O que esses dados indicavam era a forte presença e influência de cinco decks principais nas semanas que antecederam os Players Tour: Mono-Black Aggro, Niv to Light, Izzet Ensoul, Azorius Control and Azorius Spirits.

Além desses, uma nova combinação tomou a atenção de todos nos últimos instantes, escalando o topo do formato de uma forma que deixou muitos assustados, na forma de Dimir Inverter. O combo envolvendo Inversor da Verdade que foi amplificado com a chegada de Oráculo de Tassa, adicionou um pouco mais de tempero à panela do formato.

Esses resultados são limitados, no entanto, e precisam de validação. Essa nova camada de importância, com a possibilidade jogar luz sobre a imagem completa do Pioneer e influenciar o futuro do formato, quais estratégias são válidas, quais não, o que é promissor e o que talvez precise até de um banimento, foi um dos grandes fatores do espetáculo.

Campo Diverso em Bruxelas

Começando pelo Players Tour da região Europa, que aconteceu na capital belga, Bruxelas. Analisando os decks trazidos pelos 384 competidores somos brindados com uma diversidade incrível, que já começa nos três decks mais jogados, que caem na divisão clássica do Magic: Aggro, Combo e Control.

O deck mais popular foi o Mono-Black Aggro, representando 13,8% dos jogadores. É sempre uma boa ideia encarar o jogo com agressividade, ainda mais se você está cercado das melhores cartas interativas do formato, Capturar Pensamento e Empurrão Fatal, e têm boas criaturas recursivas para manter o nível de ameaça sempre alto, Campeão Banhado em Sangue, Parasita de Sucata.

Logo depois o combo que destronou Heliode como o mais falado do formato, Dimir Inverter, teve 12,2% do campo. Ser o melhor deck com Revirar o Tempo não é um predicativo banal e o deck, que já existia de alguma forma antes com apenas Jace, Manipulador de Mistérios, se tornou um verdadeiro competidor com Oráculo de Tassa. Seu poder e impacto são tantos que ele está sendo apelidado de Splinter Twin do Pioneer.

O terceiro deck foi Azorius Control, com 9,6% O arquétipo, presente em basicamente qualquer formato do jogo, se mostrou uma boa maneira de impedir seus oponentes de executarem seus planos no Pioneer, apoiado por poderosas mágicas, como Veredito Supremo, e planinautas, como Teferi, Herói de Dominária.

Para fechar a sequência de decks mais populares tivemos os outros três citados na nossa introdução. Niv to Light representou 9,1% do campo, Azorius Spirits teve 6% e Izzet Ensoul ficou com 5,5%.

Deixando a popularidade e passando à performance, Mono-Black Aggro e Dimir Inverter se mantiveram como os decks mais representados no Dia 2 do evento com conversões de cerca de 40% e porções do meta de 16,2% e 14,6% respectivamente.

Outros que conseguiram se segurar em seu assento Niv to Light, com conversão de cerca de 30%, e Izzet Enzoul, com cerca de 40%. Os decks ficaram com respectivos 8,5% e 6,9% do campo. Já os decks Azorius foram muito mal, convertendo em torno de 20% de seus jogadores. Azorius Control chegou ao Dia 2 com apenas 6,9%, enquanto Azorius Spirits fechou com meros 3,8%.

Na contramão, um deck que surpreendeu, subindo aos mais representados no Dia 2, com conversão de mais de 70%, foi Mono-White Devotion, portador do combo Heliode + Ballista, entre outras interações poderosas.

Deixando de lado as análises macro, sabemos que o que decide campeonatos é perícia individual. Dois jogadores da MPL que se preparam para o Mundial em alguns dias fizeram seu caminho até a fase eliminatória em Bruxelas. Um deles foi polonês Piotr Głogowski, um dos responsáveis por popularizar o Dimir Inverter nas redes, e o outro o brasileiro Paulo Vitor Damo da Rosa, que adicionou mais uma ótima performance ao seu currículo impecável pilotando um Niv to Light.

Outro integrante do Top 8 veio de outro continente em busca do título, o chinês Zhang Zhiyang com Mono-Black Aggro. Assim como ele todos os outros competidores que avançaram ao mata-mata já tinham histórico em jogo de alto nível.

Assim, fechando a lista tivemos os italianos Mattia Rizzi e Valerio Luminati com Bant Spirits, o sueco Joel Larsson com Sultai Delirium, o holandês Brent Vos com Lotus Breach e o espanhol Juan José Rodríguez López com Mono-Red Aggro.

Top 8 Bruxelas
Da esquerda para a direita: Juan José Rodríguez López, Piotr Głogowski, Brent Vos, Mattia Rizzi, Zhang Zhiyang, Valerio Luminati, Paulo Vitor Damo da Rosa, e Joel Larsson

Os Bant Spirits foram eliminados nas quartas-de-final assim como os representantes Aggro. Numa das semifinais, no embate entre MPL, PV ficou com a pior, com Głogowski avançando para enfrentar Joel Larsson, que despachou Brent Vos do outro lado, na final.

Piotr saiu na frente nas costas de Jace, mas viu sua sorte minar nos jogos com sideboard graças à Linha de Força do Vácuo. Dificulltando muito a vida e as interações do deck de seu oponente com essa poderosa resposta, Joel Larsson ganhou os dois jogos seguintes para se sagrar campeão.

Larsson Campeão em Bruxelas

Deck Sultai Delirium - Pioneer

Sultai Delirium by Larsson, Joel: https://www.mtggoldfish.com/deck/2723371

Autor: artesaosdomagic

 

Inverter Domina Nagoya

Embora os seis decks mais populares tenham sido os mesmos, o Players Tour Nagoya foi um campeonato muito diferente do de Bruxelas, talvez refletindo um estilo de jogo diferente trazido com frequência pelos jogadores da região Ásia-Pacífico.

O deck mais popular entre os 192 jogadores registrados foi o Dimir Inverter por uma boa margem, com 19,3% dos jogadores, e em seguida tivemos o Mono-Black Aggro com 13%. Niv to Light assumiu a terceira posição com 10,9% e só depois tivemos Azorius Control e Azorius Spirits, ambos com 7,3%, e Izzet Ensoul, com 6,8%.

Esses seis decks representaram juntos mais de dois terços dos decks do evento, 64,6%, bem mais que os cerca de 56% em Bruxelas. Isso não quer dizer que o campo era homogêneo, no entanto, já que 17 jogadores, cerca de 9% do campo, registraram decks únicos no torneio, ou seja, eram os únicos pilotando um certo arquétipo.

Em termos de conversão, Dimir Inverter permaneceu no topo com 51% e cerca de 29% do campo no Dia 2, seguido novamente pelo Mono-Black com 48% e cerca de 18% do campo. Azorius Spirits foi muito melhor em Nagoya, 50% de conversão e 10,6% do campo, enquanto Niv to Light e Azorius Control foram péssimos com os mesmos 14% de conversão que os deixaram com 4,5% e 3% do campo respectivamente.

Top 8 Nagoya
Atrás, E-D: Kenta Harane, Akira Asahara, Lee Shi Tian, Dimitriy Butakov
Frente, E-D: Shintaro Ishimura, Yuta Takahashi, Ken Yukuhiro, Shota Yasooka

O Top 8 reforçou a narrativa vencedora de Inverter tomando 5 dos 8 assentos. Yuta Takahashi, Akira Asahara, e os membros da MPL Shota Yasooka e Lee Shi Tian pilotavam uma versão Dimir, enquanto Shintaro Ishimura foi num caminho diferente com Devotion Inverter.

As últimas posições ficaram com Kenta Harane, que pilotou um Azorius Spirits, Dmitriy Butakov no aggro com Mono-Black Vampires e Ken Yukuhiro, o último membro da MPL no Top 8, que levou uma construção própria à fase de mata-mata, com Sram Auras.

Tudo encaminhado para Inverter levantar o troféu, certo? Bem, os decks que continham Branco em suas cores tinham outros planos tanto o Azorius Spirits de Kenta Harane quanto o Sram Auras de Ken Yukuhiro derrotaram decks Dimir Inverter nas quartas-de-final e semi-final para chegar a decisão, onde Harane foi capaz de reverter as vantagens criadas por Yukuhiro, que ganhou o primeiro jogo e parecia perto de ganhar o terceiro, para se sagrar campeão.

Essa semana temos o último Players Tour dessa série, pela região Américas. Como os jogadores vão reagir aos resultados de domingo e que ajustes farão com essa torrente de informações sobre o formato que eles têm e com tão pouco tempo antes da competição? Teremos que assistir para saber.

Assim finalizamos mais um Boletim. E você, o que achou dos torneios dessa semana? Como foi ver o Pioneer finalmente nas grandes mesas de Magic: the Gathering? Qual deck e qual jogador mais te impressionou? Sinta-se livre para nos contar usando a seção de comentários. Você também pode nos alcançar por nossa página no Facebook ou Twitter. Obrigado pela leitura.

Thiago Santos dos Artesãos do Magic

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